Jacinto nelson de mirand coutinho

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A solidão começou para o verdadeiro católico. Tomem nota: — ainda seremos o maior povo ex-católico do mundo.

O casamento já é indissolúvel na véspera.

A educação sexual só devia ser dada por um veterinário.

Antigamente, o defunto tinha domicílio. Ninguém o vestia às pressas, ninguém o despachava às escondidas. Permanecia em casa, dentro de um ambiente em que até os móveis eram cordiais e solidários. Armava-se a câmara-ardente num doce sala de jantar ou numa cálida sala de visitas, debaixo dos retratos dos outros mortos. Escancaravam-se todas as portas, todas as janelas; e esta casa iluminada podia sugerir, à distância, a idéia de um aniversário, de um casamento ou de um velório mesmo.

Sou contra a pílula, e ainda mais contra a ciência que a inventou; a saúde pública que a permite; e o amor que a toma.

Diz o dr. Alceu que a Revolução Russa é "o maior acontecimento do século". Como se engana o velho mestre! O "maior acontecimento do século" é o fracasso dessa mesma revolução.

O dr. Alceu fala a toda hora na marcha irreversível para o socialismo. Afirma que a Revolução Russa também é irreversível. Em primeiro lugar, acho admirável a simplicidade com que o mestre administra a História, sem dar satisfações a ninguém, e muito menos à própria História. Não lhe faria mal nenhum um pouco mais de modéstia. De mais a mais, quem lhe disse que a Revolução Russa é irreversível?

Só Deus sabe que fiz o diabo para ser amigo do nosso Tristão de Athayde. Durante cinco anos, telefonei-lhe em cada véspera de Natal: — "Sou eu, dr. Alce. Vim desejar-lhe um maravilhoso Natal para si e para os seus" etc etc. Tudo inútil. O dr. Alceu trancou-me o coração. Até que, na última vez, disse algo que, para mim, foi uma paulada: — "Ah, Nelson! Você aí, nessa lama!". O mestre insinuara que a minha alma é um mangue, um pântano, um lamaçal. E, por certo, ao sair do telefone, foi se vacinar contra o tifo, a malária e a febre amarela que vivo a exalar. Pois é o que nos separa eternamente, a mim e ao dr. Alceu: — de um lado, a minha lama, e , de outro, a sua luz.

Outrora, o remador de Bem-Hur era um escravo, mas furioso. Remava as 24 horas por dia, porque não havia outro remédio e por causa das chicotadas. Mas, se pudesse, botaria formicida no café dos tiranos. Em nosso tempo, o socialismo inventou outra forma de escravidão: — a escravidão consentida e até agradecida.

A Igreja está ameaçada pelos padres de passeata, pelas freiras de minissaia e pelos cristãos sem Cristo. Hoje, qualquer coroinha contesta o Papa.

O padre de passeata é hoje, uma ordem tão definida, tão caracterizada como a dos beneditinos, dos franciscanos, dos dominicanos e qualquer outra. E está a serviço do ódio.

Os padres exigem o fim do celibato. Portanto, odeiam a castidade. Imaginem um movimento de meretrizes a favor da castidade. Pois tal movimento não me espantaria mais do que o motim dos padres contra a própria.

Os padres querem casar. Mas quem trai um celibato de 2 mil anos há de trair um casamento em quinze dias.

O tempo das passeatas acabou, mas o padre de passeata continua, inexpugnável no seu terno da Ducal e vibrando, como um estandarte, um Cristo também de passeata.

D. Helder só olha o céu para saber se leva ou não o guarda-chuva.

D. Helder já esqueceu tanto a letra do Hino Nacional quanto a da Ave-Maria. Prega a luta armada, a aliança do marxismo e do cristianismo. Se ele pegasse uma carabina e fosse para o mato, ou para o terreno baldio, dando tiros em todas as direções, como um Tom Mix, estaria arriscando a pele, assumindo uma responsabilidade trágica e eu não diria nada. Mas não faz isso e se protege com a batina. Sabe que um D. Helder sem batina, um D. Helder almofadinha, de paletó ou de terno da Ducal, não resistiria um segundo. Nem um cachorro vira-lata o seguiria.

Estou imaginando se, um dia, Jesus baixasse à Terra. Vejo Cristo caminhando pela rua do Ouvidor. De passagem, põe uma moeda no pires de um ceguinho. Finalmente, na esquina a Avenida, Jesus vê D. Helder. Corre para ele; estende-lhe a mão. D. Helder responde: — "Não tenho trocado!". E passa adiante.

No Brasil, só se é intelectual, artista, cineasta, arquiteto, ciclista ou mata-mosquito com a aquiescência, com o aval das esquerdas.

Não há ninguém mais bobo do que um esquerdista sincero. Ele não sabe nada. Apenas aceita o que meia dúzia de imbecis lhe dão para dizer.

