Moda na grecia antiga

Encontrados 72 com a expressão moda na grecia antiga

Moda e modismos
Fico fascinada com desfiles de moda. É hoje um dos espetáculos mais criativos dos calendários de eventos. No último SP Fashion Week, vimos passarelas formadas de pastilhas iguais às de calçadões, modelos pintados como personagens de filme de terror, barquinhos pendurados no teto, shows ao vivo durante o desfile, enfim, é tudo muito bem produzido, e ainda tem aquelas maravilhas que as tops vestem, cores e formas lúdicas, malucas, excitantes, quase todas não usáveis, mas o que é que tem? Importa o clima, a arte, a inspiração. Papo sério. Já faz algum tempo que moda é sinônimo de informação, estímulo e entretenimento. Roupa é outra coisa. É isso que você está usando enquanto lê o jornal.

No final das contas, todo mundo se vira bem com um jeans, uma camiseta, um casaco e uma bota. O que não podemos é ser dominados pelo modismo, que é algo muito diferente de moda: é alienante e perigoso.

Modismo é quando as pessoas não apenas se vestem como todo mundo: agem como todo mundo. Esquizofrenia generalizada. Alguém decreta que boca tem que ser carnuda, e lá vai o mulherio fazer preenchimento e ficar igual à Margarida, do Pato Donald. Modismo é quando se elege uma idade limite pra transar pela primeira vez (ai de quem ultrapassar os 16), um tipo de best-seller que é obrigatório ler (é a hora dos afegãos, indianos e turcos), é quando dá-se mais status para casamentos rápidos (quem completa bodas de prata se sente o tataravô do matusalém), ordena-se que os móveis da casa sejam dispostos em posição recomendada (jamais sofás de costas para a porta!), em que dedo deve-se usar os anéis (em qualquer um, menos o anelar), a raça mais up to date de cachorros (o golden retriever está bem cotado; entre as cachorras, Bebel sem discussão), os lugares imperativos para passar férias (se você ainda não foi a Itacaré, nem me cumprimente), e ai de quem não praticar ioga ou pilates, de preferência os dois.

por paraíso o lugar onde todos têm um celular bem fininho e com MP3, é claro.

Morro de medo de que as coisas que eu mais amo virem modismo: ir pra praia no inverno, ficar em casa no final de semana, andar com tênis fuleiro, não ser muito chegada a bicho, não morrer por não ter um iPod e fazer o que bem entendo na hora que eu bem quero - inclusive nada, já pensou se a moda pega? Ah, mas ia esquecendo de uma extravagância (todo mundo precisa ter ao menos uma para ser massacrada): tomo champanhe com churrasco.

Moda é bárbaro. Modismos, só os seus.

(Martha Medeiros - Zero Hora)

Martha Medeiros

FORA DE MODA



Se não estivesse tão fora de moda... iria falar de
Amor.
Daquele amor sincero, olhos nos olhos, frio no coração, aquela dorzinha gostosa de ter muito medo de perder tudo...
Daqueles momentos que só quem já amou um dia conhece bem...
Daquela vontade de repartir, de conquistar todas as coisas, mas não para retê-las no egoísmo material da posse, mas para doá-las no sentimento nobre de amar.
Se não estivesse tão fora de moda... Eu iria falar de
Sinceridade.
Sabe, aquele negócio antigo de Fidelidade... Respeito mútuo...
e aquelas outras coisas que
deixaram de ter valor...
Aquela sensação que embriaga mais que a bebida; que é ter, numa pessoa só, a soma de tudo que às vezes procuramos em muitas...
A admiração pelas virtudes e a aceitação dos defeitos, mas, sobretudo, o respeito pela individualidade, que até julgamos nos pertencer, mas que cada um tem o direito de possuir...

Se não estivesse tão fora de moda... Eu iria falar em
Amizade.
Na amizade que deve existir entre duas pessoas que se querem bem...
O apoio, o interesse, a solidariedade
de um pelas coisas do outro e vice-versa.
A união além dos sentimentos, a dedicação de compreender para depois gostar...

Se não estivesse tão fora de moda... Eu iria falar em
Família.
Sim...Família!
Essa instituição que ultimamente vive a beira da falência, sofrendo contínuas e violentas agressões.
Pai, Mãe, Irmãos, Irmãs, Filhos, Lar...
Aquele bem maior de ter uma comunidade unida, pelos laços sangüíneos e protegidas pelas bênçãos divinas.
Um canto de paz no mundo, o aconchego da morada, a fonte de descanso e a renovação das energias...

