Homenagens as maes

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MÃES MÁS

Um dia, quando meus filhos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e as mães, eu hei de dizer-lhes:
– Eu os amei o suficiente para ter perguntado aonde vão, com quem vão e a que horas regressarão.
Eu os amei o suficiente para não ter ficado em silêncio e fazer vocês saberem que aquele novo amigo não era boa companhia.
- Eu os amei o suficiente para os fazer pagar as balas que tiraram do supermercado ou revistas do jornaleiro, e os fazer dizer ao dono: "Nós pegamos isto ontem e queríamos pagar".
- Eu os amei o suficiente para ter ficado em pé junto a vocês, duas horas, enquanto limpavam o seu quarto, tarefa que eu teria feito em 15 minutos.
- Eu os amei o suficiente para os deixar ver além do amor que eu sentia por vocês, o desapontamento e também as lágrimas nos meus olhos.
- Eu os amei o suficiente para os deixar assumir a responsabilidade por suas ações, mesmo quando as penalidades eram tão duras que me partiam o coração.
Mais do que tudo, eu os amei o suficiente para dizer-lhes não, quando eu sabia que vocês poderiam me odiar por isso (e em momentos até odiaram). Essas eram as mais difíceis batalhas de todas.
Estou contente, venci... Porque no final vocês venceram também!
E em qualquer dia, quando meus netos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e as mães, quando eles lhes perguntarem se sua mãe era má, meus filhos vão lhes dizer:
"Sim, nossa mãe era má. Era a mãe mais má do mundo..."
– As outras crianças comiam doces no café e nós tínhamos que comer cereais, ovos e torradas.
As outras crianças bebiam refrigerante e comiam batatas fritas e sorvete no almoço e nós tínhamos que comer arroz, feijão, carne, legumes e frutas.
E ela nos obrigava a jantar à mesa, bem diferente das outras mães que deixavam seus filhos comerem vendo televisão.
Ela insistia em saber onde estávamos a toda hora (tocava nosso celular de madrugada e "fuçava" nos nossos e-mails).
Mamãe tinha que saber quem eram nossos amigos e o que nós fazíamos com eles.
Insistia que lhe disséssemos com quem íamos sair, mesmo que demorássemos apenas uma hora ou menos. Nós tínhamos vergonha de admitir, mas ela violava as leis do trabalho infantil. Nós tínhamos que tirar a louça da mesa, arrumar nossas bagunças, esvaziar o lixo e fazer todo esse tipo de trabalho, que achávamos cruéis.
Eu acho que ela nem dormia à noite, pensando em coisas para nos mandar fazer.
Ela insistia sempre conosco para que lhe disséssemos sempre a verdade e apenas a verdade.
E quando éramos adolescentes, ela conseguia até ler os nossos pensamentos.
A nossa vida era mesmo chata. Ela não deixava os nossos amigos tocarem a buzina para que saíssemos, tinham que subir, bater à porta, para ela os conhecer.
Enquanto todos podiam voltar tarde à noite, com 12 anos, tivemos que esperar pelos 16 para chegar um pouco mais tarde, e aquela chata levantava para saber se a festa foi boa (só para ver como estávamos ao voltar).
Por causa de nossa mãe, nós perdemos imensas experiências na adolescência: nenhum de nós esteve envolvido com drogas, em roubo, em atos de vandalismo, em violação de propriedade, nem fomos presos por qualquer crime.
FOI TUDO POR CAUSA DELA.
Agora que já somos adultos, honestos e educados, estamos a fazer o nosso melhor para sermos "PAIS MAUS", como minha mãe foi.
EU ACHO QUE ESTE É UM DOS MALES DO MUNDO DE HOJE: NÃO HÁ SUFICIENTES MÃES MÁS.

Dr. Carlos Hecktheuer - Médico Psiquiatra

Em busca da Esperança

Assim crescemos perante um Mundo de Amor que nossas adoradas mães plantaram em nosso caminho, ignorando que suas lágrimas vaticinavam desilusões nos sonhos que íamos edificando.

E PORQUÊ?

Tu que passas por mim e não me vês, porque te esqueces que já foste o que sou, a Esperança o Amanhã, olha à tua volta e vê a miséria que desbasta o Mundo pela pobreza de espírito em que muitos se deixam afundar, quando a opulência lhes cega os sentidos em detrimento dos que nada têm, e se tornam mais pobres que os pobres, quando a Razão os abandona desnudando-os de Sentimentos.

