Coleção pessoal de aguiasol

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Amo-te!

Amo-te!
Humano
Insano
Desumano

Amo-te!
Além das sombras...
Além das dores que matizas
n'alma que te alenta

Amo-te!
Na criança que foste um dia
No olhar vazio... No nada...
No reflexo do que pensas ser

Amo-te!
E mais, acredito
em ti o amor não morreu...
Agoniza... Vive!

Maria Aparecida Giacomini Dóro

Contrastes...

Já olhaste nos olhos
de quem te ama além das dores,
dos amores de verão?

Aquém, pautas reticentes
Mares que se abrem em ondas secas
Palavras ao vento
Promessas vãs
Juramento...
Ressaca de lágrimas ausentes

Já olhaste além das sombras
que cerceiam teu desejo de amar,
de ser amado(a)?

Aquém, contrastes
Horizontes que se fecham em breu
Palavras mortas
Ações tortas
Arrependimento...
A vida não te dá o que não podes receber
Nem te cobra o que não podes oferecer

Maria Aparecida Giacomini Dóro

Maria Aparecida Giacomini Dóro

A dor me ensinou que...
Os melhores momentos da vida não são necessariamente os mais agradáveis. São os mais expressivos no coquetel vital dos sonhos e pesadelos; das luzes e sombras; dos risos e lágrimas; das presenças e ausências; das dores e amores vividos... Momentos ímpares que nos despertam do sono letárgico da indiferença e nos impelem à ação criativa, forçando-nos moldar um novo ser – sensível e amoroso - menos apegado às coisas triviais, mais comprometido com os valores essenciais desta preciosa dádiva chamada vida.

Caminhar é preciso, mesmo que seja sobre brasas...

Maria Aparecida Giacomini Dóro

Meu presente é azul...

O trivial não me fascina e nem me prende... ao contrário, abriga oportunidades ímpares para que eu possa exercitar o desapego (apego, para mim, significa prisão; desapego, liberdade).
Num flash, reporto-me à águia - expressão viva da liberdade - modelo que baliza meus passos por caminhos abertos, sinuosos ou escarpados da vida... por caminhos projetados no seio dos sonhos, aguardando sinal...
As águias são livres e livres imergem no azul da serenidade, da paz de espírito; livres absorvem o laranja da alegria de viver, de viver o essencial...
Essencial que suplanta o trivial, revestindo-se da mais pura simplicidade por motivo óbvio: revelar-se apenas aos que têm olhos para ver o "invisível" e coração para senti-lo.

Meu presente é azul, laranja... de mil cores mais!

Maria Aparecida Giacomini Dóro

OUTONO...
Tão real! Existencial...
Caem as folhas, ficam os ramos
Doce/amargo sabor da vida
Identificado pelo paladar do homem

OUTONO...
Suaves melodias! Notas caladas...
Presença que alenta a alma
Ausência que alerta o coração
Fim do caminho? Novas encruzilhadas...

OUTONO...
Inverno, primavera, verão
Apagam-se as luzes... Ciclos se completam
Nada se perde, tudo se ganha
Vivendo a magia de cada estação

Maria Aparecida Giacomini Dóro

Um amor assim...

Amor que fala
e silencia
Amor que toca
e contagia
Amor que sente
e compreende
o coração da gente

Ah! Eu quero, sim.

Maria Aparecida Giacomini Dóro

Se não vejo meu semblante refletido num olhar perdido, marcado pela dor... como posso desbravar os caminhos do amor?

Maria Aparecida Giacomini Dóro

"Leia o texto abaixo e depois leia de baixo para cima"

Não te amo mais.
Estarei mentindo dizendo que
Ainda te quero como sempre quis.
Tenho certeza que
Nada foi em vão.
Sinto dentro de mim que
Você não significa nada.
Não poderia dizer jamais que
Alimento um grande amor.
Sinto cada vez mais que
Já te esqueci!
E jamais usarei a frase
EU TE AMO!
Sinto, mas tenho que dizer a verdade
É tarde demais...

Clarice Lispector

Dá-me tua mão...

