Coleção pessoal de dieci
Encontrados 18 nesta coleção
Pensando bem...
Sou eu quem preciso de minha bondade.
Sou eu quem preciso do meu abraço, minha caridade.
Sou eu quem preciso de me sentir seguro.
Sou eu quem preciso sair de cima do muro.
Sou eu quem eu quero que mude.
Sou eu de quem eu quero atitude.
Sou eu de quem cobro a coragem de amar.
Sou eu o inimigo a quem tenho de perdoar.
Jorge Reigada
As mentiras são como pedras que colocamos em nossa própria mochila da vida,no final, somos nós mesmos que teremos que carregar.
Jorge Reigada
Sou a pergunta
Que não tem resposta
simples,
Sou igual a todos e
diferente por
nascença..
Só não consigo
viver
no mundo como
indiferença...
Sou charco que
virou jardim,
Fui o jardineiro
que a plantou
em mim..
Jorge Reigada
Dualidade
Somos quem somos?
Esta dualidade que me permeia confunde.
Difunde, margeia, semeia caos, candeia
Sem luz, não conduz, contunde, mareia.
Fomos quem somos?
Tempo, areia me enterra ou aterra,
me apoia ou me prende,
me tolhe ou distende,
me cala ou me berra.
Calor e frio, vazio, completo
carente, repleto, sonhador, concreto.
Dualidade, maldade, fiel sem balança,
andança, estaguinação, mansidão, pujança.
Metade de mim arde, a outra congela.
Metade de mim é vida, a outra mazela.
Metade de mim irrompe, a outra afunda.
Metade de mim é glória, a outra imunda.
Seremos quem fomos?
Somos quem somos?
Dualidade, perversidade ou caridade?
Torvelinho, remanso, ação ou descanso.
Não sei! Se alguém sabe me conte.
Mas conte de manso.
Rio 14 de Agosto de 2003
Jorge Reigada
Portanto, vivamos como se hoje fosse nosso último dia. Sejamos um pouco imprevisíveis para que possamos nos surpreender nos tornando atemporais.
Jorge Reigada
Os covardes são fantásticamente privilegiados em encontrar esconderijos para suas personalidades.
Jorge Reigada
Eu sou o resultado
de glórias
e derrotas,
lutas travadas
no campo da insanidade
humana..
Eu sou o sonho
das fadas e dos Elfos.
Sou a esperança
e a angústia da espera..
Eu sou a vida.
Eu sou...
Apenas tudo isso..
Jorge Reigada
Morre uma flor,nascem botões resistentes,revolve a terra e solte as sementes.
Jorge Reigada
Minha verdade é a forma de me iludir, portanto, não se iludam com minhas ilusões verdadeiras, são tão fugazes como eu.
Jorge Reigada
Falar da inveja é falar da comparação, é falar sobre o processo de nos comparar com as outras pessoas. Quando nos comparamos com os outros e nos sentimos inferiores a eles em algum aspecto, estamos com inveja. Não estou dizendo que todas as vezes que nos comparamos, sentimos inveja. Estou afirmando que nunca poderá haver inveja sem que antes tenha havido uma comparação.
Jorge Reigada
Eu me vendo, me dê um emprego para matar minha fome imediata e me curvarei a todos os insultos e escárnios que me possam ser feitos. Curvarei minha coluna até a dor para satisfazer todos os caprichos dos chefes que, sem treinamento algum para a chefia, irão me impor. Baixarei meus olhos, curvarei minha cabeça, não por respeito, mas para mostrar submissão, para que possa continuar a receber o mísero salário que nem mata direito a fome dos meus. Colocarei ao dispor de meu patrão toda a minha inteligência (que nem sei se tenho) mesmo sabendo que não estou sendo pago para isto, mas a disputa é grande, o que posso fazer se não isso? Só não me perguntem se estou feliz.
