Deseja uma boa noite
A UM MORIBUNDO
Não tenhas medo, não! Tranqüilamente,
Como adormece a noite pelo Outono,
Fecha os teus olhos, simples, docemente,
Como, à tarde, uma pomba que tem sono...
A cabeça reclina levemente
E os braços deixa-os ir ao abandono,
Como tombam, arfando, ao sol poente,
As asas de uma pomba que tem sono...
O que há depois? Depois?... O azul dos céus?
Um outro mundo? O eterno nada? Deus?
Um abismo? Um castigo? Uma guarida?
Que importa? Que te importa, ó moribundo?
- Seja o que for, será melhor que o mundo!
Tudo será melhor do que esta vida!...
Nunca houve uma noite, ou um problema que pudesse derrotar o nascer do sol ou a esperança.
Bern WilliamsMINHA MÃE ESTRELA VIVA,
Numa noite fria e chuvosa,
Somente uma estrela brilhava,
Eras tu minha mãe iluminada,
Guardada por anjos de luz,
No céu tu brilhavas.
Enquanto teu corpo frio,
Num leito nos aguardavam,
Tu estavas nos braços de Deus
Que com amor te agasalhava.
Um vazio em mim ficava,
Mas sei que tua missão aqui findara.
Descansará teu corpo cansado,
Seu espírito será elevado, abençoado.
Carregaste tua cruz com elegância,
Guerreira e sábia como poucas,
De uma força inexplicável,
Mulher e mãe por excelência.
Desculpe mãe pelo egoísmo,
Mas queria ter você pra sempre comigo.
Obrigado minha mãe, descanse em paz,
Agradeço a Deus por ter sido teu filho.
Ontem à noite olhei ao céu e comecei a dar a cada estrela uma razão pela qual te quero tanto. Faltaram-me estrelas
Ricardo R. MachadoO CORVO
Em certo dia, à hora, à hora
Da meia-noite que apavora,
Eu caindo de sono e exausto de fadiga,
Ao pé de muita lauda antiga,
De uma velha doutrina, agora morta,
Ia pensando, quando ouvi à porta
Do meu quarto um soar devagarinho
E disse estas palavras tais:
"É alguém que me bate à porta de mansinho;
Há de ser isso e nada mais."
Ah! bem me lembro! bem me lembro!
Era no glacial dezembro;
Cada brasa do lar sobre o chão refletia
A sua última agonia.
Eu, ansioso pelo sol, buscava
Sacar daqueles livros que estudava
Repouso (em vão!) à dor esmagadora
Destas saudades imortais
Pela que ora nos céus anjos chamam Lenora,
E que ninguém chamará jamais.
E o rumor triste, vago, brando,
Das cortinas ia acordando
Dentro em meu coração um rumor não sabido
Nunca por ele padecido.
Enfim, por aplacá-lo aqui no peito,
Levantei-me de pronto e: "Com efeito
(Disse) é visita amiga e retardada
Que bate a estas horas tais.
É visita que pede à minha porta entrada:
Há de ser isso e nada mais."
Minha alma então sentiu-se forte;
Não mais vacilo e desta sorte
Falo: "Imploro de vós - ou senhor ou senhora -
Me desculpeis tanta demora.
Mas como eu, precisando de descanso,
Já cochilava, e tão de manso e manso
Batestes, não fui logo prestemente,
Certificar-me que aí estais."
Disse: a porta escancaro, acho a noite somente,
Somente a noite, e nada mais.
Com longo olhar escruto a sombra,
Que me amedronta, que me assombra,
E sonho o que nenhum mortal há já sonhado,
Mas o silêncio amplo e calado,
Calado fica; a quietação quieta:
Só tu, palavra única e dileta,
Lenora, tu como um suspiro escasso,
Da minha triste boca sais;
E o eco, que te ouviu, murmurou-te no espaço;
Foi isso apenas, nada mais.
Entro co'a alma incendiada.
Logo depois outra pancada
Soa um pouco mais tarde; eu, voltando-me a ela:
"Seguramente, há na janela
Alguma coisa que sussurra. Abramos.
Ela, fora o temor, eia, vejamos
A explicação do caso misterioso
Dessas duas pancadas tais.
Devolvamos a paz ao coração medroso.
Obra do vento e nada mais."
Abro a janela e, de repente,
Vejo tumultuosamente
Um nobre Corvo entrar, digno de antigos dias.