Esses sim, são pobres!

Nós, pobres filhos da vida que nada mais nos dá que as migalhas do teu orgulho, olhamos para ti que nos podes valer apenas com o incentivo de em nós acreditares incondicionalmente sem olhares à nossa côr, ao nosso credo, à nossa posição social ou a actos irreflectidos dos nossos antepassados que nós temos que aceitar quando tu condenas sem razão aparente, e lanças-nos num abismo de trevas sem futuro, repleto de lamentos, roubando-nos a inocência, desmoronando nossas fantasias e nossos sonhos que te prometem um Mundo melhor.

Passas por nós e não nos vês mesmo que te olhemos nos olhos, só porque não podemos comprar o que tu compras e te dá distinção.

Ensinas a teus filhos que se devem somente relacionar com gente da mesma estirpe e não com os que são da nossa laia e colocas-nos a um canto, porque os cantos têm menos amplitude esquecendo-te que todos temos o mesmo direito, pois somos todos iguais.

Pagas para que te socorram nas pequenas aflições, quando nós, quase morrendo, nos retiras o direito de um pouco de alívio.

Dás às tuas gerações futuros brilhantes, com a força e inteligência de muitos que tu fazes viver na obscuridade com receio de descobrirem que sem eles nada consegues.

És destaque e dos teus fazes notícia, porque não te vestes de serapilheira.
Colocam-te um tapete vermelho para realçar teu desfile e obrigam-nos a aplaudir-te.

Somos carne para canhão e tu és o herói que ganhas a guerra, quando nós nos negamos a enfrentar uma batalha que não é a nossa, mas a do teu inimigo, comum à nossa.
A pobreza, que te enriquecerá de gloria.

Cumprimentam-te porque o poder te ilumina quando nós não passamos de sombras obscuras do teu desdém.

Nem te lembras que Jesus por não ter nascido em berço de ouro também foi perseguido, quando na sua humildade ocultou ser o Rei do Universo. Esqueces-te que por detrás da humildade estão os mais altos valores.

Esqueces-te que sem nós não chegas a lado nenhum.

Não te pedimos muito!

Simplesmente igualdade e um sorriso de credibilidade para que nos sintamos Alguém neste mundo de Ninguém, pois nossa coragem e valentia levar-nos-ão até onde tu criaste o direito de só vós poderdes chegar, quando ainda há tanto para explorar e todos nós somos tão poucos e tão pequenos neste jovem Universo sem fim.

E para que um dia, já tarde de mais não te venhas a arrepender, perante a criança de outrora que
já deixou de o ser, a ele te venhas humilhar quando dele fores necessitar e de ti ele se venha a compadecer, guarda esta mensagem no teu coração.


Tentei ser luz no universo da tua existência, passei por sombra nada mais.

Tentei fazer-te ver que o Outro poderias ser tu, e Tu o Outro
Não passaram de sussurros para ti e nada mais.
Não ficaste atento a emoções, sentimentos,
Para ti eram simples lamentos
Minha vida foram mágoas nada mais.

Permaneci na penumbra dos teus sofrimentos
Sofri com lamentos, lágrimas e ais.
Quis moldar-te à minha inocência e aos meus sentimentos
Em troca de sentimentos aos meus iguais
Mas tudo foram suspiros e ais.

Tentei ser “ tu “, sem a mim dizer adeus
Vi meu coração perecer sufocado em ais.
Por me iludir em teus sentimentos que aos meus
Nunca chegariam a ser iguais.

Quis ser Futuro na tua vida, fui Esperança de outros a mim, iguais.
Sombra iluminada, por ti, obscurecida
Reavivada por outros demais.
Memórias de uma vida
Lamentos, mágoas, simples ais.


Para que a Vida não seja um mar de lamentações, mas um Éden promissor de muita Felicidade, vamos dar as mãos, espalhar a Paz e a igualdade, e olhar para os outros como nós sendo.

Mas olha para nós!

Olha-nos bem de frente, para nós um dia te darmos a confiança que em nós depositaste um dia também.

