Humilhação

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Sobre humilhação


Durante uma vida a gente é capaz de sentir de tudo, são inúmeras as sensações que nos invadem, e delas a arte igualmente já se serviu com fartura. Paixão, saudades, culpa, dor-de-cotovelo, remorso, excitação, otimismo, desejo – sabemos reconhecer cada uma destas alegrias e tristezas, não há muita novidade, já vivenciamos um pouco de cada coisa, e o que não foi vivenciado foi ao menos testemunhado através de filmes, novelas, letras de música.

Há um sentimento, no entanto, que não aparece muito, não protagoniza cenas de cinema nem vira versos com freqüência, e quando a gente sente na própria pele, é como se fosse uma visita incômoda. De humilhação que falo.

Há muitas maneiras de uma pessoa se sentir humilhada. A mais comum é aquela em que alguém nos menospreza diretamente, nos reduz, nos coloca no nosso devido lugar - que lugar é este que não permite movimento, travessia?. Geralmente são opressões hierárquicas: patrão-empregado, professor-aluno, adulto-criança. Respeitamos a hierarquia, mas não engolimos a soberba alheia, e este tipo de humilhação só não causa maior estrago porque sabemos que ele é fruto da arrogância, e os arrogantes nada mais são do que pessoas com complexo de inferioridade. Humilham para não se sentirem humilhados.

Mas e quando a humilhação não é fruto da hierarquia, mas de algo muito maior e mais massacrante: o desconhecimento sobre nós mesmos? Tentamos superar uma dor antiga e não conseguimos. Procuramos ficar amigos de quem já amamos e caímos em velhas ciladas armadas pelo coração. Oferecemos nosso corpo e nosso carinho para quem já não precisa nem de um nem de outro. Motivos nobres, mas os resultados são vexatórios.

Nesses casos, não houve maldade, ninguém pretendeu nos desdenhar. Estivemos apenas enfrentando o desconhecido: nós mesmos, nossas fraquezas, nossas emoções mais escondidas, aquelas que julgávamos superadas, para sempre adormecidas, mas que de vez em quando acordam para, impiedosas, nos colocar em nosso devido lugar.

Martha Medeiros

Quem é humilde, não busca, voluntariamente, a humilhação, mas se sujeita à humilhação, que lhe é imposta.
Há, no entanto, os que se humilham para satisfazer a vaidade de parecerem humildes.

Valter da Rosa Borges

DOSE DE SERIEDADE...

Que sabes da minha vida dos meus sentimentos
Que sabes você... Do que sinto do que quero o que penso
Descreveste-me como insana e egoísta
Insana... Talvez e quem é que não se tem um pouco de insanidade
Egoísta não... Não seus julgamentos são infundados
Imaginei-o com o dedo em meu rosto aos gritos
Por ter suportado tantas coisas que não faziam parte do seu modo de ser
Assim dizia você, por suportar minha insanidade por amar.
O que sabes você sobre amar, sobre amor! Pode ser tudo menos amor
Sua dose de seriedade esta com o prazo de validade vencida
Produz reações adversas sem procurar saber se estaria agindo certo
Tomou decisões pensando somente no seu eu sem se importar se feria
Alguém com suas atitudes se rasgaria em pedaços um sentimento. talvez... seu prazer seria esse, sorria, criava, se declarava dia, noite;
E madrugada adentro fazendo suas montagens sentindo um bel prazer
De saber se faria algum estrago, Não Parou por ai foi mais alem;
Humilhou, desfez, magoou, foi frio, duro, acusou mandava para;
Mim as suas criações para que eu visse. Suas atitudes foram contra indicações
Tornou-me fria, causou enjôo, tonturas e mal estar e náuseas.
Tornando-me indiferente a tudo que fazia para mim
Com isso conseguiu apenas me afastar de você
Causou a mim tanta rigidez, tantas ignorância, arrogância.
Talvez não tenha tomado nenhuma precaução antes de me envolver com seu amor
Tanto deslize, tanta falta de consideração, falta de dialogo;
Pediam-me para ter advertência sobre você e me mantive cega
Das suas composições aceitei –o com suas posologia ingeri esse amor
Numa superdosagem acabei intoxicada.
marylife

marylife