Conto de fadas
Encontrados 46 com a expressão conto de fadas
Tempo amigo seja legal
Conto contigo pela madrugada
Só me derrube no final.
Pato Fu
Dando um tempo
Eu nunca acreditei na história de “dar um tempo”, ou no conto da carochinha de que “o tempo cura tudo”. O tempo nunca curou meus 21 graus de miopia, nem fez meu dente do ciso pular pra fora sozinho, não me fez esquecer meu avô e meu gênio forte só aumentou. Talvez para algumas coisas o Dr.Tempo até tenha o tratamento certo, mas para outras, não mesmo.
Quando ele não obtém êxito, ele indica o paciente á um amigo, o Dr. Amor. Dizem que esse tal de amor, sim, esse cura tudo. As magoas do passado, a frustração, os medos, refaz famílias, recupera alegria, esse é “O” cara. Em alguns casos, principalmente doenças crônicas, O Dr. Amor, necessita da ajuda do Dr.Tempo, ele julga que pode curar tudo, mas que o dr.Tempo é quem pode esclarecer as coisas, por um outro ângulo, não tão sentimentalista.
A procura por esses médicos acontece geralmente quando os métodos convencionais já falharam, quando o paciente já esta no limite. Porém a lista de espera é longa. Para eles não importa se você tem convenio médico, vai pagar á vista com dinheiro, passar no cartão, ou dar um cheque sem fundo. Eles também não fazem diferença por credo, raça, ou situação social. E a forma de ser atendido mais rápido, e passar na frente dos outros pacientes, eu não sei, talvez seja por necessidade e disponibilidade do paciente aceitar o tratamento. O tratamento é sempre diferenciado, cada caso é um caso.
A mais de um mês fui no consultório do Dr.Tempo, levar nosso caso, digo nosso, pois você está sofrendo as conseqüências da mesma forma que eu. Ele por telefone, conversou por alguns instantes com o Dr.Razão. Chegaram a uma conclusão. Ele me receitou “dar um tempo”, o que fosse necessário. Que diariamente eu trocasse e-mails com o Dr.razão e ligasse para ele quando necessário, porque sabe que eu sou muito sensível. Disse que chega uma hora na vida, que a maturidade começa a querer ocupar um espaço maior na nossa vida, e que caberia a mim, escolher crescer ou continuar sendo uma garota mimada casca de ferida. Porque existem pessoas de cinqüenta e muitos anos, ainda com pensamento de adolescente, o que é realmente triste.
Para o meu tratamento dar certo, eu preciso da sua colaboração. Eu ainda não estou preparada pra te ver, falar com você, te ouvir ou ouvir falarem de você. O fato de não querer nenhuma dessas coisas, não significa que eu não goste de você, pelo contrario, significa que eu gosto, que eu estou tentando deixar as coisas bem entre nós. Pra você pode estar tudo bem, mas não pra mim.
Você pode achar que o que me falta é problema e um tanque cheio de roupa suja pra lavar, consigo ver você dizendo isso, mas é exatamente ao contrario, tirando o tanque, porque eu prefiro usar a maquina convencional, e é um saco ter que trabalhar de branco, porque é um saco maior ainda, deixar o branco mais branco, sendo desiludida pelos sabões em pó do momento. Pode parecer também falta de namorado, ao seu ver, mas também é ao contrario. É realmente difícil decidir qual frase é mais machista.
Você também diz que eu pareço não te entender. Que você esta trabalhando para pagar as contas, tem que ter um tempinho para namorar, para sair de moto, para cuidar da sua mãe e da sua família. Eu entendo, por mais que você não acredite.
O que você não vai acreditar é o motivo dessa aversão. Lembra de quando você casou, não me disse nada, e não me convidou? E depois disse que casamento não é algo importante na vida de alguém? Ou quando você almoçava comigo e ia dormir depois? Eu não acho que dormir depois do almoço seja crime, ok! Mas acho que podia ter sido diferente. Ou quando eu ficava te esperando e você nem ligava para avisar que não vinha. É impressionante que não dói em você! Quantas vezes eu queria um abraço seu, um telefonema, isso faz falta, sabe. Faz falta me sentir protegida por uma figura masculina. Na verdade o que mais doía era quando eu dizia que te amava, e você me olhava e falava com uma voz infantil: “Ai lindinha, te adoro”. Adora? Lamentável, não?
