Kal marques
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Em certas circunstâncias o silêncio de poucos é culpa ou delito de muitos.
Marquês de Maricá
Em tese geral não há homem feliz sem mérito, nem desgraçado sem culpa.
Marquês de Maricá
Enganamo-nos ordinariamente sobre a intensidade dos bens que esperamos, como sobre a violência dos males que tememos.
Marquês de Maricá
Folgamos com os erros alheios como se eles justificassem os nossos.
Marquês de Maricá
Há benefícios conferidos com tal rudeza e grosseria que de algum modo justificam os beneficiados da sua ingratidão.
Marquês de Maricá
Há empregos em que é mais fácil ser homem de bem, que parecê-lo ou fazê-lo crer.
Marquês de Maricá
Há homens para nada, muitos para pouco, alguns para muito, nenhum para tudo.
Marquês de Maricá
Há homens que afectam de muito ocupados, para que os creiam de muito préstimo.
Marquês de Maricá
Há homens que hoje crêem pouco ou nada, porque já creram muito e demasiado.
Marquês de Maricá
Há muita gente infeliz por não saber tolerar com resignação a sua própria insignificância.
Marquês de Maricá
Há muita gente para quem o receio dos males futuros é mais tormentoso que o sofrimento dos males presentes.
Marquês de Maricá
Há muita gente que, assim como o eco, repete as palavras sem lhes compreender o sentido.
Marquês de Maricá
Há muitas ocasiões em que a mesma prudência recomenda o aventurar-nos.
Marquês de Maricá
Há muitas ocasiões em que os ricos e poderosos invejam a condição dos pobres e insignificantes.
Marquês de Maricá
Há muitos homens que se queixam da ingratidão humana para se inculcarem benfeitores infelizes ou se dispensarem de ser benfazentes e caridosos.
Marquês de Maricá
Há muitos homens reputados infelizes na nossa opinião, que todavia são felizes a seu modo, segundo as suas ideias.
Marquês de Maricá
Há pessoas que dizem mal de tudo para inculcar que prestam para muito.
Marquês de Maricá
Há pessoas que ganham muito em ser lidas, e perdem tudo em ser tratadas: escrevem com estudo e vivem sem ele.
Marquês de Maricá