Jorge matheus de lima
É um império
essa luz que se apaga
ou um vaga-lume?
Crepúsculo. O sol no horizonte
Vai descendo
Os degraus do monte.
Imóvel, o gato,
olha a flor de laranjeira.
Eu olho o gato.
A lua nova.
Ela também a olha
de outra porta.
No deserto
acontece a aurora.
Alguém o sabe.
no calor da sesta
imóvel, o gato vigia
o vôo da vespa
Escurece rápido.
Insistente, a corruíra
cisca no quintal.
A vasta noite
não é agora outra coisa
se não fragrância.
São poucos os políticos que sabem fazer política. Mas, quando um intelectual tenta entrar nesse meio, então é o fim do mundo.
Jorge BorgesLonge um trinado.
O rouxinol não sabe
que te consola.
Fundo de quintal...
Silêncio. No velho muro,
uns cacos de sol...
Desde aquele dia
não movi as peças
no tabuleiro.
Obscuramente
livros, lâminas, chaves
seguem minha sorte.
O fanatismo consiste em redobrar o próprio esforço quando nos esquecemos do objetivo.
Jorge SantayanaEsta é a mão
que às vezes tocava
tua cabeleira.
Disseram-me algo
a tarde e a montanha.
Já não lembro mais.
aqui também essa desconhecida
e ansiosa e breve coisa
que é a vida
O homem está morto.
A barba não sabe.
Crescem as unhas.
Calam-se as cordas.
A música sabia
o que eu sinto.
A ociosa espada
sonha com suas batalhas.
Outro é meu sonho.
