Cronica trem bala de martha medeiros

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Devemos cultivar a nossa amizade como se estivessemos cultivando uma planta.muitos dizem que se nos tratarmos bem os animais e soubermos manter as nossas plantas bem cuidadas seres magicos podem nos vir visitar(gnomos,fadas)e com eles trazer alegria ao nosso lar e a nossas vidas.Quando cativamos os que amamos podemos atrair seres que trazem o dobro disso tudo:pessoas como vc! por isso quero que saiba que rego todos os dias a nossa amizade com muito amor e sempre a mantenho ela ao ar livre para que possa ficar ao sol e tambem para que a luz dele nos faca brilhar e refletir toda a nossa felicidade!

larissa da silva medeiros

Quando eu falar ' eu te odeio ' tenha a certeza que é por que eu mais te amo e falo isso só pra meu eu se convencer de que te odeia. Geralmente as mulheres têm essa terrível mania de esconder-se atrás de capas...

Clarissa Guerra de Medeiros

Minha forca de vontade e algo que ninguem ate hoje nao conseguiu persuadir pois apesar de todos os obstaculos pelos quais necessitei pular como problemas financeiros e de saude mas nenhum deles foi uma pessoa,ate por que ainda nao achei um ser humano capaz de dizer do sou capaz de fazer ou nao

larissa da silva medeiros

De cara lavada - Martha Medeiros


Hoje me desfiz dos meus bens
vendi o sofá cujo tecido desenhei
e a mesa de jantar onde fizemos planos

o quadro que fica atrás do bar
rifei junto com algumas quinquilharias
da época em que nos juntamos

a tevê e o aparelho de som
foram adquiridos pela vizinha
testemunha do quanto erramos

a cama doei para um asilo
sem olhar pra trás e lembrar
do que ali inventamos

aquele cinzeiro de cobre
foi de brinde com os cristais
e as plantas que não regamos

coube tudo num caminhão de mudança
até a dor que não soubemos curar
mas que um dia vamos

Martha Medeiros

A uma mulher

Quando a madrugada entrou eu estendi o meu peito nu sobre o teu peito
Estavas trêmula e teu rosto pálido e tuas mãos frias
E a angústia do regresso morava já nos teus olhos.
Tive piedade do teu destino que era morrer no meu destino
Quis afastar por um segundo de ti o fardo da carne
Quis beijar-te num vago carinho agradecido.
Mas quando meus lábios tocaram teus lábios
Eu compreendi que a morte já estava no teu corpo
E que era preciso fugir para não perder o único instante
Em que foste realmente a ausência de sofrimento
Em que realmente foste a serenidade.

Rio de Janeiro, 1933

Vinícius de Moraes

Resposta ao Arnaldo sobre sua crônica: "Quem não dá assistência, abre a concorrência"

