Kathlen Heloise Pfiffer

1 - 25 do total de 26 pensamentos de Kathlen Heloise Pfiffer

O problema do amor (por Kathlen H.P. 02/11/07).

Hoje de manhã, estava no ônibus, e ouvi a conversa de duas mulheres de meia idade. Uma delas dizia que descobrira que seu marido, com quem estivera casada há oito anos, a havia traído. Podia sentir todo o rancor e tristeza possível na voz daquela mulher. A outra a consolava, dizendo que ele não a merecia. E disse em bom tom, que o amor a dois é o desperdício da vida, que ele só serve para construir decepções cada vez mais dolorosas. Senti-me perplexa com aquele comentário, e não consegui parar de pensar naquilo o dia todo.
Sempre acreditei no verdadeiro amor entre dois. E pode ter certeza, que nos últimos meses, tive motivos de sobra para deixar de acreditar. Porém, sempre tive fé de que o verdadeiro amor existia sim. Vejo tantas relações de anos, de casais que se amam em plena terceira idade, com a mesma intensidade de que se amavam quando se conheceram. Vejo cumplicidade explicita entre casais amigos, desde aqueles que ainda namoram, até aqueles que já construíram uma vida juntos. Horas, o amor está em todo lugar, o amor é a essência da vida. Como pode ser ele, um arquiteto de decepções?
Refletindo sobre isso, lembrei-me de uma música, de Renato Russo, que diz: "quem inventou o amor?” Certamente, se essa pergunta fosse feita a uma das senhoras do ônibus, elas diriam que foi alguém que teve uma enorme decepção amorosa, e para dar um nome a toda àquela agonia passada, escolheu amor.
Mas, eu não diria isso. Quem inventou o amor, foi sim, alguém que sofreu, que perdeu noites de sono, que derramou lágrimas, que fez loucuras, que gritou, que se arrependeu, que sentiu dor no coração. Mas este alguém com certeza sentiu uma felicidade além da conta. Sentiu o peito explodir de uma alegria indescritível, sentiu sabores, cheiros, toques de inimaginável esplendor. Sentiu-se completo, viu como o mundo pode ser belo, e como ainda vale a pena sonhar. A este turbilhão de sensações, deu-se o nome de amor.
Pensando mais um pouco (é, hoje estou pensativa pra caramba), cheguei à conclusão, a uma difícil conclusão, (especialmente para mim, podem acreditar); o problema não está no amor, e sim, a QUEM damos nosso amor. Todo ser humano é provido da capacidade de amar, nem que seu único amor seja o amor próprio, mas ele é capaz de amar.
O problema maior está em quando resolvemos dividir nosso amor. Aí é que se encontra o 'x' da questão. Achar a pessoa certa para compartilhar tão indefinido sentimento. Quando a achamos, o mundo fica 'blue'. Tudo são rosas, a sintonia é perfeita, o encaixe é surreal. "Ah, como o amor é bonito!"
Se não achamos esta pessoa, pensamos que o amor não passa de uma lenda, que é uma propaganda enganosa, e que estamos muito bem sozinhos, obrigada. (este caso é raro, mas acontece).
Mas o pior de tudo é quando pensamos ter encontrado a pessoa certa, a pessoa para dividir cumplicidade. Até ai tudo bem. Mas então o mar de rosas se transforma num vendaval, a pessoa que julgávamos a 'certa' não está mais nem ai. Talvez porque surgiu uma terceira pessoa, talvez porque o fogo da paixão terminou, ou vai lá saber o porquê (o amor tem razões que a própria razão desconhece). E nós, que demos todo nosso amor, que investimos toda nossa energia em uma relação, ficamos ali, parados, sofrendo, perguntando-nos onde foi o erro. Procurando uma palavra mal interpretada, um gesto não entendido. Esperando uma ligação que não vem. Um e-mail que não chega. Um beijo que sabemos que não será dado.
E sofremos. Sofremos e juramos nunca mais passar por isso, juramos nunca mais se entregar de tal modo, juramos nunca mais nos deixar ser enganados por alguém. Mas isso passa. Um dia, Drummond escreveu algo como “Por que sofremos tanto por amor? O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz." Ele tinha razão. Acredito que somos seres amáveis, no sentido literal da palavra. Nós somos o amor. E somos corajosos. Muito corajosos. Porque mesmo depois de sofrer tanto por amor, ainda amamos. E amamos de novo, e mais uma vez. Mesmo sabendo de todos os riscos, nos aventuramos procurando o que só este sentimento pode nos dar.
Então aqui vai uma dica de uma verdadeira 'amante'; não deixe de amar, o amor vale a pena. Porém, tenha a certeza de que você está entregando seu amor pra pessoa certa, para alguém que goste de você, não que só goste do amor, porque gostar de amor, todo mundo gosta. Dê amor a alguém que te complete de verdade, que te dê a chance de dividir sua vida com ele, mas que te dê o espaço para ter sua própria vida. E se não der certo da primeira vez, continue na busca! Não se deixe abalar pelo fato de um dia ter demonstrado seus sentimentos para quem não soube valorizá-los; o que importa é que você soube assumi-los, sem medo. E essa pessoa um dia vai ver o que perdeu. Alguém disse uma vez que “às vezes, construímos pequenos sonhos em cima de grandes pessoas, mas com o tempo percebemos que grandes mesmo eram os sonhos e as pessoas eram pequenas demais para eles”. É a mais pura verdade. Mas nem por isso devemos deixar de sonhar.

