Keidy Lee Jones
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O Amanhã (Leia mais em keidylee.blogspot.com)
Se tem uma coisa que aprendi com a vida
É que tudo passa,
Pode demorar, mas passa.
Deve ser exatamente isso
Que faz com que eu durma quietinha.
Sei que amanhã vai ficar tudo bem.
Fica tudo bem,
Graças a Deus!
Keidy Lee Jones
Pequenas Descobertas (Leia mais em keidylee.blogspot.com)
Deve ser assim:
Em toda música
Há introdução
Em todo laço
Por mais forte e duradouro
Pode haver separação.
Em toda poesia
Deve existir inspiração
Em todo passo
Há sim, um espaço.
Para toda novela
Há um final feliz
E, em toda peça de teatro
Há o ato um
E, o último ato.
Todo abismo
Por mais profundo que seja,
Passa. Tudo passa.
Todo mistério é revelado,
Nem que seja com o olhar.
Todas as pessoas
Já se entregaram a alguém
Se não, ainda se entregarão.
E, todas elas têm um amigo discreto,
Um estudioso e,
Um insensato.
Podem ter apenas um amigo
Com todas as características,
Pode ter milhões.
Ninguém vive sozinho.
Em todo livro
Há uma última página
Porém, seu conhecimento é eterno.
Em duas almas unidas
Por mais que seu dono padeça
Não morrerá,
Não haverá jamais desunião.
Keidy Lee Jones
Soneto – O Casamento (Leia mais em keidylee.blogspot.com)
Quem chegara nesse instante?
Acabara de vez com a tempestade
Ouça meu peito delirante
Que erma toda a saudade.
Beija-me a boca palpitante
Acabe de vez com a ansiedade
Entrara meu amor, avante!
Saíra minha promiscuidade.
Parar de almejar
Você até em consciência
É beber um gole de absinto.
Meu corpo se põe a acabrunhar
Se deixo de lado a insistência
Nosso amor és todo o infinito.
Keidy Lee Jones
Soneto – Primeiro Ato Descoberto (keidylee.blogspot.com)
Lembro-me de ti! Nossos braços enlaçados
Invadiu-nos um barulho silente
Uma chama eloqüente
Meu peito não mais isolado.
Peito agora esbroado
E, caminho calmamente
Pensando no que fiz de indecente
Para não mais cometer esse doce pecado.
Continuo buscando o insensato
Lembrando-me do calor do teu abraço
O que fizemos no nosso primeiro ato.
Gentil é meu pranto sozinho
Rompeu-se mesmo sendo duro como aço
Em mim cravado está o teu carinho.
Keidy Lee Jones
Relíquia - Tema do livro Sra. Liumbberg (keidylee.blogspot.com)
Dedico-te minha mais sincera poesia
Do mais sincero sentimento
Do mais eterno dos momentos
Do mais sutil dos afagos.
Dedico-te meu amor inteiro
Minha vida toda ela
Meu tempo a ouvir teus segredos
Meu templo és nosso senso
De amor e enleio.
Dedico-te minha amada
Minha mão em teus cabelos
Por completa a minha alma
Tu és poesia, minha relíquia
O verso mais bem guardado
Que escrevo em minha vida
Sobre um coração apaixonado.
Sua alma dedicada
A minha alma agora está
A luz que abrilhanta
Nosso olhar a enlaçar
Abençoa nosso amor
A força que abençoa o céu e o mar.
Keidy Lee Jones
Cena (Leia mais keidylee.blogspot.com)
Nunca entendi muito bem:
Por que as novelas
Sempre tem um final feliz?
Sei que vai me dizer:
“Não teria graça
Se o mocinho morresse
O bandido enrricasse
E vencesse”.
Sim! Não teria
Mas, acaso nunca perdeu
Um amor pra mentira?
E, por que é sempre no último capítulo
Que as coisas acontecem?
Os mocinhos e os outros núcleos se entendem,
Os bandidos confessam seus crimes,
Vão para a prisão,
Se arrependem e,
Não voltam para a vingança.
A novela na é o espelho da vida?!
Acaso conhece uma vida assim?