E depois, eu iria até, quem sabe, falar sobre algo como... a
Felicidade.
Mas é uma pena que a felicidade, como tudo mais, há muito tempo já esteja tão fora de moda e tenha dado seu lugar aos modismos da civilização...
Ainda assim, gostaria que a sua vida fosse repleta dessas questões tão fora de moda e que, sem dúvida, fazem a diferença!
Afinal, que mal faz ser um pouquinho “careta.”

Blandinne Faustine

Na Grécia Antiga, Sócrates detinha uma alta reputação e era muito estimado pelo seu elevado conhecimento. Um dia, um conhecido do grande filósofo aproximou-se dele e disse:

- Sócrates, sabe o que eu acabei de ouvir acerca daquele teu amigo?

- Espera um minuto - respondeu Sócrates - Antes que me digas alguma coisa, gostaria de te fazer um teste. Chama-se o "Teste do Filtro Triplo".

- Filtro Triplo?

- Sim - continuou Sócrates - Antes que me fales do meu amigo talvez fosse uma boa idéia parar um momento e filtrar aquilo que vais dizer. Por isso é que eu lhe chamei o Filtro Triplo.

E continuou:

- O primeiro filtro é VERDADE. Tens a certeza absoluta de que aquilo que me vais dizer é perfeitamente verdadeiro?

- Não - disse o homem - o que acontece é que eu ouvi dizer que...

- Então - diz Sócrates - não sabes se é verdade.

- Passemos ao segundo filtro, que é BONDADE... O que me vais dizer sobre o meu amigo é BOM?

- Não, muito pelo contrário...

- Então - continuou Sócrates - Queres dizer-me algo mau sobre ele e ainda por cima nem sabes se é ou não verdadeiro. Mas, bem, pode ser que ainda passes o terceiro filtro.

- O último filtro é UTILIDADE...

- O que me vais dizer sobre o meu amigo será útil para mim?

- Não, acho que não...

- Bem - concluiu Sócrates - se o que me dirás não é nem bom, nem útil e muito menos verdadeiro, para quê dizer-me?

Usemos o Triplo Filtro na nossa vida diária, cada vez que formos falar sobre alguém.

Sócrates

Toda a geração ridiculariza a moda antiga, mas segue religiosamente a nova.

Henry D. Thorau

Potencial Humano

"Os deuses da Grécia Antiga, temerosos de que os homens descobrissem seu próprio potencial e ciumentos de que assim pudessem chegar ao nível deles(deuses), realizaram uma longa reunião para decidirem a maneira mais concreta de ocultar aos homens esse potencial.

Várias foram as propostas. Houve quem pensou em esconder o potencial humano nos abismos mais imperscrutáveis dos oceanos, mas foi lembrado que, no futuro, o homem penetraria o fundo dos mares.

Apresentou-se, também, quem propôs ocultar este potencial nas montanhas mais altas da Terra, mas tal proposta não foi aceita, porque o homem, em um dia não muito distante as escalaria.

Outro sugeriu esconder tal riqueza humana na Lua, mas salientou-se que o homem no futuro iria habitá-la.

Por fim, todos aceitaram uma estranha proposta: todo aquele poder incomensurável, o potencial humano, deveria ser escondido... dentro do próprio homem.

Como justificativa para tal resolução os deuses disseram: "O homem é tão distraído e voltado para fora de si que nunca pensará em encontrar seu potencial máximo dentro do seu próprio ser."

desconhecido

TALES DE MILETO

Um sofista se aproximou de Tales de Mileto, um dos Sete Sábios da Grécia Antiga, e intentou confundi-lo com as perguntas mais difíceis. Porém o Sábio de Mileto esteve à altura da prova porque respondeu a todas as perguntas sem a menor vacilação e assim mesmo com a maior exatidão.

1 - Qual é a coisa mais antiga?

-- Deus, porque sempre tem existido.

2 - Qual é a coisa mais formosa?

-- O Universo, porque é obra de Deus.

3 - Qual é a maior de todas as coisas?

-- O Espaço, porque contém todo o Criador.

4 - Qual é a coisa mais constante?

-- A esperança, porque permanece no homem depois que haja perdido todo o mais.

5 - Qual é a melhor de todas as coisas?

-- A Virtude, porque sem ela não existe nada de bom.

6 - Qual é a mais rápida de todas as coisas?

-- O Pensamento, porque em menos de um minuto pode voar até o final do Universo.

7 - Qual é a mais forte de todas as coisas?

-- A Necessidade, porque faz com que o homem enfrente todos os perigos da vida.

8 - Qual é a mais fácil de todas as coisas?

-- Dar conselhos.


Porém, quando chegou à nona pergunta, nosso Sábio disse um paradoxo. Deu uma resposta que, estou seguro, não foi jamais entendida pelo mundano interlocutor, e que, para a maioria das pessoas terá um sentido superficial. A pergunta foi esta:

9 - Qual é a mais difícil de todas as coisas?

