Yeda Prates Bernis

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Sombra de remagem
sobre prata do açude,
trêmula de frio.

Yeda Prates Bernis

A pedra
nada pergunta ao rio
sobre água e tempo.

Yeda Prates Bernis

A jabuticabeira.
Através de líquida cortina
olhos negros espiam.

Yeda Prates Bernis

O coração da aranha
se desfaz em geometria
de seda e mandala.

Yeda Prates Bernis

De seguir o viajante
pousou no telhado,
exausta, a lua.

Yeda Prates Bernis

Neblina sobre o rio,
poeira de água
sobre água.

Yeda Prates Bernis

Sol. E nas asas
do pássaro morto,
secreta noite.

Yeda Prates Bernis

A pedra
nada pergunta ao rio
sobre água e tempo.

Yeda Prates Bernis

Ah! claro silêncio do campo,
marchetado de faiscantes
pigmentos de sons!

Yeda Prates Bernis

Jornal
sobre a mesa:
desjejum amargo.

Yeda Prates Bernis

Lavadeiras de beira-rio.
Nas águas, boiando,
cores e cantos.

Yeda Prates Bernis

O coração da aranha
se desfaz em geometria
de seda e mandala.

Yeda Prates Bernis

Inúltil. A gaiola
nunca aprisiona
as penas do canto.

Yeda Prates Bernis

No porta-retrato
um tempo respira,
morto.

Yeda Prates Bernis
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