J g de araujo jorge
"Pensamos sempre em eternizar o presente,só não contamos que as pessoas mudam."
Jorge ReigadaAmor e Saudade - amizade!
"O que uma verdadeira amizade pode nos oferecer de melhor, depois de tudo, é um grande amor; e, de pior, a saudade."
Ainda somos anjos.
Quando em nossa inocência falamos em carma ou depressão
No fundo pouco sabemos sobre um ou outro. Mas acre-
ditamos que um anjo vai nos ajudar e enquanto não vem a
ajuda vamos sendo o anjo que nossos amigos esperavam.
Ainda somos anjos
Quando nosso emocional já cansado da luta pela sobrevi-
vência ainda tem forças para levar pela mão aquele
que perdeu o motivo da vida.
Ainda somos anjos
Quando aprendemos a escutar nossos corações que
muitas vezes já ferido ainda se coloca a disposição
de um novo amor.
Quando deixamos a criança dentro de nós falar
bem de leve em nosso ouvido o quanto ainda
temos de amor para dar.
Ainda somos anjos
Quando descobrimos que apesar de carregamos em
nossos corações mágoas que não sangram mas tam-
bem não cicatrizam descobrimos a beleza da
bondade e somos capazes da doçura do carinho.
Ainda somos sonho
Quando perdemos o medo do novo. Quando construímos
nossos velhos desejos colocando pedra por pedra o cas-
telo que sonhamos. E mesmo com as ferramentas já gas-
tas pelo tempo, os braços fracos ainda somos capazes
desta construção.
Ainda somos a fé
Quando agradecemos a vida, quando erguemos nossos
olhos para o eterno e sentimos em nós a presença de
DEUS
Somos anjos sim.
PELO SIMPLES DESEJO DE VIVER, DE SONHAR,
DE SE DAR, DE AMAR.
14 de outubro de 2001
"Faça das suas experiências uma forma de melhorar e crescer"
Jorge ReigadaCulpa
Por detrás de nossas tristezas e frustrações, detrás da nossa insatisfação na vida, de nossos tédios e angústias está um sentimento. O mais arraigado em nosso comportamento e responsável por grandes sofrimentos psicológicos. Que é o sentimento de CULPA.
O sentimento de culpa é um apego ao passado, é o arrependimento de alguém não ter sido como deveria ter sido. É uma tristeza por ter cometido algum erro que não deveria ter cometido. O núcleo do sentimento de culpa são estas palavras: “Não deveria”.
A culpa é a frustração entre a distância do que nós fomos e a imagem do que nós deveríamos ter sido. Nela consiste a base da autotortura.
É como se dentro de nós se processasse um julgamento em que o eu ideal, imaginário é o juiz, e o eu real, humano é o réu. E como nosso pensamento nos exige algo impossível, nosso eu real nunca poderá atendê-lo. Este é um ponto fundamental.
Na culpa nos dividimos em duas pessoas: Uma real, errada, má e ruim. A outra ideal, boa e certa. E que tortura a outra.
É como se dentro de nós processasse um julgamento em que o eu ideal, imaginário é o juiz, e o eu real, concreto, humano é o réu. O eu ideal sempre trás exigências impossíveis e perfeccionista. Assim, quando estamos atormentados pelo perfeccionismo, estamos absolutamente sem saída. E como nosso pensamento nos exige algo impossível. Nunca o nosso eu real poderá atende-lo. Este é um ponto fundamental.
Muitas pessoas dedicam sua vida a tentar a concepção do que elas devem ser ao invés de se realizarem por si mesmas. A diferença entre a auto-realização e a realização da imagem é muito grande. A maioria das pessoas vive apenas em função da imagem ideal e este é um instrumento fenomenal para se fazer o jogo do neurótico. A autotortura, o auto-aborrecimento, o auto-castigo a auto-punição. A culpa.
Quanto maior for a expectativa a nosso respeito, quanto maior for o modelo perfeccionista de como deve ser a nossa vida, maior será o nosso sentimento e culpa.
A culpa é também a tristeza de não sermos perfeitos. É a tristeza de não sermos Deus. Por não sermos infalíveis. É um profundo sentimento de orgulho e onipotência. É uma incapacidade de lidar com o erro, com a imperfeição. É um desejo frustrado. É o contato direto com a realidade humana em contraste com as sua imperfeições perfeccionista, com seus pensamentos megalomaníacos a respeito de si mesmo.
O mais grave é que aprendemos o sentimento de culpa como virtude.
A culpa sempre se esconde atrás da máscara do aperfeiçoamento como garantia de mudança. Mas nunca dá certo.
Os erros dos quais nos culpamos são aqueles que menos corrigimos. A lista dos nossos pecados no confessionário é sempre a mesma.
A culpa longe de nos proporcionar incentivo ao crescimento, faz-nos gastar energias numa lamentação interior por aquilo que já ocorreu, ao invés de gastarmos em novas coisas, novas ações e novos comportamentos.
