Maria Aparecida Giacomini Dóro

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O homem que perde a capacidade de se encantar, torna-se insensível diante do belo e também do trágico.

Maria Aparecida Giacomini Dóro

Comprometimento

Vá em direção a si mesmo.
Torne-se verdadeiramente quem você é.
Eu não posso pensar, sentir, querer e agir por você.
Mas eu estou com você.

Maria Aparecida Giacomini Dóro

Encontra o caminho aquele que rompe as próprias máscaras, encara a verdade sobre si mesmo, experimenta a amplitude de sua vulnerabilidade e age, superando-se continuamente.

Maria Aparecida Giacomini Dóro

Indiferentes, desistimos de semear a bondade e permitimos que a maldade se alastre.

Maria Aparecida Giacomini Dóro

A sensibilidade que brota da alma poética é a doce melodia que embala os sonhos; é a voz persistente que ecoa nas ondas do tempo e alimenta a chama do amor verdadeiro.

Maria Aparecida Giacomini Dóro

A confiança é o lastro a todo comportamento moral e ético manifesto nas inter-relações humanas.

Maria Aparecida Giacomini Dóro

Lacunas da vida...

No compasso ausente
o descompasso vivido...
Choro o tempo perdido
e perco o tempo presente

Maria Aparecida Giacomini Dóro

A dor me ensinou que...
Os melhores momentos da vida não são necessariamente os mais agradáveis. São os mais expressivos no coquetel vital dos sonhos e pesadelos; das luzes e sombras; dos risos e lágrimas; das presenças e ausências; das dores e amores vividos... Momentos ímpares que nos despertam do sono letárgico da indiferença e nos impelem à ação criativa, forçando-nos moldar um novo ser – sensível e amoroso - menos apegado às coisas triviais e mais comprometido com os valores essenciais desta preciosa dádiva chamada vida.

Caminhar é preciso, mesmo que seja sobre brasas...

Maria Aparecida Giacomini Dóro

Aprendendo com as águias

De todas as aves, a que mais amo e admiro é a águia. Ela é usada como símbolo dos que confiam em Deus. Representa coragem e resistência.

Acredito que, se balizássemos nossas vidas pelos princípios instintivos das águias, seríamos muito mais fortes, determinados, corajosos, confiantes, criativos. Experimentaríamos abundantemente a paz, o equilíbrio e a genuína liberdade de ser e estar no mundo.

Aprendi a amar e admirar a rainha das aves depois das valiosas informações que obtive sobre sua trajetória de vida:

1ª - Quando seu filhote ainda mal consegue voar, a águia destrói o ninho com o propósito de impedir que sua cria volte à comodidade. Leva-o às alturas e de lá o atira no abismo da atmosfera a fim de despertar nele a poderosa força de rei das aves. E nós, humanos, o que fazemos com nossos filhos? Também os preparamos para serem independentes e atuarem com coragem e determinação no mundo?

2ª - A águia é filha do sol. Desde pequena, aprendeu a sorvê-lo pelos olhos. Para ensinar essa lição, a mãe-águia segura o filhote em direção ao sol. Acostuma seus olhos ao resplendor solar. É por isso que as águias, desde pequenas, têm os olhos da cor do astro rei. E nós, humanos, o que fazemos com nossos filhos? Também, desde a mais tenra idade, ensinamo-los a sorverem a intensa luz do amor e da ternura, do apreço e da gratidão, da justiça e da solidariedade, da fé e da determinação, da humildade e da flexibilidade, da confiança, da alegria e da paz de espírito, da contribuição?

3ª - O urubu (como a águia) domina as alturas. Porém ela é infinitamente superior. Jamais se contenta com uma alimentação fácil. É das alturas que observa sua ágil e saudável presa. De lá se lança velozmente, empreendendo-lhe a perseguição. Após capturá-la, abate-a e alimenta-se das melhores partes, deixando os restos para os urubus. E nós, humanos, buscamos uma alimentação mais saudável ou preferimos a comodidade dos alimentos prontos, repletos de produtos químicos?

