Musica de joao pedro e cristiano

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Como é que um homem sem as virtudes que lhe são próprias pode cultivar a música?

Confúcio

A música tem encantos para serenar o coração mais selvagem.

William Congreve

A música clássica do amor é em tom maior, a romântica em tom menor. O amor moderno é uma fraca melodia, sobreinstrumentada.

Hugo Hofmannsthal

Em poesia, trata-se, antes de mais nada, de fazer música com a própria dor, a qual diretamente não importa.

Paul Valéry

A música de jazz é uma inquietação acelerada.

Françoise Sagan

A pintura transforma o espaço em tempo; a música, o tempo em espaço.

Hugo Hofmannsthal

A justiça militar está para a justiça assim como a música militar está para a música.

Georges Clemenceau

Não sei uma nota de música. Nem preciso.

Elvis Presley

O virtuoso não serve a música. Serve-se dela.

Jean Cocteau

Na música reside um doce poder persuasivo.

John Milton

Não seria a música uma língua perdida, da qual esquecemos o sentido e conservamos apenas a harmonia?

Massimo Azeglio

A música é um método de empregar a mente sem ter o trabalho de pensar em absoluto.

Samuel Johnson

O vinho e a música sempre foram para mim um magnífico saca-rolhas.

Anton Tchekhov

Diante do bolo iluminado, abraças, feliz,
os entes amados que chegaram de longe...
Ouves a música festiva que passa, de leve,
por moldura de harmonia às telas da natureza...

Entretanto, quando penetrares o templo da oração,
reverenciando o Mestre que dizes amar,
mentaliza o estábulo pobre.
Ignoramos de que estrela estaria chegando o Sublime Renovador, mas todos sabemos em que ponto da Terra começou ele o apostolado divino.

Recorda as mãos fatigadas dos tratadores de animais,
os dedos calosos dos homens do campo,
o carinho das mulheres simples
que lhe ofertaram as primeiras gotas do próprio leite
e o sorriso ingênuo dos meninos descalços
que lhe receberam do olhar a primeira nota de esperança.

Lembra-te do Senhor, renunciando aos caminhos constelados de luz para acolher-se, junto dos corações humildes que o esperavam, dentro da noite, e desce também da própria alegria, para ajudar no vale dos que padecem..

Contemplarás, de alma surpresa, a fila dos que se arrastam, de olhos enceguecidos pela garoa das lágrimas.
Ladeando velhinhos que tossem ao desabrigo, há doentes e mutilados que suspiram pelo lençol de refúgio na terra seca.

Surgem mães infelizes que te mostram filhinhos nus e crianças desajustadas para quem o pão farto nunca chegou.

Trabalhadores cansados falam do abandono e jovens subnutridos se referem ao consolo da morte...

Divide, porem, com eles o tesouro de teu conforto e de tua fé e nos recintos de palha e sombra a que te acolhes,
encontrarás o Cristo no coração, transfigurando-te a vida,
ao mesmo tempo que, nos escaninhos da própria mente,
escutarás, de novo, o cântico do Natal,
como de repetido na pauta dos astros:

- Glória a Deus nas alturas e boa vontade para com os homens!...

desconhecido

"João e Maria.

Morreu Maria, nessa tarde de segunda. Muito choro, tristeza e saudades...
João, no trabalho, ainda não sabe mas seu grande amor faleceu.
Como pólvora a notícia se espalha. A pequena Serra Azul se abala.
A João ninguém fala!
Aonde estarão as fofoqueiras da cidade?! Algumas dizem não ter coragem.
O telefone do consultório toca, João gentilmente atende. No primeiro momento ele não sente, mas seu "docinho" está ausente! Sua mãe ao telefone chora... Não sabe o que falar.
-Filho, filho... Maria se foi, está morta! Não sabemos a causa.
João desaba, o telefone vai ao chão. Ele está sozinho... Angustia, tristeza e emoção. Pobre João!"

João Vitor Rocha

João conhecido como “Boca”. João conhecido como “Toquinho”. João conhecido como “Maneco”. João conhecido como “Negão”. João conhecido como “Pepe”. João conhecido como “Popó”. João conhecido como “Cinqüenta e Um”. João conhecido como “Jonny da Pedinha”. João conhecido como homem trabalhador. João conhecido como morta fome. João conhecido como pai de família desempregado e fodido. João conhecido como mendigo. João conhecido como “Doutor João Astrobaldo Alfonso Nogueira Vieira de Sá Junior, Deputado Federal e Juiz da 5º comarca de Teresina”.

Bom! Esse último “João” será noticiado no jornal como morto, sim, algum dia. Provavelmente na parte de celebridades que deixam saudade para o POVO. Esse João tem um carro importado, não anda pelos confins da estação velha de Teresina. Aquela perto do Cabral, na Avenida Miguel Rosa. Ela é reduto de fumadores de craque, ou era, até o exercito tomar conta daquela área, mas será que acabou? Naquele lugar, uma vez, um cara colocou a faca no pescoço da minha esposa. Não aconteceu nada, felizmente.

