escolhas

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E o que é que ela vê nele? Nossos amigos se interrogam sobre nossas escolhas, e nós fazemos o mesmo em relação às escolhas deles. O que é, caramba, que aquele Fulano tem de especial? E qual será o encanto secreto da Beltrana?

Vou contar o que ela vê nele: ela vê tudo o que não conseguiu ver no próprio pai, ela vê uma serenidade rara e isso é mais importante do que o Porsche que ele não tem, ela vê que ele se emociona com pequenos gestos e se revolta com injustiças, ela vê uma pinta no ombro esquerdo que estranhamente ninguém repara, ela vê que ele faz tudo para que ela fique contente, ela vê que os olhos dele franzem na hora de ler um livro e mesmo assim o teimoso não procura um oftalmologista, ela vê que ele erra, mas quando acerta, acerta em cheio, que ele parece um lorde numa mesa de restaurante mas é desajeitado pra se vestir, ela vê que ele não dá a mínima para comportamentos padrões, ela vê que ele é um sonhador incorrigível, ela o vê chorando, ela o vê nu, ela o vê no que ele tem de invisível para todos os outros.

Agora vou contar o que ele vê nela: ele vê, sim, que o corpo dela não é nem de longe parecido com o da Daniella Cicarelli, mas vê que ela tem uma coxa roliça e uma boca que sorri mais para um lado do que para o outro, e vê que ela, do jeito que é, preenche todas as suas carências do passado, e vê que ela precisa dele e isso o faz sentir importante, e vê que ela até hoje não aprendeu a fazer um rabo-de-cavalo decente, mas faz um cafuné que deveria ser patenteado, e vê que ela boceja só de pensar na palavra bocejo e que faz parecer que é sempre primavera, de tanto que gosta de flores em casa, e ele vê que ela é tão insegura quanto ele e é humana como todos, vê que ela é livre e poderia estar com qualquer outra pessoa, mas é ao seu lado que está, e vê que ela se preocupa quando ele chega tarde e não se preocupa se ele não diz que a ama de 10 em 10 minutos, e por isso ele a ama mesmo que ninguém entenda.

Martha Medeiros

Escolhas de uma vida

A certa altura do filme Crimes e Pecados, o personagem interpretado por Woody Allen diz: "Nós somos a soma das nossas decisões".

Essa frase acomodou-se na minha massa cinzenta e de lá nunca mais saiu. Compartilho do ceticismo de Allen: a gente é o que a gente escolhe ser, o destino pouco tem a ver com isso.

Desde pequenos aprendemos que, ao fazer uma opção,estamos descartando outra, e de opção em opção vamos tecendo essa teia que se convencionou chamar "minha vida".

Não é tarefa fácil. No momento em que se escolhe ser médico, se está abrindo mão de ser piloto de avião. Ao optar pela vida de atriz, será quase impossível conciliar com a arquitetura. No amor, a mesma coisa: namora-se um, outro, e mais outro, num excitante vaivém de romances. Até que chega um momento em que é preciso decidir entre passar o resto da vida sem compromisso formal com alguém, apenas vivenciando amores e deixando-os ir embora quando se findam, ou casar, e através do casamento fundar uma microempresa, com direito a casa própria, orçamento doméstico e responsabilidades.

As duas opções têm seus prós e contras: viver sem laços e viver com laços...

Escolha: beber até cair ou virar vegetariano e budista? Todas as alternativas são válidas, mas há um preço a pagar por elas.

Quem dera pudéssemos ser uma pessoa diferente a cada 6 meses, ser casados de segunda a sexta e solteiros nos finais de semana, ter filhos quando se está bem-disposto e não tê-los quando se está cansado. Por isso é tão importante o auto conhecimento. Por isso é necessário ler muito, ouvir os outros, estagiar em várias tribos, prestar atenção ao que acontece em volta e não cultivar preconceitos. Nossas escolhas não podem ser apenas intuitivas, elas têm que refletir o que a gente é. Lógico que se deve reavaliar decisões e trocar de caminho: Ninguém é o mesmo para sempre.

Mas que essas mudanças de rota venham para acrescentar, e não para anular a vivência do caminho anteriormente percorrido. A estrada é longa e o tempo é curto.Não deixe de fazer nada que queira, mas tenha responsabilidade e maturidade para arcar com as conseqüências destas ações.

Lembrem-se: suas escolhas têm 50% de chance de darem certo, mas também 50% de chance de darem errado. A escolha é sua...!

Pedro Bial

Ter opiniões é estar vendido a si mesmo. Não ter opiniões é existir. Ter todas as opiniões é ser poeta.

Fernando Pessoa

Escolher quer dizer preferir, selecionar, optar. Toda nossa vida é feita de
escolhas.

Por mais indecisos que sejamos, ao abrir os olhos pela manhã, teremos que optar
entre permanecer na cama, esquecendo as horas, ou levantar.

A opção continua na primeira refeição da manhã: cereal, frutas, chá, café, pão
integral, pão branco, mel, açúcar ou adoçante.

Desejar bom dia ou resmungar qualquer coisa, ou ficar calado. São opções.

Sair de carro, dar uma caminhada, correr para não perder a condução ou fazer de
conta que não tem compromisso nenhum.

Ser gentil no trânsito, cedendo a vez a outro carro em cruzamento complicado, ou
fazer de conta que ninguém mais existe no caminho além de você mesmo.

Não jogar nada pelas janelas do carro, ou emporcalhar todo o caminho por onde
passa, tudo é questão de escolha.

Escolha de como você deseja que seja o seu dia, a sua vida, o seu mundo.

Você pode viver muito bem com todo mundo ou viver muito mal até consigo mesmo.