E o Sábio de Mileto replicou:

-- Conhecer a si mesmo.

TALES DE MILETO

Para uma ideia é de péssimo agouro estar na moda, pois significa que em seguida tornar-se-á antiquada para sempre.

Jorge Santayana

Quando, afinal, nos acostumamos com uma moda é porque ela já está completamente em decadência.

Millôr Fernandes

A moda morre nova. É isso que torna grave a sua leviandade.

Jean Cocteau

Sendo a moda a imitação de quem pretende dar nas vistas àqueles que não o desejam, resulta daqui que ela muda automaticamente. Mas os comerciantes acertam esse relógio.

Paul Valéry

A própria moda e os países determinam aquilo a que se chama beleza.

Blaise Pascal

A moda, ídolo da mocidade, é a mais ruinosa de todas as vaidades.

Axel Oxenstiern

Da página aberta
salta a pétala seca
e a primavera antiga.

Zuleika dos Reis

Para ser original, basta imitar os autores que já não estão na moda.

Jules Renard

Em matéria de moda, são os loucos que ditam a lei aos sensatos, as cortesãs que a impõem às mulheres honestas, e o melhor que temos a fazer é respeitá-la.

Denis Diderot

A incredulidade que é da moda nas pessoas jovens, torna-se o seu tormento na velhice.

Marquês de Maricá

Naturalmente, os bébés não são humanos. São animais e têm uma cultura muito antiga e ramificada, como a dos gatos, dos peixes e até das cobras.

R. Hughes

A opinião pública é sujeita à moda, e tem ordinariamente a mesma consistência e duração que as modas.

Marquês de Maricá

entre velhas páginas
uma folha ainda verde
da casa antiga

Alice Ruiz

Grandes Amigos

Diz uma antiga lenda árabe que dois amigos viajavam pelo deserto e em um determinado ponto da viagem discutiram. O outro, ofendido, sem nada dizer, escreveu na areia:
HOJE, MEU MELHOR AMIGO BATEU-ME NO ROSTO.
Seguiram viagem e chegaram a um oásis onde resolveram banhar-se. O que havia sido esbofeteado começou a afogar-se sendo salvo pelo amigo.
Ao recuperar-se, pegou um estilete e escreveu numa pedra:
HOJE, MEU MELHOR AMIGO SALVOU-ME A VIDA.
Intrigado, o amigo perguntou:
- Por que depois que te bati, você escreveu na areia e agora escreveu na pedra? Sorrindo, o outro amigo respondeu:
- Quando um grande amigo ofende-nos, devemos escrever na areia, onde o vento do esquecimento e do perdão encarregam-se de apagar; porém, quando nos faz algo grandioso, devemos gravar na pedra, onde vento nenhum do mundo poderá apagar...

william

Eu amo tudo o que foi,
Tudo o que já não é,
A dor que já me não dói,
A antiga e errônea fé,
O ontem que dor deixou,
O que deixou alegria
Só porque foi, e voou
E hoje é já outro dia.

Fernando Pessoa, 1931.

Fernando Pessoa

Sou uma pessoa à moda antiga,que gosta de almoço de domingo com a casa cheia de criança correndo de um lado para o outo,que gosta de tomar banho de chuva,raspar a panela de canjica da vovó,andar de pés no chão,assistir filme comendo brigadeiro e pipoca,enfim gosto de tudo que tenha sabor de infância,pois esta é uma fase em nossas vidas que passa tão rápido e muitas vezes nem aproveitamos tanto quanto deveriamos.

Anônimo

Gostava de criar a moda da modéstia intelectual, do pensamento constante naquilo que ignoramos.Era esta a nova moda que eu queria lançar entre os intelectuais.

Karl R. Popper - O Futuro Esté Aberto - Pag. 86

Fábula Antiga

No princípio do mundo o Amor não era cego;
Via mesmo através da escuridão cerrada
Com pupilas de Lince em olhos de Morcego.

Mas um dia, brincando, a Demência, irritada,
Num ímpeto de fúria os seus olhos vazou;
Foi a Demência logo às feras condenada,

Mas Júpiter, sorrindo, a pena comutou.
A Demência ficou apenas obrigada
A acompanhar o Amor, visto que ela o cegou,

Como um pobre que leva um cego pela estrada.
Unidos desde então por invisíveis laços
Quando a Amor empreende a mais simples jornada,
Vai a Demência adiante a conduzir-lhe os passos

ANTÓNIO FEIJÓ (1859-1917)

Já é o fim da odisséia humana na terra. Somos apenas fantasmas do que éramos em nossa mais antiga civilização.

Filósofo Ignorante
Páginas:  Anterior  1 2 3   Próxima