Melancolia
Melancolia
Maneira romântica de ficar triste.
A melancolia é a felicidade de se ser triste.
Victor HugoOs melhores momentos do amor são aqueles de uma serena e doce melancolia, em que choras sem saber porquê, e quase aceitas tranquilamente uma desventura que não conheces.
Giacomo Leopardi... Aqui no Brasil, nós somos alegres mas nós não somos felizes. Existe toda uma melancolia e uma saudade que a gente herdou dos portugueses e que a gente ainda nem começou a resolver. A gente não sabe o que é esse nosso país.
renato russoA minha alegria é a melancolia.
Michelangelo Buonarroti"A beleza é, no meu entender, uma onipresença da morte e do encanto, uma risonha melancolia que discernimos em todas as coisas da Natureza e da existência, essa comunhão mística que sente o poeta... algo assim como um raio de sol dourado e poeira que esvoaça, ou como uma rosa caída na sarjeta"
Charles Chaplin"... Aqui no Brasil, nós somos alegres mas nós não somos felizes. Existe toda uma melancolia e uma saudade que a gente herdou dos portugueses e que a gente ainda nem começou a resolver. A gente não sabe o que é esse nosso país.
renato russoOs românticos vêem a vida com melancolia, com um exaltado sentimentalismo.
Heber LeandroNo mesmo templo do deleite / A velada Melancolia tem o seu santuário.
John KeatsO excesso de estudo provoca erro, confusão, melancolia, cólera e fastio.
Pietro AretinoA melancolia não passa de um entusiasmo que arrefece.
André GideSolidao
Das trevas nasce a melancolia
Da alegria nasce a agonia
Do amor surge a dor
Da ilusão decepção
Você é minha querida solidão
Você é a luz em minhas trevas
Minha querida solidão
Da vida surge a morte
Do meu amor por você
Surge a rejeição
Surge minha solidão
Só vivo para sua vida alegrar
Queria ser para você
Tudo que se possa desejar
Não queria ser para você
Tudo que se possa rejeitar
Do amor surge a dor
Do sofrimento de minha alma
Do sofrimento de meu amor
Não posso ter mais calma
Não posso viver da dor
Não posso viver sem amor
Não posso viver da dor.
Melâncolia!
Resquício de um passado
No qual
Conjugávamos o futuro
Na primeira pessoa do plural
Hoje
Resta conjugar
Solidão
Na primeira do singular
(IIº versão)
Nostalgia é saudade do que vivi,melancolia é saudede do que não vivi.
Carlos Heitor ConyChuva e melancolia
Sou um ser entre o ser e o não ser.
Sou luz que brilha ao despertar da alva,
mas minha alma se escorrega pelos lugares sombrios.
Sou paz do sorriso de infantil,
Mas sou ardor beligerante!
Posso ser manso como as águas calmas e um lago,
Mas sou tormenta em alto mar.
Posso morrer de sorrir com uma anedota, conto, piada
até mesmo mal contado de um amigo.
Mas posso proferir fel, veneno com a mesma facilidade.
Sou melancólico assumido, sou dos extremos,
Não sou do meio, não sou estático, não sou morno,
Basta uma chuva fria, um dia escuro, e lá estou eu...
Um ser diferente, que não ri, não fala, que não abraça,
Que se afasta de todas a formas de contato.
Me torno amigo dos livros, de mim mesmo.
Espero que esta chuva vá embora rápido!
Que leve este não ser, para bem longe...
Mas, ele volta!
Grãos de Areia (Marita Ventura)
Coração apertado
Respiração presa. Tudo é melancolia. Tudo está desmoronado. Um castelo que se desfaz. Lentamente. Vagarosamente. Visivelmente. Cada grão de areia delicadamente ali depositado que se esvai, unindo-se e perdendo-se, entre as outras tantas centenas de milhões espalhados.
Este é o ciclo. Primeiro o sonho, onde tudo começa, o desejo, a construção imagética do castelo ansiado. Depois o encontro, a definição, a certeza das partes, do começo, já estabelecido, do meio, que está por vir, e por vezes, do fim tão difícil.
Então a construção de fato, que dá forma, o “mãos à obra”, o carinho, o cuidado, a surpresa, a admiração, a confiança, o desafio, a excitação e a busca.