Deixa ir o que te marcou
Sem dores, nem lágrimas
Desapega-te!

Vem...
Não és página riscada
de uma história esquecida
Nem folha pisada
no chão da vida
Levanta-te!

Firma teus pés...
Caminha leve por entre rosas e espinhos
Supera-te!

Vem...
Dá-me tua mão!

Maria Aparecida Giacomini Dóro

Fim de tarde... Campos dourados! Prelúdio da colheita do que foi semeado em horas orvalhadas... seladas pelos primeiros raios luminosos presentes nas dores e amores do homem, permitindo-lhe sonhar, projetar e realizar em prol de si... da humanidade!

Maria Aparecida Giacomini Dóro

Na medida em que o homem desconsidera o outro
e se isola, também perde-se no vazio de si mesmo.

Maria Aparecida Giacomini Dóro

Cedo ou tarde a VIDA sacode quem adormecido está... Porém, muitos preferem virar para o outro lado e continuarem dormindo.

Maria Aparecida Giacomini Dóro

Por que choras, menino?

Por quê? Menino crescido
Menino criança
Na dor a lembrança
Do amor esquecido

Por quê? Menino talento
Nas ondas do vento a vida em risco
Riscos? Não! Um rosto, uma lágrima...
O grito! ...de apelo

Menino crescido não chores
A vida ...a morte em folhas caídas
Pois as marcas da dor
São também algemas rompidas

Maria Aparecida Giacomini Dóro

Água dos meus sonhos
Leva contigo essa tristeza
De saber-me só
Marcando passos
Nas veredas da dor

Água dos meus sonhos
Trás de volta minha certeza
De seguir em frente
Tecendo laços
Nas veredas do amor

Água dos meus sonhos
Leva contigo a incerteza
Que de mim se apossou
"Possibilidades esgotadas"
Sob o jugo da dor... dor do desamor

Água dos meus sonhos...

Maria Aparecida Giacomini Dóro

Leveza do SER...

Véus se rompem...
Gélidas noites descortinadas
Pelas sombras de um viver errante,
Perdido, sem sentido

Estou só? Não!
Vozes distantes... Cortantes
Ecos de minha consciência
Revelam-se algozes de mim mesma

Estou só? Não!
Ausente... Inconsciente
Lacunas abertas em átimos marcados,
Vazados nas arestas do tempo

Tempo... Que tempo?
Ah! Aurora... Dissolvo as sombras,
Apago o tempo em tempo
Recomeço AGORA viver
A leveza do SER!

Maria Aparecida Giacomini Dóro

Envolva-me e eu entenderei

Conte-me e eu esquecerei
Mostre-me e eu lembrarei
Envolva-me e eu entenderei
Entenderei a magia do outono e suas folhas que caem...
Entenderei a ausência que se faz presente,
quando a presença se faz ausente
Entenderei a distância e as lágrimas
Entenderei a força criativa do amor
presente nas palavras, nas ações e nos gestos
desnudos de competição e egoísmo
Entenderei a magia do agora, como momento único
a ser intensamente vivido
Entenderei a importância da liberdade
exercida com responsabilidade
Entenderei as ânsias e as dores humanas,
muitas vezes, disfarçadas
Entenderei o HOMEM, a NATUREZA e a VIDA
e amarei sem medidas

Maria Aparecida Giacomini Dóro

Caminhos...

São tantos caminhos...
Decido!
Bagagens... Pra quê?
Se levo amor no coração

Livre, despojada, desapegada sou

Caminhos comuns me confundem...
Desisto!
Busco o novo...
O imponderável!

Livre, despojada, desapegada vou

São tantos caminhos...
Uns, abrasados pelo fogo do amor
Outros, reverenciados por folhas outonais
Uns, embaçados por lágrimas de dor
Outros, iluminados por centelhas vitais

Íngremes ou brandos caminhos...
Não importa!
O que realmente importa
São os passos, a meta... O amor!

Livre, despojada, desapegada sou

E... Num repente,
Corro riscos, assumo falhas
Acerto passos... Sigo em frente!