Kathlen Heloise Pfiffer

O que me dá raiva é saber de tudo que fiz por ti.
todas as noites perdidas pensando no que aconteceu, todas as concessõs que fiz por nós,
tudo que deixei pra tras pra traçar um novo rumo, todo o orgulho que perdi em vão.

Me dá raiva pensar em todos os sorrisos que dei, quando o que recebi
em troca foram palavras vazias. Dá ravia ao lembrar de todos os beijos apaixonados,
jogados por ti ao vento. Todas as falsas declarações de amor, tudo que não vivi aprisionada a tua teia.

Me dá raiva ter sido pra ti tão fácil. Sempre me deixando a tua disposição, me dobrando em duas
pra atender teus caprichos, sempre ligando, sempre mudando pra me encaixar no teu molde.

Me dá raiva, por Deus, lembrar de tudo que vivi contigo. Todos aqueles momentos que me senti feliz,
que me senti amada. Momentos que agora vejo, aconteciam somente dentro da minha cabeça.

Me dá raiva pensar em todas as lágrimas que por ti derramei, de todas as promessas
que tirei de mim mesma, q que só me fazem sofrer, cada vez mais.

Me da raiva ter um dia pensado que vocÊ era o cara certo. Dá raiva não ter ouvido a razão,
que me dizia o tempo todo que aquilo era uma loucura. Ter ouvido a voz da emoçao, ah aquela velha raposa,
que me enganou. Porque eu tentava me convencer de que a raposa estava certa, mas eu só estava mentindo para mim mesma.

Me dá raiva em saber que não vai ter um 'final feliz'. Porque nem começar com 'era uma vez', começou.
Me dá raiva pensar que seu final feliz não vai ser comigo. Dá raiva pensar em quem vai te abraçar, quem vai te aquecer,
quem vai te tocar. Me dá raiva em lembrar de todos os meus amores, e pensar que vocÊ foi o melhor deles.

Me dá raiva quando penso no que não vai acontecer. Me dá raiva pensar nas flores e nos dias de sol.
Nos teus beijos, e em tudo que eu tinha sonhado pra nós. Os teus olhos, e mãos, e teu abrço protetor;
é o que vai me faltar. Me dá raiva não saber o que fazer deste amor.

Mas o que me dá mais raiva nisso tudo, é quando meu coração dispara ao te ver. É quando me derreto com
com tuas maõs tocando minha nuca. É quando acredito nas tuas palavras vigaristas, é quando te ligo de volta
quado você desliga. Me dá raiva sentir saudade depois de cada despedida, saber que não vou te esquecer. Me dá
raiva desse meu amor eloquente, sem razão, sem fronteiras. Raiva de saber que acabou. E me dá raiva, não ter raiva de ti,
nem só por um segundo, nem só por ter raiva.

Kathlen Heloise Pfiffer

Pra você eu faria um jantar, acenderia velas e compraria um bom vinho.
te levaria pra praia, te faria uma massagem, te daria um cafuné.
te compraria um chocolate, te daria um beijo e diria "durma bem".

Com você eu faria planos, descobriria o novo (sem medo de me arrepender).
eu seria mais flexível, mais compreensiva, mais amorosa.
Eu perderia horas a fio jogando papo pro ar, imaginaria loucuras a nosso respeito,
iria longe pra te encontrar.
Só com você eu ficaria sem graça, perderia o rumo e mergulharia no infinito.

