macdennis
Deus é o oxigénio que respiro, não o destruam, senão perco a fé e a vida
macdennisMALDIÇÃO
Dei-te o que tinha e partiste.
MALDITA SEJAS!...
Em ti amor não existe.
Desgraçado seja aquele que tu protejas.
Tenho-te um ódio fatal.
Não és mulher, és a fera.
Mau seja o teu final.
Que morras pôdre e angustiada, megéra.
Meu coração destroçáste.
Minha vida ficou louca.
Teus beijos foram o sangue,
Que me escorria p´la boca.
Tanto te AMEI!...
Oh! Como sôfro meu Deus.
Minh´alma já não tem paz.
Faz com que seja dos teus,
Que as horas loucas são más.
VERSOS SOLTOS
Se tiveres só duas horas,
Do teu tempo para um tema.
Vou-te buscar onde moras,
Depois vamos ao cinema.
O QUE ME INSPIRAS!
Os teus olhos doces, doces,
Poem-me a chuchar no dedinho,
Baixava oito centimetros,
E aplicava-te um beijinho.
Mas se tu "o" apreciasses,
Ou achasses coisa pouca,
Embutia os meus lábios,
Nos lábios da tua boca.
E assim vi-me perdido,
Na lava do teu vulcão.
Por dentro sinto-me ardido.
É de cinza meu coração.
O ABUTRE
Quiz morder, não teve bico,
Que aguentasse a fartura.
É que a "presa" parecia mansa,
Mas p´ra roer era dura.
E o abutre não desiste,
Lá do alto do seu cacto,
Pensa demais e insiste:
(-Um dia aind´ó mato!)
Mas a "presa" não é parva,
Vive bem descontraída,
Misto de besta e de larva,
Põe esta "ave" fudida.
QUE ESTRANHA FORMA DE VIDA
Fala pouco, é macambúzio,
Vive com ar perseguido,
Parece não lêr Confúcio.
Será espiritualmente perdido?
De sentimentos contrários!
Adora pouco a beleza!...
Como pode ser tão sádico,
Quem trabalha em natureza?
Lá no fundo é bom rapaz,
Isto é só p´ra despistar,
Ainda hei-de ver o Monteiro,
Alegre, sempre a brincar.
Claro! Pouco o conheço,
Diz-me ele , p´ra se livrar,
(É capaz de ser pior),
E eu tenho de me calar.
P´ra mostrar que não é mudo,
Sorri com seu ar gozão,
Troca-me as voltas em tudo,
E eu passo por aldrabão.
Mal sabe ele que eu não me iludo...
À TÉTÉZINHA
A Teresa na primavera,
Anda de cabeça no ar,
Fica sempre de aflitos,
Pois não quer engravidar.
De sangue quente na guelra,
É assim desde menina.
Dos anticoncepcionais,
Só utiliza aspirina.
Mil beijinhos para ela,
Enviados de avião.
Se a coisa não der certa,
Índa a vemos de "balão".
SOBE BALÃO, SOBE
Teimoso que nem um burro,
Vaidoso até mais não,
Tem moral que cheira a esturro,
Diz-se esperto o aldrabão.
(Qualquer dia leva um murro!).
Mostra os dentes a toda a gente.
Diz 'amar com sentimento',
Quando afinal não o 'sente'.
Nem sabem quanto o lamento...
(É que ás vezes parece 'gente'!).
Do tipo 'fala barato',
Por ter lido o dicionário,
Não é letrado, mas 'rato'.
Merecia estar num armário,
Arrumado que nem fato.
O 'CRIME' DO PADRE MANEL
Dir-se-ia que tem jeito,
De ser um padre a valer,
Dá 'sermão', mete respeito,
Quando os copos vai 'benzer'.
Come c´os olhos as 'beatas',
Quando entram na 'capela'.
Faz-lhes contas mais baratas,
E aumenta na clientela.
Este 'padre' revoltado,
Faz um 'escabeche' a granel,
Quando a 'Madre' canta um fado,
Ao seu tão 'Querido Manel'.
E neste 'idílio doirado',
Que brada aos céus e às almas,
Canta a 'Madre', canta o 'padre',
E todos batemos palmas.
Por fim lá volta ao trabalho,
Com seu bigode risonho.
E 'O toma que lá vai alho',
Papa o Manel, mas em sonho.
