Marquês de Maricá

pseudónimo de Mariano da Fonseca, (1773-1848), político carioca.
101 - 125 do total de 514 pensamentos de Marquês de Maricá

Enganamo-nos ordinariamente sobre a intensidade dos bens que esperamos, como sobre a violência dos males que tememos.

Marquês de Maricá

A dissimulação algumas vezes denota prudência, mas ordinariamente fraqueza.

Marquês de Maricá

A pobreza e a preguiça andam sempre em companhia.

Marquês de Maricá

Há muitos homens que se queixam da ingratidão humana para se inculcarem benfeitores infelizes ou se dispensarem de ser benfazentes e caridosos.

Marquês de Maricá

Dizer-se de um homem que tem juízo é o maior elogio que se lhe pode fazer.

Marquês de Maricá

O insignificante presume dar-se importância maldizendo de tudo e de todos.

Marquês de Maricá

A atividade sem juízo é mais ruinosa que a preguiça.

Marquês de Maricá

Muita luz deslumbra a vista, muita ciência confunde o entendimento.

Marquês de Maricá

A razão destrói nos homens as criações da sua própria imaginação.

Marquês de Maricá

A preguiça gasta a vida, como a ferrugem consome o ferro.

Marquês de Maricá

Os grandes empregos desacreditam e ridicularizam os pequenos homens.

Marquês de Maricá

O que há de melhor nos grandes empregos é a perspectiva ou a fachada com que tanta gente se embeleza.

Marquês de Maricá

A ignorância tem os seus bens privativos, como a sabedoria os seus males peculiares.

Marquês de Maricá

A religião supre o juízo e a razão que falta em muita gente.

Marquês de Maricá

Ninguém considera a sua ventura superior ao seu mérito, mas todos se queixam das injustiças dos homens e da fortuna.

Marquês de Maricá

Os homens têm querido dar razão de tudo, para dissimular ou encobrir o seu pouco saber.

Marquês de Maricá

É judiciosa a economia de palavras, tempo e dinheiro.

Marquês de Maricá

Há homens que hoje crêem pouco ou nada, porque já creram muito e demasiado.

Marquês de Maricá

Os homens enganam-se miseravelmente quando esperam encontrar a sua felicidade, mais na forma dos seus governos que na reforma dos seus costumes.

Marquês de Maricá

O governo dos tolos é sempre mais infesto aos povos que o dos velhacos.

Marquês de Maricá

Somos tão avaros em louvar os outros homens, que cada um deles se crê autorizado a louvar-se a si próprio.

Marquês de Maricá

Há homens para nada, muitos para pouco, alguns para muito, nenhum para tudo.

Marquês de Maricá

A dialética do interesse é quase sempre mais poderosa que a da razão e consciência.

Marquês de Maricá

O homem mais sensível é necessariamente o menos livre e independente.

Marquês de Maricá

A mocidade é a estação da felicidade sensual, a velhice, a da moral e intelectual.

Marquês de Maricá
Páginas:  Anterior  1 2 3 4 5 6 7 8 9 10   Próxima