Mulher de bunda grande
Não sei bem o que dizer sobre mim. Não me sinto uma mulher como as outras. Por exemplo, odeio falar sobre crianças, empregadas e liquidações. Tenho vontade de cometer haraquiri quando me convidam para um chá de fraldas e me sinto esquisita à beça usando um lencinho amarrado no pescoço. Mas segui todos os mandamentos de uma boa menina: brinquei de boneca, tive medo do escuro e fiquei nervosa com o primeiro beijo. Quem me vê caminhando na rua, de salto alto e delineador, jura que sou tão feminina quanto as outras: ninguém desconfia do meu anti socialismo interno.
Adoro massas cinzentas, detesto cor-de-rosa. Penso como um homem, mas sinto como mulher. Não me considero vítima de nada. Sou autoritária, teimosa, impulsiva e um verdadeiro desastre na cozinha. Peça para eu arrumar uma cama e estrague meu dia. Vida doméstica é para os gatos.
Tenho um cérebro masculino, como lhe disse, mas isso não interfere na minha sexualidade, que é bem ortodoxa. Já o coração sempre foi gelatinoso, me deixa com as pernas frouxas diante de qualquer um que me convide para um chope. Faz eu dizer tudo ao contrário do que penso: nessas horas não sei onde vão parar minhas idéias viris. Afino a voz, uso cinta-liga, faço strip-tease. Basta me segurar pela nuca e eu derreto, viro pão com manteiga, sirva-se.
Sou tantas que mal consigo me distinguir. Sou estrategista, batalhadora, porém traída pela comoção. Num piscar de olhos fico terna, delicada. Acho que sou promíscua. São muitas mulheres numa só, e alguns homens também."
O Grande amor é aquele que vem disfarçado da verdadeira amizade.
Vanderléia de Jesus NunesNADA MAIS BONITO QUE OS DEFEITINHOS DA MULHER AMADA.
VINICIUS DE MORAESNunca desista de uma amizade ou de um grande amor só porque a distância os separou; seja paciente como o sol e a lua pois quando se encontram formam um dos fenómenos mais belos do universo
André s.Corrêa."Se vocês são uma grande árvore,
nós somos o pequeno machado
afiado para cortá-la"
Mesmo as noites totalmente sem estrelas podem anunciar a aurora de uma grande realização.
Martin Luther KingQUEM SOU EU?
Uma mulher incomum.
A luz e o breu...
Exótica e comum.
Sim,isso é possível!
Sou oscilante.
As vezes erro,em outras sou incrível!
Eterna inconstante...
Amo infinitamente!
Apaixono-me...Enlouqueço.
De corpo,alma e mente!
Que até de mim eu esqueço.
Meus olhos são um poço infinito...
De amor,encantamento,bondade...
Olhe-os por um minuto!
E verás toda verdade.
Eu não sou perfeita...
Nem dona da verdade!
Mas sou dona de mim.
Dona das minhas vontades.
Só espalho minha essência no ar...
Meu amor...Meus desejos.
Escrevo o que minha alma grita...
Goste quem gostar.
Eu sou alguém que você pode contar
Sempre.
Alguém que vai te fazer rir...
E também chorar.
Porque sou transparente.
Sou verdadeira.
Amiga...Amante...
Guerreira.
Te darei a mão...Colo...Abraço
Te darei meu coração.
Eu não sei amar pouco
Ser pouco...
Dar pouco...
Ser mulher pouco.
AMIGA POUCO!
Sou uma mulher que se conhece e se permite!
Alguém que ousa e arrisca.
Uma mulher que ri...chora...ama!CS.
Nutro por ti um grande sentimento. Sentimento de amor e pensamento embalado pela distância e pelo tempo que desejo e quero, no mais puro do meu ser. Hoje envio-lhe palavras, que sonorizam afinidades mil, que com o tempo não transformou nossas vidas. Mas você é e sempre esteve permeando o meu coração. O momento nos aproximará e ditará para ambos o quanto a vida é doce e bela.
Fátima Macielexistem quatro tipos de mulher:
as bonitinhas
as inteligentes
a maioria
e aquela para a qual não consigo encontrar palavras capazes de descrever suas qualidades, vc.
Eu???
Uma menina...
Eu???
Uma mulher...
Sou uma menininha que tem sonhos, que acredita em príncipe encantado...
