Movimento do corpo expressao
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Quando o teu corpo adoçava
Quanto no teu olhar
reluzia a sedução,
cristais acenavam
em teu corpo
descoberto
E o meu corpo
Em teu corpo
Adoçava.
Era um só corpo
que abraçava
a todo o tempo
quando o tempo
contigo dançava…
num sémen,
onde o desejo
não era abstracto
e recomeçava.
Além de nós,
havia um tempo
que anunciava
um vento criador
e uma ligeira brisa
separava
nossos corpos do fogo…
Depois eras a diva
num período de advento
e trazias no teu corpo
estrelícias
de chuva e vento
E a terra revestia-nos
de volúpia
para que
recomeçássemos:
Suspiros
da procriação
misturavam-se
em cores férteis,
nos corpos nus
- cio da natureza,
entreaberto…
Depressa a natureza
descobriu
desvarios
sem tempo
de um tempo
de germinação
e não mais o vento
te esfriou o calor
que te avermelhou
o rosto...
em contratempo.
Que rápido
passou o tempo
através de nós:
momento
a momento
quando no teu corpo
adoçava o vento…
thais pereira
Canção na plenitude
Não tenho mais os olhos de menina
nem corpo adolescente, e a pele
translúcida há muito se manchou.
Há rugas onde havia sedas, sou uma estrutura
agrandada pelos anos e o peso dos fardos
bons ou ruins.
(Carreguei muitos com gosto e alguns com rebeldia.)
O que te posso dar é mais que tudo
o que perdi: dou-te os meus ganhos.
A maturidade que consegue rir
quando em outros tempos choraria,
busca te agradar
quando antigamente quereria
apenas ser amada.
Posso dar-te muito mais do que beleza
e juventude agora: esses dourados anos
me ensinaram a amar melhor, com mais paciência
e não menos ardor, a entender-te
se precisas, a aguardar-te quando vais,
a dar-te regaço de amante e colo de amiga,
e sobretudo força — que vem do aprendizado.
Isso posso te dar: um mar antigo e confiável
cujas marés — mesmo se fogem — retornam,
cujas correntes ocultas não levam destroços
mas o sonho interminável das sereias.
O texto acima foi extraído do livro "Secreta Mirada", Editora Mandarim - São Paulo, 1997, pág. 151.
Lya Luft
Quero ficar no teu corpo feito tatuagem
Que é pra te dar coragem
Pra seguir viagem
Quando a noite vem
E também pra me perpetuar em tua escrava
Que você pega, esfrega, nega
Mas não lava
Chico Buarque
Tristeza é quando chove
quando está calor demais
quando o corpo dói
e os olhos pesam
tristeza é quando se dorme pouco
quando a voz sai fraca
quando as palavras cessam
e o corpo desobedece
tristeza é quando não se acha graça
quando não se sente fome
quando qualquer bobagem
nos faz chorar
tristeza é quando parece
que não vai acabar.
Martha Medeiros
Declaração Sincera
Por que dizer que desejei sua companhia,
Se na verdade desejei o seu corpo.
Não vou mentir!
Não foi por sua beleza interna
Que me aproximei de ti.
Aproximei-me de seus lábios carnudos,
De seu sorriso encantador,
De seu corpo esguio e sedutor.
Por que dizer que estou contigo por sua beleza,
Se na verdade estou ao seu lado por seu caráter.
Não vou mentir!
Estou com você por sua mente genial,
Por seus defeitos e por suas qualidades.
Estou ao seu lado por causa do ciúme,
Da honestidade, da exigência e da sinceridade,
Só estou com você, porque és tu mulher de verdade.
Por que dizer que serei sempre seu,
Se na verdade desejo que você, seja sempre minha.
Não vou mentir!
Quero ter você para sempre.
E por medo de lhe perder, que serei somente seu,
Não será para lhe fazer feliz, que irei realizar todos os seus sonhos.
Será sim, para me fazer feliz, estando ao seu lado.
Serei sempre seu para você ser sempre minha.
Por que dizer que não sou egoísta,
Se na verdade é isto o que sou.
Não vou mentir!
Movo o mundo, transformo os céus e roubo as estrelas,
Não para que você se sinta bem,
Mas porque eu me sinto bem em lhe fazer sorrir.
Entrego-lhe a minha vida, por ser essa
A única maneira de ter a sua vida para mim.
Hugo Leonardo
O corpo existe tão somente para que o Espírito se manifeste.
Allan Kardec
...nada jamais fora tão acordado como seu corpo sem transpiração e seus olhos-diamantes,
e de vibração parada.
E o Deus? Não.