Por que os coadjuvantes
Não vencem no meio,
Os bandidos de vez em quando
Acabam bem e,
O mocinho não esquece
A mocinha depois de uma série de falhas?
Afinal, nenhum amor resiste a tanto.
Havia esquecido,
Eles não brigam por falhas próprias,
Pois elas não existem.
Encontram-se no primeiro capítulo,
Surge um amor eterno.
Sim! É claro que acontece
Mas, precisa ser sempre assim?
A vida é assim?
Keidy Lee Jones
O Retrato (keidylee.blogspot.com)
Gosto de manipular o meu coração
Embora até hoje
Não tenha feito isso sempre.
Fazer da minha vida
Uma eterna confusão
Escrever poesia, admirar a imensidão.
Falar de paixão
Talvez não seja fácil
Justo eu que não quero me apegar.
Gosto do silêncio,
De ficar em paz buscando a solução
O que quero descobrir.
Talvez viver não seja assim tão difícil
É bom olhar do lado e vê a sua mão
Preciso saber.
Quando me olho vejo alguém tão forte
Não digo mais “eu te amo”
Se não tiver certeza que será por toda natureza.
Keidy Lee Jones
Renascença (Leia mais em http://keidylee.blogspot.com)
Acordei pela segunda vez na vida
Ontem pouco antes de dormir
Pensei está acabado
Ninguém percebeu,
Estava quietinho.
Tomei banho
Sentei no chão
Pedi a Deus
Para acordar de um pesadelo
Que raramente era intercedido
Por um sonho que acalentava.
Beijei meu crucifixo
Levantei a cabeça quase dormindo
E, saí,
O travesseiro parecia mais suave
Assim como o sorriso
Que dei em seguida,
Dormi tranqüila.
E decidi que se algum dia
Pensar em desistir,
Esquecerei,
Pois não há momento mais feliz.
Ressurgi. Acordei a terceira,
A quarta vez...
Todos os dias me lembrarei
Nunca mereci tanto como agora
E, um dia as dificuldades
Desistirão de mim
Pois jamais abaixarei minha cabeça novamente,
Deus é Pai, é o correto.
Amém!
Keidy Lee Jones
O Mundo (Leia mais em http://keidylee.blogspot.com)
Mundo in-sano
in-verso
in-delicado.
Mundo pro-fano
pro-míscuo
pro-pagado.
Mundo des-denhado
des-cabido
des-ligado.
Minha eloqüência,
Reticências...
Keidy Lee Jones
Flores Desperdiçadas (http://keidylee.blogspot.com)
A direção dos teus olhos
Apontava para os meus
Querendo reviver
Um pouco antes daquele quente adeus.
Pedias em silêncio para voltar
A escrever nossos nomes em árvores
E, a plantar.
Para que tantas palavras desperdiçadas?
Por que não ousa se calar?
Para que tantas flores murchas?
Pare de as desperdiçar,
Não vão vingar.
Nunca havia desemaranhado
Seu mar de mistérios tolos
Caminhava corrigindo seus erros,
Andava com seus amigos
Pensando ser venturoso,
Olhei as flores que nunca havia ganho
Nunca fiz tanta questão,
Nenhum poema escrito do fundo do coração.
Para que tantas mentiras?
Se nem a um cego de amor convencia.
A sua verdade disfarçada não me deixou calar,
Um dia descobri
Que vivo bem melhor sem teu olhar.
Chega de flores murchas ao pé do altar,
Não desperdice-as!
Chega dessa tentativa frustrada,
Não desperdice palavras,
Não me faz falta,
Não quero contigo me casar.
Keidy Lee Jones
Rígida Justiça
Passeando por entrelinhas
Hoje estão rígidas,
Quando as vi pareciam mais fracas.
Ontem quando te vi
Tentei consertar suas roupas rasgadas
Meus nervos e minhas mãos
Tremiam em plena harmonia,
Não é crime chorar
Estava me matando para agradar.
Escorreguei com a agulha
Até lhe furar
Não foi por querer
Por isso não foi crime.
Palavrinhas destroçadas
Assim como suas feridas
Expostas sem expectativas
De um dia curarem.