As feministas querem reduzir a mulher a um macho mal-acabado.

Considero o filho único um monstro de circo de cavalinhos, um mártir, mártir do pai, mártir da mãe e mártir dessas circunstâncias. As famílias numerosas são muito mais normais, mais inteligentes e mais felizes.

Na velha Rússia, dizia um possesso dostoievskiano: — "Se Deus não existe tudo é permitido". Hoje, a coisa não se coloca em termos sobrenaturais. Não mais. Tudo agora é permitido se houver uma ideologia.

Quando os amigos deixam de jantar com os amigos [por causa da ideologia], é porque o país está maduro para a carnificina.

Antigamente, o silêncio era dos imbecis; hoje, são os melhores que emudecem. O grito, a ênfase, o gesto, o punho cerrado, estão com os idiotas de ambos os sexos.

[Até o século XIX] o idiota era apenas o idiota e como tal se comportava. E o primeiro a saber-se idiota era o próprio idiota. Não tinha ilusões. Julgando-se um inepto nato e hereditário, jamais se atreveu a mover uma palha, ou tirar um cadeira do lugar. Em 50, 100 ou 200 mil anos, nunca um idiota ousou questionar os valores da vida. Simplesmente, não pensava. Os "melhores" pensavam por ele, sentiam por ele, decidiam por ele. Deve-se a Marx o formidável despertar dos idiotas. Estes descobriram que são em maior número e sentiram a embriaguez da onipotência numérica. E, então, aquele sujeito que, há 500 mil anos, limitava-se a babar na gravata, passou a existir socialmente, economicamente, politicamente, culturalmente etc. houve, em toda parte, a explosão triunfal dos idiotas.

Outrora, os melhores pensavam pelos idiotas; hoje, os idiotas pensam pelos melhores. Criou-se uma situação realmente trágica: — ou o sujeito se submete ao idiota ou o idiota o extermina.

Qualquer indivíduo é mais importante que toda a Via Láctea.

Ainda ontem dizia o Otto Lara Resende: — "O cinema é uma maneira fácil de ser intelectual sem ler e sem pensar". Mas não só o cinema dá uma carteirinha de intelectual profundo. Também o socialismo. Sim, o socialismo é outra maneira facílima de ser intelectual sem ligar duas idéias.

Eu amo a juventude como tal. O que eu abomino é o jovem idiota, o jovem inepto, que escreve nas paredes "É proibido proibir" e carrega cartazes de Lenin, Mao, Guevara e Fidel, autores de proibições mais brutais.

Com o tempo e o uso, todas as palavras se degradam. Por exemplo: — liberdade. Outrora nobilíssima, passou por todas as objeções. Os regimes mais canalhas nascem e prosperam em nome da liberdade.

Ah, os nossos libertários! Bem os conheço, bem os conheço. Querem a própria liberdade! A dos outros, não. Que se dane a liberdade alheia. Berram contra todos os regimes de força, mas cada qual tem no bolso a sua ditadura.

Como a nossa burguesia é marxista! E não só a alta burguesia. Por toda parte só esbarramos, só tropeçamos em marxistas. Um turista que por aqui passasse havia de anotar em seu caderninho: — "O Brasil tem 100 milhões de marxistas".

Hoje, o não-marxista sente-se marginalizado, uma espécie de leproso político, ideológico, cultural etc etc. Só um herói, ou um santo, ou um louco, ousaria confessar publicamente: — "Meus senhores e minhas senhoras, eu não sou marxista, nunca fui marxista. E mais: — considero os marxistas de minhas relações uns débeis mentais de babar na gravata".

No Brasil, o marxismo adquiriu uma forma difusa, volatizada, atmosférica. É-se marxista sem estudar, sem pensar, sem ler, sem escrever, apenas respirando.

Marx roubou-nos a vida eterna, a minha e a do Otto Lara Resende. Pois exigimos que ele nos devolva a nossa alma imortal.

As cartas de Marx mostram que ele era imperialista, colonialista, racista, genocida, que queria a destruição dos povos miseráveis e "sem história", os quais chama de "piolhentos", de "anões", de "suínos" e que não mereciam existir. Esse é o Marx de verdade, não o da nossa fantasia, não o do nosso delírio, mas o sem retoque, o Marx tragicamente autêntico.

O mundo é a casa errada do homem. Um simples resfriado que a gente tem, um golpe de ar, provam que o mundo é um péssimo anfitrião. O mundo não quer nada com o homem, daí as chuvas, o calor, as enchentes e toda sorte de problemas que o homem encontra para a sua acomodação, que aliás, nunca se verificou. O homem deveria ter nascido no Paraíso.

Nas velhas gerações, o brasileiro tinha sempre um soneto no bolso. Mas os tempos parnasianos já passaram. Hoje, ferozmente politizado, ele tem sempre à mão um comício.