Nem mesmo a angustia. O peito vazio, sem contração. Não havia grito.
Clarice Lispector
"SUPERMENCADO"
Ainda ficou um pouco
de teu cabelo no travesseiro
de teu corpo no meu corpo
de teu cheiro
um pouco da tua colônia
em alguns vestidos meus
ficou no meu cotidiano
um gosto bobo de adeus.
Ficou um resto de shampoo
no teu frasco no banheiro
de tudo ficou um pouco
de teu jeito, de teu cheiro.
Ficaram umas coisas tuas
espalhadas pelo quarto.
Ficou teu riso marcado
na moldura no retrato.
Em tudo ficou um pouco.
Ficou nosso jogo de damas
(eu branco, você preto)
intacto no sofá-cama.
Alguns discos teus, alguns livros
na parede atrás da porta
a gravura de Dalí
e tua natureza morta.
Um pouco de teu silêncio
se espalhou pela casa
tua xícara de porcelana
verde e branca, sem a asa.
De você ficou um pouco
do trem daquela viagem
do nosso jantar chinês
da nossa camaradagem.
Ainda ficou tua letra
em alguns papéis amassados.
Em tudo ficou um pouco
na rua, no supermencado.
Ficou um pouco de você
no mar, no rio, na serra
na estrada da casa de campo
na pedra, no gato, na terra.
Ficou um pouco do teu rosto
no rosto dos meus amigos
ficaram palavras tuas
em tudo aquilo que digo.
Eu fiquei com o teu jeito
de querer falar primeiro
teu corpo no meu corpo
cabelo no travesseiro.
Bruna Lombardi
"No momento em que nos comprometemos, a providência divina também se põe em movimento. Todo um fluir de acontecimentos surge ao nosso favor. Como resultado da atitude, seguem todas as formas imprevistas de coincidências, encontros e ajuda, que nenhum ser humano jamais poderia ter sonhado encontrar. Qualquer coisa que você possa fazer ou sonhar, você pode começar.
A coragem contém em si mesma, o poder, o gênio e a magia.”
Goethe
Que vai ser quando crescer?
Vivem perguntando em redor. Que é ser?
É ter um corpo, um jeito, um nome?
Tenho os três. E sou?
Tenho de mudar quando crescer? Usar outro nome, corpo e jeito?
Ou a gente só principia a ser quando cresce?
É terrível, ser? Dói? É bom? É triste?
Ser; pronunciado tão depressa, e cabe tantas coisas?
Repito: Ser, Ser, Ser. Er. R.
Que vou ser quando crescer?
Sou obrigado a? Posso escolher?
Não dá para entender. Não vou ser.
Vou crescer assim mesmo.
Sem ser Esquecer.
Carlos Drummond de Andrade
Guardar ressentimento é injetar no corpo e na mente um veneno que nos torna subjetivos e nos tira o sentimento do amor.
Hugo Schlesinger
"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas ...
Que já têm a forma do nosso corpo ...
E esquecer os nossos caminhos que nos levam sempre aos
mesmos lugares ...
É o tempo da travessia ...
E se não ousarmos fazê-la ...
Teremos ficado ... para sempre ...
À margem de nós mesmos..."
Quanto a mim , estou com um guarda-roupa novo.
E você ? se, já despiu-se da antiga roupa,
pode vir, mesmo que estejas nú...!!!!!!
TE AMO...TE AMO...TE AMO...TE AMO...TE AMO...!!!!!!!!!
( PP MLLM )
e sente
Fernando Pessoa
Porque na pobreza de corpo e espírito eu toco na santidade, eu que quero sentir o sopro do meu além. Para ser mais do que eu, pois tão pouco sou.
Clarice Lispector
O milagre não é dar vida ao corpo extinto,
Ou luz ao cego, ou eloquência ao mudo...
Nem mudar água pura em vinho tinto...
Milagre é acreditarem nisso tudo!
MARIO QUINTANA
Os Skatistas
Silêncio, por favor, enquanto assisto o movimento dos rapazes com seus skates.
Quem vê suas roupas largas, com calças maiores que as pernas, não se engane , não é despojo - é para que caiba a grandeza que há em cada um deles...
Chegam em grupo, mas bem poderiam vir sozinhos, por que cada um vive seu momento ao mesmo tempo e independente dos outros. São incansáveis em repetir mil vezes a mesma manobra, às vezes cometendo mil vezes o mesmo erro, mas eles persistem, não se entregam ao erro - perseguem por instinto ou obstinação a perfeição.