Rodeando toda a lua
Não há como se refrescar
A agonia da agulha
Até agora dilacera
Seus errinhos que acabei de perdoar.
Não, não foi por querer
E, também não foi crime
As paredes ameaçam desabar,
Por sobre nossas enevoadas barracas de papel
Não, não é crime.
Keidy Lee Jones
Êxtase Descrito
Já experimentou calar hoje à noite?
Cruzar seus dedos,
Abrir um livro que lhe cause êxtase?
Molhar a pena com tinta vermelha,
Escrever o que te sufoca.
É engraçado. Sempre há algo
Novo a revelar.
Não consigo manipular todo o psicológico.
Ninguém percebe que na verdade
Pouco sabem sobre mim.
Até eu. Custo a me entender.
Às vezes chego a desistir.
E a pena?
Já molhou?
Não, não acredito que está me dizendo essa bobagem,
Algo te sufoca sim.
Já se declarou hoje?
Eu sei, como telepatia.
Sei que ama. É mentira? Não. Você sabe que não.
Experimenta desafogar.
Ou afogar, como queira
Afogar seus desamores e,
Tentar entender seu eu.
Talvez passe a noite tentando,
Certamente prefere passar a noite sonhando.
Keidy Lee Jones
A Porta
Se a porta estiver aberta
Não penses que pode entrar
Que o meu peito está vendido
Que irei seguir seu caminho.
Se acaso perceber um laço
Dê um grito lá de fora
Responderei que não notei
Ou que não estou disposta
A entender suas incertezas.
Já perdoei suas mentiras
Fui capaz de decifrar
Coisas que antes não sabia
Mas, você simplesmente não me conhecia.
E, se agora estou ditando
Como antes não fazia
Não fique perturbando
Minhas mágoas e tolices
Um sorriso percebido
É a minha anestesia.
E não penses que irá
Invadir meu sono
Pois já fiz tantos planos
Hoje dormirei tranqüilo.
Keidy Lee Jones
O Mestre
(leia em: keidylee.blogspot.com)
Há cem anos indaguei um mestre
Queria saber o que é sentir
E, sair de minha vida anestesiada
Longa demais em um só dia.
Ele esperou o inverno chegar
E o frio acalentar minhas vestes suadas
Levou-me a ruas calmas,
O mundo estava calado
Só se ouviam suspiros raramente
Quando até as matas se fechavam.
Ele segurou minha mão
E mortalmente intactos
Escutamos um barulho inebriante do inexpressivo,
Das pessoas paradas nas ruas desertas,
Dos pingos de chuva
Que insistiam em lavar minha alma
E, em me dizer: você está vivo.
Escutamos o puro inocente barulho do mundo
Que não conseguia calar,
Pois suas paredes riscadas insistiam em me comunicar.
Entrara em mim. Senti.
Keidy Lee Jones
Século XXV
(leia em: keidylee.blogspot.com)
Deve ser essa a diferença
A tal diferença que a tanto falo:
O que me torna diferente
Da maioria dos humanos
É que eles quando estão apaixonados
Perdem o sentido das coisas,
Eu não!
Não vou dizer que sempre fui assim,
Que nunca fiquei boba,
Eu fico boba sim!
Afinal, essa é a graça do amor:
Deixar-te feliz.
Mas os humanos,
Oh humanos!
Custam a entender
Que por mais forte que seja o sentir
Devem reconhecer os defeitos e fraquezas e,
Não só as virtudes.
Keidy Lee Jones
Desromantismo (keidylee.blogspot.com)
Pouco silêncio,
Cá estou a escutar
Amores eternos acabam
Em dois ou três dias.
No mar onde piratas se consagram
Nas ruas desestas que não calam,
Apelam por paixões inebriantes
Corações sozinhos e palpitantes,
Gritos escrevem suas novas canções
Decorrentes de tantas necessárias apresentações,
Cartas apelam sozinhas
A um dicionário de paixões proibidas:
Um pouco de amor.
Cansadas canetas românticas,
Cabeças pensativas vazias,
"Desromantismo" inaugurado sem nostalgia.
Keidy Lee Jones
Meus Instintos
(keidylee.blogspot.com)
Há gestos que insisto em complicar
Foram tantas vezes, não consigo contar
Não cobrei entendimento
Não iria esperar.