O Homem moderno
>
> Hoje a realidade do homem moderno mudou muito. Antigamente o homem tinha paradígmas nos quais ele era obrigado a ser "O Provedor" de todas as coisas que envolviam a família. Não chorava, não demonstrava fraqueza, nem qualquer sinal de que poderia fracassar. As suas mulheres os encaravam como suporte de toda natureza, onde depositavam neles todas as fichas para o sucesso. Hoje, em consequência das dificuldades diárias e da própria mudança de mentalidade social, o homem vem se transformando, gradativamente, num ser mais humanizado e sensível, onde não cabe mais a vergonha em mostrar seus sentimentos, mesmo que isso possa parecer fraqueza. Está aprendendo a não esconder o seu "lado feminino", sem se envergonhar ou se expor a situações constrangedoras. Sente, sofre, pede carinho, ajuda nas tarefas caseiras e, nem por isso, tem deixado de ser "homem". Vem participando mais ativamente da criação e educação dos filhos, coisas que antes eram tarefas de "mulher".
> Acontece que, assim como existem homens que não conseguem enxergar a evolução feminina, existem, ainda, mulheres que mantêm a visão de que o homem é o "caixa forte" (em todos os sentidos) da casa. não. Esse tempo já era. Entramos na era da ajuda mútua, onde o homem e a mulher devem unir esforços no bem comum, lutando juntos para construir uma vida saudável e feliz, onde os dois tenham os mesmos direitos e as mesmas responsabilidades.
> Costumo dizer que atrás de toda conquista existe a consequencia trazida por ela. Sim, a mulher hoje põe a cara a tapa, vai à luta sem medo e enfrenta os desafios de igual para igual com os homens, mas, grande parte dessas mulheres "modernas" estão deixando de lado seus verdadeiros encantos, abidicando da feminilidade. Querem ser homens. E isso não é ser moderno. Ser moderno é ser polivalente, é "jogar nas onze". É correr de um lado para o outro, ora cuidando dos afazeres, ora dando atenção ao seu companheiro. Ser moderno, tanto o homem quanto a mulher, enfim, é formar uma equipe vencedora, capaz de enfrentar os desafios de mãos dadas e com a certeza de que mesmo com alguns fracassos, estarão focados no bem principal que é a felicidade recíproca. Quando todos os seres, indedpendente de ser homem ou mulher, entenderem que a vida, na verdade, conspira para a união e para o relacionamento fraterno e leal, sincero e companheiro, a felicidade tão almejada aparecerá naturalmente, sem ser necessário que homens e mulheres tentem ser o que não são, e cada um ocupe o lugar que Deus lhes deu, sem ferir e ser ferido, apenas com tolerância e dedicação, equilíbrio e... amor.
> Por tudo isso e por mais alguma coisa que não escrevi, a mulher moderna não pode esquecer que existe hoje o homem moderno, e, elas mesmos andam dizendo, homem hoje no mercado é coisa rara. Não o homem antigo, fanfarrão tudo mais o que o Arnaldo escreveu aí embaixo, mas o homem leal e companheiro, trabalhador e dedicado à família. Portanto, cuidado mulheres modernas, não esqueçam que, antes de vocês se modernizarem, os homens já eram galinhas e, agora que tem mulher sobrando no pedaço, complica!

Ricardo Bassi

Crônica do Amor

Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.

O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.

Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.

Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.

Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.

Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco.

Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no
ódio vocês combinam. Então?

Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.

Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a
menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.

Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama
este cara?

Não pergunte pra mim; você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.

É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura
por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.

Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?

Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.

Não funciona assim.

Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.

Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!

Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa.
Arnaldo Jabor

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Arnaldo Jabour

A vida é um eterno recomeço,
uma viagem que se inicia,
e não devemos perder o trem da ESPERANÇA!
Temos que continuar,
mostrando a todos a nossa fibra,
a nossa capacidade de refazer o que se desfez,
e reconstruir o que se perdeu.
A ESPERANÇA não é a última que morre.
Ela é a 1ª que nasce
quando tudo parece estar perdido...

Desconhecido

EXPERIMENTA! EXPERIMENTA! EXPERIMENTA! (crônica)

Experimenta fazer o bem...
Experimenta sorrir para alguém...
Experimenta fazer um carinho...
Experimenta falar algo doce...
Experimenta ouvir atentamente alguém em aflição...
Experimenta ser sincero...
Experimenta dançar como se ninguém estivesse te olhando...
Experimenta enxergar com os olhos da alma...
Experimenta fechar os olhos e se imaginar num lugar lindo, fazendo coisas que vc mais deseja (OPS! Cada um pense o que quiser, contato que seja algo que lhe faça sentir bem...::)))...)
Experimenta parar um pouco, esquecendo das preocupações da vida, e contemplar o céu à noite, as estrelas e a lua bem cheia...
Experimenta ficar um pouco sentado na areia da praia em frente ao mar acompanhando o balanço das ondas, o sol...
Experimenta algum prato que vc adore, mesmo estando de dieta...Saia um pouco dessa nóia! rsrsrs...
Experimenta ouvir um boa música...
Experimenta inventar algo...qualquer coisa...mesmo que seja uma receita nova...É muito boa a sensação de ver sua alma, seu sentimento como parte de algo único...

Enfim...

Experimenta de vez em quando fazer algo que te faça bem, mesmo que aos olhos dos outros pareça ridículo ou fora dos padrões normais...Mas é claro, com responsabilidade e sem prejudicar ninguém. O que vale é sua felicidade, seu bem-estar...Pois a vida passa e cada segundo passado não volta atrás...O passado não importa...o futuro é uma incógnita...O que conta mesmo é o presente...::)))

Nilza Rodrigues

A VIDA É COMO UMA VIAGEM DE TREM.
EM ALGUMAS ESTAÇÕES, ALGUNS SOBEM E OUTROS DESCEM. NÃO SABEMOS POR QUANTO TEMPO ELES NOS ACOMPANHARÃO, MAS, COM CERTEZA, DURANTE ESSE LAPSO DEIXARÃO UMA MARCA INDELÉVEL EM NÓS.