Eu estou tentando ser uma pessoa melhor, menos medíocre (medíocre não é um termo pejorativo, como a massa pensa, significa mediana). Eu me lembro de ter tentando te chamar para fazer algo só nós dois, algumas vezes. Ter falado que eu sentia sua falta, e que nos víamos pouco, e ainda fui obrigada a ouvir uma piadinha besta, me comparando com uma das tuas namoradinhas.De ter me oferecido pra te ajudar com a casa na chácara...
Da ultima vez que nos falamos, você disse que estava muito ocupado e que eu não entendia. Foi quando eu vi que eu não era a única. A relação que estávamos tendo era nojenta, era na base de precisar algo de alguém. É disso que eu preciso de um tempo
Não me venha dizer que você é uma pessoa excelente, que pelo menos você não é alcoólatra, não me bate, e que nunca me faltou nada. Porque eu também sou uma pessoa boa, não bebo, não fumo e nunca fiquei grávida. Então perante aos olhos dessa sociedade falsa e moralista, ambos somos pessoas excelentes, e porque não, por algum motivo até dignos de admiração.Eu odeio esse tipo de bla bla bla, isso sim é coisa de gente medíocre.
Eu tenho um sentimento por você, é fato. Você já fez muitas coisas boas por mim. Já me deixou feliz, já me deu força, e já passamos bons momentos juntos. Mas colocando na balança, não tem comparação. Até um tempo, isso foi sua obrigação, agora eu amadureci, e passa a ser nossa obrigação. A culpa disso é nossa, a responsabilidade de reverter essa situação também. Eu to tentando... mas preciso de um tempo.
Bruna Solar
Foi você
Que fez meu mundo desandar
E me perder ao te encontrar
Se conto as horas pra te convencer
Que é você
E não me importa mais ninguém
Pra te ter vou mais além
E nada vai tirar você de mim
Strik
Vem, filho meu,
Me leva nessa estrada
De anões, dragões e fadas
Que habitam teu quintal.
Vem, filho meu,
Papai está tão sozinho,
Me ensina teu caminho em que o bem
Vence eternamente o mal.
Me dá tua mão,
Me leva passear.
No teu mundo encantado
O bicho papão não vai pegar.
Vem, filho meu,
Vem me fazer contente.
Que a vida raramente
Convida a gente pra brincar.
toquinho
CONTO - O Dia de Fila
O assunto que vai ser tratado hoje é conhecido de forma prática por muitas pessoas. Apertem as fivelas do sapato, lencinho no bolso, garrafa d’água, e muita paciência, pois hoje é dia de FILA.
Meu dia começou bem. Acordei sem precisar de barulhentos despertadores, nem ter que sair depressa para algum compromisso; houve até tempo para uma daquelas boas espreguiçadas antes de sair da cama. Tomei um saboroso café da manhã acompanhado com pão e frios. Aparei meus pequenos fios de barba que insistem em brotar no meu rosto continuamente, tomei um banho energético e saí para resolver aquelas coisas práticas que todos costumam (precisam) fazer de vez em quando. Visitar alguns bancos, retirar extratos, fazer cartões, renovar benefícios, buscar declarações, protocolar pedidos... enfim, um legítimo office-boy de assuntos domésticos, familiares e acadêmicos.
Piseis duas quadras com meus brilhosos sapatos sociais, seguidos de minhas calças com vincas bem feitas a ferros hábeis, camisa azul, recoberta por um suéter que acompanha a cor da calça (que não arrisco falar pois ainda não decidi como ela se chama) e, para encher de glamour o visual, óculos escuros diante dos olhos e pasta 007 às mãos. Na primeira curva do dia, aquela que se tornaria companheira do dia, a FILA; companheira e vilã.
Embora fosse curta, coisa de seis ou sete pessoas, lá estava ela se formando embaixo do ponto de ônibus, pronta para se atirar ao transporte coletivo que chegaria em alguns instantes. Cada um tendo tomado seus lugares, em meio aos truculentos balanços do veículo seguimos ao centro da cidade.
Tendo chegado ao centro, a primeira missão era apresentar um protocolo, que vinha dobradinho no bolso, para retirar minha declaração de matrícula. Galgando aos degraus da faculdade fila diante das catracas para que os atendentes pudessem direcionar cada aluno para o local correto e conceder-lhes a “organizadora eletrônica de filas”, a SENHA. Tendo retirado a minha, me coloquei na minha respectiva fila para retirar minha solicitação. Quando tudo estava pronto e minha angústia tinha acabado, missão cumprida! Tinha em mãos minha declaração, embora válida por trinta dias, o que me soava como um “vale-outra-fila-daqui-a-um-mês”, me atrevi a parar diante de uma das catracas e pedir informação a respeito do atendimento aos alunos que precisam mudar o plano de estudos; desisti da história assim que soube que fila lá estava maior do que a que eu havia deixado a poucos instantes, e quando dou por mim, havia outra fila, mas essa era formada pelos que esperavam que eu saísse da frente da catraca para que eles pudessem entrar. Ô sufoco!