Quando tive vontade fiz
Coisas que cheguei a duvidar
Pô-las em prática
Idéias que habitam dentro de mim.
Parei de pensar quando tinha
Milhões de coisas a fazer
Depois aprendi a pensar ao mesmo tempo.
No barulho e no silêncio
Não destino minha cabeça a coisa inúteis,
Simplesmente esqueço-as.
Meu gênio não é muito educado
Mas, me desobedece em momentos contados
E, quando tive de ficar calado
O silêncio invadiu o espaço que habito
Quis explodir com as circunstâncias
Achei melhor ficar quieto,
E fiquei.
Keidy Lee Jones
Exatidão
(keidylee.blogspot.com)
Nunca me revelei por completa,
Sou uma incógnita até para mim
Não me cobre explicações
E nem me dê mais juízo,
O melhor de tudo é simplesmente não entender.
Inventar a própria razão,
Perseguir incansavelmente a exatidão.
Basta pouco procurar
O bastante até encontrar
Uma certa emoção em andar pelas ruas calmas
E encontrar ali um refúgio a alma.
Minha própria paixão
Também inventada
Ferida pelas calçadas
De dor até certo ponto,
O que deixei para trás
Foi o medo e comigo o desejo
De procurar silenciosamente ruas agitadas
Com a exatidão do infinito.
Keidy Lee Jones
A Razão de Nossas Vidas
(keidylee.blogspot.com)
Lá do alto das montanhas
Sejamos firmes – alguém gritou.
Friamente sinto um toque
Algo desandou.
Cumpria com paixão
Cada ordem recebida
Sim, estamos em busca,
Da razão de nossas vidas
Decifrando mapas
Atrás de novas conquistas
Às vezes esquecendo das velhas
Que no passado nos livrara da guilhotina.
O capitão havia esquecido as trilhas
Caminhar com o coração, é essa nossa ida
Atrás de alimentos que matem, toda a dor da partida
Sejamos fortes – novamente o capitão gritou
Nada vai nos parar enquanto houver vontade
Aqui é nosso lugar,
Novamente preocupados
Pois tudo se perdeu.
Um bando ameaça:
– Rendam-se ou morram!
Isso ainda não se ouviu
Devemos continuar tentando
Pois nada sucumbiu.
Não me entrego,
Não me entristeço
Com a ira dos dragões
Somos tão pequeninos
Mas nossa coragem se entrelaça
Com um desejo insano de vencer
Enfrentamos mil ladrões
Levantar é preciso quando o sol amanhecer
Nem que amanheça dormindo
E acorde quando o dia escurecer.
É de onde sai toda a raça,
Razão de nossas vidas
Pois preferimos morrer a nos render
A eternidade de nossas feridas.
Keidy Lee Jones
O Ciclo
A calmaria da noite agitada não me deixa dormir
São tantos conselhos internos que chego a explodir
E encontro minhas maneiras que só agora aprendi.
Ela se revelará nas noites tranqüilas
Com um diálogo bonito cheio de ternura
Que lhe tocará a alma e entregar-se-á.
"Após dois séculos diários
a demora sai de cena
e os corações se encontram.
Tadinhos! Estão cansados".
Então, sendo assim, a rosa que acalanta
Deixa seus espinhos secos
Em cima de algo que você esquecera de lembrar.
Seu coração passeou sozinho e submisso
Ele não foi capaz de retratar um rosto e guardar,
Esqueceu as poucas feições ontem à noite
Quando saiu e começou tudo de novo.
Keidy Lee Jones
Viagem ao Fundo
Isto está ficando estranho,
Meu medo desapareceu quando percebi
Que ele era pai dos covardes.
Afundei e desafoguei
Rastros pintados e bonitos
E levei minha mente a um lugar longe
E cantei: “vamos sair daqui
Pra qualquer canto ainda mais perdido”.
Você ainda está perto,
E isso não alivia minha dor.
Minhas bases caíram
E meus amigos sumiram
Minhas provas apontaram
Suspeitos comumente culpados.