Eva Oliveira

Homenagem às mães

Mãe, amor sincero sem exagero.
Maior que o teu amor, só o amor de Deus...
És uma árvore fecunda, que germina um novo ser.
Teus filhos, mais que frutos, são parte de você...

És capaz de doar a própria vida para salva-los.
E muito não te valorizam...
Quando crescem, de te esquecem.
São poucos, os que reconhecem...

Mas, Deus nunca lhe esquecerá.
E abençoará tudo que fizerdes aos seus...
Peço ao Pai Criador que abençoe você.
Um filho precisa ver o risco que é ser mãe...
Tudo é cirurgia, mas ela aceita com alegria.
O filho que vai nascer...

Obrigado é muito pouco, presente não é tudo.
Mas, o reconhecimento, isso! Sim, é pra valer...
Meus sinceros agradecimentos por este momento.
Maio, mês referente às mães, embora é bom lembrar...
Dia das mães, que alegria é todo dia.

J.Bernardo

Ser Mãe é assumir de Deus o dom da criação, da doação e do amor incondicional. Ser mãe é encarnar a divindade na Terra.

Barbosa Filho

Os braços de uma mãe são feitos de ternura e os filhos dormem profundamente neles.

Victor Hugo

Mãe. Que a beleza das flores, a doçura do mel, o brilho das estrelas, envolvam você hoje e que você continue irradiando este amor e esta alegria que você sempre nos ofereceu!

desconhecido

Tudo é incerto neste mundo hediondo, mas não o amor de uma mãe.

James Joyce

Nenhuma influência é tão poderosa quanto aquela de mãe.

Sarah Josepha Hale

Que ninguém me honre com lágrimas e homenagens / fúnebres. Porquê? Permanecerei bem vivo na boca dos homens.

Énio

(minha mãe pediu-me uma redação como presente de dia das mães)