Entre o psicanalista e o doente, o mais perigoso é o psicanalista.

É preciso ir ao fundo do ser humano. Ele tem uma face linda e outra hedionda. O ser humano só se salvará se, ao passar a mão no rosto, reconhecer a própria hediondez.

A Rússia, a China e Cuba são nações que assassinaram todas as liberdades, todos os direitos humanos, que desumanizaram o homem e o transformaram no anti-homem, na antipessoa. A história socialista é um gigantesco mural de sangue e excremento.

Tão parecidos, Stalin e Hitler, tão gêmeos, tão construídos de ódio. Ninguém mais Stalin do que Hitler, ninguém mais Hitler do que Stalin.

Vocês se lembram da fotografia de Stalin e Ribbentropp assinando o pacto nazi-comunista. Ninguém pode esquecer o riso recíproco e obsceno. Se faltou alguém em Nuremberg — foi Stalin.

Havia, aqui, por toda parte, "amantes espirituais de Stalin". Eram jornalistas, intelectuais, poetas, romancistas. Outros punham nas paredes retratos de Stalin. Era uma pederastia idealizada, utópica e fotográfica.

Sou um pobre nato e, repito, um pobre vocacional. Ainda hoje o luxo, a ostentação, a jóia, me confundem e me ofendem.

Hoje, o sujeito prefere que lhe xinguem a mãe e não o chamem de reacionário.

Em muitos casos, a raiva contra o subdesenvolvimento é profissional. Uns morrem de fome, outros vivem dela, com generosa abundância.

O povo é um débil mental. Digo isso sem nenhuma crueldade. Foi sempre assim e assim será, eternamente.

Nelson Rodrigues

\"Muitas pessoas pensam que ter talento é uma sorte; poucas, no entanto, pensam que a sorte possa ser questão de talento.\"

Jacinto Benavente

A flor e o espinho

Tire o seu sorriso do caminho
Que eu quero passar com a minha dor
Hoje pra você eu sou espinho
Espinho não machuca a flor
Eu só errei quando juntei minh'alma à sua
O sol não pode viver perto da lua
É no espelho que eu vejo a minha mágoa
É minha dor e os meus olhos rasos d'água
Eu na tua vida já fui uma flor
Hoje sou espinho em seu amor
Tire o seu sorriso do caminho
Que eu quero passar com minha dor
Hoje pra você eu sou espinho
Espinho não machuca a flor
Eu só errei quando juntei minh'alma à sua
O sol não pode viver perto da lua

Nelson Cavaquinho Guilherme de Brito e Alcides Caminha

Amar é ser fiel a quem nos trai

Nelson Rodrigues

Chorar não vai trazer seu cão, ao0 menos que suas lágrimas tenham cheiro de ração

Cléo Coutinho

O pensamento; a sua arma.
A liberdade; a sua causa.
Sua felicidade... A igualdade entre as raças.
(Trecho da letra "Incorrigível, Exagerado", que fiz em homenagem a mim mesmo e à Cazuza)

Billy Nelson

PARÁNOIA

Na rua
O policial
Olha o transeunte
Desconfiado

Desconfiado
O transeunte
Olha o policial

E
Cada um
Seguindo o seu caminho
Com medo
Sem saber
O que os espera
Na esquina

Em casa
O policial fecha as janelas
Tranca as portas
Apreensivo

Apreensivo
O vizinho
Busca nos classificados
Outra casa
Pra morar

Na Igreja
Todos olham para o altar
Olhos bem abertos
E a Fé por um triz
Um olho em Deus
E outro
No portal...
"

Nelson Vitor Pereira

PARANÓIA II

Será que posso
Chegar à janela ,
Agora?
Preciso trabalhar,
E
Como está
A rua?
A viatura
Que passa,
Não sei, não...
Não sei
Se levo
Pra me defender,
O meu berro
Legalmente
Instalado
No peito.


POIS É.

Aqui estamos,
Diante da barbárie,
Perdidos .
À procura
Da solução.

Mas,
Que solução?

A solução, ora!

Ah, sim!
A solução...

Uma parte
Já foi
Pro saco!..


TAPANDO O SOL COM PENEIRA

O sangue escorre na calçada,
É do Policial !
É a Lei escoando pelo esgoto.

E os “homi” lá de cima
Dizendo
Tudo está sob controle.


É NÓIS NA FITA

Num caminho torto
A passos trôpegos
Cada um vai seguindo
O seu destino torpe
Ditando regras
Maldizendo as Leis
Burlando-as, também,
E por que não?!
A quem foi dado o direito
De se intrometer
Na vida um do outro?
Mas isso é de Lei
Dirá o filósofo
E
Com razão
Todos dirão
Que de louco
Todo mundo
Tem um pouco!

