Coleção pessoal de schmorantz

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Floripolitana de Coração

Gaúcha, nos pampas nascida
Um grande sonho acalentei
Morar numa ilha encantada
Cheia de bruxas e fadas.
Nessa terra cheia de graça
Onde se juntam todas as raças,
Minha ilha lança ao poente
O azul espelhado da lagoa,
O verde silêncio das montanhas,
O rumorejar de um mar azul
Que beija apaixonado a areia da
Minha ilha de renda poética.
Não importa se há sol ou chuva,
A mágica ilha é sempre azul,
Fica gravada na alma e
Quem aqui vem sempre vai voltar,
Para descobrir novos caminhos,
Novos destinos, pois
Esta magia nunca irá acabar.

Sonia Schmorantz

Fiz versos azuis
Para cantar o céu e o mar,
Fiz versos de toda a cor
Para falar qualquer coisa de amor.
Fiz versos coloridos para falar
Do pôr do sol na minha praia.
Fiz versos de qualquer cor
Para espantar a solidão.
Fiz versos e mais versos
Para falar dos meus sonhos,
Dos pequenos caminhos,
Das penas e desilusões.
Apaga então as letras e sente
Apenas minhas impressões digitais:
Tua mão na minha
A pensar em nós...

Sonia Schmorantz

Na oscilação imprecisa das águas da memória
Se fundem numa só verdade todas as lembranças.
Ao fundo do mar e de mim as memórias
Navegam barcos sob um céu azul,
Deslizando imprecisos, vagarosamente.
O barco se detém no remanso da água,
Corre-me água das mãos molhadas de mar, e
Uma ave pousa calada na proa...
Barco e rio são agora minha própria dimensão.
Memórias, barcos fazem parte da paisagem,
Da minha paisagem humana...

Sônia Schmorantz

Na poética mansidão da madrugada
Sonhos se refugiam na inquietação da alma.
A lua, farol iluminado ao longe
Hoje é quem me faz companhia.

A olhar as estrelas por entre nuvens.
Uma lágrima cai, mas não podem vê-la
Porque é da alma que sai...

Há noites assim,
Em que os corpos não se pedem,
São noites brandas de desejo,
Mãos que repousam em palavras de paz.

A cada noite numa folha branca
Os versos pedem para nascer na
Mansa inquietação com que me cubro
Nos dias em que não estás...

Sônia Schmorantz

Eu sabia

Eu sabia que um dia ela viria,
Íntima de mim a cada instante,
Embora oculta em todas minhas mortes.
O silêncio outra vez presente.
Tentei falar mas não consegui.
Dos meus olhos tão perto,
Tão distante do coração
Não sei onde ficas
Viajando por entre a solidão.
Não mais juntos:
Mas em paralelo,
Tão substancialmente sós na apertada solidão,
Que nesse silêncio se escuta a respiração de Deus.
Na nossa rota não há dois astros
Apenas nós e a cósmica solidão
Do nosso próprio infinito...

Sônia Schmorantz

Sopro do vento
Soltei palavras ao vento...
Palavras soltas como
Pássaros de asas abertas
Que não possuem destino,
Nem desatino,
apenas pulsam em vôos livres...
Pois que voem livres as palavras,
Que ecoem em canções e gemidos.
Em pranto e prece, até que se calem
Todas as feridas, todas as iras...
Que a palavra finalmente expressa,
Seja livre, doce e calma
Definitivamente liberta, pois...
Hoje quero esta calma,
Azul e mar,
Sono e cama,
Silêncio e palavra...

Sonia Schmorantz

Se precisar de mim
Grite meu nome ao vento,
Ele trará seu recado...
Ouça uma música suave,
Fecha os teus olhos e
Sinta a carícia de um beijo...
Mas, se não houver
Vento ou música,
Faça apenas uma oração
Meu anjo se unirá ao teu,
Para te por no colo e confortar.
Se precisar de mim...
Sinta o suave beijo que dança nos lábios
Docemente sobre teu rosto....

Sonia Schmorantz

Fragmentos da alma

Quando as mãos deslizam no teclado
Mesmo cansadas da lida
As palavras percorrem matizes
Do tempo e da saudade
Em busca de suas razões...
A cada minuto a alma se confessa
Confusa, saudosa e muda
Pela fugacidade da vida.
Alma instável, sem o mar
Para cobrir de sombras e cores,
Com saudades das pessoas
Que amava e se foram...
Triste alma de poeta
Que amando se desnuda
Que silenciada se cala...
Vazios, ausentes,
luz apagada
Ninguém em casa...

Sônia Schmorantz

Pobre Lua

O sol beija o mar e se despede,
Em seu lugar estará em breve a lua.
Refúgio dos solitários,
Encanto dos enamorados...
Pobre lua que do alto ouve as queixas
E talvez entenda de solidão.
Talvez entenda de amor...
Pobre lua que só sabe iluminar o mar.
Seu riso de prata seduz mas não responde
Aos pedidos que lhe fazem os
Solitários e os namorados...
Toda noite é assim, e
Quando o mar novamente acordar,
Haverá apenas pedaços de luar...