O Skatista sabe que é preciso treino, aperfeiçoamento constante para conseguir a manobra perfeita, e querem conseguir exclusivamente o seu melhor, por que não há competição entre eles. Naquele instante, são apenas o Skatista, o chão, o ar, e o skate.
Em cada obstáculo tem-se um novo desafio, um limite a ser superado, um vencer o medo a cada instante. A cada segundo a sabedoria para hora ousar, hora manter o equilíbrio. O Skatista não tem medo de machucar-se, não tem medo da queda - O Skatista entrega-se. Corre, salta, cai.
Nenhum de seus companheiros manifesta-se ou estende a mão. O silêncio é sinal de respeito e eles sabem que o outro é capaz de levantar-se sozinho. Cair faz parte da vida, e não importa quantas vezes caiam ou se machuquem, eles levantarão e tentarão outra vez.
Não, ninguém jamais os ensinou coisa alguma. O Skatista apenas sente que dentro dele existe uma força enorme para realizar feitos incríveis, e em suas manobras e peripécias vão nos dizendo do jeito deles que por mais que erremos ou machuquemo-nos no caminho, devemos tentar sempre, por que, como eles, todos nós somos grandes, mas muitas vezes deixamos de acreditar nisto...
Augusto Branco
Toco no teu sexo
espraio-me no teu corpo
um porto de abrigo
José Félix
O mundo do poeta
O movimento das palavras
Num pequeno espaço a vagar,
O poeta tenta segurá-las,
Pegar a frase no ar
No ar de seu mundo,
O mundo da imaginação,
Que toca bem no profundo,
Lá dentro do coração
E, lá, há uma fonte
Onde ele deseja encontrar
A razão dos versos e a ponte
Para os pensamentos ligar
O poeta é um solitário viajante,
Um andarilho no túnel do tempo a entrar,
Em busca do vocábulo interessante
num mundo mágico do ar,
ou no mundo mágico do mar,
mar de idéias para entoar
Numa verdadeira busca incessante
procurando em diferente tempo e lugar
a poesia inspirada, para em melodia rimar
Rinaldo Pedro (feliz dia do poeta)
nós somos como um só corpo, uma só alma
seus olhos são o reflexo do seu espírito e assim nos entrelaçamos...
seus sentimentos me afetam e suas palavras pegam em meu âmago...
é um pensamento em sincronia
Juliana Perez
Os átomos encontram-se eternamente em movimento contínuo, e uns se afastam entre si uma grande distância, outros detêm o seu impulso, quando ao se desviarem se entrelaçam com outros ou se encontram envolvidos por átomos enlaçados ao seu redor. Isto o produz a natureza do vazio, que separa cada um deles dos outros, por não ter capacidade de oferecer resistência. Então a solidez própria dos átomos, por causa do choque, lança-os para trás, até que o entrelaçamento não anule os efeitos do choque. E este processo não tem princípio, pois que são eternos os átomos e o vazio.
Epicuro
No corpo feminino, esse retiro
No corpo feminino, esse retiro
— a doce bunda — é ainda o que prefiro.
A ela, meu mais íntimo suspiro,
pois tanto mais a apalpo quanto a miro.
Que tanto mais a quero, se me firo
em unhas protestantes, e respiro
a brisa dos planetas, no seu giro
lento, violento... Então, se ponho e tiro
a mão em concha — a mão, sábio papiro,
iluminando o gozo, qual lampiro,
ou se, dessedentado, já me estiro,
me penso, me restauro, me confiro,
o sentimento da morte eis que o adquiro:
de rola, a bunda torna-se vampiro.
Carlos Drummond de Andrade
"Não se pode pensar em movimento radical, forte e vivo, onde não haja controvérsia. A unanimidade absoluta só existe nos cemitérios."
Joseph Stalin
Me perdi no teu corpo
Me tranquei em teu peito
Me entreguei por inteiro
Às delícias deste amor
Que me une
Que me aproxima
Mergulhei em teu suor
Saboreei o que há de melhor
Em tuas curvas perfeitas
Em teus pelos mais íntimos
E me achei
Te perdendo em meu corpo
Te trancando em meu peito
Te entregando por inteira
Às delícias deste amor
Que te une
Que te aproxima
Mergulhando em meu suor
Saboreando o que há de melhor
Em minha pele mais áspera
Em meus pelos mais íntimos
E te achei
Então
Nos perdemos em nossos corpos
Nos trancamos em nossos peitos
Nos entregamos por inteiro
Às delícias deste amor
Que nos une
Que nos aproxima
Mergulhamos em nossos suores
Saboreando o que há de melhor
Em tuas curva perfeitas
Em minha pele mais áspera
Em nossos pelos mais íntimos
E nos achamos.
Desconhecido