O 'NEW-LOOK'
Quem diria que a Dália,
Fez 'Milagre Visual'.
Tal como a Sofia na Itália,
Ela 'pasma' em Portugal.
Na Brodway vai-se vestir,
De sedas e bons estampados.
A todas a Dália há-de ir,
E muitos ficam 'marados'.
Põe olhinhos maliciosos,
Faz boquinhas sensuais.
Deixa os velhotes vaidosos,
E os novos choram por mais.
Toda ela sensualidade,
No seu novo tom de mel.
´Inda perde a 'virgindade',
Neste libidinoso papel.
Já não pensa ser comadre,
Nem tão pouco ser madrinha.
Deixou de pensar no Padre,
Mas não esqueceu a 'pilinha'.
E não há 'cão que não ladre',
Por lhe tentar ir p´rá espinha.
Mas só lá vai quem lhe agrade,
'Tenha-a' grossa ou fininha.
POESIA ERÓTICA OU SATÍRICA
" A Seita da Palus"
"O CARDO"
Estava alegre, saltitante,
Vestida na última moda.
Foi colher flores. Espetou-se:
-Ai! Isto é que é uma fo...chatice!
A sangrar, baixou-se e viu,
Um cardo choramingão,
Que lastimava a sorte,
De ser "violado" no chão.
A donzela condoída,
De remorsos até chora.
Debruça-se p´ró consolar,
Sai-lhe uma mama de fora.
Reparou então que o cardo,
Ficou bem mais satisfeito,
Além d´uma, tira a outra,
E encosta o "cardo" ao peito.
Ao vê-lo assim tão feliz,
Pediu toda fuliona:
-Ri cardo!...Ri cardo!...Ri!...
Senão não te mostro a co...mona.
"E VAI UMA P´RÓ TOZÉ"
Vivaço e malandreco,
Todo atirado p´rá frente.
De praia prefere o Meco,
P´ra ficar nú de repente.
- Se vai p´ró Meco há fita!,
Passo a vida em discussões.
(Diz isto a Ana Rita,
Que lhe ofereceu uns calções).
Apesar de cego ser,
Tem tato e sexto sentido.
Para as pequenas "comer",
Diz que dá um "bom marido".
É P´RÓ CARLINHOS
Certo dia um "Carioca",
Lá das bandas do "Brasil".
Quiz ir afiar a moca,
Oferecendo notas de mil.
Pediu-me ele sem vaidade,
(Como a lei de Deus o quer).
- Vamos até à Liberdade,
Quero lá escolher mulher.
Lá foi o Santos mais eu.
Escolhe moça. Fica em brasa.
Nesse instante vira ateu.
E a mim!...Mandou-me p´ra casa.
UM BAFO DE AR-VINDE
Come salgado e picante,
É de natureza Indú,
Mas não anda de turbante.
Come tudo, mesmo o "crú".
Ama muito um borracho,
Com nome de "motorizada".
É por cima, é por baixo,
No Kama-Sutra é letrada.
Homem do mais puro asseio,
Vive o dia na limpeza.
Coça-se muito p´lo meio,
P´ra ficar com a dita "acesa".
TAL QUAL O AMARAL
Ser poeta, ser escritor,
E publicar em jornal,
Não é p´ra qualquer amador,
Esta é só para o Amaral.
Nasceu lá no Alentejo.
De lírico tem boa "image".
Mas quando dá um gracejo,
Muda "Camões" em "Bocage".
E assim lá vai seguindo,
A vida com mil cautelas.
Se na "gaita" tem borbulhas,
Desculpa-se "que foram elas".
Á "NOSSA SENHORA"
É "Virgem", qual Santa pura.
Sonha alto quando se deita.
Tem ronha (usa pintura).
Bébe café com a "Seita".
Esta santa que vos falo,
Não é da Cova da Iria.
Anda à procura de galo,
"Ou casa ou fica p´ra tia".
Põe qualquer Sansão mansinho,
Tal como o fez a Dalila.
Se entre as pernas tem pelinho,
Espera p´la noite e..."depila".
É DE BORLA P´RÓ ORLANDO
Tem ar de "pessoa bem".
Muito digno, aprumado.
Não mora lá p´ra Belém,
Mas sim perto do Chiado.
Põe todos de "boca aberta",
Com toda a sua ciência.