Não despendeu em cortesias
Um minuto, um instante. Tinha o aspecto
De um lord ou de uma lady. E pronto e reto
Movendo no ar as suas negras alas.
Acima voa dos portais,
Trepa, no alto da porta, em um busto de Palas;
Trepado fica, e nada mais.
Diante da ave feia e escura,
Naquela rígida postura,
Com o gesto severo - o triste pensamento
Sorriu-me ali por um momento,
E eu disse: "Ó tu que das noturnas plagas
Vens, embora a cabeça nua tragas,
Sem topete, não és ave medrosa,
Dize os teus nomes senhoriais:
Como te chamas tu na grande noite umbrosa?"
E o Corvo disse: "Nunca mais."
Vendo que o pássaro entendia
A pergunta que lhe eu fazia,
Fico atônito, embora a resposta que dera
Dificilmente lha entendera.
Na verdade, jamais homem há visto
Coisa na terra semelhante a isto:
Uma ave negra, friamente posta,
Num busto, acima dos portais,
Ouvir uma pergunta e dizer em resposta
Que este é o seu nome: "Nunca mais."
No entanto, o Corvo solitário
Não teve outro vocabulário,
Como se essa palavra escassa que ali disse
Toda sua alma resumisse.
Nenhuma outra proferiu, nenhuma,
Não chegou a mexer uma só pluma,
Até que eu murmurei: "Perdi outrora
Tantos amigos tão leais!
Perderei também este em regressando a aurora."
E o Corvo disse: "Nunca mais."
Estremeço. A resposta ouvida
É tão exata! é tão cabida!
"Certamente, digo eu, essa é toda a ciência
Que ele trouxe da convivência
De algum mestre infeliz e acabrunhado
Que o implacável destino há castigado
Tão tenaz, tão sem pausa, nem fadiga,
Que dos seus cantos usuais
Só lhe ficou, na amarga e última cantiga,
Esse estribilho: "Nunca mais."
Segunda vez, nesse momento,
Sorriu-me o triste pensamento;
Vou sentar-me defronte ao Corvo magro e rudo;
E mergulhando no veludo
Da poltrona que eu mesmo ali trouxera
Achar procuro a lúgubre quimera.
A alma, o sentido, o pávido segredo
Daquelas sílabas fatais,
Entender o que quis dizer a ave do medo
Grasnando a frase: "Nunca mais."
Assim, posto, devaneando,
Meditando, conjecturando,
Não lhe falava mais; mas se lhe não falava,
Sentia o olhar que me abrasava,
Conjecturando fui, tranqüilo, a gosto,
Com a cabeça no macio encosto,
Onde os raios da lâmpada caiam,
Onde as tranças angelicais
De outra cabeça outrora ali se desparziam,
E agora não se esparzem mais.
Supus então que o ar, mais denso,
Todo se enchia de um incenso.
Obra de serafins que, pelo chão roçando
Do quarto, estavam meneando
Um ligeiro turíbulo invisível;
E eu exclamei então: "Um Deus sensível
Manda repouso à dor que te devora
Destas saudades imortais.
Eia, esquece, eia, olvida essa extinta Lenora."
E o Corvo disse: "Nunca mais."
"Profeta, ou o que quer que sejas!
Ave ou demônio que negrejas!
Profeta sempre, escuta: Ou venhas tu do inferno
Onde reside o mal eterno,
Ou simplesmente náufrago escapado
Venhas do temporal que te há lançado
Nesta casa onde o Horror, o Horror profundo
Tem os seus lares triunfais,
Dize-me: "Existe acaso um bálsamo no mundo?"
E o Corvo disse: "Nunca mais."
"Profeta, ou o que quer que sejas!
Ave ou demônio que negrejas!
Profeta sempre, escuta, atende, escuta, atende!
Por esse céu que além se estende,
Pelo Deus que ambos adoramos, fala,
Dize a esta alma se é dado inda escutá-la
No Éden celeste a virgem que ela chora
Nestes retiros sepulcrais.
Essa que ora nos céus anjos chamam Lenora!"
E o Corvo disse: "Nunca mais."
"Ave ou demônio que negrejas!
Profeta, ou o que quer que sejas!
Cessa, ai, cessa!, clamei, levantando-me, cessa!
Regressa ao temporal, regressa
À tua noite, deixa-me comigo.