Que já quebrou muito a cara... e já chorou muito por quem não merecia...
Sou aquela que escreve para aliviar a dor sentimental...
Sou aquela que ama muito os seus amigos...
Aquela que gosta de banhar na chuva, se bem que tem certo tempinho que não faço isso...
Aquela que ama ouvir música, (estou ouvindo enquanto escrevo)
Sou aquela que não fica calada
quando ver um erro...
Aquela que prefere encher a bolsa de lixo a jogar lixo na rua...
Aquela que defende a natureza...
Aquela que acredita em DEUS...
E que acredita que nada que ela faça pagará o fato dELE ter entregado seu único filho para morrer por mim...
Aquela que não aceita receber ordens,nem ser contrariada...
Aquela que é teimosaaaa...
Aquela que não desiste...
Aquela que fala com o olhar...
Aquela que é complicada e perfeitinha...
Aquela que ama espanhol...
E detesta inglês
(só as músicas são legais)
Aquela que tem ouvido muito pimentas...
Aquela que costuma pensar muito antes de agir e que a única vez que foi agir sem pensar se ferrou...mas aprendeu...
Aquela que briga com os pais de igual pra igual, são meus amigos e sinto liberdade para fazer isso...
Sou aquela que até bem pouco tempo vivia em guerra com o seu irmão, e que hoje ama brinca com ele, a gente se entende...
Sou aquela que ama comedias românticas, e que já chorou muito vendo esses filmes...
Aquela que diz a verdade mesmo que essa verdade algumas vezes machuquem...
Aquela que julga, sim julga... Sei que é errado mais é algo inevitável...
Sei como a pessoa é ou o que esta sentindo só de olhar...
E acreditem não erro...
Sou aquela que sabe o que quer e como quer...
Aquela que nos últimos meses tem andando tristonha...
Aquela que tem sofrido decepção atrás de decepção...
Que às vezes não tem vontade de levantar quando acorda...
Mas, que mesmo sem vontade levanta...
Aquela que sabe estampar um sorriso mesmo o coração estando quebrantado...
Aquela que esta morrendo de saudades de certo povo...
Que esta contando os dias para revê-los
(faltam pouco mais de três meses)
Aquela que pela primeira vez está se sentindo perdida...
Sem um rumo e a procura de direção...
Aquela que esta tentando tirar algo de bom do caus que minha vida se tornou...
Aquela que não sabe como vai resolver isso tudo
Aquela que mesmo não sabendo vai resolver...
Por que embora agora esteja me sentindo uma menininha frágil...
Sabe que a mulher que existe dentro de mim vai dar um jeito nisso tudo...
Ah, sou aquela que agradece aos amigos, que tem me dando força direta ou indiretamente...
A menina mulher vai sair dessa!
Biografia
Era um grande nome - ora que dúvida! Uma verdadeira glória. Um dia adoeceu, morreu, virou rua... E continuaram a pisar em cima dele.
"Há homens que têm patroa.
Há homens que têm mulher.
E há mulheres que escolhem o que querem ser."
*LEÃO*
(de 22 de julho a 22 de agosto)
A mulher de leão
Brilha na escuridão.
A mulher de leão, mesmo sem fome
Pega, mata e come.
A mulher de leão não tem perdão.
As mulheres de leão
Leoas são.
Poeta, operário, capitão
Cuidado com a mulher de leão!
São ciumentas e antagônicas
Solares e dominicais
Ígneas, áureas e sardônicas
E muito, muito liberais.
A lucidez perigosa
Estou sentindo uma clareza tão grande
que me anula como pessoa atual e comum:
é uma lucidez vazia, como explicar?
assim como um cálculo matemático perfeito
do qual, no entanto, não se precise.
Estou por assim dizer
vendo claramente o vazio.
E nem entendo aquilo que entendo:
pois estou infinitamente maior que eu mesma,
e não me alcanço.
Além do que:
que faço dessa lucidez?
Sei também que esta minha lucidez
pode-se tornar o inferno humano
- já me aconteceu antes.
O som aniquila a grande beleza do silêncio.