Por você eu seria mais calma, inventaria um disfarce, mudaria meu ritmo.
Eu iria até o céu, roubaria estrelas e faria nosso próprio esconderijo.
Eu veria o sol nascer sem receio, perderia o medo do escuro e colocaria nossa foto num mural.
E somente por você eu gostaria todos os dias da mesma pessoa.

eu te entregaria minha amizade, meu coração, meu amor.
te daria alegria, te daria prazer.
eu te trataria bem, te contaria meus segredos, te diria qualquer coisa boba
soh pra ouvir sua voz me censurando.
te abraçaria pra esqucer de tudo, te faria um café forte, te traria pro meu mundo.


e a única coisa que eu te pediria em troca, seria que me desse uma segunda chance.

kety 15/12/2006

Kathlen Heloise Pfiffer

Eu nunca fui uma moça bem-comportada. Afinal, nunca tive vocação pra alegria tímida, pra paixão sem beijos quentes ou pro amor mal resolvido sem soluços. Eu quero da vida o que ela tem de cru e de bonito. Não estou aqui pra que gostem de mim. Estou aqui pra aprender a gostar de cada detalhe que tenho. E pra seduzir somente o que me acrescenta. Sou dramática, intensa, transitória e tenho uma alegria em mim que as vezes me cansa. Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes ...Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco q eu vou dizer: - E daí? eu adoro VOAR! O escondido pra mim é bem melhor, e o perigoso é divertido. Eu sei sorrir com os olhos e gargalhar com o corpo todo. Também sei chorar toda encolhida abraçando as pernas. Por isso, não me venha com meios-termos, com mais ou menos ou qualquer coisa. Venha a mim com corpo, alma, voracidade e falta de ar... Eu acredito é em suspiros, mãos massageando as costas, o peito ofegante de saudades intermináveis, em alegrias explosivas, em olhares faiscantes, em sorrisos com os olhos, em abraços que trazem paz pra minha vida. Acredito em coisas sinceramente compartilhadas. Em gente que fala tocando no outro, de alguma forma, no toque mesmo, na voz, ou no conteúdo. Eu acredito em profundidades. E tenho medo de altura, mas não evito meus abismos.
São eles que me dão a dimensão do que sou.

Kathlen Heloise Pfiffer

As vezes me perco em meus sonhos. Fico ali, sonhando acordada, tentando lembrar cada bandeira,
cada palavra que talvez tenha passado desapercebida. Tentando descobrir um motivo, alguma pista.
Afinal, por que chegamos até aqui? Ou como hegamos até aqui?
Por causa do amor ou com amor? Digo que não. Se fosse pelo o amor, estariamos longe, bem longe disso que nos encontramos.
Mas não diga nada... Deixa tudo assim por mim. Teus silêncios me dizem mais do que deveria.
Me dizem até o que eu não queria saber. Teu silêncio me consome, me mata aos poucos
Há o amor... Este sentimento, que traz alegria, culpa, tristeza, delírio, prazer.

Seria por causa dele que nos debateriamos, a noite em nossa solidão escura?
Seria por causa dele, que nos afastariamos, dia após dia um do outro?

Kathlen Heloise Pfiffer

Em cada pensamento meu, tem um espírito que vibra, um sol que aquece, um anjo azul, um filme de amor, um sorriso eterno, um desafio.

Em cada momento meu, tem um poema escrito, uma foto rasgada, uma música lenta, um bilhete de eu te amo, um carro chegando.

Em cada sentimento meu, tem o aniversario de um amigo, um colar colorido, uma gota de chuva, um número de telefone, um sussurro no ouvido.

E em cada movimento meu, existe um carnaval em setembro, um arco-íris, uma tempestade em copo d'água, um amor explosivo, uma vontade de voar, uma alegria eufórica, e uma imensa vontade de VIVER.

kety (17/06/07)

Kathlen Heloise Pfiffer

Dizem que o medo mora perto das idéias loucas. Mas eu enfrento meus abismos, e quero viver minhas loucuras!

