Conde de lautreamont
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A Árvore da vida dos amigos
Existem pessoas nas nossas vidas que nos fazem felizes pela simples casualidade de terem cruzado o nosso caminho.
Algumas percorrem o caminho a nosso lado, vendo muitas luas passar, mas outras apenas vemos entre um passo e outro.
A todas chamamos amigos e há muitas classes deles.
Talvez cada folha de uma árvore represente um dos nossos amigos.
O primeiro que nasce é o nossos amigo Pai e a nossa amiga Mãe, que nos mostram o que é a vida.
Depois, vêem os amigos Irmãos, com quem dividimos o nosso espaço para que possam florescer como nós.
Passamos a conhecer toda a família de folhas a quem respeitamos e desejamos o bem.
Mas, o destino apresentamos a outros amigos, os quais não sabíamos que iriam cruzar-se no nosso caminho. A muitos de eles chamamos-lhes amigos da alma, do coração. São sinceros, são verdadeiros. Sabem quando não estamos bem, sabem o que nos faz feliz.
E ás vezes um desses nossos amigos da alma estala no nosso coração e então chamamos-lhe um amigo namorado. Esse dá brilho aos nossos olhos, música aos nossos lábios, saltos aos nossos pés.
Mas também há aqueles amigos de passagem, talvez umas férias ou uns dias ou umas horas. Eles colocam-nos sorrisos no rosto durante o tempo que estamos com eles.
Falando do assunto, não podemos esquecer os amigos distantes, aqueles que estão na "ponta das ramas" e que quando o vento sopra, sempre aparecem entre uma folha e outra. O tempo passa, o Verão vai-se, o Outono aproxima-se e perdemos algumas das nossas folhas, algumas nascem noutro Verão e outras permanecem por muitas estações.
Mas o que nos deixa mais felizes, é que as folhas que caíram continuam junto, alimentando a nossa raiz com alegria. São recordações de momentos maravilhosos de quando se cruzaram no nosso caminho.
Desejo-te, folha da minha arvore, paz, amor, sorte e prosperidade.
Hoje e sempre...Simplesmente porque cada pessoa que passa na nossa vida é única. Sempre deixa um pouco de si e leva um pouco de nós.
Haverá os que levam muito, mas não haverá os que não nos deixam nada.
Esta é a maior responsabilidade da nossa vida e a prova evidente de que duas almas não se encontram por casualidade."
Conde Roberto
O plágio é necessário. É o progresso que o implica. Ele analisa de perto a frase de um autor, serve-se das suas expressões, apaga uma ideia errada, substitui-a pela correcta.
Isidore Lautréamont
Nosso destino é ser bom, um dia chegaremos a ele.
Conde de
As pessoas parecem ter no rosto “gelatina inútil”, que é como o Conde de Gloucester se referiu aos seus olhos em “Rei Lear” de William Shakespeare.Aliás “Lear” é uma anagrama de "real" como se Shakespeare quisesse dizer que o rei via uma versão distorcida do real.
Estou convencido que as pessoas são mesmo cegas, não porque não enxergam, mas porque vêem aquilo que foram condicionadas a ver. Essa é só mais um dos descaminhos do mundo e do lado escuro da vida. Viver na escuridão imaginando-se na luz é só mais um dos disfarces da enganação. Um olho que vê pode ser cego sim.
As formas são apenas meros rascunhos, úteros inférteis que não dão a luz a profundidade, o invisível nem sempre salta aos olhos, mas quem entre nós poderá bradar aos quatro ventos que nunca ficou cego diante da ilusão que nossos olhos aprenderam a acreditar ser real? Quem entre nós mortais poderia atingir o grau de pureza como dizia Saint Exuperry ser possível com a frase : “ Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.”
O corpo é faminto demais pra deixar se levar apenas pelo coração, embora ele queria dizer que é preciso ver o mundo de uma maneira mais pura, o coração infelizmente também pode ser cego quando tomado pela paixão, o outro pode estar todo coberto de lama que nos parecerá brilhar de tão limpo quando por ele estamos loucamente e cegamente apaixonados.
A visão só se apura e os olhos só deixam de ser gelatina inútil quando ganhamos intimidade com o mundo, quando conseguimos sobrepor sobre o que vemos como na sinestesia, relacionando planos sensoriais diferentes, como o gosto com o cheiro, ou a visão com o olfato. “O doce afago materno.” (paladar + tato).Dizem que a visão de halos ou auras em volta dos corpos humanos é um fenômeno sinestésico. “Ora (direis) ouvir estrelas!”, primeiro verso do Soneto de “Via Láctea” é um ato sinestésico de Olavo Bilac.Há sinestésicos que ao irem a uma festa e se divertirem vêem em volta de tudo a cor azul. Pelo fato dos sistemas sensoriais se interconectarem entre si pode-se ver cores quando ouve-se um som, ou você pode sentir o gosto das palavras
Parece maluquice, mas a loucura , embora seja classificada como delírio ou insanidade, parece ser sempre mais genial que a “normalidade”.
André Luis Aquino