Amor, doce flor,
Puro ecanto, em algum canto
Deste vago correr pelas veias
Ao prazer da primeira visão na noite.

Pecado, fruta doce
Desce e sobe fazendo do corpo, escravo.
Estalo de submersa alegria
Ante ao prazer, ante de sede.

Amor, eis a dor.
Arde, fere, aumenta,
Esquenta a batida do teu, meu coração.

Pecado, eis o sabor.
O calor à furtiva respiração
Em que se une o pecado ao amor.

nathália borges

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