Henrique de Shivas

Encontrados 205 frases e pensamentos: Henrique de Shivas

“Não sei se sentimentos são razões da alma ou instintos disfarçados de mulher; forçando, nós, homens, a buscar amor, num consolo desprezo. Ou, na dúvida que me cabe, não sei se é loucura dizer que louco é o ser dominado pelo sentimento, ou se o é insanidade ousar dominá-los. Mas, de dúvida não me resta em pensamento... já porque a seguinte máxima me diz e me consola: - eis que respiro e sinto; nada mais importa, do que viver num colo de uma mulher carinhosa, e dormir”.

Henrique de Shivas

“O verdadeiro pensador é aquele que não rubrica seus pensamentos com a vaidade de seu próprio nome”.

henrique de shivas

“Querer ser livre é estar preso ao próprio desejo de ser livre. Enfim, um paradoxo que a razão ordinária não compreende”.

Henrique de Shivas

“Querer “ter” Conhecimento não é querer ser Livre ou procurar a Liberdade, mas estar preso ao próprio desejo de Descobrir”.

Henrique de Shivas

A Dor traz na sua bolsa oculta um pirulito para cada tristeza.

Henrique de Shivas

Olhar diferente de tudo consiste em ver o diferente em tudo que se olha.

Henrique de Shivas

“Não se vence os sentimentos pela demora; se vence pelo esgotamento das sensações, quando já não mais desejamos provar, do caju doce, ou da doce desgraça”.

Henrique de Shivas

“Perdem muito, as pessoas, que não se debruçam sobre o universo do estudo as religiões; erram, quando não ACREDITAM que a ciência também é uma CRENÇA. Assim o fazem, muitos, que se inebriam com um determinado conhecimento; elogiam-no, reverenciam-no, vangloriam-no, e por serem doutrinas, métodos, tábuas, etc. pelas quais se entregam diariamente sem cautela, por hábito imposto ou por inclinação a imbecilidade, e também por serem um tanto vaidosos e egocêntricos, atrevem-se a intitularem-se portadores da razão, do conhecimento e da verdade. Tal atitude vem delinear no quadro do pensamento humano, um rabisco de mau gosto, um desenho um tanto obsoleto e pueril, uma caricatura irônica do ser que busca o alto das montanhas na profundidade das cavernas...; mais do que nunca, sempre domados pelos invisíveis açoites da idéias preconcebidas, lutamos na defesa daquilo que nos corrompe, para nos tornarmos corruptores de toda a humanidade. Não queria eu, usar-me de palavras tão instáveis, que apesar de serem fáceis de compreender a alguns poucos, são herméticas a maioria, principalmente aos que estão corrompidos; mas, que na verdade, o que aqui quero salientar, aliás, apelar e implorar, a quem esteja lendo estas páginas, é que, salvem-se da indiferença e do apego aos abstratos conceitos: eles têm o poder de vetar os nossos olhos; e já é tarde demais para não abrirmos os olhos agora”.

Henrique de Shivas

“Anda de mãos dadas, a Dor e a Criatividade; quando muita criatividade reside no ser que pensa, somente os grandes resultados são produtos da dor; é assim que anda, e evolui o humano: na dor que vence, sempre há cura, na arte do pensar”.

Henrique de Shivas

“As idéias não passam de máscaras, usadas para envaidecer alguns indivíduos. Quando muito boas; ninguém os pode conhecer, se não por seus vícios”.

Henrique de Shivas

Na história dos combates internos, nunca tal prática maravilhosa de amar, mostrou-se tão devastadora; esfacelamos um pouco de nossa modéstia, quando, nossas volições guiadas em prol da concretização dos nossos próprios anseios, em detrimento dos de outra pessoa, forjamos nossa verdadeira imagem de repugnante, de vil; para, nesta batalha de idéias mais do que instintivas, lutarmos por sangue de volúpia, por vida de conquista e por água purificada na dor; salgamos um tanto demasiadamente a comida, e cedo ou tarde, agonizaremos nas possíveis enfermidades daí decorrentes, e, na gordura que usufruímos quando saboreamos estas apetitosas sandias da juventude, condenamo-nos ao martírio do porvir, repleto de murmúrios, gemidos, lamentos e cruzes.