Como essa primeira missão ocupou um tempo da minha manhã, que já havia se iniciado tardiamente, já estava na hora de ir para o restaurante e encontrar com minha amada, com quem havia marcado um almoço. Certamente, nesse conto, não haverá lugar para os dois “pombinhos” se assentarem e pedirem o cardápio, isso é mensalmente, e nunca acontece às segundas-feiras. Hoje o restaurante é o buffet de comida italiana do shopping. Não poderia estranhar que minha amiga estivesse lá esperando minha chegada com minha amada. A fila estava grande e por ela nos aventuramos até que acertamos as contas e alçamos nosso lugar às mesas.
Alguns amigos que costumam freqüentar o mesmo lugar foram chegando de forma alternada, aos poucos nossa mesa estava repleta. Mas, claro que cada um comia a seu tempo e de acordo com o horário que chegou, no entanto, para não ficar deselegante, e mesmo porque tínhamos interesse em conversar, cada um que foi terminando ficou esperando o término dos demais. Nem acredito, novamente estávamos ordenados em fila, embora sentados, cada um esperava pela ação do outro para seguir seu dia. Até parece que se tem prazer em formar fila!
A segunda missão do dia, já auxiliada por minha amada, era visitar o banco. Como não pode escapar das filas, nos deparamos com uma fila para passar na porta giratória, para não sair do comum, a porta sempre trava com algumas pessoas. Quando entramos, explicamos a situação para uma dessas mocinhas do “posso ajudar?” e ela nos encaminhou para uns acentos, uma fila mais confortável. Depois de um bom tempo de espera conseguimos atendimento e pudemos sair para fazer nossos depósitos no caixa eletrônico. Considerando que nossas habilidades bancárias são nulas, tivemos que nos enfileirar atrás de outra mocinha do “posso ajudar?” e dizê-la que sim, ela pode ajudar! Enfim, missão realizada com sucesso!
Dirigimos-nos para o serviço que gerencia o transporte coletivo da cidade. Se veículos isolados de transporte coletivo geram filas, é possível calcular que a administração desses meios de locomoção motorizada deve gerar algum tumulto também. Lá fomos informados que deveríamos preencher um formulário e em seguida providenciar um calhamaço de fotocópias de documentos diversos. Espero que o efeito FILA já esteja automático na mente dos meus leitores e eu nem precise dizer que a foto copiadora estava congestionada e lá se confeccionou uma pequena fila.
Ao retornar para administração de onde havíamos saído, recebemos outra “organizadora eletrônica de filas”, SENHA 74. Aguardamos nossa vez no atendimento, e recebemos uma motivante notícia: “FALTA O DOCUMENTO XXXYYYV..., pois esse que você trouxe não serve!”. ##$%@**%$#@! Há sujeito de bem que seja capaz de manter um só nervo no lugar com tudo isso? E ainda não chegamos à melhor parte!
Dessa vez segui solitário para o endereço onde deveria fazer uso, mais uma vez, dos excelentes modelos de atendimento do serviço público. Tendo chegado ao local, não sei se pelo cansaço ou por falta de esperteza, fui obrigado a rodear o “belo” prédio da Previdência Social, até encontrar um recorte no muro com uma placa impressa em jato de tinta, em filha de papel contínuo, que dizia: ENTRADA, e era sublinhada por uma esclarecedora flechinha.
Depois de ter seguido as demais indicações impressas em folha contínua cheguei a uma imensa recepção, ocupada com quinze computadores, dos quais apenas três eram operados, e cujas operadoras eram senhoras protuberantes, enrugadas e infelizes. Uma delas atendia vagarosamente a fila onde os seguranças me colocaram. Ao chegar minha vez emiti uma saudação que encontrou como resposta uma rude exclamação: “FALA!”. Pedi o serviço desejado, apresentei minha carteira de identidade, e enquanto explicava exatamente minha situação ela imprimiu uma “organizadora eletrônica de filas”, e me pediu para tomar um acento.