ROSA BOHAN

CRÔNICA PARA RECUPERAR O QUE NÃO FOI PERDIDO

Há momentos em que nossa vida passa por um furacão de acontecimentos negativos. Tudo parece dar errado. Acho que nesse momento estou tentando escapar de um vendaval. Um simples gesto, uma simples palavra – talvez não tão simples assim - mexeu com o coração de uma das pessoas que mais amo no mundo.
A única amiga, aquela a quem considero verdadeira, está passando por um delicado momento: seu pai sofre sério problema de saúde e eu, no alto de minha arrogância e ‘sabedoria’, achei que sabia da solução para seus problemas e acabei dizendo coisas que ela não merecia ouvir.
Seus olhos marejaram de água. Um engolir seco fez tremer meu coração, e a súplica de que eu compreendesse e respeitasse sua dor tornou minha aflição ainda mais dolorida. Contudo, eu não me deixei abater e insisti nas palavras que eu julgava estarem certas. Quem nunca errou?
Nunca vou esquecer quando ela, delicadamente, levantou-se de onde estava sentada e, em passos humilhados, dirigiu-se à porta de saída. Não olhou para trás, como se soubesse que à sua sombra tivesse aquela a quem a ‘razão’ não abandonou. A porta fechou-se, e o coração também.
Depois de uma semana, ainda ouço o soluço de suas lágrimas e o ranger da porta que se cerrou.
Mas, por que não consertar o que foi quebrado? Cristal quando quebra não tem conserto, eu sei. Mas a nossa amizade não é de cristal nem de porcelana. Solidificamos sua base num ponto onde vento ou tempestade nem sequer abalam. Não é o tamanho ou a largura de um pilar que sustenta um edifício, mas o material com o qual ele foi feito. Nossa amizade foi construída com o mais sólido de todos os sentimentos: o amor. E não posso deixar que um gesto cruel e impensado, que uma palavra rude apague todas as outras mais que já foram ditas.
Vou pedir desculpas. É isso. Vou correr atrás do prejuízo e recuperar o que ainda não foi perdido. Ela é especial demais para mim. É como um porto seguro que tenho para depositar minhas aflições, angústias e esperanças.
Vou pedir desculpas. Ela merece isso e eu devo isso a ela, porque eu errei. Porque eu a amo.
Desculpa esse meu jeito sem jeito, Evilásia.

Nara Juscely M. de C. Marcelino

DESABAFO DE UMA MULHER MODERNA – CRÔNICA



São 6h00.O despertador canta de galo e eu não tenho forças nem para atirá-lo contra a parede.
Estou tão cansada, não queria ter que trabalhar hoje. Quero ficar em casa, cozinhando, ouvindo música, cantarolando, até. Se tivesse cachorro, passeando pelas redondezas.
Aquário? Olhando os peixinhos nadarem.
Espaço? Fazendo alongamento.
Leite condensado? Brigadeiro...
Tudo menos sair da cama, engatar uma primeira e colocar o cérebro pra funcionar.

Gostaria de saber quem foi a mentecapta, a matriz das feministas que teve a infeliz idéia de reivindicar direitos à mulher e por quê ela fez isso conosco que nascemos depois dela.

Estava tudo tão bom no tempo das nossas avós, elas passavam o dia a bordar, trocar receitas com as amigas, ensinando-se mutuamente segredos de molhos temperos, de remédios caseiros, lendo bons livros das bibliotecas, dos maridos, decorando a casa, podando árvores, plantando flores, colhendo legumes das hortas, educando as crianças, freqüentando saraus, a vida era um grande curso de artesanato, medicina alternativa e culinária.

Aí vem uma “fulaninha” qualquer, que não gostava de sutiã nem tão pouco de espartilho, e contamina as várias outras rebeldes inconseqüentes com idéias mirabolantes sobre 'vamos conquistar o nosso espaço'.

Que espaço, minha filha???!!!!! Você já tinha a casa inteira, o bairro todo, o mundo aos seus pés.

Detinha o domínio completo sobre os homens, eles dependiam de você para comer, vestir, e se exibir para os amigos, que raio de direitos requerer?
Agora eles estão aí, todos confusos, não sabem mais que papéis desempenhar na sociedade, fugindo de nós como o diabo foge da cruz.
Essa brincadeira de vocês acabou é nos enchendo de deveres, isso sim. E nos lançando no calabouço da solteirice aguda.

