Satiras de Horacio Flaco

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Os pintores e os poetas sempre gozaram da mesma forma do poder de ousarem o que quisessem.

Horácio

A riqueza pode servir ou governar o seu possuidor.

Horácio

Na realidade, ninguém nasce sem vícios: o melhor é quem / cai nos mais leves.

Horácio

Desconfiai daquele que detrai no amigo ausente, e o não defende quando o deprimem.

Horácio

A força bruta, quando não é governada pela razão, desmorona sob o seu próprio peso.

Horácio

Considera bem a medida da tua força e aquilo que excede a tua aptidão.

Horácio

O avarento vive sempre na pobreza.

Horácio

A pálida morte bate com pé igual nos casebres dos pobres / e nos palácios dos ricos.

Horácio

É belo e glorioso morrer pela pátria.

Horácio

Vós que escreveis, escolhei um assunto correspondente às vossas forças.

Horácio

Terminei uma obra mais duradoura do que o bronze / e mais alta do que as pirâmides reais, / que nem a chuva corrosiva nem o vento impetuoso / poderão destruir, nem a inumerável / série dos anos e o passar veloz do tempo. / Não morrerei completamente, e grande parte de mim / escapará ao túmulo.

Horácio

O invejoso emagrece com a gordura dos outros.

Horácio

Raramente podemos descobrir um homem que diga que viveu feliz e que quando termina o seu tempo deixa a vida como um conviva satisfeito.

Horácio

A vida nunca deu nada aos mortais sem grandes fadigas.

Horácio

O dinheiro será sempre ou escravo ou patrão.

Horácio

Não há ninguém sem defeitos: o melhor é o que menos tem.

Horácio

Ai de mim, Póstumo, Póstumo, fugazes / correm os anos; e as preces / não podem retardar as rugas a velhice / premente e a morte inevitável.

Horácio

Deixa o resto aos deuses.

Horácio

Quem ama a áurea moderação, / seguramente não sente falta da desolação do vil abrigo, / nem do esplendor frugal do palácio invejado.

Horácio

Ganha dinheiro primeiro, a virtude vem depois.

Horácio

Não terás razão em chamar feliz àquele que muito possui.

Horácio

Despreza os prazeres: é prejudicial o prazer comprado ao preço da dor.

Horácio

Todos nós somos levados ao mesmo lugar; / na urna agita-se a sorte de cada um: / mais cedo ou mais tarde, a sorte terá de ser lançada, / e nos fará entrar no barquinho em direcção ao exílio eterno.

Horácio

Os nossos pais, piores do que os seus, geraram-nos / ainda mais celerados do que eles; nós, por nossa vez, geraremos / filhos ainda mais perversos do que nós.

Horácio

Há uma medida em todas as coisas, existem afinal certos limites.

Horácio
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