Na América tem mulher certa,
Pois diz ter ´inda "potência".
Viu Japão, Honolulu,
Como grande peregrino.
Fica louco se vê cú,
Que diz ser um "prato fino".
P´RÓ SÔ DIRECTOR
Nervoso até dizer chega.
Com raquette nem se fala.
Se um jogo alguém lhe nega,
Põe-se aos pinotes na sala.
Dá gosto vê-lo jogar.
(E lá vai perdendo a pança).
Do pingue-pongue ao bilhar,
O Jorge não joga, dança.
Manda bola com preceito.
Ao braço dá bons esticões.
Defende a mesma com o peito,
Outras vezes c´os colhões.
TOMA QUE LÁ VAI ALHO
Lá vem a D. Fernanda,
Tipo matrona espanhola.
Fazia o "chucha na tola",
Dizem...
Que quando era nova,
Amou por baixo e por cima.
Cantou poemas sem rima,
(Foi fadista sim senhor!)
Teve um chulo e um doutor,
Casou e tem "uma ova".
Com tão grandes predicados,
Na "cóltura" é um alho.
Quando vê desafinados,
Mand´ós todos p´ró caralho.
A ESPONJA
Bebe muito este estupôr,
De tremendo ar "esgaseado",
Sua graça é Salvador.
E qualquer dia é "linchado".
Com a mania que é mau,
Pouco mais de sexo fala.
Um dia leva tau-tau,
E é de vez que se cala.
Livrou-se não ser judeu,
Que nazis punham nos fornos.
Se me chateia, dou-lhe eu,
Parto-lhe a cara e os cornos.
Homem!! Como és frustrado.
Muito falas em Nerú!...
Um dia ainda és castrado,
E passas a levar no cú.
A FINA FLOR
Alta, desempoeirada,
Como uma "Diva da tela".
É por todos admirada,
Por ser de "fina baixela".
Sua graça Dália é,
E escreve coisas com nexo.
Põe seus cabelos em pé,
Quando lhe falam de sexo.
"Já que não comes, bebes"...
Di-lo ela à sua "mana".
(Tantos desejos de Padre,
E não encontrou o sacana).
Mas não perde seus intentos,
(É teimosa até mais não).
Com ou sem os paramentos,
Tem de ser um bom cristão.
É que ela é quase "virgem",
Diz-se. (E com alguma surpresa!).
Por isso a Dália quer Padre,
Que venha de "vela" acesa.
Como tal quer "tudo santo",
P´ra não ser excomungada.
´Inda o Padre fica em pranto,
Ao vêr a "gaita" esfolada.
E lá se perde o encanto,
De uma boa "martelada".
DESINTERESSE
Cheguei ao extremo da monotonia,
Em que a raiva e o ódio se encaixam perfeitamente,
Qual tampa em recipiente.
O circulo gradualmente fecha-se como uma teia.
Quero libertar-me e não posso.
Revolto-me.
Sinto-me louco.
Na minha boca existe um rasgo horizontal.
Rectilíneo.
Já não sorrio.
Vegeto.
Sinto-me imponente. Duro. Frio.
Talvez mais vazio.
Vivendo dentro de um "ghetto".
VERSOS SOLTOS
Vendo-te assim tão leda, bambuleante,
Ao passares por aqueles que te atraem,
Provocas assobios e mais adiante,
...De saltos...
Tuas curvas tropeçam e logo caem
Rolam finas-mornas com Paixão-Amor,
Cintilam de Alegria, Doce-Calma,
Grossas-quentes-amargas na Triste-Dor,
...Lágrimas...
Geiseres que emanam da nossa Alma.
Se o dinheiro servisse para comprar o Amor,os pobres nunca o conheciam, e não haveria ricos infelizes.
macdennisSó o conhecimento através da cultura e do trabalho nos dá a luz da sabedoria, por isso os génios são tão iluminados.
macdennisJovem, não julgues a fachada pela sua aparência exterior,
procura conhecer primeiro como é a solidez da sua estrutura.
Ser justo e bom, é como pisar um campo de minas. Temos de ser cautelosos, para que não tentem estoirar connosco.
macdennisVERSO AVACALHADO
Estava em dia aero fágico,
Numa visita de campo.
Aliviei um peido mágico,
´Té fez luz qual pirilampo.
