Metodo infantil - flora figueiredo

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Linha de combate:
as granadas e os petardos
são de chocolate.

Flora Figueiredo

Considero a religião como um brinquedo infantil, / e acho que o único pecado é a ignorância.

Christopher Marlowe

O único método infalível para conhecer o próximo é julgá-lo pelas aparências.

A. Amurri

Este método estóico de prover as nossas necessidades suprimindo os nossos desejos é como cortar os pés quando necessitamos de sapatos.

Jonathan Swift

A música é um método de empregar a mente sem ter o trabalho de pensar em absoluto.

Samuel Johnson

Asseguremo-nos bem do fato antes de nos inquietarmos com a causa. Este método é muito lento para a maioria das pessoas, que correm atrás da causa e descuram a verdade dos fatos.

Napoleão Bonaparte

A castidade com que abria as coxas

A castidade com que abria as coxas
e reluzia a sua flora brava.
Na mansuetude das ovelhas mochas,
e tão estreita, como se alargava.

Ah, coito, coito, morte de tão vida,
sepultura na grama, sem dizeres.
Em minha ardente substância esvaída,

eu não era ninguém e era mil seres

em mim ressuscitados. Era Adão,
primeiro gesto nu ante a primeira
negritude de corpo feminino.

Roupa e tempo jaziam pelo chão.
E nem restava mais o mundo, à beira
dessa moita orvalhada, nem destino.

Carlos Drummond de Andrade

Cada indivíduo tem o chato que merece. É impossível chatear um chato. Dois chatos da mesma espécie não se chateiam.

Guilherme Figueiredo

O orgulho é o caminho do erro.

Antero de Figueiredo

Onde quer que eu vá, levo comigo uma certa nostalgia daquilo que não se pode compreender. Algo tão insólito que me faz pensar e repensar milhões de vezes sobre questões que não são minhas, exatamente.
Me inquieto no mal alheio e nele estabeleço meu caos! Sem prudência, defendo e mergulho n’algo que, se antes era irrelevante, agora se faz essencial.
Já quis ser poeta, almejei glórias, fortunas, mas descobri a tempo que a única e primeira glória do homem é o amor e a humanidade à flor da pele!
Considero que o livre arbítrio deva se exercitar à intuição, senão seremos tão dispersos como folhas ao vento.

Ana Beatriz Figueiredo Mota

É exatamente por isso que não deves olhar-me.
Pois, por ti, meu peito perde o rumo, e eu já não sei o que fazer, dizer ou, até mesmo, ser.
Porque se torna óbvio, quando me olhas, que a luz da própria lua se torna menor que a luz dos olhos meus em tua direção.
Então volte, e somente ao teu redor contemples. Pois seguir-te é um risco e amar-te impossível, para todo o sempre se torna.
E, não me julgues ao decorrer dos versos. Não vêm de mim, de outra, senão, que em mim se faz presente, por mais que eu tente mantê-la em segredo, adormecida.
Cale-se e não diga nada. Que tuas palavras tornam-se tempestade em minhas veias e inundam meu coração, fazendo-o bater mais forte, desmedido.
Peço apenas que continue teu caminho. E eu, em sonhos muitas vezes permitirei, que aquela a quem guardo secretamente, te encontre, em algum lugar também secreto, onde os olhares, as palavras e os desejos possam ser sentidos e multiplicados. Sem medos ou anseios.
E não guarde estas linhas, pois não as escrevi conscientemente. Apenas dei mãos aos sentidos de alguém que em mim repousa, à espera de sonhos!
Então vá, antes que não haja volta,
antes que desperte-a para sempre!