Versos trocados
Pensei em várias formas de começar essa redação... Na verdade, acho que nunca fiquei tão nervosa quanto a fazer um texto antes. Parece que deu um branco na minha mente, as palavras parecem simplesmente terem sumido. Escrevi e reescrevi várias frases soltas, mas parece que nenhuma delas traduz em palavras realmente tudo o que eu quero te dizer... Mas então, no auge desse meu nervosismo de não saber usar frases e palavras, surgiu em minha mente algo que eu tenho certeza que seria um ótimo começo. Com certeza que você deve conhecer meus próximos versos;
“Amar é lindo, gostar também, amar o mundo inteiro, e a nós também...” Mas eu aposto que já deves estar pensando: por Deus, eu aqui esperando A redação da minha filha, que já faz textos excelentes, que só tira dez nessa matéria, mas ela vem até mim com esse textinho mixuruco de pré-escola... Pois é mãe, acontece que eu não consigo ver nada melhor do que esse texto para, no dia de hoje, transmitir tudo que sinto por ti. Acontece que hoje, com meus dezessete anos, jovem, muito jovem é claro, vejo nestes versos algo muito além de uma simples rima. Hoje vejo com outros olhos o que há onze anos atrás eu escrevi num pedacinho de papel.
Amar é lindo. O amor, o amor é o mais belo e raro sentimento que existe, é uma dádiva que o ser humano possui, de conseguir amar e ser amado. E isso mãe, eu devo a ti. Tu me ensinaste a amar, me ensinaste a respeitar, me ensinaste a dar valor à vida, aos amigos, aos familiares. E o mais importante de tudo: tu me deste amor. O amor mais singular que existe no mundo, o amor acolhedor, o amor que ensina, que provoca risos, lágrimas, que faz com que eu me sinta especial, protegida. Nos teus braços e no aconchego do teu colo eu sinto o verdadeiro amor, aquele que não existe em lugar algum da terra. Sinto amor em tuas palavras doces, em teus conselhos (que ultimamente têm me ajudado muito mais do que sequer tu imaginas.), em tuas broncas, sim, e por que não? Se brigas comigo é porque me amas, e queres o meu bem. Está certo que na hora posso não gostar muito, mas logo passa, pois o amor que me dás em seguida cobre qualquer tipo de irritação.
Gostar também. Mãe, tu me ensinastes a gostar das coisas mais inexplicáveis da vida. Conhece alguém, além de nós duas, que acorda, e vai pra geladeira comer aquela comidinha fria que sobrou do almoço? Ou que adora comer doce com salgado? Mas ainda mais importante, tu me ensinastes a gostar do doce da vida, e, também, a saber lidar com o amargo, com as dificuldades, me ensinou a gostar da vitória, a gostar de aprender, de buscar o novo, me ensinou a gostar de aproveitar cada fase que passo, e que ainda vou passar. Ensinou-me a sentir o gosto da vida, com suas doces e acolhedoras palavras.
Amar ao mudo inteiro. Amar a vida, amar a família, amar a mim mesma. Mostrar esse amor. Toda vez que tu vinhas como uma leoa defender-me, ou que vinha voando toda vez que eu gritava ‘’manhêêê’’... Toda vez que deixaste de fazer algo pela minha felicidade, ou então que se sacrificaste para ver um sorriso em meu rosto. Todas as vezes que bolastes aquela surpresa, toda vez que correste atrás de mim para me encher de beijinhos e carinhos. Toda vez que dividiste comigo tuas angustias, teus medos, tuas felicidades. Todas as vezes que estavas do meu lado quando eu passava pelas mesmas coisas. Mostraste teu amor toda vez que me destes a mão e disse pra eu não me preocupar que tudo ia passar que logo as coisas voltariam ao normal. Mostrastes e mostras teu amor todo dia que chegas em casa cansada, e ainda assim vem a minha procura, carinhosa e meiga. Mostras teu amor dia a dia, e me ensinas a amar da mesa forma.
E amar a nós também. Neste último verso, quero fazer na verdade aqui um pedido de desculpa. Por todas as vezes que não quis te ouvir, que fiquei chateada contigo, que bati o pé, todas as vezes que por algum motivo te decepcionei, quero pedir desculpas pelas grosserias, pelas cenas, pedir desculpas por muitas vezes exigir tempo demais teu, por as vezes pensar que vives em minha função. Quero pedir desculpas por muitas vezes não te dar o valor que realmente mereces, por não demonstrar o amor que sinto. Mas saiba de uma coisa; eu te amo, e muito. Amo mais que conseguiria amar qualquer outra coisa, qualquer outro alguém. A ligação que temos, é forte demais. É o mesmo sangue, a mesma carne. E nunca mãe, nunca quero que tenhas duvida alguma do meu amor por ti. Meu maior sonho, é que um dia, possas olhar pra mim já crescida, e pensar: “Que orgulho tenho da minha filha” E é por isso que tento melhorar a cada dia que passa, por isso que quero sucesso na vida, por isso que me esforço pra fazer a diferença. Para dar orgulho a quem me ensinou a ter garra, a ir a luta, a não desistir nunca.
Agora, espero que toda vez que lembrares daqueles meus versinhos, daquelas mal traçadas linhas de onze anos atrás, veja o seu significado com outros olhos. Sei que não existem palavras suficientes pra descrever tudo que sinto por você, e mesmo que houvesse, ainda assim não seriam suficientes. Nosso amor é transcendente, está acima de tudo aqui. Espero que com essas palavras tenha conseguido te mostrar apenas uma fração de tudo que por ti sinto, de tudo que a ti sou agradecida. Escrever-te estas letras significam para mim muito mais do que te dar qualquer outro presente, pois isto aqui, vem do coração, vem com sinceridade, vem com amor. Feliz dia das mães. :)

Kathlen Heloise Pfiffer

Mães


Mães, geralmente é a vocês que cabe a educação dos filhos, sobretudo no capítulo modos à mesa, arrumação do quarto etc.

Não sejam preguiçosas!
É mais fácil fazer que ensinar.
Mas tenham coragem, ensinem.
E comecem cedo para que os bons hábitos se tornem uma segunda natureza e não um procedimento para se ter só na frente das visitas.

Seja rigorosa!
Eles vão te odiar às vezes.
Você vai querer esganá-los freqüentemente.
Faz parte entre as pessoas que se amam.
Mas um belo dia alguém vai dizer o quanto seu filho é educado, prestativo, gentil, querido.
Você vai desmaiar de surpresa e felicidade.

Eu nunca me esqueço daquela história da mãe que se dirigiu a uma especialista em boas maneiras para saber com que idade ela deveria colocar seu filho no curso.
Ao saber que o filho estava com três meses de idade ela respondeu: "Mas talvez já seja muito tarde!".