Kathlen Heloise Pfiffer

Receio vem em tudo que é forma e tamanho.Alguns são pequenos,quando fazemos algo ruim por uma boa razão.
Algunss são grandes, como quando decepcionamos uma amiga.
Alguns de nós fugimos da dor do receio, fazendo a escolha certa.
Alguns de nós temos pouco tempo para receio, pois estamos esperando o futuro.
Algumas vezes temos que lutar pra entrar de acordo com o que passou.
E algumas vezes enterramos nossos receios, prometendo mudanças.
Mas nossos maiores receios não são por coisas que fizemos, são pelas coisas que não conseguimos fazer,
coisas que não conseguimos dizer, que poderia salvar alguém que gostamos.
Especialmente quando podemos ver a tempestade negra que está a caminho deles.

Kathlen Heloise Pfiffer

Não são vilões que eu incorporo. Tudo isso faz parte da estrutura desse vaso ruim aqui. Que diferente do ditado, já caiu e quebrou. Hoje usa materiais inquebráveis e aderiu ao super-bonder. É assim que funciona. Eu não fiz por mal, mas foi um grande equívoco eu acreditar que pudesse viver de médias expectativas e sensações. Eu pra sempre serei a melhor amante, a pior inimiga, a maior injustiçada, a mais apaixonada, o teu mais terrível pesadelo, ninguém no mundo sofrerá mais do que eu e tão pouco poderá ser mais feliz.
Desse jeitinho mesmo. Potencializado e cheio de exagero.

(fragmento de um texto longo demis, mas eu gosto dessa parte)

Kathlen Heloise Pfiffer

Mas se olhar de perto, poderá ver alguém como você. Alguém tentando encontrar seu caminho, alguém tentando encontrar seu lugar, alguém tentando encontrar a si mesmo. Às vezes é mais fácil se sentir como se fosse o único no mundo que está lutando, que está frustrado, insatisfeito, que mal está conseguindo. Esse sentimento é uma mentira. E se puder apenas agüentar, apenas encontrar a coragem para encarar tudo isso por mais um dia, alguém ou algo, irá te encontrar e fazer com que tudo fique bem. Porque todos precisamos de um pouco de ajuda às vezes, alguém para nos ajudar a escutar a música do mundo, para nos lembrar que nem sempre será assim. Esse alguém está por aí. E esse alguém irá te encontrar.

Kathlen Heloise Pfiffer

ás vezes a lembrança é meio que, inevitável. é aquele tipo de pensamento que te pega num dia comum, ao arrumar o armário e encontrar uma foto, um objeto, um bilhete. dá saudade, o coração aperta, a gente pensa no porquê de ter sido como foi. mas então o céu lá fora tá azul, o vento sopra, e a esperança se renova. e nessa hora você guarda a foto, ou o objeto na caixa novamente, e continua. continua porque sabe que a vida não vai te esperar, que o mundo tá girando, e que isso tudo aqui é bom demais pra ser disperdiçado em vão. que você é bom demais pra se dar em vão. e então você vai a luta, e que venha o futuro!
(11/11/07) kety

Kathlen Heloise Pfiffer

sou o que sou, e ninguém vai mudar isso. posso não ser sempre a mesma, mas serei sempre EU mesma. o que eu acho certo, eu digo e defendo, e reprimo o que acho errado. meu amor eu ofereço pra quem merecer, e minha alegria divido com quem me faz bem. meus amigos, minha família, meus amores, eu defendo com dentes arreganhados, e ai de quem se intrometer nisso. minhas decisões eu tomo por impulso, tomo por sabedoria, ou as vezes não tomo decisão nenhuma, como vier a calhar, eu faço. se vier a calhar. guardo dentro de mim, uma menina brincalhona, meiga e com sonhos a realizar, mas minha carapaça é forte, resistente a quedas e com um senso de se reerguer que só eu mesma consigo ter. do passado eu trago aprendizados, do presente, eu faço valer a pena, e do futuro, bom, do futuro eu carrego a esperança, e a vontade de viver. porque melhor maneira de prever o futuro, é inventá-lo! (kety 18/11/07)