Ana Beatriz Figueiredo Mota

“As coisas mais mesquinhas enchem de orgulho os indivíduos baixos.”
William Shakespeare

Considero Shakespeare um notável e impressionante pensador. Não só transformou mentes, encheu corações, mas fez transbordar reticências naqueles que se diziam, ou que ainda se dizem, “nobres”.
Sociedade para ele era símbolo do que poderia ser mudado de acordo com as reações humanas, e evidentemente foi feito assim, mas mudaram-na para pior.
A frase acima expressa com veemência o que não pode ser dito por muitos, nos dias atuais, à pessoas que nos circundam, expelindo suas tristes e pesadas frustrações. Conseguem com isso tornar nossos dias, até então normais, tão entediantes quanto suas vidas e seus pensamentos negativos e mesquinhos.
Não medem esforços para buscar mais peso às suas mazelas mentais: fazem intrigas, arrendam para suas tristes almas injúrias e mentiras, projetam enredos enfadonhos e fantasiosos sobre outros que, muitas vezes, estão apenas cuidando de seus afazeres e seguindo suas vidas. Enfim, se degradam, dia após dia, em pensamentos soberbos, vulgares e doentios.
Não seria ainda pior se algumas destas não provassem do pseudocálice do poder e da arrogância. Menosprezam as pessoas e se consideram superiores, muitas vezes, porque consideram que seus pobres e bastardos “títulos” ou “brasões” ( se é que isso ainda existe nos dias atuais) lhe conferem poderes, autoridade e ímpetos divinos.
Seguem seus maléficos e venenosos caminhos por algum tempo, prejudicando pessoas ingênuas, passando por cima de algumas que consideram “pequenas” e “boas demais para reagirem, mas não imaginam que ainda possam existir aqueles com alma limpa e revolucionária, dispostas a lutar para que suas vidas e as daqueles ao seu redor não sejam maculadas por tanta mesquinhez e injustiça.
Ainda há sim pessoas com coragem suficiente para segurarem a lança dos que se dizem “poderosos”, sem medo de hierarquias e soberanias diversas, que enfrentam chantagens de toda e qualquer espécie, que não se importam de lutar, de cair algumas vezes, mas nunca sujarem suas almas com os resquícios “imundos” dos “grandes senhores”.
Se todos os guerreiros se unissem, pelo menos em coração e espírito, tenho certeza que o mundo seria realmente melhor. Mas ainda falta descobrir, dentro de nós mesmos, onde mora esse espírito que tem o poder de mover gigantes estruturas e de lutar com a força do amor e da igualdade humana.
Quem sabe se abandonássemos certos “pré-conceitos”, se nos eximíssemos de valores arcaicos e pobres, se confiássemos mais em nossa força interior e no único e verdadeiro poder do mundo: a fé ao amor de Deus!

Vamos lutar sempre, sem medo ou anseios, contra aqueles que lançam “maus” sentimentos e pensamentos sobre nossas vidas, contra aqueles que tentam escurecer nossos maravilhosos dias, contra todo e qualquer espírito de inveja, ambição e humilhação desmedidas.

Ana Beatriz Figueiredo Mota

Ao meu amigo Rodrigo Resena...

Não fale uma palavra
não é preciso dizer com excessos
pois teus próprios braços me dizem algo
da imensidão do céu ao infinito mar
com aguçadas e bravias marés,
com cintilantes e jocosos jasmins.
E inebriada estou a tanto
que me pergunto o quanto...
De tantos amores padeci por ti
e de êxtases ressurgi então
Para te dizer com beijos
tudo que não precisa ser dito...
O que já foi devorado,
fundamentado e exilado em meu ser,
Quanto teus olhos me laçam
Quando tua alma me toma
mais e mais uma vez em teus braços.
Neles me debruço,
me enredo e ,as vezes em soluços, esqueço
do pavor que é amar sem extremos
da angústia que é a certeza de findar-nos tão cedo,
tão antes do esperado...
mil anos, que sejam contados...
Queria viver eternamente do teu amor
e por ele renascer todas as manhãs
como nesta e noutras...
Pois meu bem é maior que a vida
e mais desejado do que há além dela.

Ana Beatriz Figueiredo Mota

Quem não sobe, não pode descer.