A senha que eu tinha em mão era ainda mais complexa, me condicionava a subgrupo indicado pela letra “I”, e outro indicado pelo número “0362”. Depois de uns cinqüenta minutos esparramando naquelas cadeiras fui chamado. A segunda atendente, grosseiramente me informou que não poderia atender minha solicitação pois o nome que constava no documento solicitado era do meu pai e não o meu. Tendo respirado bem fundo questionei-a acerca do motivo da primeira atendente ter me feito esperar todo aquele tempo para receber essa notícia. Esta segunda reclamou, repetiu as grosserias, repreendeu a outra que trabalhava em alguns computadores antes, mas decidiu me atender em “consideração” à espera. No entanto, parecia que sorte não estava querendo sorrir para mim. A impressora dela emperrou.
Fui encaminhado para um setor de subgrupo “M”, onde havia outros cinqüenta computadores, mas apenas uma senhora, um pouco mais contente, que atendia solitária. Lá expliquei minha situação, ela se retrai com a informação de que além de estar no nome do meu pai, era um documento cadastrado em outra unidade da previdência. Fui impelido, provocado, obrigado a responder: “As informações aqui são distribuídas em segredo para cada funcionário? Cada um recebe uma informação diferente e complementar?” e em seguida a informei do que havia acontecido anteriormente, e entre queixas ela imprimiu o meu comprovante de meia página, com letras cinzentas, quase extintas, e eu pude ir embora.
Cansado do dia exaustivo, me dirigi para o meu ponto de ônibus que fica algumas boas quadras distante. Ao chegar, sem admiração, me posicionei em outra fila, essa maior, deveria ter umas vinte ou trinta pessoas. Em poucos instantes o ônibus chegou e finalmente pude ir para casa. Chegando em casa fui direto para a internet verificar a quantas andava o processo de inscrição de um concurso do estado para professor substituto. Sim! Além de tudo quero dar aulas (risos). Então, tive a notícia de que as inscrições haviam sido adiadas para daqui a dois dias devido ao grande congestionamento. Agora essa! FILA virtual. ##@#$%¨&***! Novamente eu pergunto: Existe algum sujeito de bem que possa manter seus nervos intactos depois de um dia desses?
E agora, encerro o dia aqui, ENFILEIRANDO letras, tentando dar à elas uma ordem que possua uma finalidade mais relevante e menos estressante, e uma organização lógica e justa para cada uma delas.
Everton Renaud
Conto os dias que eu vivi até hoje não pelas horas em que eu respirei, mais pelos momentos em que perdi o fôlego.
desconhecido
Estão sentindo falta de um anjo lá no céu,pode deixar eu não conto que você está por aqui.
desconhecido
Fernando Pessoa
A Criança Que Pensa Em Fadas
A CRIANÇA que pensa em fadas e acredita nas fadas
Age como um deus doente, mas como um deus.
Porque embora afirme que existe o que não existe
Sabe como é que as cousas existem, que é existindo,
Sabe que existir existe e não se explica,
Sabe que não há razão nenhuma para nada existir,
Sabe que ser é estar em algum ponto
Só não sabe que o pensamento não é um ponto qualquer.
Fernando Pessoa
"As fadas não são uma fantasia, mas sim uma conexão com a realidade"
Brian Froud
foi por uma boa causa.
errei...
errei quando acreditei que minha vida podia ser um conto de fadas...
errei quando acreditei na bondade das pessoas...
errei no detalhe,por ingenuidade...
errei quando acreditei que voce poderia fazer por mim,tudo aquilo que fis por voce!!!
errei tentando e tentando errei...
me orgulho de meus erros...
pois errei por amor...
e por amor sei que morrerei,mesmo que errando!
mas morrerei tentando!!!
lili
Eu não existo longe de você
E a solidão, é o meu pior castigo
Eu conto as horas pra poder te ver
Mas o relógio tá de mal comigo...
Claudinho e Buchecha
O gostoso de minha vida é que não conto com ninguém e com nada. Sei que é um risco que corro. Mas adoro isso!!!
Charles Canela
Ri... Meu príncipe Azul...
Que seu amanhecer seja tão encantado
como a mágica de todas as fadas...
Seus desafetos sejam tão pequenos
como a menor gota de mar...
Seus caminhos sejam tão límpidos
como as águas do mais sonhado riacho...
Suas fantasias sejam tão boas
como o desejo da jóia mais cara...Sua docilidade seja tão sensível
como a do mel mais natural...
Sua capacidade seja tão aprovada
como a alma mais povoada...
E nosso afeto seja tão verdade
como é nossa amizade,
como é nossa paixão,
como é o nosso AMOR!!!
"Não deixe que seus medos tornem-se obstáculos no caminho de seus sonhos..."
Beijos Ri, minha doce paixão, que amo demais!!!
Luerick