Antigamente, os casamentos duravam para sempre, tripla jornada era coisa do Bernard do vôlei - e olhe lá, porque naquela época não existia Bernard do vôlei.

Por quê, me digam por quê, um sexo que tinha tudo do bom e do melhor, que só precisava ser frágil, foi se meter a competir com o macharedo?
Olha o tamanho do bíceps deles, e olha o tamanho do nosso.

Tava na cara que isso não ia dar certo!!!
Não agüento mais ser obrigada ao ritual diário de fazer escova, maquiar, passar hidratantes, escolher que roupa vestir, e que sapatos, acessórios usar.
Que perfume combina com meu humor, nem de ter que sair correndo. Ficar engarrafada, correr risco de ser assaltada, de morrer atropelada, passar o dia reta na frente do computador, resolvendo problemas.

Somos fiscalizadas e cobradas por nós mesmas a estar sempre em forma, sem estrias, depiladas, sorridentes, cheirosas, unhas feitas, sem falar no currículo impecável, recheado de mestrados, doutorados, pós-doutorados e especializações (ufffffffffffffffffff!!!!!!!)...

Viramos super mulheres, continuamos a ganhar menos do que eles, lavar, passar,cozinhar e cuidar dos filhos da mesma forma. E ainda temos que dividir as despesas da casa.

Não era muito melhor ter ficado fazendo tricô na cadeira do balanço?

Chega, eu quero alguém que pague as minhas contas, abra a porta para eu passar, puxe a cadeira para eu sentar, me mande flores com cartões cheios de poesia, faça serenatas na minha janela (ai, meu Deus, já são 6:30h, tenho que levantar!), e tem mais, que chegue do trabalho, sente no meu sofá, e diga 'meu bem, me traz uma dose de café, por favor?'.

Descobri que nasci para servir. Vocês pensam que eu to ironizando?????
To falando sério!!!!!!!!
Estou abdicando do meu posto de mulher moderna....
Concordo com esta autora. Ah como eu queria dormir até mais tarde....rsrsrs
Alguém se habilita?

(Autora Desconhecida)

Desconhecido

Crônica do Amor

Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.

O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.

Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.

Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.

Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.

Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco.

Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no
ódio vocês combinam. Então?

Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.

Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a
menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.

Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama
este cara?

Não pergunte pra mim; você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.

É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura
por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.

Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?

Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.

Não funciona assim.

Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.

Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!

Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa

arnaldo jabor

Liberdade,

Abrir uma porta, pegar um trem.
Escorrer feito água, sonhar.
Virar pó, fluir com o vento.
Romper o gesso, partir a corda.
Reacender a chama, fechar os olhos.
Respirar fundo, libertar os ouvidos.
Soltar o pássaro, correr aos braços de Deus.
Animal sadio, homem consciente.

Augusto Vicente

Companheiros de Viagem...

Às vezes, imagino a vida como uma viagem de trem, feita com companheiros que a compartilham em determinados trechos.
Quando nasci, entrei no trem em que estavam meus pais; eles já conheciam algumas coisas sobre a viagem e sobre o trem. Certamente parte de seus conhecimentos correspondia à verdade e outra parte não passava de ilusões.
No meio da minha viagem nasceu minha FILHA.
A essa altura eu também já conhecia algumas coisas a respeito da viagem e do trem;
Igualmente, parte era verdadeira e parte não.
Há pouco tempo meu pai e minha Mãe deixaram o trem e, com a partida deles,foi mudada a maneira de fazermos a viagem. Mas o trem continuou...
Quando juntos,cada um dos companheiros de viagem faz suas descobertas e procura passá-las para outros,sabendo que a riqueza da luz se amplia quando é compartilhada.
Pais e filhos, somente companheiros. Nem guias, nem professores, muito menos proprietários...
Pais e filhos, o maior e mais belo encontro da vida, cúmplices no aprender a desvendar os mistérios de cada um; amigos nas transformações, pois este é um dos grandes segredos da vida: quase tudo é provisório!
O que hoje nos sacia, amanhã pode não mais fazê-lo.
De definitivo, somente os filhos e, por conseqüência, os pais: Definitivo e eterno amor!
No meio das ondas do ato de se viver e dos percursos das nuvens em se buscar...
Definitivos e eternos.
Simplesmente...
Companheiros de viagem!

Blandinne

Crônica do crescer

As vezes me pego no silêncio de uma música.
Música? ... Silêncio?