LIBERDADE SOB TREVAS

Nas ruas
Semáforos desligados
Nas igrejas
Muros e cadeados
Nas casas
Muros, grades
E orações...

Agora, celulares
Desligados?!

E tudo
Por causa de...?!

Nelson Vitor Pereira

Em jogo de cartolas quem marca gol é o juiz.

nelson vitor pereira

O CAOS

À medida que essa fantasiosa existência de um Deus bom e justo que castiga os maus vai se diluindo na malha social, vemos o Deus da ganância e da indiferença se alojando nos corações humanos.

NELSON VITOR PEREIRA

DIÓGENES À TUPINIQUIM

É lendo colunas do naipe das de Zeza Amaral (COSMO on LINE) que podemos sentir como está recheado de miséria moral o nosso Brasil. Miséria moral que vem dissipando a credulidade do povo, tornando-o cínico, cético e propenso a se rebelar de vez.

Rebelar-se?

Mas como?

Não será imitando os exemplos canhestros de alguns paladinos da paz que saem às ruas jogando pedras numa polícia nervosa e desengonçada - fruto e vítima de um sistema governamental falido -, e nem será, também, empunhando armas, que se conseguirá colocar ao chão esse descomunal edifício de rapinagem erigido ao longo de anos e anos de aberrações políticas.

Então, como recuperar a dignidade nacional?

A massa começa a se mover. Faz-se, então, necessário que haja um conduto adequado à vazão da insatisfação popular reprimida, sob pena de, em não se estabelecendo um plano objetivo , essa massa insurreta transforme o Brasil numa terra sem lei.

NELSON VITOR PEREIRA

O amor pintam-no cego e com asas;
cego para não ver os obstáculos;
com asas para os transpor.

Jacinto Benavente y Martinez

PEREMPTORIEDADE

Caviares nobres
Arroz com feijão
Ricos e pobres
Fedem no caixão.

NELSON VITOR PEREIRA

Bravo não é quem sente medo, é quem o vence.

Nelson Mandela

Nenhuma das lágrimas que derramei foram falsas, Nenhum dos meus sentimentos são alimentos com mentiras, Não sou apenas um corpo, sou corpo e alma, Choro pra aliviar a dor, a raiva, a solidão, a saudade, a angustia, Choro porque tenho sentimentos, Choro porque é assim que estou por dentro, porque amo demais, Porque mesmo sabendo que nunca fosse meu, sinto sua falta, sinto falta de te ver chegar e iluminar meu sorriso, De olhar nos teus olhos procurando o seu olhar distraído, De falar sobre meros assuntos só pra ouvir sua voz, De me sentir segura quando estou ao teu lado, Sinto falta dos teus poucos carinhos, Das tuas palavras duvidosas, Dos teus beijos, Sinto falta de você aqui comigo!

Nayara Coutinho Costa (Nadjha) )

O jovem tem todos os defeitos do adulto e mais um - O da imaturidade .

Nelson Rodrigues

A mais tola das virtudes é a idade. Que significa ter quinze, dezessete, dezoito ou vinte anos? Há pulhas, há imbecis, há santos, há gênios de todas as idades.


"nem toda mulher gosta de apanhar, só as normais...."


"O amigo é um momento de eternidade"


´´E quem tem pudor quando gosta?`


"O marido não deve ser o último a saber, compreendeu? O marido não deve saber nunca!"


"as palavras ditas só uma vez, e só uma vez, permanecem inéditas"


"A personalidade é luxo da mulher que não gosta, que não tem nenhum homem, nenhum sentimento na sua vida. Chegado o amor, tudo muda. Que é o amor, para a mulher, se não uma abdicação contínua, um incessante abandono de suas características pessoais... "

Nelson Rdrigues

Nosso medo mais profundo não é que sejamos inadequados. Nosso medo mais profundo é que sejamos poderosos demais. É nossa sabedoria, não nossa ignorância, o que mais nos apavora. Perguntamo-nos: 'Quem sou eu para ser brilhante, belo, talentoso, fabuloso?' Na verdade, por que você não seria? Você é um filho de Deus. Seu medo não serve ao mundo. Não há nada de iluminado em se diminuir para que outras pessoas não se sintam inseguras perto de você. Nascemos para expressar a glória de Deus que há em nós. Ela não está em apenas alguns de nós; está em todas as pessoas. E quando deixamos que essa nossa luz brilhe, inconscientemente permitimos que outras pessoas façam o mesmo. Quando nos libertamos de nosso medo, nossa presença automaticamente liberta as outras pessoas.

Nelson Mandela

O verdadeiro amor não é o que perdoa nossos defeitos, mas aquele que não os conhece.

Jacinto Benavente

O amor é a lampada que elumina a escuridão que trasportamos dentro de nós.

Nelson Varela
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