Maria Aparecida Giacomini Dóro
51 - 75 do total de 64 pensamentos de Maria Aparecida Giacomini Dóro
Leveza do SER...
Véus se rompem...
Gélidas noites descortinadas
Pelas sombras de um viver errante,
Perdido, sem sentido
Estou só? Não!
Vozes distantes... Cortantes
Ecos de minha consciência
Revelam-se algozes de mim mesma
Estou só? Não!
Ausente... Inconsciente
Lacunas abertas em átimos marcados,
Vazados nas arestas do tempo
Tempo... Que tempo?
Ah! Aurora... Dissolvo as sombras,
Apago o tempo em tempo
Recomeço AGORA viver
A leveza do SER!
Maria Aparecida Giacomini Dóro
Água dos meus sonhos
Leva contigo essa tristeza
De saber-me só
Marcando passos
Nas veredas da dor
Água dos meus sonhos
Trás de volta minha certeza
De seguir em frente
Tecendo laços
Nas veredas do amor
Água dos meus sonhos
Leva contigo a incerteza
Que de mim se apossou
"Possibilidades esgotadas"
Sob o jugo da dor... dor do desamor
Água dos meus sonhos...
Maria Aparecida Giacomini Dóro
Por que choras, menino?
Por quê? Menino crescido
Menino criança
Na dor a lembrança
Do amor esquecido
Por quê? Menino talento
Nas ondas do vento a vida em risco
Riscos? Não! Um rosto, uma lágrima...
O grito! ...de apelo
Menino crescido não chores
A vida ...a morte em folhas caídas
Pois as marcas da dor
São também algemas rompidas
Maria Aparecida Giacomini Dóro
Cedo ou tarde a VIDA sacode quem adormecido está... Porém, muitos preferem virar para o outro lado e continuarem dormindo.
Maria Aparecida Giacomini Dóro
Fim de tarde... Campos dourados! Prelúdio da colheita do que foi semeado em horas orvalhadas... seladas pelos primeiros raios luminosos presentes nas dores e amores do homem, permitindo-lhe sonhar, projetar e realizar em prol de si... da humanidade!
Maria Aparecida Giacomini Dóro
Dá-me tua mão...
Deixa ir o que te marcou
Sem dores, nem lágrimas
Desapega-te!
Vem...
Não és página riscada
de uma história esquecida
Nem folha pisada
no chão da vida
Levanta-te!
Firma teus pés...
Caminha leve por entre rosas e espinhos
Supera-te!
Vem...
Dá-me tua mão!
Maria Aparecida Giacomini Dóro
Um amor assim...
Amor que fala
e silencia
Amor que toca
e contagia
Amor que sente
e compreende
o coração da gente
Ah! Eu quero, sim.
Maria Aparecida Giacomini Dóro
OUTONO...
Tão real! Existencial...
Caem as folhas, ficam os ramos
Doce/amargo sabor da vida
Identificado pelo paladar do homem
OUTONO...
Suaves melodias! Notas caladas...
Presença que alenta a alma
Ausência que alerta o coração
Fim do caminho? Novas encruzilhadas...
OUTONO...
Inverno, primavera, verão
Apagam-se as luzes... Ciclos se completam
Nada se perde, tudo se ganha
Vivendo a magia de cada estação
Maria Aparecida Giacomini Dóro
Meu presente é azul...
O trivial não me fascina e nem me prende... ao contrário, abriga oportunidades ímpares para que eu possa exercitar o desapego (apego, para mim, significa prisão; desapego, liberdade).
Num flash, reporto-me à águia - expressão viva da liberdade - modelo que baliza meus passos por caminhos abertos, sinuosos ou escarpados da vida... por caminhos projetados no seio dos sonhos, aguardando sinal...
As águias são livres e livres imergem no azul da serenidade, da paz de espírito; livres absorvem o laranja da alegria de viver, de viver o essencial...
Essencial que suplanta o trivial, revestindo-se da mais pura simplicidade por motivo óbvio: revelar-se apenas aos que têm olhos para ver o "invisível" e coração para senti-lo.
Meu presente é azul, laranja... de mil cores mais!
Maria Aparecida Giacomini Dóro
A dor me ensinou que...
Os melhores momentos da vida não são necessariamente os mais agradáveis. São os mais expressivos no coquetel vital dos sonhos e pesadelos; das luzes e sombras; dos risos e lágrimas; das presenças e ausências; das dores e amores vividos... Momentos ímpares que nos despertam do sono letárgico da indiferença e nos impelem à ação criativa, forçando-nos moldar um novo ser – sensível e amoroso - menos apegado às coisas triviais, mais comprometido com os valores essenciais desta preciosa dádiva chamada vida.
Caminhar é preciso, mesmo que seja sobre brasas...
Maria Aparecida Giacomini Dóro
Contrastes...
Já olhaste nos olhos
de quem te ama além das dores,
dos amores de verão?
Aquém, pautas reticentes
Mares que se abrem em ondas secas
Palavras ao vento
Promessas vãs
Juramento...
Ressaca de lágrimas ausentes
Já olhaste além das sombras
que cerceiam teu desejo de amar,
de ser amado(a)?
Aquém, contrastes
Horizontes que se fecham em breu
Palavras mortas
Ações tortas
Arrependimento...
A vida não te dá o que não podes receber
Nem te cobra o que não podes oferecer
Maria Aparecida Giacomini Dóro
Maria Aparecida Giacomini Dóro
Amo-te!
Amo-te!
Humano
Insano
Desumano
Amo-te!
Além das sombras...
Além das dores que matizas
n'alma que te alenta
Amo-te!
Na criança que foste um dia
No olhar vazio... No nada...
No reflexo do que pensas ser
Amo-te!
E mais, acredito
em ti o amor não morreu...
Agoniza... Vive!
Maria Aparecida Giacomini Dóro