Em me vendo, por um carinho, uma palavra, um abraço, mesmo que falsos, para matar a minha carência imediata. Escutarei todas as mentiras e rirei com um olhar complassivo, afinal, em minha solidão, é melhor as mentiras do que o silêncio atormentante de meus pensamentos ruidosos e confusos. Aceito uma companhia, mesmo me prejudicando, pois, aprendi que não se vive sozinho. Prometo que serei agredido com palavras, tapas e socos. Me curvarei a todos os seus desejos sexuais, mesmo que tenha que vomitar depois, agüentarei seu mal hálito, seu suor mal cheiroso com a certeza de que a vida é assim e estou tendo mais do que mereço. Meus pais, meus mestres primeiros, já haviam me acostumado a ser agredido psicologicamente e fisicamente e a vida se tornou apenas uma continuação de agressões. Só não me perguntem se estou feliz.
Eu me vendo, por uma atenção, mesmo grosseira vá lá, mas é uma atenção. Vestirei roupas que possam salientar minhas formas, mostrarei meu sorriso cordial para que eu chame a atenção de alguém. Não faz mal que tipo de pessoa estarei atraindo para mim, mas alguém estará olhando para mim. Me embelezarei até ao ridículo só para ser olhado, afinal, quem sou eu para querer mais. Não precisam me amar apenas digam que me amam, já estarei satisfeito. Eu também direi que amo, mas já não sei se consigo realmente amar. Só não me perguntem se estou feliz.
Eu me vendo, mas não gosto. Só não sei que outra forma eu poderia estar vivendo. Por me faltar a coragem de acreditar em mim e romper as correntes que, covardemente chamo de destino. Não acreditarei em ninguém, porém, qualquer mentira que me faça bem aos ouvidos me entregarei e, se novamente traído... eu mereço, sou burro. A humanidade não tem escrúpulos.. e eu, será que tenho?
Desconfiarei de quem me tratar bem, afinal, o que essa pessoa viu em mim se não vejo nada de bom? Sempre fui tratado como objeto e acabei aprendendo a tratar as pessoas que me cercam, também como objetos. Quem sou eu, se não consegui vencer em nada? Por me vender, acabei me trocando por mercadorias baratas, por sentimentos falsos. Mas, por favor, não me perguntem se estou feliz.
Eu me vendo, por isso não acreditem em mim. Não estarei mentindo, porém, minha verdade é passageira, ligeira. Minhas convicções são inseguras e eu preciso do imediato. Estarei pronto e disposto a me vender para ter segurança e essa segurança esta calcada na vida que conheço, nas agressões, nos escárnios. Eu sobrevivo das minhas desculpas, minhas santas e benditas desculpas que me fazem dormir com a consciência tranqüila uma vez ou outra. Minha verdade é a forma de me iludir, portanto, não se iludam com minhas ilusões verdadeiras, são tão fugazes como eu. Querem saber? Não sou feliz e não consigo dar felicidade a ninguém, não posso dar o que não tenho. Vender, talvez! Mas falso.
Eu me vendi. Tenho pena de mim, mas não aceitaria que ninguém mais tivesse. Afinal, na próxima vida virei de maneira diferente e me vingarei do mundo ou de mim mesmo, se me lembrar e tiver coragem.
Rio de Janeiro, 8 de Junho de 2004
Jorge Reigada
ESTAREI SEMPRE DE PARTIDA
Jorge Reigada
Porque devo parar no tempo, na vida
Porque deixar de continuar um ser andante
E me estagnar largando o rio errante
Se meu destino final é o mar da despedida?
Portanto, eu quero e estarei sempre de partida
Neste eterno caminho de ida que é a vida.
Que já me deu uma enorme caixa de recordações
Onde guardei frustrações, realizações, paixões...
Futuro? Não sei! Uma folha em aberto
Só tenho de certo o instante. Eu sou um mutante.
Vivo na alegria da surpresa, ideal descoberto
Depois que o medo me petrificou no instante.