Mas para o Boca aconteceu, ele morreu. O outro João, conhecido como Boca, foi-se além.

Já o João Astrobaldo, neste momento, enquanto a morte não chega, está em seu escritório lindo, com um banheiro limpo e com restos de comida no prato desperdiçado no almoço. Provavelmente esta comida vai parar em algum lixo da cidade e será catada por algum outro João.

O João o “Boca”, esta dentro de um caixão de madeira de quinta categoria com seis furos no corpo. Este morreu de graça, graças a Deus! Vá em paz João. A partir de hoje você não vai mais precisar passar fome nem chorar a melancolia da vida desgraçada que é oferecida por João.

Enquanto isso João vai ao banheiro do seu gabinete e bota tudo pra fora, com gosto e sem dor na consciência, tranqüilo, ele limpa-se com o papel higiênico com sabor morango.
Por um breve momento João em seu trono sorrir. E pensa: “se eu não botar no cu deles, eles botam no meu. Por isso roubo mesmo!”
Ele lembra que aqui no Brasil os políticos corruptos e juízes corruptos não têm o mesmo fim que outro João, o “João chinês”. Muito pelo contrario, o “João do voto” daqui, tem sempre um final feliz e eterno, como nos contos de fada.

O João o “Boca” em seu caixão de madeira, longe de todo o barulho do mundo reflete: “sou a favor de corruptos levarem tiros na cabeça de escopeta. Um na cabeça e outro na cara, que é pra certificar de que ele está morto e será passado”.

Que pena que o Brasil não é como a China. Lá quando o João chinês rouba de dentro de seu gabinete e é pego, este João paga a bala do único furo que ele vai levar pra o seu caixão de luxo. Mas se um dia o Brasil adotar isso, sou a favor do tiro ser na cara.

Guto Sampaio João Ninguem

"Enquanto houver um lápis, haverá uma música por compor.
Enquanto houver criatividade, haverá bons momentos.
Enquanto existir a palavra amigo, haverá felicidade.
Enquanto existir amor, haverá vida!"

João Vitor Rocha

Na Natural Seleção
Mãe Natura é Implacável
Se não puser coração
Poesia fica impraticável

Pedro Gonzalez

Belezas ao léu se vão
Só um deserto se ceva,
Se não restar mais paixão...
Respeito à ordem primeva!

Ana Maria Gazzaneo

Paixão?! Chama que abrasa,
Pra me queimar, venha logo
Escancaro a porta de casa
Com ou sem chama, chama fogo...

Pedro Gonzalez

E teu treino com bombeiros?
Tá querendo desafio?
Paixões são fogos morteiros...
Paixão? Arranco o pavio!

Ana Maria Gazzaneo

O estopim já aceso
"nada segura o Sansara"
um beijo de contrapeso
e a colher a seara!

Pedro Gonzalez

Céus desnudos, tudo aclara...
Já não penso mais em nada...
Puro amor que se escancara?
Fico a sonhar na sacada!

Ana Maria Gazzaneo

( ..."nada segura o samsara")

Da sacada ao chão duro
são poucos metros de queda
mas da sacada ao céu puro
é o Cosmo que me enreda!

Pedro Gonzalez

(...Tua altivez, minha estela...)

Quedo-me ao chão, voo espaço...
Tenho as asas da alegria.
De sacada em ti me acho...
Descortinada a poesia...

Ana Maria Gazzaneo

Voo alto, asas ou vinho...
Acrobacias ou tropeços...
Na sacada do vizinho,
Um olhar... Será o começo?

Pedro Gonzalez

Mais em cima, mais embaixo...
Mais do lado, acerto o passo.
Verso truncado ao capricho?
Deixa disso, aperta o laço!

Ana Maria Gazzaneo

Laço apertado, gravata?
Passo apertado, ladeira?
Punho apertado, bravata?
E ela se diverte, faceira!

Pedro Gonzalez

Ele enfim já compreende
De tudo a grande beleza
Diversão que se dispende
Palavrinhas sobre a mesa...

Ana Maria Gazzaneo

Ana Maria Gazzaneo e Pedro Gonzalez

Poesia do João Batista de Oliveira
Quando ao Festim cheguei,
Preso ao sorriso de certa sombra que me fez entrar,
Pensei radiante: "Aqui é um paraíso,
Jamais há lenda que ouvi contar."

Tudo era bom.
Tudo era pompa e riso.
Muita alegria, muito lindo olhar.
Porém, na porta, este esquisito aviso:
Entra de manso e pisa devagar.

O bem e o mal disseram:
Pode entrar.
Entrei, amei e sofri.

E ao despedir,
Na despedida nem é bom lembrar.
Senti meu coração se dividir:
Entre a alma alegre que me fez entrar
E a triste sombra que me viu sair.

Joao batista de Oliveira-MG

Calam-se as cordas.
A música sabia
o que eu sinto.

Jorge Luis Borges
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