Por isso mesmo, em todas as linhas terapêuticas, este é um sentimento considerado doentio. Não existe linha de tratamento psicológico que não esteja interessada em tirar dos seus pacientes o sentimento de culpa.
A culpa é a vingança de nós mesmos por não termos atendido a expectativa de alguém a nosso respeito. Seja esta expectativa clara e explícita, ou seja, uma expectativa interiorizada no decorrer de nossa existência.
Por isso é que se diz que ao nos sentirmos culpados, estamos alienados de nós mesmos e a nossa recriminação interna vem, nem mais nem menos, das vozes do passado, ainda recriminatória de nossos pais, mães, mestres ou outras pessoas que ainda cultuamos. Mas aquilo que nos leva a este sentimento de culpa, aquilo que alimenta esta nossa doença auto-destrutiva são algumas crenças falsas.
Trabalhar o sentimento de culpa é primordialmente descobrir as convicções falsas que existem em nós. Aquelas verdades que cremos, que sendo errôneas, nos levam a culpa.
A primeira delas é a crença na possibilidade da perfeição. Quem acredita que é possível ser perfeito viverá necessariamente atormentado pelo sentimento de culpa.
A expectativa de vida é um produto de nossa fantasia. Quanto maior a discrepância entre a realidade objetiva e a nossa fantasia, tanto maior será nosso esforço na vida e maior a nossa frustração.
Respondendo à esta crença opressora da perfeição, atuamos num papel que não tem fundamento real nas nossas necessidades. Nós nos tornamos falsos, evitamos encarar de frente, as nossas limitações e desempenhamos papéis sem base em nossa capacidade. Criamos um terrível inimigo dentro de nós, que é o ideal imaginário.
Respondendo ao ideal de perfeição nós desenvolvemos uma fachada falsa para manipular e impressionar os outros. É muito comum no relacionamento conjugal, marido e mulher não estarem se amando um ao outro e sim a imagem de perfeição que cada um fez do outro. É claro que nenhum dos parceiros consegue corresponder a esta expectativa irreal.
A resposta a isto é a frustração mútua de não encontrar a perfeição esperada, gerando tensões e hostilidades em um longo jogo de culpa.
Esta situação se aplica a todas as relações onde pessoas acreditam que amar o outro é ser perfeito.
Embora, as pessoas acreditem que errar é humano, elas simplesmente parecem não acreditar que são humanas.
Embora, digam que a perfeição não existe, continuam a se torturar, a se punir e punir aos outros por não corresponderem a um ideal perfeccionista do qual não querem abrir mão.
Outra crença que nos leva a culpa, esta talvez mais sutil, mais encoberta e profunda em nossa vida, é acreditarmos em que há uma relação necessária de erro e culpa. A vinculação automática entre erro e culpa.
Quase todas as pessoas a quem tenho perguntado de onde vem o sentimento de culpa me respondem taxativamente que vem dos seus erros.
Acreditamos que a culpa é uma decorrência natural do erro, que não pode de maneira alguma haver erro sem culpa. Se acreditarmos nisso estamos num problema insolúvel. Ou vamos passar a vida inteira tentando não errar para não sentirmos culpa. E isto é impossível porque sempre haverão erros em nossa vida. Ou então passaremos a vida inteira nos sentindo culpados porque sempre erramos. Esta vinculação causal entre erro e culpa é profundamente falsa.
A culpa não decorre do erro, mas da maneira como nos colocamos diante do erro. Vem do nosso conceito relativo ao erro. Vem da nossa raiva por termos errado.
Uma coisa é o erro, outra coisa é a culpa. Erros são erros e culpa é culpa. São duas coisas distintas, separadas, em que nós unimos de má fé a fim de não deixarmos saída ao nosso sentimento de culpa.
O erro é o modo diferente, fora de algum padrão. O que é chamado erro é a saída fora de um modelo determinado que pode ser errado hoje e não amanhã, pode ser errado em um país e não em outro.
A culpa é um sentimento. Vem de nós, vem da crença que errar é errar, que não podemos errar, que devemos ser castigados pelas faltas cometidas.
Crença que cada erro deve corresponder necessariamente a um castigo. De que cada falta deve corresponder a uma punição. Aliás, o sentimento de culpa é o castigo que damos a nós mesmos por termos errado.
Não é possível não errar. O erro é inerente a natureza humana. Ele é necessário a nossa vida. Na perfeição humana está incluída a imperfeição. Só crescemos através do erro.
As pessoas confundem assumir o erro com sentir culpa. Assumir o erro é aceitar que erramos e nos responsabilizamos pelo que fizemos ou deixamos de fazer.
Mas, quando acreditamos que a culpa decorre do nosso erro, tentamos imputar a outros a responsabilidade dos nossos erros numa tentativa infrutífera de acabarmos com nossa culpa.
O perfeccionismo é a morte lenta;
Há um texto de Hugh Preter, que diz.
