UMA LÁGRIMA DE AGONIA
Digressões cambaleantes
Em meio a prantos
Sinto a tempestade de minha alma
Inverossímil conjectura
De dor e tristeza
Que olhos buliçosos
Não conseguem ocultar
O tempo que me resta é exíguo
E maior que a mágoa é o vácuo
As feridas saram
O nada me anula
Sorrateira e perspicaz
Ela se aproxima
E com seu toque benevolente
Dissipa as nuvens de esperança
Sou uma deplorável criatura de Deus
Que a morte leva sem deixar
Lástima, saudade ou lembrança.
Adriano Saraiva
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