Maria Aparecida Giacomini Dóro

Vida trivial

Num relâmpago existencial,
a trajetória
de uma vida trivial

Amou?
Não! Não teve tempo

Iluminou?
Não! Não teve tempo

Então, que marcas deixou?
Bolhas de sabão
ao sabor do vento...

Num relâmpago existencial,
o adeus
de uma vida trivial

Viveu?
Não! Não teve tempo

Então?
Existiu, apenas existiu...

Maria Aparecida Giacomini Dóro

Segredos meus...

Alento por ti
Amor sem igual,
Incondicional!

Busco em ti
Amor sem igual,
Incondicional!

Incondicional é o Amor
Livre de indiferenças,
Preconceitos e desavenças
Amor-presença, Amor-doação
Amor que extingue a dor
Cristalizada no coração

Maria Aparecida Giacomini Dóro

TIMONEIRO...

No barco,
SONHOS
No leme,
FORÇA
No mar,
CORAGEM
No horizonte,
ESPERANÇA
No infinito,

No coração,
AMOR!

Acima do ter,
SER
Acima do falar,
AGIR
Acima do julgar,
COMPREENDER
Acima de tudo,
AMAR!

Agora vai, timoneiro
Singra os mares,
calmos ou revoltos mares
Mares existenciais...
E sejas FELIZ, muito FELIZ!

Maria Aparecida Giacomini Dóro

Se eu soubesse...

Rafaella, minha doce menina,
Não tenhas medo!
Eu sou você no futuro
Vim te contar
Um segredo

Antes, porém, me acompanhe
Ao dezembro da vida,
Pois lá recordarás
Página por página vivida

Chegamos!
Rafaella, minha doce menina,
Não tenhas medo!
Vou te contar o segredo

Lembra-te do dia em que nasceste?
Do ciúme provocado
Do colinho disputado
Com a maninha Raianna

Lembra-te dos teus cinco anos?
Ciúmes, beicinhos e lágrimas...
Que desapareçam as rivais!
Eras a namoradinha do papai

Lembra-te dos teus dez anos?
Com as amiguinhas, exigente
E as histórias contadas
Pra mamãe confidente

Lembra-te dos teus treze anos?
Das bonecas esquecidas
Dos medos e dúvidas
Das paixões escondidas

Lembra-te dos teus quinze anos?
Da liberdade almejada
Das dores, amores e sonhos...
Da responsabilidade cobrada

Lembra-te dos teus vinte anos?
Dos trinta?
Dos quarenta?
Dos cinqüenta?
Dos sessenta?
E tantos outros mais...

Rafaella, minha doce menina,
Não tenhas medo!
Não tenhas medo da vida
Dos anos que passam,
Das lembranças que ficam

Pois cada página construída
É deveras importante
Se intensamente vivida

Maria Aparecida Giacomini Dóro

Num flash, um sonho...

Num flash...
A arte,
Prisão de átimos
Antes nunca existidos,
Depois jamais repetidos

Num flash...
Expressão registrada,
Prisão consumada
Do rosto
Do olhar...
Da vida em cena,
Vencendo o tempo
Que vai perdê-la

Num flash...
Expressão registrada,
Prisão consumada
Do medo
Da angústia...
Da dor que corrói a alma,
Vencendo o tempo
Que vai esquecê-la

Num flash, um sonho...
Liberdade!

Maria Aparecida Giacomini Dóro

A vida é um relâmpago nas bordas do tempo...
Como viajante do infinito escolho ser luz por uma fração de segundos... ou deixar um vazio somatório de muitos nada como marca da minha passagem.

Maria Aparecida Giacomini Dóro

Quando a dor bate à porta...

Como a flor que desabrocha num terreno inóspito e celebra o milagre da vida - nos momentos insólitos de dor -, reverencio a vida e celebro o milagre do amor.

Maria Aparecida Giacomini Dóro

Dores anímicas...

Minhas dores anímicas, sutilmente, me desafiam a depositar lágrimas sentidas sobre o passado, repensar o presente, abraçar o futuro e seguir em busca da luz perdida.

Maria Aparecida Giacomini Dóro
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