Tudo sobre a vida de Baltasar Gracián y Morales

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Aprovar tudo costuma ser ignorância; reprovar tudo, malícia.

Baltasar Gracián y Morales

Homem de grande paz, homem de muita vida; para viver, deixar viver.

Baltasar Gracián y Morales

Vale mais lutar com gente de bem do que triunfar sobre gente ruim.

Baltasar Gracián y Morales

Não há maior vingança do que o esquecimento.

Baltasar Gracián y Morales

Em todas as coisas, foge do excesso.

Baltasar Gracián y Morales

O desprezo é a forma mais subtil de vingança.

Baltasar Gracián y Morales

Ao homem sábio são mais úteis os seus inimigos do que ao tolo os seus amigos.

Baltasar Gracián y Morales

Cada um mostra aquilo que é pelos amigos que tem.

Baltasar Gracián y Morales

Agravo vulgar à política é confundi-la com a astúcia.

Baltasar Gracián y Morales

Aplaudem-se as tolices de um rico enquanto nem se dá ouvidos às máximas de um pobre.

Baltasar Gracián y Morales

As verdades mais importantes só são ditas metade.

Baltasar Gracián y Morales

Às vezes, entre um homem e outro existe tanta diferença como entre um homem e um animal.

Baltasar Gracián y Morales

Menos mal te fará um homem que te persegue do que uma mulher que te segue.

Baltasar Gracián y Morales

Não há mestre que não possa ser aluno.

Baltasar Gracián y Morales

Não se queixar nunca; a queixa sempre traz descrédito.

Baltasar Gracián y Morales

No falar, a discrição importa mais do que a eloquência.

Baltasar Gracián y Morales

O homem que compreendeu outro está em condições de dominá-lo.

Baltasar Gracián y Morales

O silêncio é o santuário da prudência.

Baltasar Gracián y Morales

Para seres alguém: vai com os melhores. Quando fores alguém: vai com os medíocres.

Baltasar Gracián y Morales

Quem confiou os seus segredos a outra pessoa, fez-se escravo dela.

Baltasar Gracián y Morales

Todos os homens são idólatras, uns da honra, outros do interesse e a maior parte do prazer.

Baltasar Gracián y Morales

Sobre humilhação


Durante uma vida a gente é capaz de sentir de tudo, são inúmeras as sensações que nos invadem, e delas a arte igualmente já se serviu com fartura. Paixão, saudades, culpa, dor-de-cotovelo, remorso, excitação, otimismo, desejo – sabemos reconhecer cada uma destas alegrias e tristezas, não há muita novidade, já vivenciamos um pouco de cada coisa, e o que não foi vivenciado foi ao menos testemunhado através de filmes, novelas, letras de música.

Há um sentimento, no entanto, que não aparece muito, não protagoniza cenas de cinema nem vira versos com freqüência, e quando a gente sente na própria pele, é como se fosse uma visita incômoda. De humilhação que falo.

Há muitas maneiras de uma pessoa se sentir humilhada. A mais comum é aquela em que alguém nos menospreza diretamente, nos reduz, nos coloca no nosso devido lugar - que lugar é este que não permite movimento, travessia?. Geralmente são opressões hierárquicas: patrão-empregado, professor-aluno, adulto-criança. Respeitamos a hierarquia, mas não engolimos a soberba alheia, e este tipo de humilhação só não causa maior estrago porque sabemos que ele é fruto da arrogância, e os arrogantes nada mais são do que pessoas com complexo de inferioridade. Humilham para não se sentirem humilhados.

Mas e quando a humilhação não é fruto da hierarquia, mas de algo muito maior e mais massacrante: o desconhecimento sobre nós mesmos? Tentamos superar uma dor antiga e não conseguimos. Procuramos ficar amigos de quem já amamos e caímos em velhas ciladas armadas pelo coração. Oferecemos nosso corpo e nosso carinho para quem já não precisa nem de um nem de outro. Motivos nobres, mas os resultados são vexatórios.

Nesses casos, não houve maldade, ninguém pretendeu nos desdenhar. Estivemos apenas enfrentando o desconhecido: nós mesmos, nossas fraquezas, nossas emoções mais escondidas, aquelas que julgávamos superadas, para sempre adormecidas, mas que de vez em quando acordam para, impiedosas, nos colocar em nosso devido lugar.

Martha Medeiros

Tolos são todos os que parecem tolos e metade daqueles que não parecem.

Baltasar Gracián [ A Arte da Prudência ]

A confiança é a mãe do descuido.

Baltasar Gracián y Morales

A cortesia é o maior feitiço político das grandes personagens.

Baltasar Gracián y Morales
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