4ª - O que faz a águia diante da tempestade? Onde ela se abriga? Ela não se abriga. Abre suas possantes asas, que podem voar a uma velocidade de 90km/h, e enfrenta a tempestade. Depois de superá-la, voa tranquila, acima da turbulência das nuvens. Ela sabe que as nuvens escuras, a tempestade e os choques elétricos podem ter uma extensão de trinta a cinqüenta metros, mas lá em cima brilha o sol. E nós, humanos, o que fazemos diante das tempestades da vida?Escondemo-nos em ostracismo ou as enfrentamos com coragem e confiança - certos de que, após as dificuldades, conquistaremos a vitória?

5ª - Finalmente, a águia também morre. No entanto, jamais encontraremos seus restos mortais em qualquer lugar. Sabe por quê? Porque, quando ela sente que chegou a hora de partir não se lamenta nem fica com medo. A águia procura o pico mais alto, tira as últimas forças de seu cansado corpo e voa para as montanhas inatingíveis. Aí espera resignadamente o momento final. Até para morrer ela é extraordinária. E nós, humanos, como agimos diante do inevitável? Revoltamo-nos ou aceitamos partir, deixando para o mundo doces lembranças de alguém que ocupou responsavelmente este tempo e espaço no universo; alguém que fez a diferença; alguém que nasceu e viveu intensamente, e não apenas existiu?

Todos nós trazemos em nossa essência uma águia adormecida. Despertemo-la, enquanto há tempo.

Maria Aparecida Giacomini Dóro

Jamais desvendarei a tua alma se eu continuar projetando
em ti o meu jeito de pensar, sentir e amar o ser humano.

Maria Aparecida Giacomini Dóro

Crise é o elo que se rompe entre um passado superável e um futuro possível, impulsionando-nos à prática criativa.

Maria Aparecida Giacomini Dóro

Passar pela vida sem deixar centelhas de amor e esperança no coração da humanidade é ter vivido em vão; é ter se consumido nas trevas da própria aniquilação.

Maria Aparecida Giacomini Dóro

Despojado de máscaras, o ser humano cresce em individualidade e passa a expressar-se de modo mais autêntico. Sincronicamente uma presença luminosa - espírito da vida - emerge de sua essência, projetando-se nas telas vitais por ele matizadas... É essa presença que o torna único e especial, imprimindo em nossos corações as marcas de sua passagem.

Maria Aparecida Giacomini Dóro

Despedida

Estimado(a) leitor(a),

Possa o AR acalentar seus sonhos,
a TERRA nutrir seus projetos,
a ÁGUA impulsioná-lo para a ação,
o FOGO moldar suas realizações e
até que nos encontremos outra vez...
Possa DEUS tê-lo amorosamente na
palma de Sua Divina Mão.

Maria Aparecida

Maria aparecida Giacomini Dóro

Vida plena

Passado, naufrágio no oceano do tempo...
Futuro, miragem no deserto da vida...
Presente, dádiva de valor infinito
Amargas lembranças? Preocupações?
Nada vale a pena!
O que realmente importa é viver
Viver intensa e entusiasticamente
o momento presente

Maria Aparecida Giacomini Dóro

Confiança...

Fina taça de cristal,
uma vez quebrada,
sempre
que
br
a
d
a
ficará.

Maria Aparecida Giacomini Dóro

Inverno existencial

Manhã nublada e fria
Natureza adormecida, desolação
Alma calada, arredia...
Olhar perdido no horizonte boreal
Gélidas lembranças
Sonhos desfeitos
Descompassos de uma ilusão...

Maria Aparecida Giacomini Dóro

Olhar perspicaz

Olhar que desnuda
a dor mascarada
Se aceita, redime
Se rejeita, condena
Mesmo assim, desumano,
é tão diferente
do olhar ausente...

Maria Aparecida Giacomini Dóro

Devaneios...

Num átimo de tempo
Reedito a vida
Concerto o mundo
Divago...

Num átimo de tempo
O mundo explode
A vida me chama
Acordo!

Maria Aparecida Giacomini Dóro

Na dor, no amor, na vida...

