Poesias de Pedro Bandeira
Encontrados 174 com a expressão Poesias de Pedro Bandeira
Ah ,
tudo são notas musicais
sem elas, que seriam das cordas vocais,
em tom maior
ou entoar o maior
vou pra Lá sem Dó
Sem Ré? Não, sem Dó
Sem fé? Não, sem Dó
Ré, sem fé? não,
pois é,
Ré, Si, fé, sim
Ré, si, fé, assim
Recife...
Então, Recife
Rinaldo Pedro (em ritmo de frevo)
andas pela rua. assumes o nome d gatuno
caminhas sem fazer barrulho.esperas pelo momento oportuno
o capuz que usas nao deixa transpor a tua cara
as cartas estao dadas
desempenhar a funçao que exerces nao È façil
pois nao podes modificar a tua face
a tua identidade jà È conheçida
pois andas sempre metido em entrelaçes
fojes d un castigo ....q. ja È teu
apemas juntas provas para que te condenem
entre paredes ja stas mas nao sei s sobreviveras
o luto pelo teu amigo
o dsprezo da tua familia
o teu destino pode ser distimido
mas a luta continua......kepe....
kepe...pedro tavares
Andorinha, andorinha lá fora esta cantando:
-Passei o dia a-toa, a-toa.
Andorinha minha canção é mais triste:
-Passei a vida a-toa, a-toa.´´
Manuel Bandeira
Arte de Amar
Se queres sentir a felicidade de amar, esquece a tua alma.
A alma é que estraga o amor.
Só em Deus ela pode encontrar satisfação.
Não noutra alma.
Só em Deus - ou fora do mundo.
As almas são incomunicáveis.
Deixa o teu corpo entender-se com outro corpo.
Porque os corpos se entendem, mas as almas não.
Manuel Bandeira
boda espiritual
Tu não estas comigo em momentos escassos:
No pensamento meu, amor, tu vives nua
- Toda nua, pudica e bela, nos meus braços.
O teu ombro no meu, ávido, se insinua.
Pende a tua cabeça. Eu amacio-a... Afago-a...
Ah, como a minha mão treme... Como ela é tua...
Põe no teu rosto o gozo uma expressão de mágoa.
O teu corpo crispado alucina. De escorço
O vejo estremecer como uma sombra n'água.
Gemes quase a chorar. Suplicas com esforço.
E para amortecer teu ardente desejo
Estendo longamente a mão pelo teu dorso...
Tua boca sem voz implora em um arquejo.
Eu te estreito cada vez mais, e espio absorto
A maravilha astral dessa nudez sem pejo...
E te amo como se ama um passarinho morto.
Manuel Bandeira
CADA QUAL SABE AMAR DO SEU MODO, O MODO POUCO INFLUENCIARÁ O IMPORTANTE É QUE SAIBA AMAR,O AMOR ANTES DE TUDO É UMA DOAÇÃO
PEDRO ALFONSO
Café com pão
Café com pão
Café com pão
Virge maria que foi isso maquinista?
Agora sim
Café com pão
Agora sim
Voa, fumaça
Corre, cerca
Ai seu foguista
Bota fogo
Na fornalha
Que eu presciso
Muita força
Muita força
Muita força
Oô...
Menina bonita
Do vestido verde
Me dá tua boca
Pra matá minha sede
Oô...
Vou mimbora
Vou mimbora
Não gosto daqui
Nasci no sertão
Sou de Ouricuri
Oô...
Vou depressa
Vou correndo
Vou na toda
Que só levo
Pouca gente
Pouca gente
Pouca gente...
Manuel bandeira.
Ficamos felizes quando encontramos alguém pra nos explorar, isso é o capitalismo.
Sérgio Pedro
Hoje em dia o coração de uma mulher é, freqüentemente, mais impenetrável do que ela mesma.