Não morra de vergonha se seu filho der um vexame a frente dos seus amigos.
Não valorize os erros nem dê bronca em público.
Nunca trate a criança comO se ela fosse uma débil mental, elas entendem tudo!

Use sempre um bom vocabulário.
Isso aumenta a capacidade lingüística das crianças e não fique para morrer de culpa se algum dia precisar frustrar seu filho, tipo promessa que não pode ser cumprida, etc.
Apesar do que dizem os especialistas, uma frustraçãozinha de vez em quando prepara a criança para aprender a suportá-las quando no decorrer da vida elas infelizmente acontecerem.

O palavrão.
É dito por todos.
Até em televisão, escrito nos jornais, etc.
Pretender que uma criança não repita é puro delírio.
Vamos moderar.
Mas a regra de ouro seria: palavrão na linguagem corriqueira uma coisa, mas não pode ser usado jamais na hora da raiva, da briga.
Isso vale também para os adultos.

Ensinem, obriguem seus filhos a cuidarem da bagunça que fazem.
O copo de Coca-Cola?
De volta pra cozinha.
A revistinha que acabou de ler?
Para o quarto.
Os milhares de papeizinhos de Bis?
Amassar e jogar no cinzeiro.

A lista não tem fim porque a imaginação de uma criança para instalar o caos onde quer que esteja é também infinita.

Alguns mandamentos:
Não sair pra se servir correndo na frente dos outros.
O ideal, aliás, seria que as crianças até certa idade fizessem as refeições antes dos adultos, com as mães ali ao lado, patrulhando as boas maneiras.
Não deixar cair um grão sequer na mesa.
Não encher demais o prato.
Há fome no mundo, etc, etc...
Se encher que coma tudo.
A partir dos cinco anos, não cortar a carne toda de uma vez.
Cinco?
Talvez eu tenho exagerado.
Sete.
Não misturar carne com peixe.
Macarrão com farofa, etc.
Isso é cultura.
Pedir licença pra se levantar quando a refeição terminar, pode alegar que precisa estudar, para evitar aquela tortura de ficar na mesa até a hora do café.
Um suplício.
Não bater a porta do quarto com estrondo nem quando brigar com o irmão.
Só gritar se for por mordida de cobra.
Ou ficar mudo ou estático dentro do elevador.
Não chamar a amiga da mãe de tia.
Alias não chamar ninguém de tia a não ser as tias de verdade.
E só pra deixar bem claro: tia Rosina, tia Helena, nunca tia só.
Eu adoro bebes!
Quando começa a idade da correria, eu confesso que já adoro um pouco menos.
Eu tenho que dizer isso bem baixinho pra não ofender as mães.
Vamos então falar dessa fase sublime:
Elas gostam de passar no espaço de quinze centímetros que existe entre o sofá e a mesa, brincam de pique numa sala de dois por três.
Colocam a cadeira na frente da televisão, se penduram nos lustres, pintam as paredes da sala, o teto e etc, etc e tudo aos gritos.
Eu penso que esta talvez seja a fase de maior energia do ser humano.
Ah, é a idade das guerras de travesseiros, das almofadas que voam pela janela.
Jovens pais adoram essas traquinagens.
Tudo bem.
Mas não ache tão estranho se alguns de seus amigos não curtirem tanto quanto você essa fase tão adorável dos seus filhotes.
Crianças são difíceis mesmo, é preciso muita paciência pra agüentar o que elas freqüentemente aprontam.

Mas as crianças crescem, e um dia querem trazer a namorada pra dormir em casa.
Dinheiro para o Motel só se você der.
Então o que fazer?
Claro, a gente compreende a situação mas francamente, ter que cruzar no corredor com a gatona despenteada de camiseta e escova de dente na mão talvez perguntando: "Tia, dá pra me emprestar uma escova de cabelo?"
OK, dá.
Mas e se você tem três filhos?
Vão ser três gatonas?
Acho que eu liberaria a casa nos fins de semana e iria dormir no sofá da casa da minha mãe, de um amigo, no banco da praia, deixando a garotada à vontade.
Eles e eu numa boa.
Mas só até domingo às dezenove horas, nem um minuto a mais.

