MARISA MARTINS
após a festa da aldeia
ficou ainda um crepe
a lua-cheia
rajada de vento
a lua estremece
na corrente
manhã de verão
cheiro fresco
a erva cortada
o mastro do barco
com a lua
brinca ao arco
lua de setembro
lá fora o vento claro
varre as estrelas
ao voltar dos campos
abro a porta
e a lua entra comigo
de manhã no Tejo
que revoada de flocos brancos
as gaivotas!
as pálpebras da noite
fecham-se
sem ruído
estrada poeirenta
de verão
figueiras enfarinhadas
uma brisa quente sopra
um canto de rola
adormece o pinhal
a aurora
estende a rede de bruma
pelos vales
um gaio levanta voo
ficamos sós
o pinhal e eu
a estação amua
fumo de castanhas
à esquina da rua
no lago
um pato
toma banho de chuveiro
tarde cinzenta
o nevoeiro
pulveriza o pinhal
por entre os salgueiros
clarão sedoso das águas
enluaradas
ninho de toutinegra
num alcatruz
que sede!
à lareira
rom-rom do gato
ou da cafeteira?
uma pétala de rosa
no vento
ah, uma borboleta
Amizade que me deixa muito feliz
e sempre contente...
Amizade que sempre quis
na vida pra sempre...
Minha amizade favorita
e também predileta...
amizade linda
e também muito bela...
Amizade que eu gosto muito
e sempre tenho lembrado...
a sua amizade é tudo
que no meu coração
sempre estará guardado...
Amizade que sempre quero ver
com muita alegria...
Amizade que pra sempre quero ter
pra toda minha vida...