Kathlen Heloise Pfiffer

nos últimos tempos, eu tive andado meio que 'dormindo'. dormindo num sono profundo, e com noites perturbadas. já estava me perguntando até quando isso tudo ia durar. essa falsa sensação de descanso já estava me consumindo, e eu precisava muito acordar. mas acontece que eu não conseguia achar um modo de fazer isso. todas as minhas tentativas terminavam em um total fracasso. tentei primeiro fingir que conseguia ficar acordada, fingir que conseguia dormir e acordar a hora que quisesse. mas foi em vão, pois eu sempre acabava nesse sono profundo. então resolvi não fingir, mostrar que meu sono era perturbado, e que era assim que as coisas eram. pra que né? só serviu pra mim cair mais ainda naquele sono... e a escuridão se tornava cada vez maior. mas então, quando eu já estava sem esperança nenhuma, quando meu corpo já estava cansado... a cabeça se distraiu e a 'sorte' veio. uma luz, vinda de algum lugar, despertou-me, fez com que eu acordasse daquele sono profundo e perturbado. essa luz tem um nome, e um nome especial. e eu tenho agradecido todos os dias por tê-la encontrado. e agora, eu deito em meu travesseiro todas as noites, com a certeza de que o sono será leve, que irei sonhar, e que quando acordar, tudo vai ter valido a pena. (kety)

Kathlen Heloise Pfiffer

Fico me perguntando ás vezes o que está acontecendo com o mundo. Ele está de ponta cabeça, e ninguém reparou? Ou ele parou de girar e eu ainda estou no ritmo antigo? Sinto-me deslocada, sinto-me fora de área. Ligo a TV, e o noticiário diz que a terra virou um forno (não que eu precisasse ver isso na TV pra notar), que o gelo está derretendo, diz que mais uma bomba explodiu na faixa de Gaza, que os preços não param de aumentar, que os jovens morrem cada vez mais cedo. William Bonner não me deixa mentir. O mundo está às avessas. A terra está soterrada de violência, de guerra, de fome, de desespero. No fim do túnel só se vê a escuridão. E o fim do túnel está cada vez mais perto. Nós estamos nos auto destruindo.

Eu vejo fome por todos os lados. Fome de comida, fome de justiça, de liberdade, fome de amor, fome de saudade, e vejo a fome de dinheiro, de corrupção. As pessoas estão famintas. E não conseguem achar uma fonte que supra sua fome. Cada vez mais. Cada vez mais famintas. Cada vez com mais sede. E onde isso vai parar?

Mas os erros continuam. Perda total por todos os lados. Erros meus, erros seus, erros nossos. Nós estamos vendo tudo na nossa frente, e continuamos cavando nossa própria cova. Está tudo errado. Essa estupidez humana sem freios, essa sociedade medíocre que corrompe nossas crianças, que tira nossos amigos, que leva os de bem pro crime. Onde está o amor? Onde está o respeito? O que mais preocupa não é nem o grito dos violentos, dos corruptos, dos desonestos, dos sem-caráter, dos sem-ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons.

Chegamos a tal ponto de sentir fraqueza, fraqueza que parece nos impedir de fazer algo que valha a pena. Ficamos parados diante da destruição de braços cruzados. Assistindo ao massacre da nossa própria civilização. Mas nem sempre fraqueza é sinal de que não somos fortes. Enquanto ainda existirem pessoas que acreditam, haverá um caminho. Ainda que as luzes tenham sido apagadas, a chama da esperança sempre brotará. Enquanto existirem pessoas com esperança, ainda haverá uma solução. Somos gotas de água nesse lugar, mas juntos formamos um maremoto.

Kathlen Heloise Pfiffer

Parar de fumar, fazer ginástica, emagrecer.
Trabalhar menos, não trabalhar, arranjar um trabalho.
Estudar inglês, espanhol, francÊs, italiano, alemão, japonês.
Comer melhor.
Aprender a dizer sim, aprender a dizer NÃO.
Guardar dinheiro, ir ao dentista, terminar o tratamento.
Cortar doces, massas e frituras.
Viajar mais.
Amar, se apaixonar, se desapaixonar.
Morar sozinho, morar com alguém, deixar de morar com alguém.
Trocar de carro, comprar um apartamento, uma bicicleta.
Andar mais a pé.
Sair para dançar, sair com os amigos, ficar mais em casa.
Fazer um check-up, arrumar o armário, ir ao cinema.
Casar, casar de novo, casar mais uma vez.
Ter um filho.
Mudar de emprego, mudar de escola,
mudar de vida.

