Luisa - tom jobim e vinicus de moraes
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Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo. Precisa-se de um amigo para se parar de chorar. Para não se viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas. Que nos bata nos ombros sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo, para ter-se a consciência de que ainda se vive.
Viniacutecius de Moraes
paixão é olho no olho, pele na pele, é te querer por todo aquele instante, é te sentir a cada momento, é acabar depois de um pequenino sofrimento
Domenik Moraes
Ausência
Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces.
Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto.
No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida
E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz.
Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado.
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados
Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada.
Que ficou sobre a minha carne como nódoa do passado.
Eu deixarei... tu irás e encostarás a tua face em outra face.
Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada.
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite.
Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa.
Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço.
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.
Eu ficarei só como os veleiros nos pontos silenciosos.
Mas eu te possuirei como ninguém porque poderei partir.
E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas.
Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada.
Vinícius de Moraes
"Procura-se um amigo
Não precisa ser homem, basta ser humano, basta ter sentimentos, basta ter coração. Precisa saber falar e calar, sobretudo saber ouvir. Tem que gostar de poesia, de madrugada, de pássaro, de sol, da lua, do canto, dos ventos e das canções da brisa. Deve ter amor, um grande amor por alguém, ou então sentir falta de não ter esse amor.. Deve amar o próximo e respeitar a dor que os passantes levam consigo. Deve guardar segredo sem se sacrificar.
Não é preciso que seja de primeira mão, nem é imprescindível que seja de segunda mão. Pode já ter sido enganado, pois todos os amigos são enganados. Não é preciso que seja puro, nem que seja todo impuro, mas não deve ser vulgar. Deve ter um ideal e medo de perdê-lo e, no caso de assim não ser, deve sentir o grande vácuo que isso deixa. Tem que ter ressonâncias humanas, seu principal objetivo deve ser o de amigo. Deve sentir pena das pessoa tristes e compreender o imenso vazio dos solitários. Deve gostar de crianças e lastimar as que não puderam nascer.
Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos, que se comova, quando chamado de amigo. Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de grandes chuvas e das recordações de infância. Precisa-se de um amigo para não se enlouquecer, para contar o que se viu de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade. Deve gostar de ruas desertas, de poças de água e de caminhos molhados, de beira de estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim.
Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo. Precisa-se de um amigo para se parar de chorar. Para não se viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas. Que nos bata nos ombros sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo, para ter-se a consciência de que ainda se vive ".
Leve,Vento...,O Amor,Ao Meu Amigo...!!!Te Amo...!!!
Vinícius de Moraes
Canto De Xangô
Eu vim de bem longe
Eu vim, nem sei mais de onde é que eu vim
Sou filho de Rei
Muito lutei pra ser o que eu sou
Eu sou negro de cor
Mas tudo é só amor em mim
Tudo é só amor para mim
Xangô Agodô
Hoje é tempo de amor
Hoje é tempo de dor, em mim
Xangô Agodô
Salve, Xangô, meu Rei Senhor
Salve, meu orixá
Tem sete cores sua cor
Sete dias para a gente amar
Mas amar é sofrer
Mas amar é morrer de dor
Xangô meu Senhor, saravá!
Xangô meu Senhor!
Mas me faça sofrer
Mas me faça morrer de amor
Xangô meu Senhor, saravá!
Xangô Agodô!
Vinicius De Moraes E Baden Powell
O brasil é um país em que as prostitutas gozam, os traficantes cheiram e em que um carro usado vale mais que um novo"
antonio carlos jobim
Canção de ninar meu bem
Hoje a lua despiu seu véu
E flutua a dormir no céu
Na canção que de mim nasceu
Meu amado adormeceu
Meu amado adormeceu
Dorme, meu amor
Como no céu a lua
Tu serás sempre meu
E eu só tua
Dorme, amigo, que a poesia
É um mistério que não tem fim
Dorme em calma
Que assim, um dia
Dormirás para sempre em mim
Dormirás para sempre em mim
Vinicius de Moraes
Se peco - entende - o meu pecado é idôneo
e tem a inocência dos golfinhos,
e tem o vôo azul dos passarinhos,
e tem a fome infausta de um demônio.
MARCELO MORAES CAETANO
Nada renasce antes que se acabe. E o sol que desponta tem de anoitecer.
Vinícius de Moraes
Dentro de mim, não há mastros, nem velas...
Não há terrenos baldios, nem feudos...
Não há pós, nem antis, nem prés, nem pseudos...
Não há machucados... Nem há seqüelas...
Dentro de mim, não há fora, nem dentro...