Henrique de Shivas

Auto-Retrato

Visto roupas-rasgadas; tênis-pichados, furados; devassados pela vida.
Ando pelas noites a beber, a viver o Pecado, o Prazer, a Discórdia.
Todos me ouvem: sou Imoral, poeta dos palavrões; sem pudor, artista, rebelde, odiado.
Visto roupas-negras, roupas-nuas de pecado: nutro-me de Estrada, Vento e Natureza.
Bebo das Bebidas... como dos comprimidos, dos êxtases, das balas, dos doces; iluminado pelas luzes do Arcanjo LSD; salvo pelo deus Bacco – perdido pelas Ninfas do Orgasmo.
Fumando meu cigarro; perambulando pelas docas-noturnas...
Com minha mochila; com meu chinelo manchado de sangue, lama e poeira.
Meus dedos estão podres de tanto andar; meu organismo desfalecido pelas drogas do mundo...
Tranquilamente fumando; queimando o brakeado; dançando com Shiva sua dança de prazer; tal como as ondas do mar, neste mergulho de loucura; nesta vida de Sentido pelos vales-inóspitos: pelas Colinas do Delírio, com meu diário e poesia-viva – sentado sobre a Montanha da Alegria, do Prazer, da amizade-subversiva.
Sou poeta destes que vive o Momento; destes que andam pela noite; passando de braço em braço, pessoa em pessoa, beijo em beijo.
Há noites que eu durmo no chão, na dura-calçada sob gélido-frescor, perto dos esgotos...
Há noites que eu durmo entre tetas d’amor: mulheres do acaso; amantes do Esmo; acalentadora dos poetas-mundanos onde eu bebo em seus bicos os doces-leites d’Alegria; arranhando em suas carnes – friccionando o pênis de meus desejos-indomáveis em suas calcinhas manchadas de Doce-Orgasmo.
Dizem que eu sou Mundano, Vagabundo, Imundo.
Dizem que eu sou Imoral, Perdido, Parvo.
Eu sou tudo isso, digo.
Eu sou tudo isso agora: a encarnação d’Alegria; o vivo-cálice de vinho: sorriso-louco – poeta-maldito que o mundo criou.
Tranquilamente fumando; pelas orlas das praias-longínquas, desérticas... sobre as falésias, sobre os Abismos: ¿que tal inclinar-se para a Morte – desafiar o Absurdo?
Às vezes eu corro nu pelos bares, quando bêbado e gritando blasfêmias-poéticas; querem-me prender por que acham que minha ousadia é mal-educada: sou Bandido, Mundano – sou miserável!
Às vezes eu corro nu pelas Igrejas, quando alucinado pelas Drogas da Fobia; quero eu o consolo de Deus – então me expulsam do Lar-Divino, da dita Casa de Deus, só porque eles não sabem que Deus nos criou todos nus, loucos, desobedientes e bobos.
Dizem que eu sou Mundano, Vagabundo, Estúpido.
Dizem que eu sou Imoral, Perdido, Inescrupuloso.
Eu sou tudo isso, digo.
Sou a salmonela das refeições; sou o esterco impregnado no fundo do bojo... O resto de comida que o rato comeu.
Sou a brincadeira de mau-gosto, o Padre que comeu a virgem-freira e embriagou-se do vinho-sacro – o sangue de Cristo.
Ando pelas noites, bebendo, curtindo a vida; estuprando a Verdade; devassando o medo; estrangulando as limitações; lançando-me as alcovas do Impossível e do Absurdo.
Ando pelas noites, fumando o brakeado, misturando tudo num coquetel que vai dar na mente uma alegria-particular: uma alegria-peculiar que pertence ao meu sonho de viver, de andar, de descobrir, de escarrar e foder.
Minhas calças são folgadas, são rasgadas, são fétidas pela corrida-cotidiana...
Durmo sobre os prédios, nas docas-sorumbáticas; durmo sobre a Mata, ao lado dos escorpiões, da besta da noite, do maldito Mefisto.
Durmo sob o Céu, próximo ao Abismo; ou na estrada-sombria, longe de tudo, aonde um cão, certa noite, veio-me lamber os lábios-molhados de vômito.
Durmo sabendo que Amanhã haverei de acordar-fodido. Fodido d’astenia-ressaca... vomitando os destroços do pretérito-mnemônico e louco... tossindo o pigarro – as enfermidades dos vapores-ludibriantes... agonizando na febre do livre-arbítrio... curando a dor com mais Cachaça e Fumo... com mais Droga, Dor & Prazer.
Sou a catinga dos pêlos-pubianos, o doce-estragado que dá dor de barriga.
Sou o ladrão de comida – aquele que não é regido por Lei, mas somente por Amor, Desejo & Paixão.
Sou tudo o que você não pode ser; porque você quis ser mais um parvo senso-comum a viver uma vidinha-medrosa de Comodidade, Conforto e Tédio.
Minha família é o Mundo; assim, brigamos de vez em quando...
Meus filhos são todos os mendigos, todos os rebeldes e todos os apostadores no Acaso.
Minha escola é o Mundo. O Mundo me ensinou a ser torpe; a ser um “moralista às avessas”, que não teme viver sua Imoralidade, seu Cadafalso, sua sina-perigosa & Bela.
Com minha guitarra nas costas, sob os perfumes dos Édens, ao lado de Bacco – protegido por Thor – vou-me feliz ao Paraíso da Loucura cursar a Imortalidade.
Meus cabelos são longos; são madeixas crespas e assanhadas, encruzilhadas e ríspidas. Minha barba é messiânica: minha história, Divina.
Meu corpo está coberto por cinza; da poeira das estradas, do pó das estrelas e do ácaro dos cadáveres, que o tempo levou no vento.
Meu destino está traçado rumo à rota do imprevisto.
Com minha guitarra nas costas, sob os perfumes dos Édens, ao lado de Bacco – protegido por Thor – vou-me feliz ao Paraíso da Loucura cursar a Imortalidade.

