Pedro Bandeira

Encontrados 3 pensamentos de Pedro Bandeira

"Nesse físico de um deus grego,
Numa intensa relação,
Eu pálida e bêbada , tremo
E me afogo e me sufoco
Entre loucura e paixao

Quero fundir meu corpo,
No teu corpo junto ao meu.
Nos teus braços serei cega
Pra que sejas o meu guia.
Nos seremos a matéria,
Nosso amor será a energia.

Se esse amor me modifica,
Me transforma, me edifica,
Se ele afeta tanto a mim,
também te transformara.
A energia desse amor
Afetou-nos para sempre
E a matéria que hoje somos
Outra matéria será...

Seremos dois novos amantes
Pelo amor energizados
Transformados,
Mas em que??
Quem eras antes de mim??
Quem sou depois de você??

No meu seio serás meu,
Para o uso que quiser.
Nos teus braços em abandono,
Ao teu lado sou mulher.

Poema do livro: A marca de uma lagrima

Pedro Bandeira

Há o momento de chegada
E o instante de partida
Quanta vida já vivi
Quanto resta a ser vivida?

São dois espelhos quebrados
Dois vezes sete de má sorte
Já vivi quatorze anos
Quanto resta para a morte?

É fácil vê-la chegar
Em cada momento que passe
Pois se começa a morrer
No momento em que se nasce

Estou caminhando pra morte
Não decidi meu nascer
Da morte não sei o dia
Mas posso saber!

Pedro Bandeira

a mamãe
não me bota mais no colo,
não bota mais,
não me embala mais o sono,
não embala mais,
não canta pra eu dormi...
não canta mais...
não bota mais,
não embala mais,
não canta mais...

eu bem sei que já faz tempo
que ela ainda me embalava,
mas me lembro muito bem,
era assim que ela cantava:

"dorme, dorme, filhinho,
meu anjinho inocente,
dorme, meu queridinho,
que a mamãe está contente..."

mas o tempo passou,
passou, passou,
e a cantiga calou,
calou,calou...
e o menino foi crescendo,
crescendo, cresceu, cresceu,
mas aquela voz ficou.
ficou, ficou...

eu agora já sou grande,
tenho quase a altura dela.
vai chegar a minha vez
de poder cantar pra ela...

Pedro Bandeira