Peca de teatro chapeuzinho verde de jo soares
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Sobre verde imenso
um ponto saltitante
pássaro cantante
Winston
O verdadeiro tesouro do homem é a verde mocidade. Os anos que nos restam são apenas invernos.
Pierre Ronsard
Peca igualmente quem apressa o hóspede que não quer partir / e quem o detém quando este já está partindo. / O hóspede deve ser bem tratado se fica, e não deve ser impedido de partir se assim o deseja.
Homero
O teatro é um meio muito eficaz de educar o público; mas quem faz teatro educativo encontra-se sempre sem público para poder educar.
E. Poncela
Há quem morra desconhecido por não ter tido um teatro diferente.
Denis Diderot
Não dês a ninguém aquilo que te peça, mas aquilo que achas que necessita; e suporta logo a ingratidão.
Miguel Unamuno
Todas as especulações são pardas, certamente, mas eternamente verde é a árvore de ouro da vida.
Johann Goethe
Árvores da infância -
E depois a monotonia verde
Dos canaviais...
Paulo Franchetti
Era verde ou azul?
Sumiu num piscar de olhos
veloz colibri.
Teruko Oda
cada haikai
uma nova peça
num quebra-cabeça sem fim
George Swede
entre velhas páginas
uma folha ainda verde
da casa antiga
Alice Ruiz
Cercada de verde
ilha na hera do muro:
uma orquídea branca.
Anibal Beça
O mar, sempre desperto,
na verde espera
da barca mensageira.
Thiago de Mello
O peixe no aquário
na varanda em frente ao mar
desdenha: está verde...
Leila Míccolis
Sinal verde em tarde vermelha:
um carro cinzento
cruza o amarelo
Winston
Um pombo no mar
traz ao bico verde ramo:
terra à vista?
Anibal Beça
Um verde cobertor
todo trançado de relva
aquece a terra.
Delza Faldini
em sempre imóvel íris
verde-neve azul jacinto
e as abrasadas rosas
Sousândrade
No Cabaré-Verde
às cinco horas da tarde
Oito dias a pé, as botinas rasgadas
Nas pedras do caminho: em Charleroi arrio.
- No Cabaré-Verde: pedi umas torradas
Na manteiga e presunto, embora meio frio.
Reconfortado, estendo as pernas sob a mesa
Verde e me ponho a olhar os ingênuos motivos
De uma tapeçaria. - E, adorável surpresa,
Quando a moça de peito enorme e de olhos vivos
- Essa, não há de ser um beijo que a amedronte! -
Sorridente me trás as torradas e um monte
De presunto bem morno, em prato colorido;
Um presunto rosado e branco, a que perfuma
Um dente de alho, e um chope enorme, cuja espuma
Um raio vem doirar do sol amortecido.
Arthur Rimbaud