Paulo Mendes Campos

Paulo Mendes Campos (nasceu em Belo Horizonte - MG, Brasil, dia 28 de fevereiro de 1922 - faleceu na cidade do Rio de Janeiro, Brasil, no dia 1° de julho de 1991); escritor mineiro.
Encontrados 1099 com a expressão Paulo Mendes Campos

Mesmo o velho eucalipto
Parece feliz -
Névoa da manhã.

Paulo Franchetti

Quintal do sítio -
A única forma geométrica
É a linha de um varal.

Paulo Franchetti

Limpo o rosto na camisa -
O vento começa a trazer
As primeiras gotas de chuva

Paulo Franchetti

Casebres todos pintados
Na fazenda Cambuí -
Como é bom estar aqui!

Paulo Franchetti

Em Cuiabá
Suando e matando mosquitos,
Que cruel zazen!

Paulo Franchetti

O chofer de táxi -
Meu pai também, nos dias quentes,
Assobiava assim.

Paulo Franchetti

Entre as antenas
E as casas todas iguais -
Quaresmeiras!

Paulo Franchetti

Quando a chuva pára
Por uma fresta nas nuvens
Surge a lua cheia.

Paulo Franchetti

No terreno baldio
Ainda cheias de orvalho,
Campânulas!

Paulo Franchetti

Árvores da infância -
E depois a monotonia verde
Dos canaviais...

Paulo Franchetti

Até os pernilongos
Vão ficando silenciosos -
Como os anos passam...

Paulo Franchetti

Demorou este ano,
Mas de repente, em toda a parte -
Primavera!

Paulo Franchetti

Manhã de frio -
Com o agasalho, visto
Saudades de minha mãe.

Paulo Franchetti

amar é um elo
entre o azul
e o amarelo

Paulo Leminski

Um susto matinal:
na caixa do correio,
duas mariposas!

Paulo Franchetti

Tão pequena
E desbotada de chuva
A casa da infância!...

Paulo Franchetti

Manhã de frio.
Se fosse menino escrevia
Meu nome no vidro.

Paulo Franchetti

O bebê resmunga -
Zune nas venezianas
O vento do inverno.

Paulo Franchetti

Os pássaros cantam
Monotonamente -
Feriado do ano-novo.

Paulo Franchetti

Tarde de inverno:
Sobe do fundo dos vales
A sombra das montanhas.

Paulo Franchetti

A serra em chuva
Sob o sol poente -
Como não agradecer?

Paulo Franchetti

Com o vento frio percebo:
Semanas e semanas
Sem ouvir insetos.

Paulo Franchetti

ameixas
ame-as
ou deixe-as

Paulo Leminski

o anjo pousa de leve
no quarto onde a moça pura
remenda a roupa dos pobres

Murilo Mendes

Trezentos quilômetros
Para não vos contemplar -
Mangueiras da minha infância!

Paulo Franchetti
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