Padre antonio vieira

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Toda forma de saber nasce de um não saber

Padre Fábio de Melo

Ria-se dos elogios que as pessoas lhe façam, e repasse-os todos a Deus!

São Padre Pio de Pietrelcina

A misericórdia de Deus será sempre maior que a tua ingratidão.

São Padre Pio de Pietrelcina

A humildade nos atrai a Deus.

São Padre Pio de Pietrelcina

Peça a Deus para sempre sentir o perfume de seus ensinamentos.

São Padre Pio de Pietrelcina

Tenha grande confiança na bondade e na misericórdia de Deus, e Ele nunca o abandonará; mas não negligencie abraçar a Santa Cruz por causa disso!

São Padre Pio de Pietrelcina

"A oração faz desaparecer a distância entre o homem e Deus."

São Padre Pio de Pietrelcina

Poema da flor proibida

Por detrás de cada flor
há um homem de chapéu de coco e sobrolho carregado.

Podia estar à frente ou estar ao lado,
mas não, está colocado
exactamente por detrás da flor.
Também não está escondido nem dissimulado,
está dignamente especado
por detrás da flor.

Abro as narinas para respirar
o perfume da flor,
não de repente
(é claro) mas devagar,
a pouco e pouco,
com os olhos postos no chapéu de coco.

Ele ama-me. Defende-me com os seus carinhos,
protege-me com o seu amor.
Ele sabe que a flor pode ter espinhos,
ou tem mesmo,
ou já teve,
ou pode vir a ter,
e fica triste se me vê sofrer.

Transmito um pensamento à flor
sem mover a cabeça e sem a olhar
De repente,
como um cão cínico arreganho o dente
e engulo-a sem mastigar.

António Gedeão

Só quem ama tem disposição de ir
além da superfície .

Padre Fábio de Mello

LUIZA, A MULHER QUE NOS ENSINA.

Luiza é o seu nome. A dor que sente não tem nome. Brota das razões mais secretas da alma. Coisa de mãe, coisa de gente que soube recriar o mundo a partir do próprio ventre. A maternidade coloca as mulheres numa parceria invejável com Deus!
Luiza contou-me rapidamente sobre sua dor. Eu não pude ver os seus olhos, mas pude escutar sua alma.
O seu filho de 30 anos, médico, oficial da marinha estava morto. Vítima de uma fatalidade, perdeu a vida ao atravessar um cruzamento em Florianópolis.
Depois que ouvi Luiza eu fiquei pensando no mistérios das perguntas que nos rondam, toda vez que a dor vem nos visitar.
Fiquei tentando entender o quanto deve ser difícil para uma mulher ter que protagonizar a imagem da Pietá, a virgem que segura o filho morto nos braços, aos pés do calvário.
Recolher o filho do chão, aconchegá-lo ao colo e despedir-se dele definitivamente.
A crueza da cena é uma proposta ao silêncio. Arranca-me do mundo das palavras, das respostas prontas e faz-me sentar ao chão, ao lado da mãe, para que eu possa ouvir sua respiraçao ofegante de dor.
Arranca-me dos meus livros, da minha Teologia sistematizada e convida-me a sujar-me na terra do calvário, onde o sangue do filho mistura-se às lágrimas da mãe.
Mistura diferente daquela que o troxe à vida, quando o seu sangue circulava dependente do sangue da sua primeira mulher.
Lágrimas diferentes de tantas outras já derramadas. Lágrimas de alegria por ver o filho dar os primeiros passos; lágrimas de preocupação em noites em que ele demorava voltar pra casa. Lágrimas de vitória, quando em noite especial e de gala, aquele garoto crescido, que até tão pouco tempo lhe confiava os joelhos esfolados de futebol, de quedas de bicicleta, agora estava pronto para medicar as dores do mundo.
Um filho especial, como ela mesma me confiara.
Luiza e sua dor. Luiza e suas saudades. Luiza e suas lições.
Fiquei pensando nas minhas pequenas reclamações. Nos cansaços diários que me desiludem e que me despregam da alegria. Pensei no coração de Luiza e quis deixar de reclamar da vida.
O meu sofrimento perde a sua força quando eu o coloco ao lado dssa mulher. E nisso já está a ressurreição do seu filho. Esta dor nos ensina e nos coloca no rumo da sabedoria. Da mesma forma que Maria nos aponta para o sofrimento de Jeus, para que entendamos o nosso sofrimento.
Maria e Luiza são mulheres parecidas nesta hora. Ambas embalaram o filho morto nos braços. Canções de ninar secretas foram entoadas nos silêncios dos lábios. O choro de mãe é oração que tem o poder de mudar o mundo. Só precisamos parar para ouvir...
Hoje, no silêncio de sua dor, pare pra pensar no sofrimento de Luiza. Exercite-se na proeza de esquecer o que lhe aflige, e recorde-se dessa mulher que desconhecemos o rosto, mas conhecemos a dor. Ela tem muito a nos ensinar. Ela é um livro que pode ser lido sem palavras. Ela é um testemunho vivo de que na vida, mesmo nas perguntas mais doídas, há sempre uma esquina que pode nos dar outras opções, além da morte.
Na prece silenciosa que essa mãe nos desperta, permaneçamos.
Amém.