Não há resposta errada, nem pergunta...
Não há aquele tremor que desconjunta...
Não há terremoto, nem epicentro...
Dentro de mim, há um anjo reticente...
Com asas esplêndidas, coloridas...
Um anjo mais belo do que Morfeu...
Dentro dele, esperando que se invente
a palavra “ser” entre as perecidas...
Dentro deste anjo lindo - o que há - sou eu.
MARCELO MORAES CAETANO
Il y a plein de gens cherchant le rayon
d'intermittence éternelle de la pureté;
quelqun qui pose en quoi, qui se méprise...
Ainsi voilà la dame noble - et le perroquet!
Elle s'est arrêté dans le temps, ou le temps la caresse,
comme un moulin, dont l'éternel est le vent
La liberté des velours de la pensée...
La liberté de la soie, l'opium de l'hypocrisie...
En vivant parmi la farce, elle ne se ressèche pas:
il n´y avait rien, sauf son expression de sentier.
Si pur son oeil nu!
Elle a vécu dans le cerne arrogant et décadent
de la bourgeoisie - le vol à la branche pure
où se repose, libre, le bon Lulu...
MARCELO MORAES CAETANO
Eu não desejo oferecer consolo.
Não quero estar numa reunião festiva.
Não imagino que escutar a "diva"
nos ofereça "indispensável" colo.
Não posso crer que haja tanto obstáculo,
que se precise fantasiar a voz.
Fale na sombra, já que, antes e após,
explode o mesmo - eternamente - oráculo.
Gente passou - Jesus? Moisés? Davi?
Grana ficou - dinheiro de ouro e arame.
Valor se muda - esmeralda descalça.
O mundo adapta a mendiga ao rubi,
coroa de espinhos, sem qualquer vexame,
quem o classificar de pedra falsa.
MARCELO MORAES CAETANO
ter um bom dia consiste em passar por tudo de novo e conseguir ver o novo nesse tudo
André de Moraes
Vida curta e vã
Beleza e Alteza
Numa breve manhã
Galho selvagem
Estupendo rebento
Em espinhos tantos
Pétalas são alvas
Deslizando sob mãos
Sem tocar nos espinhos
Assim é a vida
Doçura e fel
Ventura e Desilusão
Rosa aventureira
Deste meu coração
Atravessa a vida
Ferindo o cultivo
Floresce tão amada
Fenece tão pisoteada...
Luiza De Marillac Bessa Luna Michel
Luisa
Nem mil palavras explicarão tudo!
Nem minhas filosofias conseguirão expressar com precisão.
Então deixo o tempo provar aquilo que nada nem ninguém pode me tirar:
Meu amor!!
Luísa Linhares
Aula De Matemática
Pra que dividir sem raciocinar
Na vida é sempre bom multiplicar
E por A mais B
Eu quero demonstrar
Que gosto imensamente de você
Por uma fração infinitesimal,
Você criou um caso de cálculo integral
E para resolver este problema
Eu tenho um teorema banal
Quando dois meios se encontram desaparece a fração
E se achamos a unidade
Está resolvida a questão
Pra finalizar, vamos recordar
Que menos por menos dá mais amor
Se vão as paralelas
Ao infinito se encontrar
Por que demoram tanto os corações a se integrar?
Se infinitamente, incomensuravelmente,
Eu estou perdidamente apaixonado por você
Tom Jobim
Soneto do Amor como um Rio
Este infinito amor de um ano faz
Que é maior que o tempo e do que tudo
Este amor que é real, e que, contudo
Eu já não cria que existisse mais.
Este amor que surgiu insuspeitado
E que dentro do drama fez-se em paz
Este amor que é o túmulo onde jaz
Meu corpo para sempre sepultado.
Este amor meu é como um rio; um rio
Noturno, interminável e tardio
A deslizar macio pelo ermo
E que em seu curso sideral me leva
Iluminado de paixão na treva
Para o espaço sem fim de um mar sem termo.
Vinicius de Moraes
Ouve o Silêncio
Cala
Ouve o silêncio
Ouve o silêncio
Que nos fala tristemente
Desse amor que não podemos ter
Não fala
Fala baixinho
Diz bem de leve um segredo
Um verso de esperança em nosso amor
Não, oh, meu amor!
Canta a beleza de viver!
Saúda o sol e a alegria de amar
Em nossa grande solidão
Vinicius de Moraes
A VIDA É A ARTE DO ENCONTRO, EMBORA HAJA TENTOS DESENCONTROS PELA VIDA.
VINÍCIUS DE MORAES