“ se tudo ocorresse perfeitamente como eu planejara, jamais experimentaria algo novo. Minha vida seria uma repetição infinda de sucessos já vividos. Quando cometo um erro, vivo algo inesperado. Algumas vezes reajo como se tivesse traído a mim mesmo. O medo de cometer erros parece fundamentar-se na recôndita presunção de que sou perfeito e que se for muito cuidadoso, não perderei o céu.
Contudo, o erro é a demonstração do que sou. É um solavanco no caminho que tracei, um lembrete de que não comando os fatos. Quando der ouvidos aos meus erros, ao invés de lamentar, terei crescido”
Este é o texto.
O perfeccionismo é uma maldição, é uma prisão. Quanto mais você treme, mais erra o alvo.
Não tenha medo de erro. Erro é um jeito de fazer algo diferente, talvez criativamente novo.
Algumas pessoas me perguntam como avançar em relação a este sentimento. Como arrancar de mim este hábito de me deprimir com os erros cometidos.
Existe uma saída para o sentimento de culpa. Façamos uma fantasia:
Imaginemos por um instante que estamos a morte. E nosso sentimento, neste momento, é de angústia, tristeza e frustração por todos os erros cometidos, por tudo que deveríamos ter feito e não fizemos. Remorsos pelos fracassos, como pai, como mãe, Omo profissional, como marido ou esposa, como religioso ou cidadão. Mas, ao mesmo tempo estamos com um profundo desejo de morrer em paz, de sair deste processo íntimo de angústia e morrer tranqüilos.
Qual a única palavra que se pronunciada neste momento e sentida com todo o coração teria o poder de transformar a nossa dor em alegria, o nosso conflito em harmonia, nossa tristeza em felicidade?
Somente uma palavra teria esta magia: PERDÃO.
O perdão é uma palavra perdida em nossa vida. O primeiro sentimento que se perde no caminho da loucura é o perdão. O sentimento de autoperdão.
Se a culpa é a vergonha da queda, o autoperdão é o elo entre a queda e o levantar. O perdão é o recomeço da brincadeira depois do tombo. O perdão é sempre a si mesmo. O perdão ao próximo é um modo de dizermos que já nos perdoamos. O autoperdão é a paciência diante da escravidão, é o vislumbre da aurora no final da noite.
O autoperdão é dizer adeus a um passado é restabelecer nossa unidade que a culpa havia dividido.
O perdão é a aceitação da vida como ela é. A criança faz isto muito bem.
Não fique aborrecido com seus erros. Alegre-se por eles.
Você teve a capacidade de dar algo de si.
14 de maio de 1989
Falar da inveja é falar da comparação, é falar sobre o processo de nos comparar com as outras pessoas. Quando nos comparamos com os outros e nos sentimos inferiores a eles em algum aspecto, estamos com inveja. Não estou dizendo que todas as vezes que nos comparamos, sentimos inveja. Estou afirmando que nunca poderá haver inveja sem que antes tenha havido uma comparação.
Jorge ReigadaEu estou vestido e armado com as roupas e as armas de São Jorge, para que os meus inimigos tenham pés e não me alcancem, tenham mãos e não me toquem, tenham olhos e não me vejam, e nem mesmo em pensamento eles possam me fazer mal.
Jorge Ben JorNão há prazer mais complexo que o do pensamento.
Jorge BorgesNão somos responsáveis pelas emoções, mas sim do que fazemos com as emoções.
Jorge BucayAs ditaduras fomentam a opressão, as ditaduras fomentam o servilismo, as ditaduras fomentam a crueldade; mas o mais abominável é que elas fomentam a idiotia.
Jorge BorgesO tempo é a substância de que sou feito.
Jorge BorgesO único remédio para o nascimento e para a morte é o de gozar o que os separa.
Jorge SantayanaO tempo não existe. É apenas uma convenção.
Jorge BorgesA memória é o essencial, visto que a literatura está feita de sonhos e os sonhos fazem-se combinando recordações.
Jorge BorgesUm artista é um sonhador que consente em sonhar o mundo real.
Jorge SantayanaO herói de hoje é aquele que, frente à dúvida da escolha, foge do padrão comum, preferindo o risco e a responsabilidade da invenção às soluções prontas.
Jorge Forbes"Sou amante da vida, dos dias de sol, das noites frias, das palavras doces e duras, dos abraços calorosos, das mãos que acariciam, do corpo ardente de desejo, da boa música, de uma boa história, dos versos íntimos, dos irmãos de sangue e não, das coisas difíceis, e de tudo o que é - pela vida - permitido descobrir..."
Jardson AraújoEu sou o resultado
de glórias
e derrotas,
lutas travadas
no campo da insanidade
humana..
Eu sou o sonho
das fadas e dos Elfos.
Sou a esperança
e a angústia da espera..
Eu sou a vida.
Eu sou...
Apenas tudo isso..
Sei lá, Se estou pronto ou em construção
Sei lá, se sou cria ou criador,
o milagre ou a maldição
Sei lá, se gente ou aparição.
Sei là!
A vida é uma luta insana, na qual os fortes sobrevivem e os fracos sucubem a sombra de sua própria incompetência
Jessé Lopes de Araújo