Não importa o que você queira mudar, mude;
mudar é bom, mudar faz parte da vida. (kety)

Kathlen Heloise Pfiffer

Ás vezes eu me pergunto, pra que manter os pés no chão? se o que eu quero é voar; (kety)

Kathlen Heloise Pfiffer

Parece até comum quando chega o final do ano, escutar coisas do tipo “Nossa como o ano passou rápido; parece que foi ontem que ele começou...” E é nessas horas, que percebemos que o tempo está passando, que os anos estão correndo, que o mundo está mudando, que a nossa vida está diminuindo.

Dizem que quando estamos morrendo, passa em nossa mente um filme de nossas vidas, com todas as horas que foram importantes pra nós, os momentos bons, os momentos ruins. Mas me pergunto uma coisa: será que é nessas horas que nos arrependemos do que fizemos, ou pior ainda, do que deixamos de fazer?

É freqüente ouvirmos pessoas mais velhas falando: ”Ah se eu pudesse voltar no tempo e ter minha juventude de volta, seria tudo tão diferente...”. Parece que as pessoas, quando ficam mais maduras, começam a pensar mais nessa história de juventude. Pra nós, jovens, essa juventude vai durar pra sempre, vai ser eterna. Às vezes deixamos de fazer algo porque achamos que ainda temos uma ‘’vida toda pela frente’’ Mas é ai que cometemos nosso maior erro.

Não podemos perder uma chance, uma oportunidade. A vida é uma só, por isso precisamos aproveitar cada momento, cada risada, cada lágrima, cada pôr do sol e cada dia de chuva.

Se você deixou de fazer algo que queria muito, corra atrás! Faça de tudo para conseguir alcançar seu objetivo. Não deixe que a vida passe sem ter feito tudo que você podia ter feito.

Aproveite seu tempo. Pois quando o filme de sua vida estiver passando diante de seus olhos, tenha a certeza de que o que você ver vai deixá-lo satisfeito. Vai perceber que mesmo o tempo tendo passado, os anos terem corrido, o mundo tendo mudado e a vida tendo diminuído, tudo valeu a pena. E mesmo sabendo que a vida é complicada demais para se entender, nós entendemos, que o que importa mesmo, é viver. (kety 01/12/07)

Kathlen Heloise Pfiffer

A vida é uma coisa muito complicada de se entender. Nós passamos por tanta coisa de uma vez só, passamos por tantos momentos, que quando para os pra pensar em tudo que aconteceu, percebemos o quão rápido nossa vida passou.

Parece até comum quando chega o final do ano, escutar coisas do tipo “Nossa como o ano passou rápido; parece que foi ontem que ele começou...” E é nessas horas, que percebemos que o tempo está passando, que os anos estão correndo, que o mundo está mudando, que a nossa vida está diminuindo.

Dizem que quando estamos morrendo, passa em nossa mente um filme de nossas vidas, com todas as horas que foram importantes pra nós, os momentos bons, os momentos ruins. Mas me pergunto uma coisa: será que é nessas horas que nos arrependemos do que fizemos, ou pior ainda, do que deixamos de fazer?

É freqüente ouvirmos pessoas mais velhas falando: ”Ah se eu pudesse voltar no tempo e ter minha juventude de volta, seria tudo tão diferente...”. Parece que as pessoas, quando ficam mais maduras, começam a pensar mais nessa história de juventude. Pra nós, jovens, essa juventude vai durar pra sempre, vai ser eterna. Às vezes deixamos de fazer algo porque achamos que ainda temos uma ‘’vida toda pela frente’’ Mas é ai que cometemos nosso maior erro.

Não podemos perder uma chance, uma oportunidade. A vida é uma só, por isso precisamos aproveitar cada momento, cada risada, cada lágrima, cada pôr do sol e cada dia de chuva.

Se você deixou de fazer algo que queria muito, corra atrás! Faça de tudo para conseguir alcançar seu objetivo. Não deixe que a vida passe sem ter feito tudo que você podia ter feito.

Aproveite seu tempo. Pois quando o filme de sua vida estiver passando diante de seus olhos, tenha a certeza de que o que você ver vai deixá-lo satisfeito. Vai perceber que mesmo o tempo tendo passado, os anos terem corrido, o mundo tendo mudado e a vida tendo diminuído, tudo valeu a pena. E mesmo sabendo que a vida é complicada demais para se entender, nós entendemos, que o que importa mesmo, é viver. (kety 01/12/07)

Kathlen Heloise Pfiffer

O medo que não se ve.