Você pode modificar o mau humor da sua chefia ou de seu colega de escritório,
pode sintonizar com eles ou pode ficar na sua.

Você pode atender muito bem o seu cliente e ter sorrisos de retorno ou fingir
que ele nem está aí, esperando que outro colega decida por atendê-lo.

Você pode se tornar uma pessoa quase indispensável, no mundo, pela sua forma de
ser.

Ou decidir por ser alguém que, se faltar, poucos ou talvez ninguém notará.

Contou-nos amigo nosso que, viajando por essas estradas de Deus, pelo interior
do nosso Brasil, começou a sentir fome.

Aproximava-se o horário do almoço e porque ele e o companheiro de viagem não
conhecessem muito bem aqueles caminhos, ficaram atentos a qualquer placa
indicativa de lanchonete ou restaurante.

Mais alguns quilômetros percorridos e chegaram a um local que oferecia
refeições.

Em cima do imóvel, escrito em letras grandes, em madeira firme, lia-se: Comida a
escolê.

Logo entenderam que o proprietário ou proprietária se equivocara ao escrever.
Talvez pelas poucas letras que tivesse.

Mas compreenderam, sem dúvida, que havia comida para se escolher.

Entraram e uma senhora muito simples os atendeu. Porque não houvesse cardápio à
vista, perguntaram o que havia para lhes matar a fome.

Frango frito. Foi a resposta rápida.

E que mais?

Só frango frito. Respondeu de novo.

Mas a tabuleta diz comida a escolher. - argumentou meu amigo.

Sim. Falou a senhora, sem pestanejar. O senhor escolhe se quer comer ou se não
quer comer.

Tinha toda razão aquela senhora.

Tudo é opção.

Por isso, alguns de nós, escolhemos viver em clima de felicidade, com o pouco ou
quase nada que tenhamos.

Outros optamos por ser infelizes, com a abundância que desfrutamos.

Uns recebemos o diagnóstico de doença insidiosa e decidimos lutar e viver o
quanto nos seja permitido.

E curtimos a natureza, a praia, a montanha, os passeios com a família, o cinema,
a bagunça dos netos.

Outros, optamos por nos deixar morrer, sem combate.

Felicidade ou infelicidade. A decisão cabe a cada um de nós.

Todos sofremos perdas, doenças, lutas, no mundo de provas e expiações em que nos
movimentamos.

Todos também usufruímos alegrias, conquistas, dádivas, saúde.

O que fazemos com cada uma dessas coisas é o que estaremos fazendo com o nosso
dia: alegria ou tristeza. vitórias ou derrotas.

Pense nisso e escolha o que você deseja para você, agora, hoje, nesse novo dia.

desconhecido

...Escolhas...

Houve um tempo em que havia uma garota, uma garota comum, como todas as outras, uma garota simpática, bonita, inteligente. Ela tinha toda a energia de sua juventude, ela era aparentemente feliz...
Porém, em seu interior, ela não estava satisfeita, ela não se sentia realizada, se sentia vazia por dentro. Ela considerava sua vida muito superficial, fútil... E ela estava cercada de pessoas superficiais e fúteis, ela se sentia perdida entre os outros, ela não se considerava parte daquela realidade.
Ela nunca tivera amigas verdadeiras, não conseguia gostar da pessoa certa, nunca tivera um amor correspondido. Ela estava se afastando cada vez mais de sua família, começou a ir mal na escola, ela não tinha como refrescar as idéias...
Ela queria sumir, ela queria fugir, desaparecer, esquecer, se livrar de tudo e de todos, para sempre...
E conseguiu, ela partiu lentamente, solitária, e muito triste, pois, apesar de tudo, amava suas amigas falsas, amava algum garoto errado e amava a família que não se importava com ela...
Amava a todos, mas partiu, partiu para um caminho sem volta, desapareceu sem deixar vestígios, era a sua decisão, sua escolha, e no seu coração não havia mais lugar para arrependimento, pesar ou remorso...
Numa triste manhã de outono, ela fechou os olhos e se entregou, sem testemunhas... Mas hoje o vento conta que durante esse breve momento ela chorou copiosamente, ela sofreu desesperadamente, mas mesmo assim se foi, se entregou, abatida, mas, ao mesmo tempo decidida, determinada...
Ela partiu para sempre, partiu eternamente, partiu em busca de felicidade, de amor, de compreensão...
E os que ficaram, aqueles mesmos, que ela tanto amava, que tanto estimava, eles realmente sentiram sua partida...
Mas se passou o tempo, a cura de todas as dores, se passaram dias, meses, anos, e ela passou a ser apenas uma vaga lembrança, uma personagem em fotografias, uma parte distante do passado...
Eles superaram a dor, superaram a perda, e continuaram seguindo sua vida, seguindo seu destino...
Mas ela... Ela não, ela havia decidido arriscar, tinha se revoltado contra o sistema, tinha decidido mudar, tudo para procurar uma felicidade completa, um amor incondicional, uma compreensão infinita...
E nunca ninguém pôde lhe perguntar se ela encontrou aquilo que buscava...

desconhecido

"Vida é a soma das nossas escolhas. Seus maiores triunfos virão das coisas que você pensa, diz e faz - não das circunstâncias que a vida he apresenta, mas sim como você reage quando as circunstâncias se apresentam. A qualidade da sua vida é um resultado direto das escolhas que você faz. E cada momento na sua vida é uma escolha. O futuro aproxima-se no mesmo ritmo de sempre. Então preste atenção nas suas escolhas e tenha a disciplina necessária para colocá-las em prática, pois são elas que moldarão, ativamente, o resto da sua vida." Raúl Candeloro

Raúl Candeloro