Sim...tem momentos em que ouvimos músicas para, simplesmente,
tentar pensar um pocuo mais no que estamos vivendo, com o que, quem
e como.

Nos deparams com perguntas cujas respotas parecem não ter mais fim.
Isso, deve-se á um sentimento profundo, com o qual, nunca estamos
preparados á encarar de frente, costas ou acho que em posição alguma.

rs*rs*rs.

É engraçado, ao mesmo tem que se quer RIR. Também se quer CHORAR.
Palavras amabas que usamos para discriminar a felicidade e contagiar
a tristeza.

Daí você pára e pensa... E como sempre, vem aquela velha pergunta
sem resposta: "O que está acontecendo comigo?". E isso te faz pensar durante
horas, dias e ate meses, sempre pensando em besteiras, coisas infantis,
tolices, baboseiras e mais um monte de coisas ruins.

Mas nunca chega á uma resposta que talvez seje a mais certa e confortável
o possível, e que ao mesmo tempo é tão simples e óbvia.

Essa resposta é:

"ESTOU CRESCENDO!!!".

Von Paumgartten

CRÔNICA - QUEM PODE LIGA. QUEM NÃO PODE SE EXPLICA.

É engraçado como as pessoas ficam hipnotizadas com alguns sucessos midiológicos da Telefonia que aparecem para revolucionar o mundo, e trazer a solução para seus problemas. Aparece sempre como se fossem uma mulher, charmosa, delicada, de prosa envolvente enfim, pronta pra dá o bote na gente.
Um dia, um desses sucessos apareceu na minha vida e de cara me entreguei por está necessitado... Deu-me um “Oi” que me deixou “ligadão” nas suas propostas. Depois de algum tempo de relacionamento, tudo mudou, inclusive o seu atendimento, que antes me fascinava demonstrando muito amor, e que depois, não se importava tanto com minha causa. Pois bem, vi que era a hora de terminar, e foi o que aconteceu!
Noutro certo dia, fui conquistado por uma que dizia ter milhões atrás dela. De cara eu deveria ter ficado “Vivo,” e ter fugido... Mas não adiantaria, pois “Vivo” era ela, que me convenceu e deixou-me atordoado de paixão, me fazendo comprar carradas de cartões para provar meu amor. E entre um cartão e outro, fui percebendo que não estava sendo correspondido e larguei de viver aquela ilusão.
Como a necessidade era maior, resolvi assumir um romance “Sem Fronteiras”, e para isso, encontrei uma inteiramente disposta a me satisfazer. Essa gostava muito de baladas, e de promover agitações, logo de início, resolvemos brindar o nosso relacionamento, e com o toque do “Tim-Tim” consagramos nosso compromisso. Porém, como todos os inícios são rosas, no final acabei nos espinhos. Nesse, me envolvi loucamente, então vi que era tempo de terminar, foi um final tumultuado, bem chorado. E como sempre ficam algumas cobranças nessas questões, ainda hoje recebo suas cartas com o parcelamento das culpas atribuídas a mim. Bem, para não ficar deprimido, é “Claro” que tomei uma providência, me mudei para “Amazônia”.

GILSON ALVES

Crônica de Mim Mesma

A manhã despe-se à minha volta. Uma nesga de sol espreguiça-se no balouçar da cortina, tentando talvez aquecer o frio de uma ternura, que não se faz esquecida, mesmo no cansaço do olhar.

O calendário anuncia mais um outono. Há no peito um sentimento que farfalha, ignorando todas as estações. Na brisa do amanhecer, uma esperança qualquer, que não se despede do meu olhar, embora todas as impossibilidades acenem nãos e senões.

Em algum lugar dentro de mim, ainda mora um sonho, como se sobrevivesse para escrever outra vez, capítulos da minha história lavrada pela eloquência da realidade e pelos ditames da razão.

Não me chega o tempo da quietude. Deserdaram-me a serenidade e a pretensa calmaria, tão anunciada com o advento da tal maturidade. Meus passos nunca reconheceram o caminho que apenas impõe o seguir em frente. Já nem sei, se chegar era meu objetivo precípuo. O que há e o que se faz, quando se cruza a linha de chegada?

Empilha-se mais um troféu na prateleira das nossas conquistas? Onde ficam as tantas pequenas vitórias que se saboreiam no decorrer de cada percurso, mesmo quando não se vence, se nos ensinaram que apenas é ganhador aquele que chega primeiro? Como relatar ao mundo, o momento que me detive em meu trilhar, observando apenas o acariciar do vento nas pétalas de uma flor?

