Joao amos comenio

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"Teatro - A peça da vida.
A isenção do artista diante dos fatos é uma arte.
A imparcialidade do pintor ao traçar um quadro, é magica.
As invasivas frases do eu - ator, encantam.
Os movimentos no tablado enobrecem e enganam.
Os gestos magestrosos brilham no alto.
A platéia atenta, assiste vislumbrada.
Com respeito toda ela observava.
Sentimentos de personagens e atores se confundem.
Aplausos, muitos aplausos!
É a festa do trabalho bem feito.
E ao final, tudo foi feito com amor e não pelo valor.
E se a platéia exigir BIS, sou feliz."

João Vitor Rocha

DOZE DICAS DE COMO PERDER UM BOM PACIENTE

1) Consulte o seu bom paciente em no máximo em dez minutos, se forparticular, em no máximo cinco, se for conveniado, e no máximo em trinta segundos se for do SUS,
2) Não pergunte se ele tem alguma outra doença ou se está tomando algum outro medicamento que possa interferir na medicação que você está lhe receitando, e, nem sequer fale em reações adversas. Ele, se quiser, que leia a bula,
3) Não lhe conceda muitos dias de licença médica, e, se possível, nem lhe dê o atestado do dia da consulta. Pra quê? Ele que trabalhe doente. O trabalho nunca matou ninguém,
4) Se ele não compareceu à consulta ou ao retorno, nem mande sua secretária telefonar perguntando-lhe se aconteceu alguma coisa,
5) Quando você pedir exames, diga-lhe, ou, escreva-lhe, sempre o nome do laboratório do qual você está ganhando comissão, e se ele for a um outro laboratório, faça cara feia quando souber do fato,
6) Ao lhe receitar algum remédio que ainda está em pesquisa, do qual você, claro, está ganhando umas gorgetinhas, nunca lhe diga que é um remédio novo e que pode causar algum efeito colateral desconhecido. Não lhe dê, também, nem tempo de pedir outro,
7) Chegue uma ou duas horas atrasado para consultá-lo. Decerto ele lhe dará mais valor por isso,
8) Encarregue sua secretária, que não é nem auxiliar de enfermagem, para fazer servicinhos "menores", como medir a pressão arterial, ou, fazer eletrocardiograma,
9) Se topar com seu paciente na rua, finja que não o reconheceu,
10) Se ele reclamar de algum possível efeito colateral da medicação jamais culpe o remédio, invente outra desculpa culpando a ele, o paciente, de preferência,
11) Se ele pedir algum medicamento qualquer, negue. Dê um outro, de outro laboratório, do qual você está ganhando alguns "agradinhos" financeiros,
12) Se você for cirurgião, na primeira consulta atenda o paciente muito zelo, depois, ao saber que o caso dele não exige operação, trate-o com uma certa negligência.

João Batista dos Santos Rua Amapá LondrinaPR

— O meu nome é Severino,
como não tenho outro de pia.
Como há muitos Severinos,
que é santo de romaria,
deram então de me chamar
Severino de Maria
como há muitos Severinos
com mães chamadas Maria,
fiquei sendo o da Maria
do finado Zacarias.


Mais isso ainda diz pouco:
há muitos na freguesia,
por causa de um coronel
que se chamou Zacarias
e que foi o mais antigo
senhor desta sesmaria.

Como então dizer quem falo
ora a Vossas Senhorias?
Vejamos: é o Severino
da Maria do Zacarias,
lá da serra da Costela,
limites da Paraíba.

Mas isso ainda diz pouco:
se ao menos mais cinco havia
com nome de Severino
filhos de tantas Marias
mulheres de outros tantos,
já finados, Zacarias,
vivendo na mesma serra
magra e ossuda em que eu vivia.

Somos muitos Severinos
iguais em tudo na vida:
na mesma cabeça grande
que a custo é que se equilibra,
no mesmo ventre crescido
sobre as mesmas pernas finas
e iguais também porque o sangue,
que usamos tem pouca tinta.

E se somos Severinos
iguais em tudo na vida,
morremos de morte igual,
mesma morte severina:
que é a morte de que se morre
de velhice antes dos trinta,
de emboscada antes dos vinte
de fome um pouco por dia
(de fraqueza e de doença
é que a morte severina
ataca em qualquer idade,
e até gente não nascida).

Somos muitos Severinos
iguais em tudo e na sina:
a de abrandar estas pedras
suando-se muito em cima,
a de tentar despertar
terra sempre mais extinta,

a de querer arrancar
alguns roçado da cinza.
Mas, para que me conheçam
melhor Vossas Senhorias
e melhor possam seguir
a história de minha vida,
passo a ser o Severino
que em vossa presença emigra.
(Morte e Vida Severina - Introdução)

João Cabral de Melo Neto

Huguinho, um Anjo de Menino

O menino chegou pro pai e perguntou, coçando a cabeça:
- Pai, é verdade que anjo voa?
E o pai, muito sério, respondeu, fechando o jornal que estava lendo:
- Voa, sim, Huguinho. Você não tem aula de religião?
E o filho, franzindo a testa:
- Tenho, pai, e nessas aulas a professora me disse mesmo que eles voam...
E o pai, sorrindo, benevolente:
- Então... Os anjos são que nem passarinhos, Huguinho.
E o garoto, limpando os óculos, que lhe davam um ar de super-dotado mirim:
- Mas nem todos voam.
E o pai, já meio impaciente:
- Todos voam, sim, Huguinho, pode acreditar.
E o filho, insistindo:
- Tem certeza, pai?
E o pai, quase bufando:
- Absoluta, meu filho.
- Verdade mesmo, pai?
- Verdade verdadeira, Hugo. Eles voam que nem passarinhos, que nem aviões, que nem foguetes, que nem nuvens, que nem pipas, que nem...
- Não há excessão?
- Não há excessão.
- Ah! Será, pai?
- Com certeza, Huguinho. Agora, pooor favor, me deixa eu ler o meu jornal, tá, filhinho?
E o menino saindo de fininho de perto do pai, deixando perto dele um embrulho de plástico:
- Mas então por que aquele anjão de vidro azul que você deu pra mamãe no Natal não voou? Aí estão os pedaços dele, pai, ó...

