LUILSON GOMES PEIXOTO

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AO AMOR

Por onde tens andado, oh meu amor?
Por desertos áridos e caminhos trépidos,
Quando alguém, de ti mais precisou?
Tu, oh! Meu amor estava em oculto.
O que tens feito do tempo?
Há quem precise de amor,
Meu amor tem se negado e sido omisso,
Não amou quem deveria ser amado,
Não consolou quem estava desesperado,
Não suportou a dor daquele que sofria.
Onde tu estás, oh! Meu amor,
O que houve com todas tuas qualidades,
E agora meu amor?
O tempo passou,
As coisas mudaram,
E aquele que estava ao lado sentiu,
Ao que estava distante não viu,
Portanto é preciso saber...
Amar, dar amor e ser amado,
Viver intensamente a vida,
Sem nunca negar amor ao próximo,
E amar a Deus sobre todas as coisas.
È preciso, que exista AMOR,
Dentro de mim, dentro de você.

LUILSON GOMES PEIXOTO

VIDA VIVIDA



É sempre bom sabermos que temos alguém,
E melhor ainda, que se lembre de tudo,
Ou que tenha em pensamentos.
Pode ser o tempo devastador,
A distancia angustiante,
Sobre tudo existindo um sentimento,
Que revigora a esperança,
E faz reviver o peito,
Que abalado soluça em um canto.
A tristeza invade a alma,
Que critica o corpo,
No desgaste de cada instante.
É preciso ser forte, capaz de vencer,
Sobre todos os obstáculos mantendo a calma,
Cabe a cada um, a responsabilidade,
De todos os seus interesses
Responsabilizar-se por atos passados e presentes,
Interessando-se por um único sentido
E sob seu destino lutar por uma vida.
Contudo faço viver,
Dou vida á minha vida,
Que por muitas vezes vive sem vida,
E não se deixa abalar.
E nesse jogo perco a melhor da partida,
Que hoje, por exemplo, não posso falar...
Só me resta viver esta
Tão esperada vida.

LUILSON GOMES PEIXOTO

ACONCHEGO

A noite é um manto,
Escuro e tenso.
De uma passagem morta e infinita,
E as palavras roucas, já não valem mais.
Quando querem pensar,
Que a mente fria e obscura,
Varre-te os pensamentos.
Porque teus olhos passam,
A ser alvo na mira,
De outros olhos.
Os lábios são convidativos,
Sem concitar o corpo,
A lua é pequena,
Num céu sem estrelas.
A aragem é fria,
O aconchego é da própria pele,
Que trêmula e rebuscada,
Corrói de um poro a outro.

LUILSON GOMES PEIXOTO