Como contabilizar isto em perda de tempo, se sequer imaginam os arrepios do meu olhar ou os sorrisos de prazer que aquela imagem me propiciou? Talvez, acusem-me de distraída e inadequada ao momento, que exigia que eu apenas continuasse e que subisse ao pódio. Era isto que esperavam de mim: vencer.

Outros ainda dirão que estou fora do padrão estabelecido pelas regras da sobrevivência. Ah, neste aspecto errei a vida inteira. Pequei sempre, quando preferi não tropeçar em meu sentir e escutei o pulsar do meu coração, não somente para constatar que eu vivia. Sempre fui amadora nestes rituais, em que se sacrificam as emoções. Onde a normalidade, quando se põe amarras no peito, calando o som de uma carícia?

Nunca compreendi histórias lineares, reações exatas ou gestos estudados. Bem que tentei aprender a disfarçar minha insegurança, o frio no estômago ou o rubor repentino, quando exposta ao espelho do cotidiano. Em quase todas as tentativas neste sentido, falhei. Talvez por isto, tenha me desencontrado muitas vezes de tantas pessoas.

Nunca amordacei minhas saudades, nem meu romantismo à flor da pele...sempre despi minhas máscaras, porque era em outro olhar, que eu desejava também encontrar-me e reconhecer-me. Mas meu olhar despido, vezes causou estranheza e constrangimento. Vezes, indiferença e tolos julgamentos.

Minhas palavras nunca souberam esconder o segredo de um amor, quando me habitava o corpo, a alma, o sonho. Nunca entendi, o porquê da grande maioria das pessoas entulharem tantos nós no coração. Se ainda fosse o pronome pessoal, mas não! Falo dos fios e, em alguns casos de verdadeiras cordas com amarrações complexas, que nem as próprias mãos sabem ou se dispõem a desatar.

E eu, com esta mania esquisita de falar do que sinto pelos lábios, mãos e olhares. E eu, com esta forma estranha de dar reconhecimento do que sinto e por quem sinto. Sempre foi inútil querer silenciar minhas confissões, mesmo se questionada sobre a certeza de um amor. Como se o amor tivesse que ser testado, discutido, dimensionado, adverbalizado e não apenas sentido.

Parece que saber de sua existência não basta. Tem que ter certificado de garantia, manual de instruções e, se bobear até posologia. Talvez seja por isto que grande parte de nós, sequer desconfie o que é viver um grande amor.

A noção mais próxima deste sentimento fica ladeando as histórias que nos contam, como as vividas por Abelardo e Heloísa, Tristão e Isolda e tantas outras ou nos livros de poemas que lemos no decorrer de nossas vidas.

De uma forma ou de outra, a expressão do que sinto fica meio desajeitada neste mundo. E como se não bastasse, ainda flagrei-me a poetisa. Mas quase sempre, a palavra ainda me parece pouca para compreender minha ignorância no universo da emoção.

Minha essência é mesmo desnuda. Coração exposto e sem labirintos. Ainda prefiro a minha ternura boba, um perfume de saudade em meu travesseiro, a minha voz entregue para as estrelas, do que viver desabitada de mim mesma.

Olimpia Souza

O trem

Pensei nisso hoje
mas bem lembro
ter pensado isso antes
bem antes
bem depois
de ver o trem
o trem passando
devagando
respirando
a ida
a vida
das nuvens
dos ares
das aves
abaixo
o trem
vem
rosnando
detonando
os ventos
queridos
deixados
achados
vem
outrem
no trem
no ruído
doído
da minha alma
a minha calma
nos olhos
fechados
o trem
vem!

Danielli Rodrigues

O trem passou...a paisagem agora é outra...tem-se uma estação de destino, a estação do desembarque. Não quero mais descer no desconhecido, no improvável, não quero mais perder-me, buscando desesperadamente a saída, e com isto entrando em vagões desconhecidos. Saindo muitas vezes mais perdida do que antes.
O trem passou... e graças aos céus a paisagem é paz...