Sônia Schmorantz

VIAGEM

Ao som da música faço uma viagem
para dentro de mim mesma...
Uma viagem livre, sensitiva, sem censuras
como pés descalços nas águas do mar.
Não importa quantas pessoas estejam a minha volta,
vejo vultos que se movem, serpenteiam e
seguem para algum lugar...
Meus pensamentos insinuam-se,
dançam com a música e seguem rumo ao coração.
Viagem de olhos fechados,
sentindo o cheiro do mar...
Importa estar aqui
sentindo a cabeça rodar ao som abafado
da música no celular...
Mesmo cansada de tanto trabalhar,
agora volto para casa,
não quero sentir meus pés,
nem lembrar da vida medíocre,
quero a emoção de voar...
Quero ao menos no sonho
descansar sorrindo e me sentir importante,
para que minhas palavras não cessem,
nem se feche o meu sorriso
para que eu possa acreditar que
a vida é boa e eu mereço ser feliz...

Sônia Schmorantz

POEMAS POR ENCOMENDA

Não se faz poemas por encomenda...
Não se faz poemas só por tristezas e
Não se faz poemas só de amor ou alegria...
Poemas são como lágrimas que vertem
por tristeza ou felicidade,
Mas vertem somente quando a alma quer falar
fluindo como as marés que
dia vão, dia vem...
Não me peça para escrever poemas.
Dá-me teu carinho, tua compreensão
e terás o mais belo poema
no abraço ou no beijo que te der,
se me der o teu amor
haverá sempre um belo poema
em tudo que te disser!

Sônia Schmorantz

ESCREVER

Há quem diga que pensamentos podem também machucar,

Quase não dá para acreditar, pensamentos são pensamentos, ora...

Mas hoje me pego pensando em tantas coisas que passaram e

Ainda passam, coisas que gosto de lembrar e coisas que queria esquecer,

Mas não consigo, assim como não consigo parar de escrever...

Me sinto como se fosse de outro mundo e quero fazer parte desse...

Gostaria de sonhar como as pessoas sonham,

Pensar como elas pensam...

Ser feliz como elas são, ou acreditam ser...

Ser feliz em caber neste espaço, mesmo como um ser anônimo,

Uma agulha no palheiro, como dizia minha avó...

Mas não consigo mudar nada e então me calo,

Porque então minhas mãos não fazem o mesmo,

E meus dedos não conseguem emudecer nesse teclado?

Sônia Schmorantz

Amor no outono da vida

Abro meus braços para o mar
Sinto meus pés afundarem na areia molhada...
Um imenso mar azul está à minha frente,
Refletindo gotas douradas pelo sol e areia.
Pensei em ti nesse momento e agradeci
Pelos beijos úmidos de maresia,
Pelo abraço apertado a me proteger do vento,
Pela íntima conversa silenciosa dos olhos...
Passos perdidos em meu caminhar
Sinto a areia molhada e minha alma
Marcada pela paisagem...
Este momento tem sentido na minha alma,
Este momento tem sentido na minha vida...
Uma lágrima serena escorre pela face
Formando um secreto sorriso...
Passado o vento na tarde que se fez outono
Em minha vida, esvaneceram alguns sonhos,
Mudou o tema da poesia,
Muitas histórias para contar...
Envelheceram as linhas do rosto e do corpo.
Mas o coração solto, liberto ainda quer amar.
Lento e invasivo, o amor chega sem avisar,
Outra vez laço de abraço e o gosto de um beijo.
Nos desvarios das horas na praia...
Continuo meu passeio na areia molhada
Perdida na memória dos meus passos
Vou deixando as ondas para trás e
Sigo em tua direção para te encontrar
Além da estrada, além do tempo para
Viver este presente de amor...

Sônia Schmorantz

Pai

É o primeiro dia dos pais sem tua presença,

mas vou visitar o mar onde tuas cinzas descansam,

e tu te transformaste em milhões de pontos cintilantes,

na esperança de que ouças meus pensamentos

que te falam da minha saudade.

Quero te dizer que teu olhar sincero e humilde

ainda guia meus passos,

mesmo que haja uma saudade constante.

Está sempre comigo este homem de grande responsabilidade,

sensível e generoso, mestre em piadas,

cujo abraço aconchegante ainda sinto

quando a tristeza insiste em chegar...

Tuas cinzas foram ao mar,

mas tua alma foi levada pelo vento, livre e solta no ar,

nesse lugar azul imenso, que se mistura céu e mar.

Faz parte agora das noites de lua ou chuva,

dos dias de sol ou melancolicamente cinzas,

teu espírito ainda vive no mar, na areia,

nas pedras e flores,

e no coração de cada pessoa que te amou...

