Vila
Beija, Me Beija, Me Beija
Pela própria natureza
Ela é minha mulher
Tão pureza, tão fogosa
Um botão que virou rosa
Pra ser o meu bem-querer
Beija, me beija, me beija
Beija, me beija, me beija
Não é Amélia, mas lava roupa
Seca louça e me dá banho
Me enxágua, me enxuga, mas
se vende caro
Pois não é "preta de ganho"
Me come, se acaba, inda diz 'ora veja'
Beija, me beija, me beija
Beija, me beija, me beija
SIMONE
Ex-amor
Gostaria que tu soubesses
O quanto que eu sofri
Ao ter que me afastar de ti
Não chorei
Como um louco até sorri
Mas no fundo só eu sei
As angústias que senti
Sempre sonhamos com o mais eterno amor
Infelizmente, eu lamento, mas não deu
Nos desgastamos, transformando tudo em dor
Mas mesmo assim, eu acredito que valeu
Quando a saudade bate forte é envolvente
Eu me possuo e é na sua intenção
Com a minha cuca naqueles momentos quentes
Em que se acelerava o meu coração
SIMONE
Uma linguagem comum
Importante fator
Para o entendimento
Que é semente do fruto
Da razão e do amor (,,,)
Sob a névoa fria,
O cemitério da vila
Cercado de ciprestes
neva lá fora
gato à lareira
silêncio na vila
Fernando Pessoa
Cancioneiro
Tomamos a Vila depois de um Intenso Bombardeamento
A criança loura
Jaz no meio da rua.
Tem as tripas de fora
E por uma corda sua
Um comboio que ignora.
A cara está um feixe
De sangue e de nada.
Luz um pequeno peixe
— Dos que bóiam nas banheiras —
À beira da estrada.
Cai sobre a estrada o escuro.
Longe, ainda uma luz doura
A criação do futuro...
E o da criança loura?
a maior vilã da saudade é a solidão!!!
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