Eni Sá

O TREM DA VIDA

Um amigo falou-me de um livro que comparava a vida a uma viagem de trem. Uma comparação extremamente interessante,quando bem interpretada. Isso mesmo. A vida não passa de uma viagem de trem, cheia de embarques e desembarques, alguns acidentes, surpresas agradáveis em alguns embarques e grandes tristezas em outros.
Quando nascemos, entramos nesse trem e nos deparamos com algumas pessoas que, julgamos, estarão sempre nessa viagem conosco: nossos pais. Infelizmente, isso não é verdade; em alguma estação eles descerão e nos deixarão órfãos de seu carinho, amizade e companhia insubstituível. Mas isso não impede que, durante a viagem, pessoas interessantes, e que virão a ser super especiais para nós, embarquem. Chegam nossos irmãos, amigos e amores maravilhosos.
Muitas pessoas tomam esse trem apenas a passeio. Outros encontrarão nessa viagem muitas tristezas. Ainda outros circularão pelo trem, prontos a ajudar a quem precisa. Muitos descem e deixam saudades eternas, outros tantos passam por ele de uma forma que, quando desocupam seu acento, ninguém nem sequer percebe.
Curioso é constatar que alguns passageiros, que nos são tão caros, acomodam-se em vagões diferentes dos nossos; assim somos obrigados a fazer esse trajeto separados deles, o que não impede, é claro, que durante a viagem atravessemos, com grande dificuldade, nosso vagão e cheguemos até eles. Só que infelizmente jamais poderemos sentar ao seu lado, pois já terá alguém ocupando aquele lugar. Não importa. É assim a viagem - cheia de atropelos, sonhos, fantasias, esperas, despedidas. Porém, jamais, retornos.
Façamos essa viagem da melhor maneira possível, tentando nos relacionar bem com todos os passageiros, procurando, em cada um deles, o que tiverem de melhor, lembrando, sempre, que em algum momento do trajeto eles poderão fraquejar, e provavelmente precisaremos entender isso, porque nós também fraquejaremos muitas vezes e, com certeza, haverá alguém que nos entenderá.
Amigos, façamos com que a nossa estada, nesse trem, seja tranqüila, que tenha valido à pena e que, quando chegar a hora de desembarcarmos, o nosso lugar vazio traga saudades e boas recordações para aqueles que prosseguirem.

Silvana Duboc

UM POEMA DE AMOR

Escrevi esta crônica no dia 23 de outubro de 1994. Faltavam dois meses para Déborah completar dois anos e eu já começava a perceber que não poderia exigir que a flor pudesse ter asas ou que falasse, como se isso fosse a única forma de ser feliz, pois descobri que um simples olhar de felicidade dela era suficiente para eu ser também, então, se minha filha era feliz, o que mais eu poderia exigir de Deus ?
E assim eu consegui ser muito mais feliz como sou até hoje ao lado de Suelane e de nossas duas filhas: Déborah, nossa flor e Barbarah, nosso raio de luz.
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Déborah,
Criei um mundo só nosso. Abandonei sonhos antigos, renunciei a tudo. Nada mais fazia sentido a não ser lhe fazer feliz, Déborah. Procurei em livros respostas para as minhas perguntas, mas em nenhum deles consegui encontrar algo que pudesse preencher o vazio que crescia dentro do meu coração, por lhe ver tão distante de mim, mesmo estando ao meu alcance.
Os dias para mim se passavam rápido, mas para você era como se tivesse parado, pois continuava, lentamente, tentando acompanhar o ritmo deste mundo tão longe do seu. Várias vezes refugiei-me num mundo imaginário, e nele eu lhe via correndo para me abraçar, ao chegar do colégio, com o rosto sujo de tinta pintado pelas tias; várias vezes me imaginei na obrigação de todo dia ir pegá-la na porta do seu colégio, e só depois que a última criança saía era que eu voltava a realidade... e lá estava você indiferente a mim e aos seus intocáveis brinquedos, se esforçando para engatinhar alguns centímetros do chão, que pareciam léguas.
E o que para muitos era rotina, para mim era um sonho, pois eu vivia num mundo só de fantasia, imaginando você correndo no lugar daquela criança que passava fazendo barulho na calçada; pensando ser você me pedindo a bênção aquela criança que me puxava pela roupa no centro da cidade, estendendo a mão pedindo uma esmola. Vi sonhos nos seus olhos tão meigos, quando em silêncio, me acariciava com o olhar como se lesse os meus pensamentos, querendo dizer-me para não abandoná-la um só instante. Talvez nem sabia que era eu quem lhe pedia a mesma coisa, pois ao seu lado aprendi a ser feliz. Aprendi a sorrir com a simplicidade de existir, e percebi o quanto são felizes os lírios do campo que se curvam, em agradecimentos, ao toque da mais leve brisa que lhe acaricia ao cair da tarde ou ao nascer do dia, mostrando-nos o quanto devemos ser gratos a Deus por nossa existência.
Em cada sorriso seu eu percebi a esperança brilhar, brilhar no seu rosto tão singelo, como se pedisse desculpa por alguma coisa.
Hoje você já nota a minha presença, talvez até distingue-me das outras pessoas, mas se não distinguir não importa. O importante é que já consegue me abraçar como eu sonhei um dia.
Talvez sinta a minha ausência, mas se não sentir, não importa. O importante é que sorri para mim toda vez que me ver. Seria tão bom se corresse para os meus braços ao me ver chegar, mas se não consegue, não importa. O importante é que me espera sentadinha com um sorriso que torna-me feliz como nunca fui antes.
Ah! Como eu queria que pudesse, mesmo que baixinho, e nem que fosse uma única vez, chamar-me de papai, mas se não consegue, não importa. O importante é que, apesar do seu silêncio, eu consigo escutar um voz mais baixa que o pensamento, me chamar.
Eu queria tanto que pudesse entender as estórias que lhe conto quando estamos sozinhos, ou que pudesse pedir-me para cantar uma canção de ninar para lhe fazer dormir, nas noites quando acorda sem sono. Talvez até queira e não consegue, mas não importa. O importante é que continuo a contar-lhe estórias e a fazer-lhe poesias, pois sei que um dia irá lê-las, então, se hoje elas falam de você para o mundo, amanhã falarão de mim para você.
Te amo, minha filha.
É impossível existir tanto amor e tanta felicidade, e no entanto existe. E o que eu posso querer mais ?
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Déborah já conseguiu com as mãozinnhas juntas, como se segurasse nela mesma, andar sozinha, para os meus braços. Hoje já não anda mais, porém ao me ver vem de joehos na maior alegria, parece até que vem levitando, chego a imaginar que é um pequeno anjo em oração.
___________________________________________________ Transcrito do livro : “O Diário de Déborah”
E-Mail= vaumirtes@gmail.com