Pedro Nercessian
No fundo, no fundo
mas no fundo mesmo
voçe acaba
achando petróleo
Pedro Tostes
O amor é um dom que poucos sabem aproveitar,eu aproveitei e hoje estou com você
Pedro Paulo Milagres
O POSSIVEL SE FAZ NA HORA; JÁ O IMPOSSIVEL DEMORA-SE UM POUCO
PEDRO DEXTER
Os dois corpos unidos se comunicavam aos sussurros, com pequenas frases de amor. Se acariciavam, se desejavam com cada pedacinho dos sentidos. Depois, quando esfriava a sensualidade, dava pena sentir tanto amor. A sutileza do amor é um luxo. Desfrutá-lo é um excesso impróprio dos estóicos.
Pedro Juan Guttierrez
POR TUDO E QUALQUER COISA QUE SUGIR EM NOSSAS VIDAS NADA IRA ABALAR O SENTIMENTO MAS PURO E SINCERO QUE SINTO; GOSTAR DE UMA PESSOA TÃO ESPECIAL COMO VC
PEDRO DEXTER
Quando morto estiver meu corpo, evitem os inúteis disfarces, os disfarces com que os vivos procuram apagar no morto o grande castigo da morte.
Não quero caixão de verniz nem ramalhetes distintos, superfinos candelabros e nem as discretas decorações.
Quero a morte com mau gosto!
Dêem-me coroas de pano, flores de roxo pano, angustiosas flores de pano, enormes coroas maciças como salva-vidas, com fitas negras pendentes.
E descubram bem a minha cara.
Que vejam bem os amigos a incerteza, o pavor, o pasmo. E cada um leve bem nítida a idéia da própria morte.
Descubram bem minhas mãos!
Meus amigos, olhem as mãos!
Onde andaram, o que fizeram, em que sexos demoraram seus dedos sabidos?
Meus amigos, olhem as mãos que mentiram a vossas mãos!
Foram esboçados nelas todos os gestos malditos: até os furtos fracassados e os interrompidos assassinatos. Mãos que fugiram da suprema purificação dos possíveis suicídios.
Descubram e exibam todo meu corpo, as partes excomungadas, as partes sujas sem perdão.
Eu quero a morte nua e crua, terrífica e habitual.
Quero ser um tal defunto, um morto tão acabado, tão aflitivo e pungente, que possam ver, os meus amigos, que morre-se do mesmo jeito como se vão os penetras escorraçados, as prostitutas recusadas, os amantes despedidos, que saem enxotados mas voltariam sem brio a qualquer gesto de chamada.
Meus amigos, tenham pena – senão do morto – aos menos dos dois sapatos do morto. Olhem bem para eles. E para os vossos também!
Pedro Nava
São estranhos os caminhos de Deus,
mas todos nos levam às estrelas
Pedro Freire
Se o amor é um labirinto quero me perder e achar lá dentro uma única pessoa:Você
Pedro Paulo Milagres
Tempo Será:
A Eternidade está longe
(Menos longe que o estirão
Que existe entre o meu desejo
E a palma da minha mão).
Um dia serei feliz?
Sim, mas não há de ser já:
A Eternidade está longe,
Brinca de tempo-será.
(Manuel Bandeira)
Teu corpo claro e perfeito,
– Teu corpo de maravilha,
Quero possuí-lo no leito
Estreito da redondilha...
Teu corpo é tudo o que cheira...
Rosa... flor de laranjeira...
Teu corpo, branco e macio,
É como um véu de noivado...
Teu corpo é pomo doirado...
Rosal queimado do estio,
Desfalecido em perfume...
Teu corpo é a brasa do lume...
Teu corpo é chama e flameja
Como à tarde os horizontes...
É puro como nas fontes
A água clara que serpeja,
Quem em antigas se derrama...
Volúpia da água e da chama...
A todo o momento o vejo...
Teu corpo... a única ilha
No oceano do meu desejo...
Teu corpo é tudo o que brilha,
Teu corpo é tudo o que cheira...
Rosa, flor de laranjeira...
Manoel Bandeira