Vivas ao novo... Rompi esta casca do ovo
Que não me protegia apenas me tolhia, cegava.
A vida passando enquanto eu esperava
E aguardava o que, a morte? Me livrei do estorvo.
Que me venha o futuro. Que seja eu surpreendido
Pois, minha força esta na forja do meu passado
Já conhecido, vivido, revivido, caminhado e adornado
Com flores murchas pelo tempo já saudado.
Que me venha a surpresa. Ruim ou boa
Que pela vida me cubram o sol ou a garoa.
O brilho iluminará minha parte mais profunda.
E a chuva tornará minha alma mais fecunda.
Rio de Janeiro, 28 de maio de 2006
Jorge Reigada
Entregar-se, doar-se
envolver-se ao ponto de
perder sua própria
identidade,sem temer
as desilusões,as
decepções e as
consequências da entrega,
só vale a pena se for com
amor...E por AMOR
Marcia Ruth Kanitz
Hoje amanheci com a felicidade circulante detro de mim..
Hoje o universo está perfeito
Hoje o amor inundou o meu ser,
e me fez acreditar que a vida e a fraternidade
entre os povos pode acontecer..
hoje vou visitar as flores e adubá-las com amor..
vou observar o sorriso das crianças
e brincar de ciranda na grande roda da vida..
Hoje vou sentar-me à praça e num momento
simbiótico deixar-me ficar sem tempo
determinado para partir..
Vou visitar meu passado e transformar as
tristezas em alegrias, as dúvidas em certezas,
as inseguranças em atitudes de firmeza,
o ciúme em libertade e as lágrimas em
gritos de alegria soltos pelo ar..
Vou viver o presente..com a segurança
que brota do amor...e vou plantar as sementes
de um futuro onde haja..
paz,alegria,felicidade,segurança,
tranquilidade firmeza e amor..
Marcia Ruth kanitz
Dentro de ti
O que levas dentro de ti>
são fragmentos,preces
entalhadas pelo tempo
olha e não vê..
Seu olhar vagueia
entre pessoas,crianças,gritos,
sorrisos e palavras jogadas
ao vento.
Com olhos de águia
observas o espaço que
separa uma existência da outra,
a origem do que é atemporal..
Se isola, se consola e contorna
de forma que me assola.
o tempo me leva dali..
Levo comigo um pouco de ti.
Eis-me aqui traçando
linhas contornando formas
observando o mistério
que atrai e encanta..
Sutileza,leveza..
Um universo todo
guardado dentro de ti..
Preciso partir,
meus olhos se despendem.
Levo comigo..
O que levas guardado
dentro de ti..
Marcia Ruth
Minha poesia
Não combino palavras
nem faço jogo de rimas..
minha poesia traduz
meu momento.
Num instante de euforia
As palavras saem de mim,
coesas,firmes..
formes ou disformes
desnudas, ou cheia de
siginificados...
Meu interior então se traduz
com perfeito teor..
Surge em mim como um fio
de esperança que me
me prende à vida..
recém chegada ou já vivida..
Me leva além dessas vidas...
Além do real, do paupável
Me leva à uma constelação
infinita, em luminosidade e
explendor...
Surge em mim como um
expectro...
Reluz e traduz o ser,
que habita em mim...
Marcia ruth kanitz
Labirinto
Como num grande
labirinto interior
me perco dentro
de mim
procuro as palavras
certas. Mas elas
fazem voltas dentro
de mim,
nesse labirinto interior
onde se esconde um
minotauro,
faminto,
devorador de mim.
Corro, fujo,
rezo Pai Nosso e
Ave Maria...
Minha fulga porém,
é em vão..
As horas passam,
os dias passam, a
vida passa...
As palavras insólitas,
outrora soltas dentro
de mim...
Me confundem,
num ilusionismo
sem fim..E eu,
finalmente
me encontro
dentro de mi
Marcia Ruth kanitz