Figueiredo, Alber

[A real diferença]
O Poeta é,sobretudo, um ator: a única diferença é que seu palco tem formato A4.

Tainara Figueiredo

Tristeza...
Palavra simples que expressa tanta dor:
Saudade,ressentimentos,lembranças de um grande amor...
Angústia que nos supera no âmago interior.
Pétalas despedaçadas de tum tenro jardim em flor.
Silêncio que cala a vida em apenas um instante.
E transforma nossos sonhos numa aventura errante.
Ausência sempre presente,penumbra de luz sem paz.

Companhia derradeira de um ser carente que vai...

Ana Maris de Figueiredo Ribeiro

“Ainda que eu segure nós de lágrimas,
cálidas, errantes...
Caos da tua figura,
alheio ao que no meu íntimo ser penetra.
Mordaz são meus desejos,
que de pouco a pouco em tí se faz segredo,
mais do que em mim habita...
Segredo de sangue, gravado, ardente, inebriante,
quando com teus luzeiros, clarão me fitas...
momentos de torpor, delírio, fulgaz meus pensamentos...
Vão ao longe entrelaçar-te, amarrar-me com vãos desejos...
Que aos meus sonhos dão contorno,
no calor e ardor dos teus beijos.
Calo-me, poucos instantes, tão imersos em medos...
Falo-te com mil audácias, tão claro e não vês...
Quem sabe buscar-me-á quando for hora, para que te alente ao cair do soro.
Soro este que já choro...Junto á tua pseudo ausência!
Cravado aos instantes que me ignoras."

Ana Beatriz Figueiredo Mota

Enquanto para o verdadeiro filósofo aquilo que é constitui o limite a atingir e o objerctivo a alcançar na meta das excursões e das operações do espirito, para o artista o âmbito é o do possível e ele transforma-se no agente do que vier a ser.

Paul Valéry Introdução ao Método de Leonardo Da Vinci

PAISAGEM

Havia um lindo lago do outro lado da cidade. Era um lugar iluminado e místico, quase irreal. As águas cristalinas espelhavam as árvores frondosas que cobriam todo o vale, que cercavam o lago e se dobravam acima de suas margens. O caminho de pedras era simétrico e desenhado, passo a passo que poderia ser percorrido, da casa de largas varandas e portas gigantes até os arbustos da montanha. A montanha era inebriante, verde como o alto mar, e nas noites de lua cheia exalava o olor das milhares de plantas medicinais e flores de todas as espécies.
Eu me sentava e podia então tocar o verde do capim mal cortado, as flores vermelhas que pareciam brilhar ao meio dia, a água morna do lago. Sentia o vento tocar minha face e correr entre todas as árvores do vale. Ele brincava, ia e voltava em um balé que fazia as folhas caídas ao chão dançarem e voarem derradeiras vezes. Pareciam ter vida.
Durante as noites meu olhar se fixava ainda mais àquela paisagem porque o sol nunca sumia atrás do vale, ele permanecia dia após dia e iluminava além do que poderia.
Muitas vezes eu chorava por não poder nadar no lago, por não ser permitido que eu pudesse cortar algumas flores para fazer um lindo arranjo, pela impossibilidade de atravessar o longo vale para ir até a floresta. Mas minha tristeza não durava muito. Ao ver as gaivotas sobrevoando a mata, bebendo da água pura e límpida meus olhos se abriam ainda mais e por mais que me fossem restritas algumas coisas, somente a presença daquele lugar me extasiava. Ao deitar continuava desejando olhar e ao acordar eu corria em direção à maravilhosa vista. Todos os dias.
Em um mundo de criança onde brinquedos e cantigas tomavam lugar entre os pequeninos, o meu mundo era observar e até mesmo sonhar com aquele maravilhoso lugar.
A porta do casarão permanecia fechada e poucos adultos pareciam morar lá. As janelas davam para uma pequena igreja, a qual eu não conhecia o interior. E nunca poderia conhecer.
Fazia minhas orações olhando para ela, mas não havia quem a freqüentasse, senão eu, ao longe. E por mais que eu esperasse o sino tocar, ele continuava em silêncio e nem mesmo o vento era capaz de movê-lo para uma melodia sequer.
Em uma noite, ao fazer minha última oração à porta da pequena igrejinha, olhei para o sol forte e vigoroso no horizonte e cheguei a toca-lo. Deitei-me na cama e enquanto o sono vinha a passos lentos o sol foi se apagando.
Na manhã, ao acordar, estava escuro, o vento entrava pela janela do meu quarto e o sol já não existia. Do céu escuro descia uma chuva forte e ameaçadora. Não conseguia ver o vale, nem o lago, todas as árvores e flores. As gaivotas, pensava eu, deveriam ter voado para longe e a igreja não estava ao lado do casarão. Aliás, não havia também o casarão e suas varandas espaçosas e o caminho de pedras que um dia eu me imaginei percorrendo-o. Tudo havia sido levado, sumido. Para terras distantes, talvez.