Teu espírito hoje reluz em cada raio de sol, todos os dias..

Cada estrela no céu tem o teu brilho

e a brisa perfumada traz teu riso.

A chuva que hoje cai são lágrimas de saudade,

por isso venho te abraçar e te dizer uma vez mais,

com um grande beijo....

Feliz Dia dos Pais – Meu Pai.

Sônia Schmorantz

Quando te amei, amei cada instante, como se fosse único.
Quando te amei, sonhei com uma vida diferente...
Quando te amei, não dei flores, mas dei a mim mesma.
Quando te amei, eu te sentia perto, podia te abraçar sem sair de casa.
Quando te amei, também briguei, porque é assim que sou, mas lutei
Para ter sempre você...
Quando te amei, não era tudo perfeito, fiquei triste, chorei, me magoei
Mas a vida tinha mais cor, mais sabor, mais calor...
Quando te amei, eu não era só mais uma, mas um ser privilegiado.
Quando te amei, deixei de sonhar com anjos para dormir com um deles.
Quando te amei, me senti segura e o teu abraço levava as tristezas embora....
Agora fica a incerteza do que virá, a certeza de ter desiludido quem amava.
Agora que não tenho, entendi que não sou privilegiada, sou só mais uma
Daquelas que nasceu para viver e morrer sozinha...
Machuco as pessoas que me amam e a culpa machuca a mim também,
Mas não consigo aceitar que tudo que foi dito e feito seja esquecido,
Que as dúvidas superem a razão
Que as fantasias tornem ásperas as palavras de quem disse que me amava.
Amei, chorei e sorri e minha parte deste privilégio perdi,
Agora não sei....falar de amor não adianta mais...

Sonia Schmorantz

Quem gosta de escrever é um viciado
não consegue mais deixar,
se lhe falta o papel
falta-lhe o chão,
se lhe falta a letra,
falta-lhe o ar...
Errado ou certo
importa que quando
sua alma ria ou chore
haja sempre uma
caneta por perto....

Sônia Schmorantz

Mãos dadas

Quando nossas mãos se tocam
Ao caminhar na beira-mar, vem
Logo um gosto de casa, de calor
Das coisas feitas com amor...
Quando nossas mãos se encontram
Há luz no caminho que percorremos
Céu e mar ganham tons de rosa
E o coração fica em paz....
Quando nossas mãos se entrelaçam
O universo conspira em silêncio
Protegendo-nos de todo o mal,
Guardando este amor para sempre...
De mãos dadas você é meu guia,
É uma alma que abraça outra alma,
Para amar e ser amada,
É tarde cinza de inverno
Que se ilumina na beira mar....

Sônia Schmorantz

Sinto o vento do mar soprar em meu rosto

Fecho os olhos para senti-lo tocar minha pele.

Seria este vento invisível a mão de Deus?

Acho que sim...

Todas as grandes mudanças na minha vida

Foram precedidas por um vento vindo não sei de onde,

Como quem sopra as velas de um barco

Que precisa ir mais longe...

Seria o vento o destino?

Levando este barco para novos lugares?

Talvez eu seja o próprio vento,

Porque nem todos vêem o vento

Assim como não vêem a mim,

Mas me alcançam pelas palavras,

nesta busca infinita

De mim mesma...

Talvez o vento venha para juntar meus retalhos,

Para depois contar histórias de vida,

De vidas tantas que suavizam o cansaço, e

Que me protegem feito manta colorida,

Embalando sempre meus sonhos.

Sônia Schmorantz

Não sei bem falar de amor, mas
Hoje quero dizer que valeu a pena
Conhecer você...
Valeu a pena deixar que o destino
Tramasse este encontro e que
Valeu a pena ter correspondido ao
Primeiro impulso...
Valeu a pena ultrapassar minhas barreiras
Não ter acreditado em besteiras e
Ser tua nova parceira na vida...
Quero a cada despertar
Te ver me abraçar...
Para te amar a cada dia que nasce,
A cada noite que chega, pois
Em ti descobri minha essência,
E te amar tem sido
Minha melhor experiência....

Sônia Schmorantz

Senta-te ao lado do meu silêncio.
Não me abraça agora, mas
Escuta as ondas e o meu silêncio...
Senta-te comigo,
Sente o cheiro da maresia e olha
Mar e céu fundidos nesse intenso azul.
Deixe que eu respire o perfume do mar
Pressentindo o calor da tua pele
Sem ainda te tocar...
Deixa que eu perceba o bater do teu coração
Misturando-se ao vai e vem das ondas...
Deixa-me voar em pensamentos
Sem tirar os olhos do mar,
Espera o vento cálido chegar
Para então dizer que me ama...
Ate lá me deixa ficar só assim,
Sentindo a tua presença e o mar
Depois falaremos de amor e mais nada....

Sônia Schmorantz
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