João Batista dos Santos Rua Amapá LondrinaPR

Passeio Dominical

Certo velhinho tinha a mania de ir a cemitérios todos os domingos.
Ia de cemitério em cemitério, e ficava horas lendo os epitáfios e datas de nascimentos e de mortes.
Quando via um túmulo cujo defunto havia morrido antes dele, suspirava:
- Coitado... Morreu tão novo...
Quando via outro que havia morrido às vezes bem mais velho do que ele, exclamava:
- Coitado... Este também não viveu quase nada...
Quando via outro que havia morrido com a idade dele, arregalava os olhos, cismado, e lia, e relia as datas da sepultura, resmungando:
- Ué, acho que erraram o ano do nascimento ou da morte desse aqui...

João Batista dos Santos Rua Amapá LondrinaPR

O Menino e o Poeta

O garotinho perguntou pro velho poeta:

- Vô, o senhor me ensina a fazer poesia?

E o poeta, admirado e solícito:

- Ensino, sim. Você gosta de escrever?

E o menino, encabulado:

- Gosto. Muito, muito.

E o poeta, interessado (é tão raro um garoto gostar de poesia...):

- Bom, então eu vou te ensinar a escrever um soneto. Você tem usar quatorze versos...

E o garoto, fazendo uma careta:

- Ih, vô, parece muito difícil.

E o poeta, paciente:

- Difícil? Bom, então eu vou te ensinar a escrever uma quadrinha. São só quatro versinhos...

E o menino, balançando a cabeça:

- Ai, acho que eu não vou conseguir.

E o poeta, todo bondade e compreensão:

- Mas é tão fácil... Que tal um hai kai então? São apenas três versos...

Aí o garoto abaixou os olhos e sussurrou pro poeta:

- Vô, será que o senhor não poderia escrever uma poesia pra eu dar uma menina lá da minha sala?

João Batista dos Santos Rua Amapá LondrinaPR

PINGA NI MIM

O bêbado pediu ao dono do boteco sua primeira e cavalar dose. Logo de manhã.
- Ô, seo Antônio, pinga "ni mim", véio.
O botequineiro, que estava fulo da vida porque o bebum já lhe devia três meses de fiado, pôs a cachaça no copo e depois despejou-a sobre o freguês.
O bêbado, todo revoltado, quis saber:
- O que é isso, seo Antônio? Ficou louco agora?
E o botequineiro falou, rindo:
- Ué, você disse pinga "ni mim"... Pois então, foi o que eu fiz.
O bebum, que felizmente também tinha senso-de-humor, perguntou, com uma gargalhada:
- E como eu vou "ficar de fogo" assim, ô, intelijegue?
E o botequineiro respondeu, acendendo um fósforo:
- Assim, ó...

João Batista dos Santos Rua Amapá LondrinaPR

Nunca se vanglorie de ser um um super-dotado. Às vezes você o é apenas na vida acadêmica, e muitas vezes, na vida real, você é um quase débil mental.

João Batista dos Santos Rua Amapá LondrinaPR

dois pra lá, dois pra cá

............................você
......é
......................................minha
.........dor
..................de
...........................cotovelo
..........................................bálsamo
....meu
..................mais
.........................amargo
.............................................pesadelo
.......................sonho
.................................de
....................................................valsa

João Batista dos Santos Rua Amapá LondrinaPR

Engano...

Ouvi bater na porta
Vacilei não quis abrir
Pensei que fosse a saudade
Que viesse me perseguir
Bateu, bateu porém não mais
Insistiu desceu as escadas em
Silêncio e para sempre partiu
Partiu deixando na porta essas
Palavras fatais...
"EU SOU A FELICIDA E NÃO VOLTO MAIS..."

João Ricardo

"Esquecemos o que queremos esquecer, o que não faz falta."

João Vitor Rocha

"Falta - me espaço e tempo para amá - la.
Falta - me argumento para confortá - la.
Falta - me coragem para deixá - la."

João Vitor Rocha

"O dom de cada um é ser diferente."

João Vitor Rocha

"Quando tudo que envolver seu nome virar poema, ser amado por ti é presente."

João Vitor Rocha

"Feliz do pai que é respeitado.
Feliz da mãe que é lembrada.
Feliz do filho que é amado."

João Vitor Rocha

"Um final de semana não existirá sem que os úteis tenham vivido."

João Vitor Rocha

"A grande oportunidade é hoje, amanhã um outro personagem existirá."

João Vitor Rocha

"Não desperdiçar as oportunidades é não dar chances pro fracasso."

João Vitor Rocha

"Escutai os mais velhos com atenção e compreensão, não duvide do que lhe for dito e será grandioso."

João Vitor Rocha

"A solução do problema está na comunicação."

João Vitor Rocha

"Quando tudo que envolver seu nome virar poema nos pensamentos dele(a), amada(o) você será."

João Vitor Rocha

"O sentimento jovem é puro e inocente;
O jovem e seu coração pra dar ordens;
O amor jovem das loucas emoções;
O ser jovem das mil estações."

João Vitor Rocha

"Louco aquele que em vida não soube amar."

João Vitor Rocha

"Se tudo der certo alguém sairá perdendo."

João Vitor Rocha

"A diferença entre eficientes e competentes, está na chance dada ao primeiro."

João Vitor Rocha
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