JoÃo guimarÃes rosa
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é preciso sofrer depois de ter sofrido,amar,e mais amar depois de ter amado.
Guimaraes Rosa
A vida inventa!
A gente principia as coisas,
no não saber por que,
e desde aí perde o poder da continuação,
porque a vida é mutirão de todos,
por todos remexida e temperada.
João G. Rosa
a lua deita seus
raios sobre a rosa caída.
beleza morta.
Rosa Clement
"João e Maria.
Morreu Maria, nessa tarde de segunda. Muito choro, tristeza e saudades...
João, no trabalho, ainda não sabe mas seu grande amor faleceu.
Como pólvora a notícia se espalha. A pequena Serra Azul se abala.
A João ninguém fala!
Aonde estarão as fofoqueiras da cidade?! Algumas dizem não ter coragem.
O telefone do consultório toca, João gentilmente atende. No primeiro momento ele não sente, mas seu "docinho" está ausente! Sua mãe ao telefone chora... Não sabe o que falar.
-Filho, filho... Maria se foi, está morta! Não sabemos a causa.
João desaba, o telefone vai ao chão. Ele está sozinho... Angustia, tristeza e emoção. Pobre João!"
João Vitor Rocha
João conhecido como “Boca”. João conhecido como “Toquinho”. João conhecido como “Maneco”. João conhecido como “Negão”. João conhecido como “Pepe”. João conhecido como “Popó”. João conhecido como “Cinqüenta e Um”. João conhecido como “Jonny da Pedinha”. João conhecido como homem trabalhador. João conhecido como morta fome. João conhecido como pai de família desempregado e fodido. João conhecido como mendigo. João conhecido como “Doutor João Astrobaldo Alfonso Nogueira Vieira de Sá Junior, Deputado Federal e Juiz da 5º comarca de Teresina”.
Bom! Esse último “João” será noticiado no jornal como morto, sim, algum dia. Provavelmente na parte de celebridades que deixam saudade para o POVO. Esse João tem um carro importado, não anda pelos confins da estação velha de Teresina. Aquela perto do Cabral, na Avenida Miguel Rosa. Ela é reduto de fumadores de craque, ou era, até o exercito tomar conta daquela área, mas será que acabou? Naquele lugar, uma vez, um cara colocou a faca no pescoço da minha esposa. Não aconteceu nada, felizmente.
Mas para o Boca aconteceu, ele morreu. O outro João, conhecido como Boca, foi-se além.
Já o João Astrobaldo, neste momento, enquanto a morte não chega, está em seu escritório lindo, com um banheiro limpo e com restos de comida no prato desperdiçado no almoço. Provavelmente esta comida vai parar em algum lixo da cidade e será catada por algum outro João.
O João o “Boca”, esta dentro de um caixão de madeira de quinta categoria com seis furos no corpo. Este morreu de graça, graças a Deus! Vá em paz João. A partir de hoje você não vai mais precisar passar fome nem chorar a melancolia da vida desgraçada que é oferecida por João.
Enquanto isso João vai ao banheiro do seu gabinete e bota tudo pra fora, com gosto e sem dor na consciência, tranqüilo, ele limpa-se com o papel higiênico com sabor morango.
Por um breve momento João em seu trono sorrir. E pensa: “se eu não botar no cu deles, eles botam no meu. Por isso roubo mesmo!”
Ele lembra que aqui no Brasil os políticos corruptos e juízes corruptos não têm o mesmo fim que outro João, o “João chinês”. Muito pelo contrario, o “João do voto” daqui, tem sempre um final feliz e eterno, como nos contos de fada.
O João o “Boca” em seu caixão de madeira, longe de todo o barulho do mundo reflete: “sou a favor de corruptos levarem tiros na cabeça de escopeta. Um na cabeça e outro na cara, que é pra certificar de que ele está morto e será passado”.
Que pena que o Brasil não é como a China. Lá quando o João chinês rouba de dentro de seu gabinete e é pego, este João paga a bala do único furo que ele vai levar pra o seu caixão de luxo. Mas se um dia o Brasil adotar isso, sou a favor do tiro ser na cara.
Guto Sampaio João Ninguem
se petólas fosse rosa jogava em cima da sua cama
e gritaria para os ceús fazendo um declaração de amor!!!
Mas pena que vc naum me ama!!!
Mas esse é meu destino amar e naum ser amada!
isabela rosa da silva ribeiro
O coração de uma mulher galante é uma rosa da qual cada amante tira uma folha; não tarda que ao marido fiquem apenas os espinhos.
Sophie Arnould
Um homem inteligente pode transformar-se num joão-bobo, quando não sabe valer-se de seus recursos naturais.
