Critica de augusto cury
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O cravo gostou da rosa.
E ela foi tão gostada
que o cravo fez um pedido
E a rosa foi encantada.
O cravo ficou contente.
A rosa foi visitar.
O cravo queria toda
A rosa pra se abraçar.
A rosa era tão linda
Que o cravo tentou prendê-la.
Assim quebrou o encanto
E agora não pode tê-la.
(do livro: Fadas Guerreiras, à venda em www.caca.art.br)
Carlos Augusto Cacá
O império dos signos
Mallarmé diz bem a oscilação entre o conceito e o corpo: “alors par un commerce don’t paraît son sourire verser le secret, sans tarder elle te livre, à travers le voile dernier qui toujours reste, la nudité de tes concepts et silencieusement écrira ta vision à la façon d’un Signe, qu’elle est”. “Le sexe est un charnier de Signes. Le signe est un Sexe décharné” (9). Do mesmo modo que o Ouro é o equivalente geral das mercadorias, assim o Phallus é o equivalente geral das pulsões que, se não fossem submetidas ao “primado da zona genital” (Freud, 66, 113), ficariam como na infância, privadas de centro e num estado “anárquico” e “polimórfico”. O estatuto monárquico conferido ao falo implica a sua exclusão da ordem das trocas (sexuais). Esta exclusão do falo tem como vertente fantasmática a castração. Deixamos o regime da troca simbólica, da ambivalência do sexo e entramos no regime da especularidade, da bivalência dos papéis sexuais que subsiste apesar das tentativas de hoje para apagar as clivagens entre o masculino e o feminino. Enquanto estivermos sujeitos à “monarquia” do falo, nenhuma “revolução sexual” poderá recuperar a ambivalência do sexo. Nem escapamos à monarquia do falo reduzindo a ambivalência à ambiguidade do unissexo, em que o sexo é a cumulado como “soma” de dois pólos: o masculino e o feminino que se sobrepõem como duas unidades no quadro não liquidado do modelo bissexual. Nem podemos pensar que os corpos se libertem dos tentáculos do poder pela irrupção do desejo (à Deleuze ou Lyotard). O código da economia libidinal reproduz o código da economia política. O pénis não pode funcionar como pénis ou como equivalente geral das pulsões se não é subtraído ao uso imediato que é o onanismo e à troca imediata que é o incesto. É daí que promanam os valores que, de outra forma, se perderiam na prática do uso imediato e da troca directa. A castração gera o desejo, porque só os objectos de uma necessidade que podemos diferir podem tornar-se objectos de desejo. Mas diferir significa capitalizar.
JOSÉ AUGUSTO MOURÃO
O morcego
Meia noite. Ao meu quarto me recolho.
Meu Deus! E este morcego! E, agora, vêde:
Na bruta ardência orgânica da sede,
Morde-me a goela ígneo e escaldante molho.
"Vou mandar levantar outra parede..."
— Digo. Ergo-me a tremer. Fecho o ferrolho
E olho o tecto. E vejo-o ainda, igual a um olho,
Circularmente sobre a minha rede!
Pego de um pau. Esforços faço. Chego
A tocá-lo. Minh'alma se concentra.
Que ventre produziu tão feio parto?!
A Consciência Humana é este morcego!
Por mais que a gente faça, à noite, ele entra
Imperceptivelmente em nosso quarto!
Augusto dos Anjos
O portal,
Texto é portal. Tormenta é expressão. Música é criatividade. Ou: Portal é texto! Expressão é tormenta! E a música? ... E a criatividade? ... Ainda não sendo uma pessoa decidida, ouço a música que toca meu inconsciente. Sinto a tormenta, e mostro minha alma no portal.
Augusto Vicente
O Progresso é a lei da história da humanidade, e o homem está em constante processo de evolução.
Augusto Comte
O ÚLTIMO AMOR !
As pessoas vivem lembrando com saudades do primeiro amor.
Sabe... eu faço uma reflexão mais apurada neste aspecto, a gente só sente o gosto das coisas quando está mais relaxado, tranquilo, receptivo aos acontecimentos que nos rodeiam... e pensando por aí, tenho a convicção que a vida só vale a pena se a gente compartilhar a essência das coisas,
mas... compartilhar com um amor que não nos sufoque,
que respire junto com a gente,
onde se ame e possamos nos sentir amados,
tendo a percepção do amor recíproco,
da paixão avassaladora,
o verdadeiro amor não nos obriga a atitudes e nos faz sentir vivos, dando a vontade de querermos viver o momento mágico agora... e depois, e depois, e... depois
o verdadeiro amor não cobra atitudes do outro, e sim comunga delas com o outro...