Henrique de Shivas

Chega dessa república do nhem-nhem-nhem.

Fernando Henrique Cardoso

Nem o presidente nem os ministros são acrobatas de circo para fazer piruetas, receber aplausos e desaparecer nos bastidores.

Fernando Henrique Cardoso

Os pobres ficam ainda mais pobres quando têm de sustentar os burocratas nomeados supostamente para enriquecê-los.

Mário Henrique Simonsen

Eu não desisto de você.

Por mais que tentem, eu não não desisto de você
Por mais que busquem um jeito de me convencer, eu não desisto de você
Por mais que me digam que é impossivel nós dois, eu não desisto de você

Desistir de você é desistir de meus sonhos
Pois fizeste que meus sonhos ganhassem alma e corpo
Meus sonhos me fazem ter forças pra nunca desistir de você

A distância me diz que eu devo desistir
As circustâncias também me dizem
Eu não as escuto, eu nunca vou desistir de você

Desistir de você é como desistir de mim mesmo
Pois você acreditou em mim sempre, sem ver minhas imperfeições
Você me dar forças pra nunca desistir de meus sonhos

Eu serei perseverante, eu jamais desistirei de você
Desistir de você é desistir de ser feliz



Alguns dizem que sou maluco por que sou teimoso e não quero desistir de você
Irei até o fim
Irei até o limite

Eu prometo nunca desistir de você, mesmo que você venha a desistir de mim!!!