Mesmo os filhos mais modernos costumam ser caretésemos em relação as suas próprias mães.
Portanto, vá anotando, na frente dos filhos:
Mãe não namora, não toma mais de um drink, não fala que acha o Jeff Bridge um tesão.
Perdão!
Mãe não pronuncia essa palavra.
Nem sabe o que quer dizer.
Não usa mini-saia, não pode adorar Madona, só pode gostar de Roberto Carlos, Julio Iglesias.
Eles te amam, mas essas preferências sempre incomodam.

Nem amigos comuns se deve ter por precaução.
Portanto quando o destino colocar vocês na mesma festa, pareça o que eles querem que você seja, anule-se.
Tenha pouca, pouquíssima personalidade.
Faça o tipo distinto e alegre, se possível, use uma peruca grisalha.
Seja discreta e assexuada, tenha poucas opiniões, se enturme com os mais velhos e trate os mais jovens como se fosse assim uma tia simpaticona, nada mais.
Ria das historias deles e não conte nenhuma sua.
Mãe não tem passado.
Só fale de receitas, crianças, se ofereça pra levar um vestido na costureira pra consertar, tenha bons endereços pra fornecer.

Dicas de cozinha, conte como era o mundo do seu tempo, seus filhos vão adorar e depois dessa festa, vá correndo tomar um whisk duplo no bar do Bonju pra não ter um enfarte.

Em compensação, na frente dos netos, faça tudo que não deve e muito mais!
Netos costumam adorar avós, digamos, fora dos padrões.
É que eles sabem que vão poder contar com elas como fortes aliadas nas crises de caretice dos pais.

Cruel?
Não...
Apenas verdade.
E mais:
Isso é que faz o Equilíbrio da Vida.

Danuza Leão

Mãe carinhosa e dengosa
Mãe amiga, mãe irmã
Mãe de todos nós, Mãe das mães
Mãe dos filhos
Mãe-pai: duas vezes mãe
Mãe lutadora e companheira
Mãe educadora, mãe mestra
Mãe analfabeta, sábia mãe
Mãe do silêncio, mãe comunicação
Mãe dos doentes e dos sãos
Mãe de quem magoou e de quem perdoou
Mãe rica, mãe pobre
Mãe dos que já foram, mãe dos que ficaram
Mãe dos guerreiros e dos guerreados
Mãe que sorri, mãe que chora
Mãe que abraça e afaga
Mãe presente, mãe ausente
Mãe do sagrado, mãe da luz
Mãe de Jesus e mãe nossa.
MÃE, simplesmente MÃE!

desconhecido

MÃES QUE AMAMENTAM,
SEUS FILHOTINHOS.
AS VESES SEM JEITO,
PARA NÃO OS MACHUCAR,
COM MUITO CUIDADO,
LHES ENTREGAM OS MAMILOS,
COM TODO CARINHO,
PARA OS SACIAR.

EULINA MONTEIRO DA SILVA

As mães da terra nunca abandonam os seus filhos. O mesmo faz Maria que tanto ama os seus filhos ao longo da vida; com que ternura, com que bondade não irá ela protegê-los nos últimos instantes, quando a necessidade é maior.

São João Bosco

DIA DAS MÃES, DOS FILHOS E DA
HUMANIDADE DO PLANETA TERRA


FELIZ MÊS DAS MÃES!


Minha criança

"Peço licença para falar na minha criança, a que mora aqui dentro e não me abandonará jamais. Talvez com a morte eu até regresse a ela. Os quase setenta anos que dela me separam não a removem. Ela ali está, magra e tímida, a me olhar e ditar comportamentos e reações.

Minha criança esteve em todos os meus filhos e aparece no meus sete netos. Ela se refaz da morte da irmã e abre os olhos para o mundo, com a certeza de que veio ao mundo para alguma missão, embora sempre se considere inferior ao tamanho da mesma.

Minha criança sente enorme saudade de pai e da mãe com quem o adulto já não conta salvo no exemplo, na saudade e nas orações quando me domina uma fugidia sensação de estarem, incorpóreos, a meu lado, mas sem se manifestarem.

Minha criança possui incomensuráveis solidões diante do mistério do infinito. Ainda recua diante do violento, embora não o tema, e ainda se infiltra em episódios de distração e inocência inexplicáveis num homem com minha carga de vivências. Minha criança ainda gosta de abraço caloroso, proteções misteriosas e de um modo de rezar que o adulto nunca mais conseguiu tais a entrega e a total confiança no mistério e na proteção de Deus.