William Shakespeare
"Quem quiser levar a rosa para sua vida, terá que saber que com ela vão inúmeros espinhos.
Mas não se preocupe. A beleza da roza vale o incômodo dos espinhos... ou não".
Eu me interesso...e digo: Te Amo !!!!!
Pe. Fábio de Melo
Três Lindos Casos de Chico Xavier
TENHA PACIÊNCIA, MEU FILHO
Quando Dona Maria João do Deus desencarnou, em 29 de setembro do 1915, Chico Xavier, um de seus nove filhos, foi entregue aos cuidados de Dona Rita do Cássia, velha amiga e madrinha da criança.
Dona Rita, porém, era obsidiada e, por qualquer bagatela, se destemperava, irritadiça.
Assim é que o Chico passou a suportar, por dia, várias surras de vara de marmeleiro, recebendo, ainda, a penetração de pontas de garfos no ventre, porque a neurastênica e perversa senhora inventara êsse estranho processo do torturar.
O garôto chorava muito, permanecendo, horas e horas, com os garfos dependurados na carne sanguinolenta e corria para o quintal, a fim de desabafar-se, porque a madrinha repetia, nervosa:
- Êste menino tem a diabo no corpo.
Um dia, lembrou-se a criança de que sua Mãezinha orava sempre, todos os dias, ensinando-o a elevar o pensamento a Jesus e sentiu falta da prece que não encontrava em seu nôvo lar.
Ajoelhou-se sob velhas bananeiras e pronunciou as palavras do Pai Nosso que aprendera dos lábios maternais.
Quando terminou, oh! maravilha!
Sua progenitora, Dona Maria João de Deus, estava perfeitamente viva ao seu lado.
Chico, que ainda não lidara con as negações e dúvidas dos homens, nem por um instante pensou que a Mãezinha tivesse partido para as sombras da morte.
Abraçou-a, feliz; e gritou:
- Mamãe, não me deixe aqui... Carregue-me com a senhora...
- Não posso, - disse a entidade, triste.
- Estou apanhando muito, mamãe!
Dona Maria acariciou-o e explicou:
- Tenha paciência, meu filho. Você precisa crescer mais forte para o trabalho. E quem não sofre não aprende a lutar.
- Mas, - tornou a criança - minha madrinha diz que eu estou com o diabo no corpo...
- Que tem isso? Não se incomode. Tudo passa e se você não mais reclamar, se você tiver paciência, Jesus ajudará para que estejamos sempre juntos.
Em seguida, desapareceu.
O pequeno, aflito, chamou-a em vão.
Desde desse dia, no entanto, passou a receber o contacto de varas e garfos sem revolta e sem lágrimas.
- Chico é tão cínico - dizia Dona Rita, exasperada, que não chora, nem mesmo a pescoção.
Porque a criança explicasse ter a alegria de ver sua mãe, sempre que recebia as surras, sem chorar, o pessoal doméstico passou a dizer que ele era um "menino aluado".
E, diariamente, à tarde, com os vergões na pele e com o sangue a correr-lhe em pequeninos filêtes do ventre o pequeno seguia, de olhos enxutos e brilhantes, para o quintal!, a fim de reencontrar a mãezinha querida, sob as velha árvores, vendo-a e ouvindo-a, depois da oração.
Assim começou a luta espiritual do médium extraordinário que conhecemos.
O VALOR DA ORAÇÃO
A madrinha do Chico, por vêzes, passava tempos entregue a obsessão.
Assim é que, nessas fases, e exasperação dela era mais forte.
Em algumas ocasiões, por isso, condenava o menino a vários dias de fome.
Certa feita, já fazia três dias que a criança permanecia em completo jejum.
À tarde, na hora da prece, encontrou a mãezinha desencarnada que lhe perguntou o motivo da tristeza com a qual se apresentava.
- Então, a senhora não sabe, - explicou o Chico - tenho passado muita fome...
- Ora, você está reclamando muito, meu filho! - disse Dona Maria João de Deus - menino guloso tem sempre indigestão.
- Mas hoje bem que eu queria comer alguma coisa...
A mãezinha abraçou-o e recomendou:
- Continue no oração e espere um pouco.
O menino ficou repetindo as palavras do Pai Nosso e daí a instantes um grande cão da rua penetrou o quintal.
Aproximou-se dêle e deixou cair da bocarra um objeto escuro.
Era um jatobá saboroso...
Chico recolheu, alegre, o pesado fruto, ao mesmo tempo que reviu a mãezinha no seu lado, acrescentando.
- Misture o jatobá com água e você terá um bom alimento.
E, despedindo-se da criança, acentuou:
- Como você observa, meu fiiho, quando oramos com fé viva até um cão pode nos ajudar, em nome do Jesus.