Diego Henrique

difícil é desistir
quando a lembrança lhe trai
matando a saudade e a raiva que lhe prendem

a resistência racional
a mentira como uma droga psicotrópica
versus a inteligência emocional
e a proposta tentadora da felicidade
quem tiver a vitória total eu invejo
pois a dificuldade de tê-la
nunca vi outra tão grande

a mágoa de uma derrota emocional
de ambos desafiantes
é um fator iníquo para nosso inconsciente
ou seria para nosso consciente?

dentre as formas de convivência com os tipos de ocasiões
pior que a convivência com um fato sofrido
é a subsistência paralela a um não vivido
quando há uma falta de percepção do exato momento
ou fica-se na espera dele por tanto tempo
que há uma descapitalização do sentimento
eivando toda a esperança e probabilidade
de uma união

só o sentimento se mantém
aquela paixão temporariamente criada
que poderia ou não evoluir para sentimento
é reabsorvida

mas para acertar o momento
só se ambos tiverem sentimento
mas não qualquer um
e sim o mesmo concomitantemente

os dias passam
e sempre ha um quê mal resolvido no ar
as lembranças da desilusão incentivam a racionalidade
que logo
quando está quase completa
sofre uma emboscada emocional

algumas vezes
um simples 'oi' desencadeia a reação

e quanto menos emotivo se é
mais se sofre
na realidade nao seria emotivo o termo
pois emotivo todos somos
no momento certo
porem quem é normalmente mais racional
frio
sente de forma mais intensa esse catabolismo da razão

Pelo fato de não estarem acostumados com esses sentimentos?

Acredito ser
pelo fato de enterrarem-nos
tão profundamente a si mesmo
que quando encontram-nos
não sabem como reagir

Perante a dificuldade de desistir
Só uma certeza se tem
Quando se apaixona por alguém
Mesmo que seja improvável
Mesmo que seja intransitável
A única saída é persistir

Henrique Xavier

As coisas, só são coisas, se coisarem as coisas, do jeito que as coisas devem ser coisadas.

Paulo Henrique e Gi

“Lamento não ter eu, e nem ser possuidor, de palavras melhores, para expressar o que sinto, em relação a tudo que não vingou neste século, repleto de colheitas escassas; muita praga, pouca verdura. Foi aquele gafanhoto que, quem o conhece não é preciso mencionar aqui, pousou numa planta já mais do que fraca e débil, para ali plantar a mordida da morte e deixar o veneno das excretas, espalhar-se pelo chão. Foi este vírus voador, nascido do útero humano, com suas idéias de suposta descoberta, de suposta inteligência de animal evoluído, ousadia nenhum pouco aconselhável, plausível ou digna de ovações públicas; que, num estalar de dedos, tocou com as unhas, a ferida escancarada dos acadêmicos, dos ditos doutores, e inseriram o néctar viral no cérebro amofinado destes tipinhos; provocando espirros em toda a filosofia moderna”.

Henrique de Shivas

“O que fazer para mudar o sentido e a direção dos juízos? Se já não mais existe uma força suficientemente forte, em módulo, para refrear o suicídio desgovernado? Qual o antídoto, para curar a picada do escorpião invisível, ou, qual a medida, para exterminar esta praga que não se vê mais do que seus efeitos funestos? Não há instrumento de corte ou navalha cega, para fazer uma cessaria urgente no ser? O que fazer? Qual a atitude profilática, para prevenir as futuras gerações de nascerem com o gene deficiente da sensibilidade crítica, do saber cuidadosamente duvidoso, da loucura do meditar filosófico, do prazer que se extrai da pesquisa despojada de resultado? E hoje, ver-se que em todo pensamento, muitos se fazem de loucos, para vestindo-se com a famosa idéia de que pensar sublimemente, adquire-se ares de excentricidade, ou melhor, de insanidade, fizemos uma festa fantasia universal de hipócritas escalafobéticos”.

Henrique de Shivas
Páginas:  Anterior  1 2 3 4 5 6 7 8 9 10   Próxima