vaumirtes freire o poeta do silêncio

"vc foi embora e ñ retorna +
O trem das 7:oohs já se chega aki
E só um coração como alma de metal
No frio da manhã cinza da cidade
Na escola sua cadeira está vazia e vc dentro de
mim"
"sinto sua respiração doce nos meus pensamentos
Nem as distâncias enormes podem dividir
Dois corações partidos
que se amam e ñ se podem mais amar..."

"se com ninguem C ker falar
vc se esconde como eu
vc escapa os olhares e se vc se vai
Confinado no quarto, vc não quer comer
vc abraça forte contra vc
O travesseiro e se põe a chorar"

Em saber kuanta dOr fará a sOlidão!

"olho em meu diário,tua fotografia
Com olhos de um menino um pouco tímido
A aperto forte contra o peito e sinto que
Estás aqui entre as tarefas de Inglês e Matemática
Seu pai e seus conselhos,aquela monotonia
Por causa de seu trabalho e outras tonterias
Te levou para longe sem falar pra mY
te disse 1 dia que compreenderá"

Laura Pausini

Vim lhe fazer um convite.

Há um trem partindo agora para um lugar chamado Felicidade.
Já adquiri o bilhete da Alegria, quer um também?
Reservei um assento, bem ao lado da Esperança.
Ele fará, o Caminho da Fé.
E nos levará pelos montes da Confiança, prados das Virtudes, colinas da Pureza da Alma.
Atravessará as pontes e viadutos da Aventura, dos Sonhos do Contentamento.
Esse trem seguirá pela estrada da Dignidade, e nos levará sem sustos pelas veredas da Satisfação e não pegará nenhum atalho para a falsidade ou infelicidade.
O seu trilho estará apoiado sobre as vigas da Honestidade, seu rumo será do Amor, Carinho, Bem querer.
E qualquer pane que ocorra pelo caminho, terá como certo, o destino do prazer de viver.
O CONVITE FOI FEITO AGORA SÓ DEPENDE DE VOCÊ!

Desconhecido

Pensei em te buscar nas linhas das escritas minhas na minha mente...
Te encontrei na linha de trem, no amém da manhã de domingo...
No vai e vem das ancas alheias...
Na perversão do mundo, perverso refém!

renunes
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