Marquês de Sade
As verdades mais triviais parecem novas quando se enunciam por um modo mais elegante e desusado.
Marquês de MaricáA sabedoria indigente é menos invejada que a ignorância opulenta.
Marquês de MaricáSomos muitas vezes maldizentes para nos inculcarmos perspicazes.
Marquês de MaricáA prudência é uma arma defensiva que supre ou desarma todas as outras.
Marquês de MaricáOs homens são sempre mais verbosos e fecundos em queixar-se das injúrias do que em agradecer os benefícios.
Marquês de MaricáHá benefícios conferidos com tal rudeza e grosseria que de algum modo justificam os beneficiados da sua ingratidão.
Marquês de MaricáA vaidade é talvez um grande condimento da felicidade humana.
Marquês de MaricáA beneficência é sempre feliz e oportuna quando a prudência a dirige e recomenda.
Marquês de MaricáOs que mais possuem não são os que melhor digerem.
Marquês de MaricáÉ fácil avaliar o juízo ou a capacidade de qualquer homem, quando se sabe o que ele mais ambiciona.
Marquês de MaricáComo os sábios não adulam os povos, estes também não os promovem.
Marquês de MaricáO tempo pretérito se torna presente pela memória, e o futuro pela nossa imaginação.
Marquês de MaricáO poder repartido por muitos não é eficaz em nenhum.
Marquês de MaricáSofrei privações na mocidade, e sereis regalados na velhice.
Marquês de MaricáSomos em geral demasiadamente prontos para a censura, e demasiadamente tardos para o louvor: o nosso amor-próprio parece exaltar-se com a censura que fazemos, e humilhar-se com o louvor que damos.
Marquês de MaricáViver é doce; viver é agro: nesta alternativa se passa a vida.
Marquês de MaricáDe nada vale a celebridade, quando os grandes crimes também a conseguem.
Marquês de MaricáOs homens probos são menos capazes de dissimulação do que os velhacos.
Marquês de MaricáOs governos fracos fazem fortes os ambiciosos e insurgentes.
Marquês de MaricáA vida humana parece de algum modo tríplice, quando reflectimos que vivemos e sentimos em três tempos, no pretérito, presente e no futuro.
Marquês de Maricá