É por isso que... ao invés de lembrar do primeiro amor, que desperta sensações passageiras da descoberta, prefiro lembrar sempre do último...que nunca cobrou nada, apenas o amor... por amor !
o último amor é para sempre...
(Gustcho)
Augusto Cesar Malheiros
O ÚLTIMO AMOR !
As pessoas vivem lembrando com saudades do primeiro amor.
Sabe... eu faço uma reflexão mais apurada neste aspecto, a gente só sente o gosto das coisas quando está mais relaxado, tranquilo, receptivo aos acontecimentos que nos rodeiam... e pensando por aí, tenho a convicção que a vida só vale a pena se a gente compartilhar a essência das coisas,
mas... compartilhar com um amor que não nos sufoque,
que respire junto com a gente,
onde se ame e possamos nos sentir amados,
tendo a percepção do amor recíproco,
da paixão avassaladora,
o verdadeiro amor não nos obriga a atitudes e nos faz sentir vivos, dando a vontade de querermos viver o momento mágico agora... e depois, e depois, e... depois
o verdadeiro amor não cobra atitudes do outro, e sim comunga delas com o outro...
É por isso que... ao invés de lembrar do primeiro amor, que desperta sensações passageiras da descoberta, prefiro lembrar sempre do último...que nunca cobrou nada, apenas o amor... por amor !
o último amor é para sempre...
Augusto Cesar Malheiros
Os efeitos da rendição em vida são semelhantes ao horror de um ser carcomido pela tristeza. Nos olhos paira o vazio do poeta mais pobre do mundo. A pele se transforma em areia sendo levada pelo ar para servir de matéria- prima na elaboração de adubo, para um canteiro de lágrimas. Jamais se transforme nas grades que aprisionariam o último pássaro mensageiro do sorriso.
Augusto Vicente
OS HOMENS SÃO MAIS LEAIS AOS SEUS DESEJOS AINDA QUE INFAME, QUE AOS SENTIMENTOS MAIS NOBRES!!
Eugenio Augusto Chaves
Pano de fundo,
O reconhecimento do palco é fundamental para a medida honesta do espetáculo. Nossos papéis aparecem ao longo da vida, a qual se trata de um pano de fundo que se ilumina a partir da introspecção. Vivemos para dirigir a nossa mente com humor. Uma maneira de manter a casa sempre cheia, é usar uma rede para pescar o momento exato em que os pensamentos tensos insistem em aplaudir os dramas da alma.
Augusto Vicente
Para iludir a minha desgraça, estudo
Intimamente sei que não me iludo!
Augusto dos Anjos
Poema negro
A Santos Neto
Para iludir minha desgraça, estudo.
Intimamente sei que não me iludo.
Para onde vou (o mundo inteiro o nota)
Nos meus olhares fúnebres, carrego
A indiferença estúpida de um cego
E o ar indolente de um chinês idiota!
A passagem dos séculos me assombra.
Para onde irá correndo minha sombra
Nesse cavalo de eletricidade?!
Caminho, e a mim pergunto, na vertigem:
— Quem sou? Para onde vou? Qual minha origem?
E parece-me um sonho a realidade.
Em vão com o grito do meu peito impreco!
Dos brados meus ouvindo apenas o eco,
Eu torço os braços numa angústia douda
E muita vez, à meia-noite, rio
Sinistramente, vendo o verme frio
Que há de comer a minha carne toda!
É a Morte — esta carnívora assanhada —
Serpente má de língua envenenada
Que tudo que acha no caminho, come...
— Faminta e atra mulher que, a 1 de janeiro,
Sai para assassinar o mundo inteiro,
E o mundo inteiro não lhe mata a fome!
Nesta sombria análise das cousas,
Corro. Arranco os cadáveres das lousas
E as suas partes podres examino. . .
Mas de repente, ouvindo um grande estrondo,
Na podridão daquele embrulho hediondo
Reconheço assombrado o meu Destino!
Surpreendo-me, sozinho, numa cova.
Então meu desvario se renova...
Como que, abrindo todos os jazigos,
A Morte, em trajos pretos e amarelos,
Levanta contra mim grandes cutelos
E as baionetas dos dragões antigos!
E quando vi que aquilo vinha vindo
Eu fui caindo como um sol caindo
De declínio em declínio; e de declínio
Em declínio, com a gula de uma fera,
Quis ver o que era, e quando vi o que era,
Vi que era pó, vi que era esterquilínio!
Chegou a tua vez, oh! Natureza!
Eu desafio agora essa grandeza,
Perante a qual meus olhos se extasiam...