Amo-te infinitamente
E por te amar assim
Ofereço-te asas
Deixo-te livre
para que possas
superar barreiras
colocar bandeiras
nos áridos solos da dor

Amo-te infinitamente
E por te amar assim
Ofereço-te asas
Deixo-te livre
para que possas
criar novas fontes
abrir horizontes
nas fronteiras do amor

Amo-te infinitamente
E por te amar assim
Ofereço-te asas
Deixo-te livre
para que possas
construir teu espaço
descobrir teu compasso
no doce embalo da vida

Amo-te infinitamente
E por te amar assim
Ofereço-te asas
Deixo-te livre
para que possas
a mim retornar
e, então, me ensinar
o que aprendeste
na dor, no amor, na vida...

Maria Aparecida Giacomini Dóro

Olhes além...

Olhes além...
Já não sou a chama
que iluminou tuas trevas

Olhes além...
Já não sou a água
que saciou tua sede

Olhes além...
Já não sou o chão
que firmou teus passos

Olhes além...
Já não sou a brisa
que embalou tua alma

Olhes além...
Já não sou o bálsamo
que aliviou tuas dores

Olhes além...
Já não és transeunte
de avenidas vazias

Olhes além...
Já não és pássaro ferido
E eu - no outro - preciso muito de ti

Maria Aparecida Giacomini Dóro

O AMOR, o HOMEM e o TEMPO...

TEMPO
que marca a casca do homem
HOMEM
que cursa o tempo e cultiva o amor
AMOR
sentimento que supera o tempo
TEMPO
do homem que ama o OUTRO
por tudo o que foi, é e será
...Ou já não é mais,
pelas marcas do tempo

Maria Aparecida Giacomini Dóro

Ah! Se eu pudesse
Estar ao teu lado neste momento
Ouvir-te enquanto falas
Enquanto calas, buscando respostas...

Ah! Se eu pudesse
Imergir contigo nas águas do silêncio
Sentir-te deveras introspectivo
Encontrando respostas em teu coração

Ah! Se eu pudesse
Estar ao teu lado neste momento
Dizer-te o quanto és ESPECIAL
Dividindo contigo a alegria de ser; de viver

Ah! Se eu pudesse
Emergir das águas de tua consciência
Mostrar-te enfim que não és casca
Não és sombra, não és pó... És FILHO da LUZ!

Ah! Se eu pudesse...

Maria Aparecida Giacomini Dóro

Sombras da rejeição...

Medo...
Que medo é esse que,
encontrando o coração aberto,
adentrou e ali construiu o seu reinado?
Que medo é esse que,
temendo o exílio,
formou logo o seu exército?

Medos, medos, medos...
Nada mais que projeções
do medo amedrontado:
medo da rejeição

Amor...
Que sentimento é esse que,
encontrando o coração aberto,
adentrou e se fez servo?
Que sentimento é esse que,
entendendo a fragilidade do medo,
muito amou e aceitou e,
do coração, o medo exilou?

Medos, medos, medos...
Vidas despejadas
nos ralos do tempo
E nós, indiferentes,
não vemos que os medos
são sombras da rejeição,
facilmente, dissipadas
pelo Amor e a Aceitação

Maria Aparecida Giacomini Dóro

SER, simplesmente, SER...

Trago no peito marcas,
marcas das correntes
Armadilhas camufladas
de um passado hostil

Trago nos punhos marcas,
marcas das algemas
Prisões impostas
por uma sociedade vil

Trago na mente, crenças
No coração, preconceitos
Invisíveis cárceres,
por mim aceitos sem questionar

Trago, carente, na alma
minha criança interior
sedenta de amor,
liberdade e "Lar"

Sonhos? Distantes
Dores? Presentes
Amores? Ausentes
Esperança? Meu tudo, meu nada

Correntes, correntes... Algemas
Humanidade, refém de si mesma,
Buscando a liberdade
onde ela não está

E eu? Cansei...
Atalhos? Vou a lugar nenhum
Não, já não quero mais
trilhar veredas comuns

Devolva-me
o que me é de direito
Ser AMADO, ser ACEITO,
SER, simplesmente, SER

Maria Aparecida Giacomini Dóro
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