Trava lingua

Encontrados 117 com a expressão trava lingua

o céu está em minha boca e o inferno em tua língua

ledjane mendes

Gosto de sentir minha lingua roçar
A ligua de Luís de camões
Gosto de ser e estar
E quero me dedicar
A criar confusões de prosódia
E uma profusão de paródias
Que encurtem dores
E furtem cores como camaleões
Gosto do Pessoa na pessoa
Da rosa no Rosa
E sei que a poesia esta para a prosa
Assim como o amor esta para a amizade
E quem ha de negar que esta lhe é superior
E deixa os portugais morrerem a mingua
"Minha patria é minha lingua"
Fala mangueira!
Fala!
Vamos atentar para a sintaxe dos paulistas
E o falso inglês relax dos sufistas
Sejamos imperialistas
Vamos na velô de dicção chao chao de Carmem Miranda
E que Chico Buarque de Holanda nos resgate
E -xeque-mate- explique-nos Luanda
Ouçamos com atenção os deles e os delas da teve globo
Sejamos o lobo do lobo do homem
(...)
Flor de Lácio Sambódromo
Lusamérica Latim em pó
O que quer
O que pode
Esta lingua?
(...)

Caetano Veloso

"Sejamos senhores da nossa língua para não sermos escravos das nossas palavras."

(Autor desconhecido)

Que sejamos senhores da nossa língua para não sermos escravos das nossas palavras.

(Autor desconhecido)

VOCÊ ME OLHA COM OLHAR DE COMBATE, ME ENFRENTA NAS TRINCHEIRAS DO AMOR, E NESTA LUTA DE PAIXÃO TRAVADA, NÃO HAVERÁ VENCEDOR, NEM DERROTADO, HAVERÁ ENTRE OS LENÇOIS DE SEDA, DOIS CORAÇÕES APAIXONADOS.

Sandro Kretus

O que nos destingüe de outros países é a originalidade da nossa língua oriunda

Renato Amaro

Cada um de nós trava diariamente uma batalha particular entre as grandiosas fantasias que tem para si e o que realmente acontece.

Cathy Guisewite

SONETO DOS BEIJOS DE CHOCOLATE

Quente língua que me beija
Que tem sabor de saudade
No fundo o sabor é doce
Tem gosto de chocolate

Tem sabor de sedução
Tem muito mais que razão
No calor do nosso beijo
Emoção e sensação

No toque de nossas bocas
O sabor de um desejo
Um tesão que nos invade
E a língua beija com arte

Os beijos são sempre doces
Têm sabor de chocolate

Adriano Hungaro

Tudo fora do tom


Tudo, tu tu tudo fora do
Tom.

Língua linguagem
Pertence a nós

Fala a face
Sobre nós

Contos historias
Lermos nós

Arte cultura
Fazemos nós

Tudo,tu tu tudo fora do
Tom.

Risco perigos
Temos nós

A morte vem depois da vida
Acabamos nós.

Vinícius

A lingua
Não obstante pequena e leve, a língua é, indubitavelmente, um dos fatores determinantes no destino das criaturas.

Ponderada - favorece o juízo.

Leviana - descortina a imprudência.

Alegre - espalha otimismo.

Triste - semeia desânimo.

Generosa - abre caminho à elevação.

Maledicente - cava despenhadeiros.

Gentil - provoca reconhecimento.

Atrevida - traz a perturbação.

Serena - produz calma.

Fervorosa - impõe a confiança.

Descrente - invoca a frieza.

DESCONHHECIDO

" Esta é uma declaração de amor; amo a língua portuguesa. Ela não é fácil. Não é maleável. E, como não foi profundamente trabalhada pelo pensamento, a sua tendência é a de não ter sutileza e de reagir às vezes com um pontapé contra os que temerariamente ousam transformá-la numa linguagem de sentimento de alerteza. E de amor. A língua portuguesa é um verdadeiro desafio para quem escreve. Sobretudo para quem escreve tirando das coisas e das pessoas a primeira capa do superficialismo.
Às vezes assusta com o imprevisível de uma frase. Eu gosto de manejá-la – como gostava de estar montado num cavalo e guiá-lo pelas rédeas, às vezes lentamente, às vezes a galope.
Eu queria que a língua portuguesa chegasse ao máximo nas minhas mãos. E este desejo todos os que escrevem têm. Um Camões e outros iguais não bastaram para nos dar uma herança de língua já feita. Todos nós que escrevemos, estamos fazendo do túmulo do pensamento alguma coisa que lhe dê vida.
Essas dificuldades, nós as temos. Mas não falei do encantamento de lidar com uma língua que não foi aprofundada. O que recebi de herança não me chega.
Se eu fosse muda, e também não pudesse escrever, e me perguntassem a que língua eu queria pertencer, eu diria: inglês, que é preciso e belo. Mas como não nasci muda e pude escrever, tornou-se absolutamente claro para mim que eu queria mesmo era escrever em português. Eu até queria não ter aprendido outras línguas: só para que a minha abordagem do português fosse virgem e límpida."

CLARICE LISPECTOR
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