Em meu traço cansado
Pousou um pássaro
Pediu-me para voltar a copiar
Rostos em minha mente,
Concordei e depois fui há um lugar
Cá estou, perdido de todos
Encontrando a mim mesmo.
Keidy Lee Jones
O Mestre
Há cem anos indaguei um mestre
Queria saber o que é sentir
E, sair de minha vida anestesiada
Longa demais em um só dia.
Ele esperou o inverno chegar
E o frio acalentar minhas vestes suadas
Levou-me a ruas calmas,
O mundo estava calado
Só se ouviam suspiros raramente
Quando até as matas se fechavam.
Ele segurou minha mão
E mortalmente intactos
Escutamos um barulho inebriante do inexpressivo,
Das pessoas paradas nas ruas desertas,
Dos pingos de chuva
Que insistiam em lavar minha alma
E, em me dizer: você está vivo.
Escutamos o puro inocente barulho do mundo
Que não conseguia calar,
Pois suas paredes riscadas insistiam em me comunicar.
Entrara em mim. Senti.
Keidy Lee Jones
Eu Nem Sei. Sou Leiga
Eu já nem sei mais no que pensar,
Eu nem sei porque insisto em procurar meus amores,
Já que os encontro todos os dias
E os perco todos dias.
Amo cinco ou dez vezes no mês,
Sabendo que nunca vou amar de verdade, nem quero.
Ou talvez já ame, porque eu sei que quanto mais o tempo passa
Mais você é única para mim.
E que não importa quantas pessoas eu ame na vida
Quantas eu conheça em um mês,
Nenhuma delas me tocará como você,
Nenhuma delas me fará sentir as certezas que você tem.
E eu sei que cada dia fica mais difícil
E, às vezes fico incrédula quanto a você
Mas um dia talvez aconteça, ou não.
Independente de tudo eu te amo.
E eu acordo todos os dias sabendo disso.
É por isso que eu não falo ‘eu te amo’ aos meus amores
Porque só você é dona de mim
Faço minha as palavras do poeta:
“Se eu tivesse 30 segundos de vida
Queria passar olhando nos seus olhos”.
Keidy Lee Jones
Contemporaneidades (keidylee.blogspot.com)
Não gosto de pessoas, das multidões,
Tampouco fazer amigos. Eu detesto fazer amigos!
São poucos os que conseguiram quebrar minha barreira.
Bem poucos.
Poucos mesmo.
Meu quarto, minha caneta e papel me bastam.
Não gosto de conversas para conhecer pessoas,
Perguntas bobas, convites...
Não gosto de pessoas.
Eu detesto coisas contemporâneas,
Causam-me um nojo enorme
Prefiro beber vinho, ler e fingir que vivo no ano um.
Minha vida passada foi no ano um.
E quando conversam comigo pela primeira vez,
Rolam duas ou três palavrinhas de minha parte,
O restante é observação, não das pessoas, mas do complexo.
Nunca uma pergunta!
Detesto responder e fazer perguntas de pessoas que nunca vi.
E são perguntas bobas, cansativas.
- O que gosta de fazer?
Ah! Eu não gosto de responder.
Poucos conseguem sobreviver ao pouco diálogo
E ainda sim gostar de mim.
Eu detesto fazer amigos.
Eu gosto de coisas diferentes,
Detesto as pessoas que me agradam por conveniência.
Amigos são bem poucos,
Os que realmente confio são meus amigos.
Keidy Lee Jones
Minhas Certezas (keidylee.blogspot.com)
De todas as coisas que juro ter nessa vida
Poucas são as que realmente tenho
As que eu sei: são minhas e das quais pertenço.
São poucos os fatos que considero
Poucas pessoas e objetos
São bem poucas minhas certezas.
Já andei duvidando de coisas que não podia
Confiando em coisas que não mereciam
Precavendo-me excessivamente por medos passados.
Já andei parando pra pensar
Quando os fatos queriam que eu andasse
E fui impulsiva quando na verdade deveria está intacta.
Andei fazendo balanços relevantes
E cada vez mais concluo
Que são poucas as minhas certezas.
Contáveis certezas,
Deus, a primeira delas.
E você.
Keidy Lee Jones