poesia
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PAI
Palavra
Amiga que
Inspira toda minha vida
Por onde estou
Aonde vou, tuas boas ações e
Intenções sempre me orientou
Posso te
Amar de todo meu coração, mas ainda não
Imagino como cabe em ti tamanha dedicação
Para te
abraçar, às vezes nem consigo, você é grandão,mas no
Intimo todo dia dou um beijo no teu coração.
Por tudo que
A mim estás a ofertar
Inspiração, carinho e amor a semear...
Por toda
A minha vida, teu exemplo como uma
Imagem Divina há de se
Perpetuar, e no
Abraço de toda criança, no
Ingenuo sorriso para um pai amigo hei de sempre te lembrar
José Guilherme
Pernambuco, “Onde o mar arrebenta”
Pernambuco,
“Onde o mar arrebenta”,
onde a brisa alenta,
onde a chuva é amena,
onde o tempo acena,
onde pássaros têm liberdade,
onde felizes cruzam as cidades,
onde lindas flores se abrem,
onde raios solares os campos invadem,
onde estradas sinuosas se evadem,
onde se formam campeões,
onde os atletas nos trazem emoções,
onde se seguem as tradições,
onde as festividades do ano são definidas,
onde há festivais de quadrilhas,
onde a culinária é bastante rica,
onde se comem munguzá,pamonha e canjica,
onde nasceram o frevo e o maracatu,
onde se dança de Recife a Caruaru,
onde a cultura em tudo acerta,
onde nasceram grandes escritores e poetas,
onde suas obras a curiosidade nos despertam,
onde todo soldado tem seu mérito,
onde nasceu o nosso exército,
onde se contribuiu muito por nossa história,
onde nasceram sonhos de vida e de glória,
onde o povo tem na esperança o seu pendão,
onde Seu José reza e Dona Maria faz oração,
onde cada criança tem seus sonhos infantis,
onde posso dizer que sou feliz.
Pernambuco,
“Onde o mar arrebenta”.
Rinaldo Pedro
PIRILAMPO
(Rodrigues Bomfim)
Vem Pirilampo!
Rogo-te que saí do campo e traga-me um abençoado encanto
Pois ando muito irritado e cansado com a rotina que levo
Ríspido com todos. Desejando a solidão. Sem ânimo pra viver
Vem Pirilampo assim em vôo lépido em minha acanhada direção
Faça-me situar no chão para eu ter força no coração
E total controle das emoções.
Vem Pirilampo!
Suplico-te que pouse em minha escancarada janela
Pisque sete vezes sua pujante luz fosforescente sobre meu espírito doente
E queime todos os meus sentimentos desagradáveis
Vem Pirilampo e ilumine este fraco espírito expurgando toda insegurança
Traga-me um pouco de sorte para que essa vida eu suporte
E não alcance tão cedo a morte
Vem Pirilampo!
E dardeje tua cintilante luz bem fundo na minha opaca alma
Um sereno bem estar pra fazer a minha mente brilhar para só pensar em coisas boas
Para a minha alma poder alcançar maturidade e brilhar com total vigor
Vem Pirilampo e pouse em meu frio ombro e tira-me dessa estranha letargia
Deposite em mim qualquer alegria e não deixe o meu espírito esfriar
Como se assim estivesse salgando no fundo de um frio escuro mar.
Rodrigues Bomfim
Recife em tom maior
Ah ,
tudo são notas musicais...
sem elas que seriam das cordas vocais?
em tom maior,
ou entoar o maior?
vou pra Lá sem Dó.
Sem Ré? Não, sem Dó.
Sem fé? Não, sem Dó.
Ré, sem fé? não,
pois é!
Ré, Si, fé, sim.
Ré, si, fé, assim.
Recife...
Então, Recife...
Rinaldo Pedro
Sua imagem
Com um pequeno pincel
tento pintar o meu ser,
à medida que ele vai contornando,
sua imagem vai revelando,
as cores misturam você.
Com um pequeno véu
tento em mim te esconder,
à medida que o tempo vai passando,
sua imagem vai revelando,
do coração emerge você.
Rinaldo Pedro
Virtual e virtuosa
Ontem era recatada,
até mesmo sem poder,
vivendo mais reservada,
só o lar a preocupava,
menos informada,
parideira e do lar,
passava o tempo a costurar,
também a cozinhar,
dos seus filhos a cuidar,
sem pretensões, sem cobiça,
caseira e submissa.
Com a emancipação,
ela ganhou novos rumos,
partiu deixando saudades,
foi em busca da igualdade,
em busca da paridade,
já não se diz tão frágil,
não se ver como estágio,
pois veio pra ficar,
com bastante competência,
seu lema é trabalhar
sem parar e sem parar.
Tanto ontem como hoje
não se pode esconder,
virou duas numa só
com seu super poder,
trocou a cozinha,
o fogão e a pia
por um computador,
ao marido se igualou,
não foi nada casual
nem tão pouco duvidosa,
por ser hoje virtual
sendo ontem virtuosa.
Rinaldo Pedro