Minha criança carrega o melhor de mim, é portadora de meu modo triste de falar de coisas alegres e de algum susto misterioso sempre que se lhe impõe alguma expectativa d enfermidade. Minha criança é inteira, mansa, bondosa e linda. Eu a amo, preservo, e dou boas gargalhadas quando a vejo infiltrar-se nas graves decisões de algumas de minhas responsabilidades adultas. Ninguém a vê, salvo eu. Ninguém a acaricia, salvo eu, que a estimo, procuro e admiro mais a cada dia e com quem converso histórias infinitas, que somente a imaginação pode conceber no universo maravilhoso da fabulação interior e solitária.

Diariamente passeio com minha criança e estou muito feliz por cumprimentá-la, levar-lhe balas, nuvens, aquele cão da meninice, as canções de minha mãe e os carinhos de meu pai, levar-lhe os presentes que ganhava de meu padrinho e toda a enorme vontade de Ser que então adivinhava para a minha vida. Vida que chegou, ameaça passar, e da qual não me arrependo.

Minha criança adivinhou em seus sonhos o adulto que eu queria ser. E traz alegria e esperanças à minha idade atual. Hoje sou, há muito tempo, o adulto que sonhei ser. Talvez com menos tensões, mas igualzinho em meu modo de amar a vida."

Artur da Távola

Mammas
Mãe, singeleza do meu bem querer
Mãe de todas as mães a Virgem Maria
Mãe que educa, que zela, que nos aconchega
Mãe que é todo os dias de nossas vidas
Mãe dom divino, amiga, colega
Mãe que eu tanto amo
Mãe presente, mãe ausente,
Mãe que está à direita do nosso PAI-DEUS
Mãe que sempre será lembrada
Não somente neste segundo domingo de MAIO
Mas eternamente MÃE!

Bindes Fátima

Presente a mamãe


Às mães de todo planeta
Ofereço o brilho de um cometa
Para tal beleza comparar
Sem jamais pestanejar
Por Deus abençoada
Por Maria imaculada
De seu ventre surge a vida
Mãe tu és consagrada.

Marcos G. Aguiar

A vida de artista é mesmo assim, nem as próprias mães chegam a entender seus próprios filhos, quanto mais à própria sociedade. Vivemos como na corda bamba e tudo o que dizemos parece absurdo. As nossas palavras ou jeito de vivermos nunca se encaixa com os padrões desta ou daquela sociedade. As minhas irmãs nunca estão de acordo com meu modo de vida e estão sempre me cobrando uma vida estável ou em família. Acho que, de preferência, rodeado de muitos filhos. Não conseguem entender que sou diferente e não é porque queira o deseje, mas simplesmente por não poder evitar de ser assim. Este é o meu jeito e assim foi constituída a minha personalidade...

miguel westerberg

CARTA AOS PAIS


Meu irmão.

Evocamos as homenagens que lhe são tributadas, pela nobre missão que o Senhor da Vida lhe concedeu, na condição de pai na Terra, venho ao encontro de seu coração, a fim de que possamos, juntos, refletir acerca de alguns elementos que muitas vezes, são deixados lado, por variados motivos.

Você sabe que ser pai no mundo é honrosa oportunidade com que Deus brinda o homem, com que abençoa a masculinidade, homenageando a sua função co-criadora, ao lado da mulher que se fez mãe pelos vínculos carnais.

Assim, meu irmão-pai, torna-se necessária a sua atenção para os episódios mais estridentes que acontecem nos momentos que passam, na conjuntura social.


Ouve-se falar dos tormentos dos vícios, do tóxico em particular, solapando as energias jovens, começando a destroçar a criança, ainda nas primeiras experiências infantis, enleando até mesmo os seus filhos na volúpia viciosa, e tantas vezes você não se interessa e , por isso , nada vê.

É verdade que você se encontra preocupado com a manutenção doméstica. É valido que você se torne o eixo em torno do qual giram preocupações. É compreensível que esteja cansado, ao voltar dos sucessos cotidianos da profissão.