Eu desafio, desta cova escura,
No histerismo danado da tortura
Todos os monstros que os teus peitos criam.
Tu não és minha mãe, velha nefasta!
Com o teu chicote frio de madrasta
Tu me açoitaste vinte e duas vezes...
Por tua causa apodreci nas cruzes,
Em que pregas os filhos que produzes
Durante os desgraçados nove meses!
Semeadora terrível de defuntos,
Contra a agressão dos teus contrastes juntos
A besta, que em mim dorme, acorda em berros
Acorda, e após gritar a última injúria,
Chocalha os dentes com medonha fúria
Como se fosse o atrito de dois ferros!
Pois bem! Chegou minha hora de vingança.
Tu mataste o meu tempo de criança
E de segunda-feira até domingo,
Amarrado no horror de tua rede,
Deste-me fogo quando eu tinha sede...
Deixa-te estar, canalha, que eu me vingo!
Súbito outra visão negra me espanta!
Estou em Roma. É Sexta-feira Santa.
A treva invade o obscuro orbe terrestre.
No Vaticano, em grupos prosternados,
Com as longas fardas rubras, os soldados
Guardam o corpo do Divino Mestre.
Como as estalactites da caverna,
Cai no silêncio da Cidade Eterna
A água da chuva em largos fios grossos...
De Jesus Cristo resta unicamente
Um esqueleto; e a gente, vendo-o, a gente
Sente vontade de abraçar-lhe os ossos!
Não há ninguém na estrada da Ripetta.
Dentro da Igreja de São Pedro, quieta,
As luzes funerais arquejam fracas...
O vento entoa cânticos de morte.
Roma estremece! Além, num rumor forte,
Recomeça o barulho das matracas.
A desagregação da minha idéia
Aumenta. Como as chagas da morféa
O medo, o desalento e o desconforto
Paralisam-se os círculos motores.
Na Eternidade, os ventos gemedores
Estão dizendo que Jesus é morto!
Não! Jesus não morreu! Vive na serra
Da Borborema, no ar de minha terra,
Na molécula e no átomo... Resume
A espiritualidade da matéria
E ele é que embala o corpo da miséria
E faz da cloaca uma urna de perfume.
Na agonia de tantos pesadelos
Uma dor bruta puxa-me os cabelos,
Desperto. É tão vazia a minha vida!
No pensamento desconexo e falho
Trago as cartas confusas de um baralho
E um pedaço de cera derretida!
Dorme a casa. O céu dorme. A árvore dorme.
Eu, somente eu, com a minha dor enorme
Os olhos ensangüento na vigília!
E observo, enquanto o horror me corta a fala,
O aspecto sepulcral da austera sala
E a impassibilidade da mobília.
Meu coração, como um cristal, se quebre
O termômetro negue minha febre,
Torne-se gelo o sangue que me abrasa,
E eu me converta na cegonha triste
Que das ruínas duma casa assiste
Ao desmoronamento de outra casa!
Ao terminar este sentido poema
Onde vazei a minha dor suprema
Tenho os olhos em lágrimas imersos...
Rola-me na cabeça o cérebro oco.
Por ventura, meu Deus, estarei louco?!
Daqui por diante não farei mais versos.
Augusto dos Anjos
Pra mim, você era tanto
Que não podia alcançar.
É como uma estrela no canto
Do céu de qualquer lugar.
Sendo assim inatingível,
Eu deveria evitar
Esse amor tão impossível,
Tão distante a cintilar.
Mas, se o coração reclama.
Eu me ponho a imaginar
Que dorme em minha cama
E fico assim a sonhar.
Acaricio a roupa
Que trouxe pra se deitar.
Não sei se é você a louca,
Se sou eu a delirar.
Só sei que te vejo ardente
Querendo se entregar.
Ou vira estrela cadente,
Ou eu aprendo a voar.
(do livro: Fadas Guerreiras, à venda em www.caca.art.br)
Carlos Augusto Cacá
Provo que a mais alta expressão da dor
Consiste essencialmente na alegria...
Augusto dos Anjos
QUANDO QUISERES LANÇAR ALGUMA PEDRA CONTRA ALGUEM,NUNCA SE ESQUEÇA: SEMPRE ESTARÁ COM OUTRA MÃO LIVRE PARA DEFENDER-SE DE OUTRA QUE ALGUEM PODERÁ LANÇAR CONTRA TÍ!
Eugenio Augusto Chaves
Quando vejo as atrocidades que o ser humano faz, não me esqueço de que, Deus nunca nos escondeu sobre a natureza pecaminosa do homem descrita em sua Palavra.
Augusto Baptista Lucas