Charles ChaplinSó ele conheceu uma mulher corajosa que admitiu todos os medos, todas as neuroses,
todas as inseguranças, toda a parte feia e real que todo mundo quer esconder com chapinhas,
peitos falsos, bundas falsas, bebidas, poses, frases de efeito, saltos altos, maquiagem e
risadas altas. Ninguém nunca me viu tão nua e transparente como você, ninguém nunca soube
do meu medo de nadar em lugares muito profundos, de amar demais, de se perder um pouco de
tanto amar, de não ser boa o suficiente.
Só ele viu meu corpo de verdade, minha alma de verdade, meu prazer de verdade,
meu choro baixinho embaixo da coberta com medo de não ser bonita e inteligente.
Só para ele eu me desmontei inteira porque confiei que ele me amaria mesmo eu sendo
desfigurada, intensa e verdadeira, como um quadro do Picasso.
“Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim como em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive.”
Não é a altura, nem o peso, nem os músculos que tornam uma pessoa grande. É a sua sensibilidade sem tamanho.
Martha MedeirosAqui jaz um grande poeta. Nada deixou escrito. Este silêncio, acredito, são suas obras completas.
Paulo LeminskiAbsolvendo o amor
Duas historinhas que envolvem o amor.
Uma mulher namora um príncipe encantado por dois meses e então descobre que ele não é príncipe porcaria nenhuma, e sim um bobalhão que não soube equalizar as diferenças e sumiu no mundo sem se despedir. Mais um, segundo ela. São todos assim, os homens. Ela resmunga que não dá mesmo para acreditar no amor.
Peraí. Por que o amor tem que levar a culpa por esses desencontros? Que a princesa não acredite mais no Pedro, no Paulo ou no Pafúncio, vá lá, mas responsabilizar o amor pelo fim de uma relação e não querer mais se envolver com ninguém é preguiça de continuar vivendo. Não foi o amor que caiu fora. Aliás, ele talvez nem tenha entrado nessa história. Quando entra, é para contribuir, para apimentar, para dar sabor, para ser feliz. Se o relacionamento não dá certo, ou dá certo por um determinado tempo e depois acaba, o amor merece um aperto de mãos, um muito obrigada e até a próxima. Fique com o cartão dele, com os contatos todos, você vai chamá-lo de novo, vai precisar de seus serviços, esteja certa. Dispense namorados, mas não dispense o amor, porque este estará sempre a postos. Viver sem amor por uns tempos é normal. Viver sem amor para sempre é azar ou incompetência. Mas não pode ser uma escolha, nunca. Escolher não amar é suicídio simbólico, é não ter razão para existir. Não me venha falar de amigos e filhos e cachorros, essas compensações amorosas sofisticadas, mas diferentes. Estamos falando de homens e mulheres que não se conhecem até que um dia, uau. Acontece.
Segunda história. Uma mulher ama profundamente, é amada profundamente, os dois dormem embolados e se gostam de uma forma indecente, de tão certo que dá a relação, e de tão gostosa que são inclusive as brigas. Tudo funciona como um relógio que ora atrasa, ora adianta, mas não pára, um tiquetaque excitante que ela não divulga para as amigas, não espalha, adivinhe por quê: culpa. Morre de culpa desse amor que funciona, desse amor que é desacreditado em matérias de jornal e em pesquisas, desse amor que deram como morto e enterrado, mas que na casa dela vive cheio de gás e ameaça ser eterno. Culpa, a pobre mulher sente, e mais: sente medo. Nem sabe de quê, mas sente. Medo de não merecê-lo, medo de perdê-lo, medo do dia seguinte, medo das estatísticas, medo dos exemplos das outras mulheres, daquele mulher lá do início do texto, por exemplo, que se iludiu com mais um bobalhão que desapareceu sem deixar rastro-ou bobalhona foi ela, nunca se sabe. Mas o fato é que terminou o amor da mulher lá do início do texto, enquanto essa criatura feliz e apaixonada, é ao mesmo tempo infeliz e temorosa porque sente aquilo que tanta gente busca e pouco encontra: o tal amor como se sonha.
Uma mulher infeliz por amar de menos, outra infeliz por amar demais, e o amor injustamente crucificado por ambas. Ele, coitado, sendo acusado de provocar dor, quando deveria ser reverenciado simplemente por ter acontecido na nossa vida, mesmo que sua passagem tenha sido breve. E se não foi, se permaneceu em nossa vida, aí nem se fala. Qualquer amor-até aqueles que a gente inventa- merece nossa total indulgência, porque quem costuma estragar tudo, caríssimos, somos nós.