Desci as escadas de casa e avistei meu pai na pequena salinha, nos fundos de casa.
Ele já sabia porque eu estava chorando. Então, pegou cuidadosamente minhas pequenas mãos e me guiou até o meu quarto. Na parede rosa, pendurou novamente o quadro e disse:
- Você gosta tanto dele que resolvi termina-lo.
A paisagem havia milagrosamente voltado. Mas, naquele instante, entre o casarão, a igreja, o vale e as flores, no caminho até os arbustos do lago, caminhava uma menina, de vestidinho vermelho e sapatos de cadarço. Na maior árvore, às margens do lago, podia-se avistar um balanço, de cordas verdes, coberto de heras que davam flores rosas e amarelas. Com certeza aquela menina, todos os dias, pela eternidade de sua infância, seguiria o caminho de pedras e iria até o lago, sentar-se ao balanço e admirar as gaivotas brancas.
Ainda a vejo e às vezes chego a conversar com ela. É impressionante que sua felicidade e seus desejos atravessem barreiras materiais ou não e se façam presentes em mim. Ainda oro, algumas vezes me esquecendo da igreja, onde os sinos nunca tocaram. Ou tocaram, em algum momento de desatenção. Mas o sol continua brilhando, dias e noites. E daqui muitos e muitos anos ainda estará lá, iluminando o vale e o meu quarto.

Ana Beatriz Figueiredo Mota

Não há paixão que dure
Não há sonhos em branco
Não há alguém que não ceda
Diante de encantos...

Não há alma que freie
Impulsos de desejo
Não há quem segure olhares,
Quem não se precipite ao beijo.

Não há quem siga ao vento
Por mera distração
Há aqueles que dele fazem temporal,
Mesmo sob o mais intenso clarão...

Não há quem fixe e não arda,
À olhares entrelaçados de medo...
Há aqueles que deixam-se perder,
Por conta de seus segredos...

Não há penumbra hostil,
Que não venha acompanhada
De frutos nostálgicos ,
Face da pessoa amada!

Não há quem pressupõe
Algum dia mudar seu turno,
Estando diante daquilo que
Lhe faz perder o rumo!