Padre Fábio de Melo

O INACABADO QUE HÁ EM MIM.

Eu me experimento inacabado. Da obra, o rascunho. Do gesto, o que não termina.
Sou como o rio em processo de vir a ser. A confluência de outras águas e o encontro com filhos de outras nascentes o tornam outro. O rio é a mistura de pequenos encontros. Eu sou feito de águas, muitas águas. Também recebo afluentes e com eles me transformo,
O que sai de mim cada vez que amo? O que em mim acontece quando me deparo com a dor que não é minha, mas que pela força do olhar que me fita vem morar em mim? Eu me transformo em outros? Eu vivo para saber. O que do outro recebo leva tempo para ser decifrado. O que sei é que a vida me afeta com seu poder de vivência. Empurra-me para reações inusitadas, tão cheias de sentidos ocultos. Cultivo em mim o acúmulo de muitos mundos.
Por vezes o cansaço me faz querer parar. Sensação de que já vivi mais do que meu coração suporta. Os encontros são muitos; as pessoas também. As chegadas e partidas se misturam e confundem o coração. É nesta hora em que me pego alimentando sonhos de cotidianos estreitos, previsíveis.
Mas quando me enxergo na perspectiva de selar o passaporte e cancelar as saídas, eis que me aproximo de uma tristeza infértil.
Melhor mesmo é continuar na esperança de confluências futuras. Viver para sorver os novos rios que virão.
Eu sou inacabado. Preciso continuar.
Se a mim for concedido o direito de pausas repositoras, então já anuncio que eu continuo na vida. A trama de minha criatividade depende deste contraste, deste inacabado que há em mim. Um dia sou multidão; no outro sou solidão. Não quero ser multidão todo dia. Num dia experimento o frescor da amizade; no outro a febre que me faz querer ser só. Eu sou assim. Sem culpas.

Padre Fabio de Melo

Só sabe a profundidade do buraco quem cai nele.

Gilson Antônio Boncewicz

Elas amadurecem primeiro e apodrecem primeiro.

Antonio

PRESSA. UMA CONSTÂNCIA NO MUNDO CORPORATIVO.
No século passado a pressa era inimiga da perfeição. No século atual a pressa é uma importante variável da Estratégia Competitiva.

Massa. Edivalmir Antonio

("Tristes Cantigas de amor")
1-
Meus olhos que por alguém
Deram lágimas sem fim,
Já não choram por ninguém
- Basta que chorem por mim.
Arrependidos e olhando
A vida como é,
Meus olhos vão conquistando
Mais fadiga e menos fé.
Sempre cheios de amargura!,
Mas se as coisas são assim,
Chorar alguém - que loucura!
-Basta que eu chore por mim

António Botto

A suprema vitória do artista é conseguir artifi-
cializar os sentidos.

António Ferro

Todos nós desaparecemos da terra algum dia,mas tem algo que nós precisamos mostrar para o mundo.
É a prova de que existiram na terra pessoas corajosas, que não tiveram medo dos seus problemas, que lutaram por seus ideais.
Continuarei a luta não importa quantas cicatrizes possam aparecer no meu corpo.Seguirei em frente, mesmo que seja um passo de cada vez.
Os humanos sofrem quando são separados daqueles que amam.Nós temos em que acredita e,é isso o que nos faz fortes.É isso que estou fazendo enfrentando superando a dor.

Antonio Dasley Silva Ferreira

Fábula Antiga

No princípio do mundo o Amor não era cego;
Via mesmo através da escuridão cerrada
Com pupilas de Lince em olhos de Morcego.

Mas um dia, brincando, a Demência, irritada,
Num ímpeto de fúria os seus olhos vazou;
Foi a Demência logo às feras condenada,

Mas Júpiter, sorrindo, a pena comutou.
A Demência ficou apenas obrigada
A acompanhar o Amor, visto que ela o cegou,

Como um pobre que leva um cego pela estrada.
Unidos desde então por invisíveis laços
Quando a Amor empreende a mais simples jornada,
Vai a Demência adiante a conduzir-lhe os passos

ANTÓNIO FEIJÓ (1859-1917)

O Bom Exemplo é dado quando se faz o que é CERTO e não quando se deixa de fazer o que é ERRADO!

Antonio Rogério de Lima Grego

Todos os homens são filósofos"

Antonio Gramsci

Não perseguir o que é agradável e sim a ausência de dor é ter uma postura estóica, é renunciar a tudo e a todos apenas para não sofrer.

Antonio Rogério de Lima Grego

Fazer uma pausa, me aperfeiçoar e tentar novamente, quantas vezes forem necessárias, de acordo com o que considero prioridade. Se assim não o fizer, com certeza sofrerei pela dúvida, mas nunca pela desventura.

Antonio Rogério de Lima Grego

A natureza é imparcial! Segue o seu curso.

Antonio Gomes Lacerda

Cruzam-se os caminhos.
Entrelaçam-se as mãos.
Casamento!

Antonio Gomes Lacerda

Na lama. A luz passa sem se enlamear.

Antonio Gomes Lacerda
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