Porém papai, não deponha sobre os ombros da companheira-mãe a responsabilidade de, sozinha, conduzir o lar, educar a prole, acompanhar os passos dos pequenos e dos mocinhos, fazendo-se presente onde se torne preciso. Você pode e necessita, meu amigo, na condição de genitor, participar desse luminoso esforço, que é o de conduzir ao Criador as almas que lhe foram apresentadas na função de filhos.

Quantas vezes você tem mirado nos olhos dos seus filhos para sentir-lhes as realidades intimas, pelas “janelas da alma”?

Quantas vezes você tem renunciado a um lazer para que esteja com eles, nos compromissos escolares em que se faça importante a sua pessoa, numa ou noutra atividade social, a fim de que se sintam apoiados por sua presença a dar-lhes segurança?

Quantas vezes você tem dialogado com seus filhos, ouvindo-lhes as opiniões sobre a vida, as pessoas, os fatos cooperando no esclarecimento de equívocos e fazendo recolocações devidas, auxiliando-os a caminhar pelas vias do discernimento?

Quantas vezes visitou, você mesmo, os ambientes, os redutos, nos quais vivem e se agitam seus filhos, a fim de conhecer onde estão comumente, com quem estão e o que fazem, demonstrando interesse pelo acerto deles na vida?

Quantas vezes chamou-lhes a atenção, com carinho e energia, ao vê-los bandear-se para caminhos obscuros, induzidos pela propaganda tendenciosa do mal ou pelas opiniões de quem se lhe apresenta como liderança da moda?

Quantas vezes você conseguiu conversar, sem gritar; orientar, sem imposição descabida; corrigir, sem agressão, para que eles adquirissem o senso do equilíbrio das proporções e da tranqüila disciplina?

Pense, meu irmão, pense seriamente, desarmado emocionalmente, para verificar se não terá tido ou se não tem participação nos equívocos em que os filhos se lançam por ignorância ou desamparo, por falta de sua assistência...

Se, muito bem, que você ama seus filhos. Entretanto , o amor, sendo a virtude por excelência, deve ser vigilante e perspicaz, para que , em seu nome, a insensatez e assombra não se estabeleçam.


Hoje, quando tantos filhos sofrem a carência da presença dos pais, Vigie-se para não trocar por presentes matérias a atenção que lhes deve, de modo a conquistá-los. Ainda que tenha coisas para dar, de-as, mas oferte-se a eles. Sorria com eles, corra com eles, ajude-os em pequenos serviços, em singelos deveres escolares. Ouça-lhes as historias simples do dia-a-dia, vividas com colegas e amigos. Dê valor às suas dificuldades, sem exageros prejudiciais, contudo. Pergunte-lhes, ao tornando-se, assim, amigo-confidente, para que seja aceito como conselho.

Mas, não se olvide de que todas as suas orientações, palavras e ensinos se esboroarão, ruirão por terra, se você apenas quiser ensinar, sem que viva, nobremente, os ensinos que ministra.

Reflita, pai querido, que seus rebentos lhe conduzirão a mensagem de vida aonde quer que forem, impregnados que estarão por tudo quanto lhes houver oferecido.

Não se esqueça, ainda, papai, que você não está a sós, com sua companheira, para o conduzimento dos filhos. Contam vocês com a assistência e com a participação dos nobres Emissários do Bem, que se fizerem seus Anjos Quardiães, e que têm interesse em recambiá-los a Deus, valendo-se da sua disposição de pai e mãe na Terra.

Não diga que se torna difícil a lide, por lhe faltar o burilamento da cultura escolar. Para orientarmo-nos pelo bem, pelo caminho correto, junto aos nossos afetos, não temos necessidade de diploma, mas, sim, de bom senso e maturidade, aliados a uma profunda confiança em Deus.

Repito-lhe que os Espíritos Avalistas da sua família acompanharão as suas lutas e dificuldades, limitações e empenhos , suprindo onde seja necessário, a fim que você consiga avançar , cooperando com o Criador de modo efetivo, e mais afetivo, alcandorando-se com os seus educadores bem formados.


Ao abraçá-los por sua coragem e por seu amor, junto aos filhos amados, auguramos-lhes verdadeiros progressos, na marcha para a real felicidade, após a sua missão devidamente atendida.

Vereda Familiar
J. Raul Teixeira

José Raul Teixeira
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