Ana Beatriz Figueiredo Mota

Desde o final do século passado e durante a primeira metade do século XX, os pedagogos influenciados pelas teorias da chamada escola nova defenderam a idéia otimista de que a educação teria uma função democratizadora, ou seja, a escola seria um fator de mobilidade social.
Tendo em vista constatações feitas sobre a educação brasileira, chegaram a conclusões de que a escola não é equalizadora, mas reprodutora das diferenças sociais.
Segundo Arthusser, o estado tem um aparelho repressivo (exército, polícia, tribunais, prisões, etc.) que assegura a dominação pela violência, mas também se utiliza de outras instituições pertencentes à sociedade civil, como a família, a escola, igrejas, meios de comunicação, os sindicatos, os partidos e outros, a fim de estabelecerem o consenso pela ideologia, e que por isso são chamados de aparelhos ideológicos de estado.
A escola não exerce a violência física mas sim a violência mediante forças simbólicas, ou seja, pela doutrinação que força as pessoas a pensarem e a agirem conforme a ordem vigente. Os textos didáticos veiculam certos valores que visam adequar o indivíduo à sociedade, integrando-o na ordem estabelecida. O caráter ideológico existe também na literatura infanto-juvenil e em livros do ensino médio, sobretudo nos de moral e cívica, história e geografia. A criança conhece uma realidade estereotipada, idealizadora e , portanto, deformadora.
Nossa primeira escola foi fundada pelos jesuítas em 1542, na Bahia. O objetivo era propagar a fé cristã e salvar as almas daqueles que não temiam a Deus, como os índios. Hoje podemos refletir sobre a escola que está sendo construída para as próximas gerações.
Em 1930 foi criado o ministério da educação e saúde, o ensino é instituído como integral, público e obrigatório. Em 1937 o golpe do presidente Getúlio Vargas interrompe as mudanças educacionais que vinham sendo discutidas desde 1932. 1961 foi o ano da promulgação da lei de diretrizes e bases da educação nacional (LDB), tornando a escola aberta, mas não obrigatória para os concluintes do quarto ano primário. Paulo Freire promove a valorização da cultura do aluno. O ano de 1985 marca a luta estudantil. Política e escola se mesclam na luta por ideais. O impeachment (1992) repete este cenário de indignação. Em 2001 vemos a criação do programa bolsa-escola, e mais uma vez o governo se aproveita da estrutura escolar para reafirmação de estratégias políticas.
Estamos assistindo, hoje, a um incrível aumento dos programas e propostas de formação contínua, realizados por diferentes esferas dos sistemas públicos e privados de ensino, pelos sindicatos de professores e até mesmo pelas editoras de livros didáticos. Caberia perguntar que interesses movem esses diferentes órgãos e instituições a patrocinar tais atividades. Inúmeros autores têm mostrado como a política de livros didáticos serve para desqualificar o trabalho docente. Esses livros definem os conteúdos e ensino, sua organização e seqüência e a forma de transmissão, deixando pequena margem de autonomia para o docente.
Por estas análises, concluímos que a escola tem função reprodutora, enquanto peça da engrenagem do sistema político vigente. Daí se justifica as críticas sofridas por não atender os reais interesses de seus alunos e de estar de certa forma na contra-mão dos objetivos pretendidos pela sociedade. Apesar disso ela persiste até o momento, pois a escola é um espaço passível de luta, de denúncia da domesticação e seletividade e de procura de soluções, ainda que precárias e parciais.




EDUCAR COM AMOR

“Toda criança tem direito a educação gratuita e ao lazer infantil. Nesse ponto, acho que muitas crianças já estão na escola, mas é preciso que sejam escolas boas e não as que a gente vê por aí, algumas de barro, cheias de buracos, outras de lata, já pensou que calor? Juliana estuda numa escola de lata lá em São Paulo, no verão alguns de seus colegas chegaram a desmaiar por causa do calor. E quando faz frio é de gelar. Por isso, não é preciso só escola, tem que ser adequada e o ensino tem que ser bom.”


