Sentimental

Encontrados 18 com a expressão sentimental

POEMINHA SENTIMENTAL

O meu amor, o meu amor, Maria
É como um fio telegráfico da estrada
Aonde vêm pousar as andorinhas...
De vez em quando chega uma
E canta
(Não sei se as andorinhas cantam, mas vá lá!)
Canta e vai-se embora
Outra, nem isso,
Mal chega, vai-se embora.
A última que passou
Limitou-se a fazer cocô
No meu pobre fio de vida!
No entanto, Maria, o meu amor é sempre o mesmo:
As andorinhas é que mudam.

Mario Quintana

No pequeno museu sentimental

No pequeno museu sentimental
os fios de cabelo religados
por laços mínimos de fita
são tudo que dos montes hoje resta,
visitados por mim, montes de Vênus.

Apalpo, acaricio a flora negra,
a negra continua, nesse branco
total do tempo extinto
em que eu, pastor felante, apascentava
caracóis perfumados, anéis negros,
cobrinhas passionais, junto do espelho
que com elas rimava, num clarão.

Os movimentos vivos no pretérito
enroscam-se nos fios que me falam
de perdidos arquejos renascentes
em beijos que da boca deslizavam
para o abismo de flores e resinas.

Vou beijando a memória desses beijos.

Carlos Drummond de Andrade

Tenho tanto sentimento
Que é freqüente persuadir-me
De que sou sentimental,
Mas reconheço, ao medir-me,
Que tudo isso é pensamento,
Que não senti afinal.

Temos, todos que vivemos,
Uma vida que é vivida
E outra vida que é pensada,
E a única vida que temos
É essa que é dividida
Entre a verdadeira e a errada.

Qual porém é a verdadeira
E qual errada, ninguém
Nos saberá explicar;
E vivemos de maneira
Que a vida que a gente tem
É a que tem que pensar.

Fernando Pessoa

O miserável receio de ser sentimental é o mais vil de todos os receios modernos.

Gilbert Chesterton

Nosso coração é sentimental e duro. Cremos estar participando do sofrimento do outro, quando, na verdade, ele nada mais é do que um pretexto para nos enternecermos connosco mesmos com a nossa própria compaixão.

desconhecido

Rir é correr o risco de parecer tolo.
Chorar é correr o risco de parecer sentimental.
Estender a mão é correr o risco de se envolver.
Expor seus sentimentos é correr o risco
de mostrar seu verdadeiro eu.
Defender seus sonhos e idéias diante da multidão
é correr o risco de perder as pessoas
Amar é correr o risco de não ser correspondido.
Viver é correr o risco de morrer.
Confiar é correr o risco de se decepcionar.

Tentar é correr o risco de fracassar.
Mas os riscos devem ser corridos,
porque o maior perigo é não arriscar nada.
há pessoas que não correm nenhum risco,
não fazem nada, não têm nada e não são nada.
Elas podem até evitar sofrimentos e desilusões,
mas elas não conseguem nada,
não sentem nada, não mudam, não crescem,
não amam, não vivem .
Acorrentadas por suas atitudes,
elas viram escravas, privam-se de sua liberdade.
Somente a pessoa que corre riscos é livre!
Tenha uma excelente dia e fica com Deus Blz. Fuiiiiiiiiii

desconhecido

Com quietude sou, obstinada, respeitante, zelosa, jovial e sentimental
Sou assim minha gente.

Magda1800

Tenho tanto sentimento
Que é freqüente persuadir-me
De que sou sentimental,
Mas reconheço, ao medir-me,
Que tudo isso é pensamento,
Que não senti afinal.
Temos, todos que vivemos,
Uma vida que é vivida
E outra vida que é pensada,
E a única vida que temos
É essa que é dividida
Entre a verdadeira e a errada.

Qual porém é a verdadeira
E qual errada, ninguém
Nos saberá explicar;
E vivemos de maneira
Que a vida que a gente tem
É a que tem que pensar.

Fernando Pessoa

O sentimental sente as flores;
E dedica sua vida justamente para a rosa mais cretina.
O sonhador imagina as flores;
E dedica sua vida justamente para o sonho de mais mentiras.
O cretino vê as flores;
E dedica sua vida para estragar flores das pessoas mais divinas.
O sincero se declara para as flores;
E dedica sua vida para as verdades que são tentativas da mentira.
O mentiroso mente para as flores;
E dedica sua vida para alimentar a dor da sua própria vida.
E aquele que não tem esperanças não sente, não vê e nem imagina flores;
dedica sua morte a uma rosa, na fé de encontrar novas flores e vidas...

Fernando Zéqui

Escrevo num momento onde as palavras são confundidas com um turbilhão sentimental, palavras que queriam sair pela boca, porém de tão profundas só conseguem escapar de minhas mãos para o papel.
São tantas coisas que se resumem a traços decodificados pelo seu olhar atento que insiste ainda em saber o que sinto.
Podia dizer-te que te amo, mas não estaria sendo totalmente verdadeiro, pudia dizer que te odeio neste momento, confesso que estaria sendo um tanto quanto sincero. Procuro a medida certa entre estes opostos, mas de tão distantes que são, se aproximam de tal de forma que se torna uma árdua tarefa dividi-los e identifica-los.
Não me lamento por sentir tais emoções, se não fosse estas jamais me manifestaria assim. Manifestação que ultrapassa sentimentos e transcende a uma arte que denomina-se literatura.
Procuro com estas palavras causar-te nem que seja uma pontada de interesse por aquilo que sinto, se isso não te importar, interesse ao menos pela arte da escrita. Se em algum destes pontos eu conseguir modificar-te já me sentirei pleno em meus objetivos.

Túlio Rivadávia