O ANJO BOM
Dois anos do surras incessantes.
Dois anos vivera o Chico junto da madrinha.
Numa tarde muito fria, quando entrou em colóquio com Dona Maria João de Deus, Chico implorou:
- Mamãe, se a senhora vem nos ver, porque não me retira daqui?
o Espírito carinhoso afagou-o e perguntou:
Por que está você tão aflito? Tudo, no mundo, obedece a vontade de Deus...
- Mas a senhora sabe que nos faz muita falta...
A Mãezinha consolou-o e explicou:
- Não perca a paciência. Pedi a Jesus para enviar um anjo bom que tome conta de vocês todos.
E sempre que revia a progenitora, o menino indagava:
- Mamãe, quando é que a anjo chegará?
- Espere, meu filho! - era a resposta de sempre.
Decorridos dois meses, a Sr. João Cândido Xavier resolveu casar-se em segundas núpcias.
E Dona Cidália Batista, a segunda espôsa, reclamou os filhos de Dona Maria João de Deus, que se achavam espalhados em casas diversas.
Foi assim que a nobre senhora mandou buscar também o Chico.
Quando a criança voltou ao antigo lar contemplou a madrasta que lhe estendia as mãos...
Dona Cidália abraçou-o e beijou-o com ternura a perguntou:
- Meu Deus, onde estava êste menino com a barriga deste jeito?
Chico, encorajado com a carinho dela, abraçou-a também, como o pássaro que sentia saudades do ninho perdido.
A madrasta bondosa fitou-o bem nos olhos e indagou:
- Você sabe quem sou, meu filho?
- Sei sim. A senhora é o anjo bom de que minha mãe já falou...
E, desde então, entre as dois, brilhou a amor puro com que o Chico seguiu a segunda mãe, até a morte.
Ramiro Gama (Chico Xavier)
O amor é igual a uma rosa: linda, delicada, porém para colhê-la não pode ter medo dos espinhos
desconhecido
Linda morena, que encanto é você! Alegre, felina, dengosa, você é mais, muito mais que uma rosa num belo jardim. Você é luz que traduz felicidade pra mim!
desconhecido
O que há num simples nome? O que chamamos rosa com outro nome não teria igual perfume?
Shakespeare - Julieta
so deixarei de te amar quando o veu da morte cobrir o meu rosto, e em meu tumulo nascer uma rosa cuja nas petalas estara escrita com letras de sangue: eu ainda amo voce
cris
Rosa de Hiroshima
Flor amarga, que rói por dentro,
Mata a mim e meus filhos.....
Meu irmão te criou,
te fez desde a semente,
te guardou, te incubou,
o mundo amladiçoou.
Tiveste pouco tempo de vida
A semente caiu na terra,,,
em segundos floresceu
e a rosa apareceu...
tão rápida como surgiste
também se consumiu
ninguém te segurou
mas a todos tocou...
O seu pólen espalhou-se
em tempo menor que piscar de olhos
cruzou distâncias incríveis
e tudo se mudou...
Ceifaste vidas como se nada fossem,
foste a pior rosa do mundo
Será para sempre lembrada,
estará na memória guardada..
Tanto quem sofreu
quanto quem assistiu
A todos magoou
pela dor que causaste!
Rosa louca e insensata!
Imbecil e maldita!
Amaldicoado seja
quem ainda te cultiva!
Itamar Sarto
A franja na encosta
Cor de laranja
Capim rosa chá
O mel desses olhos luz
Mel de cor ímpar
O ouro ainda não bem verde da serra
A prata do trem
A lua e a estrela
Anel de turquesa
Os átomos todos dançam
Madruga
Reluz neblina
Crianças cor de romã
Entram no vagão
O oliva da nuvem chumbo
Ficando
Pra trás da manhã
E a seda azul do papel
Que envolve a maçã
As casas tão verde e rosa
Que vão passando ao nos ver passar
Os dois lados da janela
E aquela num tom de azul
Quase inexistente, azul que não há
Azul que é pura memória de algum lugar
Teu cabelo preto
Explícito objeto
Castanhos lábios
Ou pra ser exato
Lábios cor de açaí
E aqui, trem das cores
Sábios projetos:
Tocar na central
E o céu de um azul
Celeste celestial
Caetano Veloso
A coragem é falsa quando utilizada para ocultar a covardia, a preguiça e a pobreza de espírito.
João Carlos
Pior que o amor perdido
é o amor que não foi dado
e tudo o que não foi gasto
no tempo que era devido.
Valter da Rosa Borges
Não me dói o que perdi,
pois tive o prazer de ter.
Dói-me tudo o que não tive
e o quanto não pude ser.
Valter da Rosa Borges