Vai-te, não fica no meu casto abrigo
Pluma que lembre essa mentira tua,
Tira-me ao peito essas fatais
Garras que abrindo vão a minha dor já crua."
E o Corvo disse: "Nunca mais."
E o Corvo aí fica; ei-lo trepado
No branco mármore lavrado
Da antiga Palas; ei-lo imutável, ferrenho.
Parece, ao ver-lhe o duro cenho,
Um demônio sonhando. A luz caída
Do lampião sobre a ave aborrecida
No chão espraia a triste sombra; e fora
Daquelas linhas funerais
Que flutuam no chão, a minha alma que chora
Não sai mais, nunca, nunca mais!
trad. Machado de Assis - 1883
Já é tarde da noite mas ainda ñ consegui dormir. Vc ñ sai da minha cabeça. Eu só queria gritar pro mundo inteiro ouvir q ñ te adoro mais, mas ñ posso gritar, ñ tenho coragem de mentir assim. Já tentei te esquecer, e quis parar de ter vc no meu peito. E tudo q eu tenho a fazer agora é escrever, e fazer com q tudo q eu sinto passe pro papel. Vou tentar fechar os olhos, respirar e te tirar da cabeça. mas quanto mais eu tento, mais eu lembro.
Você podia me ajudar a te esquecer, fazer com q eu te odiasse... mas nem isso vc consegue fazer por mim,
pq a cada dia só me vejo mais admirada pelo seu jeito de ser. e eu quero vc pra mim, mas quero te esquecer. Pq vc...ain, meu Deus, é tão lindo quando ele sorri...
XLIV - Acordo de Noite
Acordo de noite subitamente,
E o meu relógio ocupa a noite toda.
Não sinto a Natureza lá fora.
O meu quarto é uma cousa escura com paredes vagamente brancas.
Lá fora há um sossego como se nada existisse.
Só o relógio prossegue o seu ruído.
E esta pequena cousa de engrenagens que está em cima da minha mesa
Abafa toda a existência da terra e do céu...
Quase que me perco a pensar o que isto significa,
Mas estaco, e sinto-me sorrir na noite com os cantos da boca,
Porque a única cousa que o meu relógio simboliza ou significa
Enchendo com a sua pequenez a noite enorme
É a curiosa sensação de encher a noite enorme
Com a sua pequenez...
Boa Noite!
Quando se sentir só, clame este nome.
Quando for chorar, chore diante Dele.
Quando parecer que tudo acabou,
lembre-se da Rocha.
Quando for ferido, deixe que Ele te sare.
Em todas as circunstâncias da sua vida,
não se esqueça que Ele está com você
e principalmente que Ele te ama e deu
a vida Dele para que você pudesse viver.
Seu nome é:
JESUS!!!
...ANA MARIA...
De manhã, escureço. De dia, tardo. De tarde, anoiteço. De noite, ardo.
Vinícius de Moraes"Quem deseja viver, prepara-se para o combate, e quem não estiver disposto a isso, neste mundo de lutas eternas, não merece a vida"
Adolph HitlerO anjo mais velho
"O dia mente a cor da noite
E o diamante a cor dos olhos
Os olhos mentem dia e noite a dor da gente"
Enquanto houver você do outro lado
Aqui do outro eu consigo me orientar
A cena repete a cena se inverte
enchendo a minha alma d'aquilo que outrora eu deixei de acreditar
tua palavra, tua história
tua verdade fazendo escola
e tua ausência fazendo silêncio em todo lugar
metade de mim
agora é assim
de um lado a poesia o verbo a saudade
do outro a luta, a força e a coragem pra chegar no fim
e o fim é belo incerto... depende de como você vê
o novo, o credo, a fé que você deposita em você e só
Só enquanto eu respirar
Vou me lembrar de você
Minha inspiração
Você é a noite do meu dia,
Você é o caos na minha calmaria,
Você é a razão da minha agonia,
Você é a nota errada na melodia,
Você é tormenta no mar sereno,
Você é o remédio e o veneno,
Você é o amargo gosto na boca,
Você é a ira, fúria louca,
Você me faz perder a direção,
Você é o refúgio sem proteção,
Você é o desvio na estrada,
Você é o silêncio na madrugada,
Você é a insônia e meu lamento,
Você é poeira levada no vento,
Você é ferida que não cicatriza,
Você é o que começa e não finaliza,
Você é a mentira sincera,
Você é inverno e não primavera,
Você é a razão no lugar da paixão,
E por tudo isso...