Depois o inusitado, um monte que se desmancha, não por completo, apenas um pedaço que se perde, mas que traz a dor, a decepção, o medo. Traz também a “volta por cima”, o esforço, a perseverança, uma nova tentativa. E o monte se refaz. Ou melhor, é refeito, reformado, consertado. Um pouco mais frágil, essa pequena parte fica necessitando de mais atenção, de maiores cuidados, está vulnerável a uma nova queda.
E o castelo não pára, é sempre lapidado cada vez mais. Pequenas falhas que vão sendo corrigidas. Outras que são aceitas. Nunca está pronto. E as correções são cada vez mais numerosas. Quase sempre recorrentes.
Até que outra parte se desintegra. Desmorona. A muralha tão imprescindível, tão necessária, protetora da fortaleza, ela, a última que poderia um dia desfalecer, se rompe, se entrega. É inevitável. A sensação é triste, penosa, dolorida. A perda do construído que leva junto o amor, o respeito e a esperança.
E os montes de grãos que a formavam voltam a ser nada, a nada representar, a nada significar, a nada dizer, porque já não é mais. Volta a não ser. Sua imagem está desacreditada, deformada. Já fora por muitas vezes reorganizado, rediscutido, reconstruído. Mas seus alicerces continuavam frouxos, não se sustentava.
Agora nada mais serve. Deixou o castelo sem forças, condenado a desilusão, a descrença, a frieza. O fim tão repudiado, repelido, ele, que era tão difícil de ser aceito, mas que já vinha dando sinais de sua presença, certamente chegou mais cedo do que um dia, se é que pensamos nele, pudéssemos imaginar.
O sonho tão belo, eterno e terno fora, mais uma vez, ao chão.
Melancôlia
Existem momentos na vida em que nos sentimos perdidos, como se algo tivesse sido arrancado de nossas vidas. Às vezes somos acometidos de uma tristeza sem fim, como se estivesse pra morrer. Choramos, desesperados pela dor, que rasga o peito e pelas lágrimas que nos sufocam. E nem mesmo sabemos o motivo real desta dor...Por que? Quando? Aonde? Não existe resposta, as coisas apenas foram se modificando, o que era bom ontem, hoje já não e mais. A melancolia toma conta de nossa alma. Neste momento olha-se à volta e o que se vê é uma coração em pedaços. È hora de reagir, levantar a cabeça e como um escultor que se depara com sua obra em pedaços, calmamente recolher os cacos e a reconstruir. As pessoas não são diferentes, pois somos uma obra de arte em constante renovação. Não se deve esperar a felicidade ou o amor entrar porta a dentro, quando realmente desejamos algo, devemos ir atrás, lutar. Jamais se deve ficar esperando, remoendo tristezas ou magoas. A felicidade não é algo que depende do outro, para acontecer e sim unicamente de nós. Com o amor não é diferente, não devemos cultivar um amor quando não o temos verdadeiramente. O amor se tem, quando se ama e não quando se é amado. É hora de parar e olhar para dentro de nós mesmos... Olhar no espelho e ver o seu eu verdadeiro, o que somos, o que desejamos... Se for felicidade, que sejamos felizes. Se for amor, que se aprenda a amar a si próprio. O que vier depois desta tempestade é só bons frutos... Sejamos todos espelhos de nós mesmos...Amor...Bondade...Felicidade.
A distância aguça o valor de sua presença,e a melancolia,realça a dor de sua ausência!!!
Thabata M.Alma Poeta
Não é difícil descoberta,
Se sangrar uma alma,
E facilmente parir melancolia,
Eis que nasce mais um sofrido poeta e ai dele...
Quanta poesia...
DIVINOS DEVANEIOS
Se faz presente a melancolia,
soprando em minha vida eterna maresia,
com fortes tufões;
saudades explodindo corações
e no final do horizonte além
não há nada nem ninguém. . .
Somente o árido deserto indiferente,
a vida indo sempre para frente,
eu luto e não venço;
e às vezes até penso
que serei assim dissimulada
rindo e chorando alucinada. . .
Sendo poeta, vivendo em mundo diverso,
e é todo azul este meu universo,
Cleópatra, Maria e Madalena;
amando, santificando e dando pena
rasgo a realidade e sonho gozando
o paraíso que sempre estive almejando.