O estatuto da criança e do adolescente deixa bem claro o motivo da escola pública ainda existir no Brasil até os dias de hoje e infelizmente a resposta é uma só: por obrigação.
Não tenho vergonha de dizer que sinto vergonha em viver num país onde nada é feito por amor e sim por obrigação.
A escola pública em muitos países, até mesmo em alguns de terceiro mundo, é devidamente organizada e amparada pelos desejos e anseios de uma sociedade, possivelmente, patriótica ou que pelo menos tem respeito pelos seus cidadãos. No país em que vivemos, ou melhor, sobrevivemos, não há respeito, não há amor, não há motivação nem desejo, por parte da comunidade e dos governantes.
Com origem na revolução francesa, a escola pública se tornou fato histórico de suma importância . E atualmente, há a necessidade do desenvolvimento escolar acompanhar a globalização e os processos tecnológicos, atualizar seus conteúdos e evoluir social e moralmente.
E o mais importante, explícito na citação de Keity Jeruska Alves dos Santos Zadorosny, a escola é necessária, mas não uma escola qualquer e sim uma escola adequada, que ofereça ensino de qualidade.
Volto a afirmar, não percebemos amor na sociedade que possa move-la aos interesses alheios e eventualmente, mesmo que alguns ignorem, para seu próprio benefício, pois uma sociedade sem educação gera marginalidade e violências de todo tipo.
Nossas casas não precisariam ser adornadas por cercas elétricas, alarmes; não haveria necessidade em construir tantos presídios, não seria necessário tantos carros blindados e tanto temor das ruas e das grandes cidades, se a comunidade passasse a enxergar na educação, desde a mais tenra idade, a solução para todo mal que enfrentamos. Mas os homens se fecham em si, principalmente aqueles que têm nas mãos poder para mudar ou para lutar por justiça igualitária, e vivem como prisioneiros de seus sistemas falidos e medíocres.

Ana Beatriz Figueiredo Mota

Á personagem da história...


Á quelas, gravadas com tanto primor e maestria, que nos deixaram noites e noites sob a luz das estrelas, extasiados, envolvidos e admirados...
Áquelas que povoaram sonhos e realidades diversas,
Que fascinaram os pueris, que lavaram a alma dos pecadores, que aviltaram os presunçosos...
Á personagem inesquecível, nos atos, na essência e nas razões, que o próprio punho criador desconhece e , por sublimes vezes, estremece com seu vigor...
Á personagem que encheu-nos de glórias, que nos fez crescer interior e exteriormente,
Que nos acompanhou dias e noites , numa incansável luta acadêmica, árdua, porém encantadora.
À Capitu, Paulo Honório, Macabéa, Peri, Cecília , Emília, Brás Cubas, Iracema, Policarpo Quaresma, Riobaldo, Capitão Rodrigo, Dona Flor, Gabriela e a tantos outros , as nossas sinceras homenagens e nosso grandioso apreço.

Ana Beatriz Figueiredo Mota

A fortuna do tempo
exata e irremediável,
a que veias há de romper
corroendo a face dos seres
e aviltando-as com seu poder.
A fortuna opróbria
a qual o vento ateia seu véu,
sem querer.
fazendo-te, morte, enxergar as lágrimas brandas
e quentes, ainda ao amanhecer!
A fortuna do pecado,
do desejo desmedido
Querer, ter...
Ainda jaz dentro do peito
“A dor que desatina sem dor”,
como dizia o poeta,
sem para quê, nem por quê.
Mas entre todas as fortunas,
da fortuna do saber,
que não se finda nas raízes,
pois é maior que qualquer ser.
Desta, pois, exala encantos
e nem mesmo o amor supera,
nem desejo, virtude ou miséria.
No saber, ao ouvir as luzes,
tampouco importa com quais sentidos...
Sentindo o olor destas palavras
ou até mesmo apalpando alheios gritos.
Pois pouco importa onde mora
as outras fortunas desmerecidas,
se com o saber meu ser se eleva
e alcança o maior segredo da vida!

Ana Beatriz Figueiredo Mota Soares Resena

Muitas perguntas ainda não foram respondidas, e talvez nunca sejam.
Porque o tempo cria nós nas pessoas e as atam num destino desmerecido e indesejado.
Observo muito ao meu redor, os seres caindo em ostentações forjadas ,e presos, tentam continuar suas vidas, que poderiam ser bem melhores.

Ana Beatriz Figueiredo Mota Soares Resena

Olhos Invejosos,
Olham para ti,
Amazônia,
Sem próprio se olhar,
Sem propio se analisar,
Sem próprio se comparar,
Olhos invejosos...

Vítor Figueirêdo Leite
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