Você é a minha inspiração.
a mulher que deseja, a menina que sonha;
a mulher vaidosa, a menina com sede de liberdade;
a mulher que luta, a menina que chora quando perde;
a mulher que briga, a menina que brinca;
a mulher correta e, uma menina travessa;
simplesmente eu mesma, nas horas em que erro ou nas horas que acerto;
a mulher desiludida, a menina apaixonada;
a adolescente que já sofreu muito por amor;
a humana, a imperfeita ...
às vezes careta, às vezes moderna ...
sinto frio, fome, medo, sede ...
sofro quando perco e, sorrio quando ganho ...
choro quando simplesmente quero chorar ...
não sou perfeita, assim como você também não !!
"Bebamos!nem um canto de saudade!
Morrem na embriaguez da vida as dores!
Que importam sonhos, ilusões desfeitas?
Fenecem como as flores!"
Eu sou perfeito,pois a perfeição não é não ter defeitos nem deixar de cometer erros a perfeição é cometer erros, reconhece-los e concerta-los, a perfeição é você ter seus defeitos e aceitar os defeitos dos outros.
marcelo boa noite...mas estou aqui parada, bêbada, pateta e ridícula, só porque no meio desse lixo todo procuro o verdadeiro amor. Cuidado comigo: um dia encontro.
(Dama da noite - Caio Fernando Abreu)ESTOU SEMPRE EM SILENCIO; AOS SABIOS MEUS OUVIDOS E MINHA ATENÇAO AOS IDIOTAS MINHA PURA IGNORANCIA.
marcelo boa noiteEu queria te falar que se você entrar nessa eu entro também. Ou já entrei, não sei. Devo ter entrado, e já devo estar com água até os joelhos. Não tem jeito eu sou assim. Minha alma é perdida e o meu corpo é oferecido. Eu sou oferecida. Sempre fui. De peito aberto e a carne crua para matar a fome. Eu sou só o corpo. Um corpo inabitado e a alma rouca. Talvez um braço estendido esperando alguém me puxar pela mão e me levar. E se você quiser eu vou. E de olhos fechados que é pra sentir as borboletas no estomago. As tuas (...) e agora em mim. Eu sei que não deveria estar assim. E que eu deveria fazer alguma coisa para me parar antes. Você deveria me parar. "... porque todos me dizem que sou demais precipitado, que coloco em palavras todo o meu processo mental (processo mental: é exatamente assim que eles dizem, e eu acho engraçado) e que isso assusta as pessoas, e que é preciso disfarçar, jogar, esconder, mentir. " Ou quem sabe esperar um dia nublado pra te ligar. Te convidar prum café e debaixo da mesa te sussurrar essas coisas. Nem que fosse de olhos fechados. Também não, que de olhos fechados eu esperaria um beijo roubado. Mas é que algumas coisas ficam melhor no papel. E muitas delas simplesmente brotam de mim. E sabe, gosto delas assim. Escapando pelos dedos. Até mesmo essa minha covardia em forma de prosa. E um pouco de poesia que é pra você não reparar. Eu nunca tive receio em derramar toda minha amargura e tampouco despejar toda minha doçura. Então me leva. E me guia que eu não posso mais ir sozinha. De uns tempos pra cá eu perdi meu senso de navegação. É simples e previsível: sou uma pessoa solitária. E se você soltar da minha mão tudo bem. Eu espero você voltar. E se não voltar eu fico ali até alguém me puxar. Sempre foi assim. Eu sempre fui assim. É o meu canto, meu lago, meu abraço. Incorrigivelmente desmedida.)
Roubada de De noite na camaChuva
Chuva que cai em tarde ensolarada
Noite que desce estrelada
Poesias que não rimam com nada
E carinho pela pessoa amada.
Leio o que eu não posso ver
Sinto o que eu não posso ter
Tenho fé onde eu não posso querer
Amo por apenas crer.
Tenho emoção exaltada
Ás vezes não penso em nada
Não consigo nem entender
Essa imensa estrada.
O mundo ainda irá existir
Enquanto dessa terra eu não partir
Pois meu coração pulsa e arde
Pela mulher que da minha vida faz parte.
E o badalar do sino
Me lembra de quando eu era menino
Que para ser feliz
Basta ter amor e carinho.
A noite, a frieza da escuridão, a beleza das estrelas e da lua... o prazer do sexo ou o amargo da solidão.
Renan Barbosa