Eu já ouvi falar de todos os tipos de medo imagináveis. Medos compreensíveis, sim. Medo de altura, de barata, de elevador, de escuro, de porta giratória, de avião, de formigas em bando, medo de morte e até medo de estranhos. E por aí vai, cada um sabe bem o tipo de medo que carrega consigo. E é bom ter medo de alguma coisa. Porque se não a vida acaba por perder a graça, sem aventuras, tudo ficaria monótono. Mas tem um medo, que é bem mais complicado. Tem gente, que tem medo de amar.

Medo de avião, eu até entendo. O negócio pode cair lá de cima a qualquer hora. Mas medo de amar, medo do amor? Ah,daí a coisa complica. E olha, que não é nem uma, nem duas pessoas que têm esse medo. Infelizmente, isso acontece com muita gente, e nem sempre termina bem. E eu tenho muito receio desse tal medo de amar. Ele é invisível, não se sabe ao certo como combatê-lo.

Só mesmo quem sente, quem carrega esse temor dentro de si, sabe o que é a dor de temer o invisível. É aquele receio, que carregamos às vezes por anos dentro de nós. Um amor mal resolvido, uma partida inesperada, uma perda doída demais, um alguém que nunca chegou, ou um alguém que não vem mais. Motivos pra ter esse medo, acho que cada um tem o seu, poderia citar inúmeros deles aqui. Até ai tudo bem. É compreensível que as pessoas temam o sofrimento. Mas tudo tem um limite. Chega uma hora, que se deve guardar na gaveta esse sentimento, e trancar a sete chaves. E abrir os olhos e ver ao redor, e notar que ainda há vida lá fora. Por vezes, passamos tempo demais, sofrendo por causas perdidas. E na maioria das vezes, esse medo, advém de amores terminados doloridamente.

Vou te dizer; ela não vai voltar. Depois de tudo acabado, depois de ela ter se casado, ter construído uma família, é inútil você ainda esperar por ela. O que foi, foi. Você vai sofrer, você vai passar noites em claro pensando em como tudo seria se você tivesse feito as coisas um pouco diferente, mas agora é tarde. Não adianta mais esperar por ela, não adianta procurar ela em outras por ai. Você não vai ter ela de volta.

E ele também não quer mais saber de você. Você não soube respeitar o mundo dele, você não soube dar valor ao amor que ele lhe dava. Você não o ajudou quando ele precisou de uma luz, você o jogou nos braços dela. Você o deixou passar por aquela porta, sem nem ao menos lutar pelo seu amor. Choramingar agora, de nada adianta, ele não vai voltar.

Dói, dói muito quando nos deparamos com uma perda, com alguém que parte e que sabemos que será insubstituível. E depois disso, sentimos medo. Medo de passar por tudo isso de novo, vem ai o tal medo de amar. Eu entendo quem passa por isso. Eu mesma já passei. Mas acontece que tem gente que carrega esse medo consigo pra sempre. Gente que já sofreu tanto, que acabou por se acostumar com esse temor morando dentro de si. E essas pessoas, acabam por ficar cegas ao que lhes rodeia. Acabam desperdiçando chances e mais chances de ser feliz. Você se machucou no passado? Doeu? Ainda dói? Ótimo! Isso significa que você viveu intensamente por alguns momentos em sua vida. Mas agora pare e preste atenção: já passou da hora de deixar tudo isso pra traz. Abra os olhos, abra o coração, abra as janelas e a as portas de sua alma para o desconhecido! Deixe-se ser amado. Deixe que ele te chame pra sair, aceite um convite para um café com a moça do xérox. Vá ao encontro do desconhecido e deixe os fantasmas do passado, bom, deixe-os no passado!

Uma coisa é sofrer por amor, e ter receio de não sofrer novamente. Outra coisa é fechar-se para o mundo, trancar-se na solidão de seu mundinho. Deixe que alguém te lembre o quão doce é a musica do mundo, deixe que alguém te mostre novamente como vale a pena amar. Porque nós sempre precisamos de ajuda, ainda mais, ajuda pra combater esse medo invisível. Medo invisível que é compreensível. Até certo ponto. Guarde-o então na gaveta e tranque bem. Tenha medo de avião, de barata, de escuro, de trovão, de macaco. Mas não tenha medo de amar.

(kety 06/12/07)

Kathlen Heloise Pfiffer

Escreva.
Ás vezes, eu tenho palavras pra falar de tudo. Falo de política, de economia. De meio ambiente, até arrisco falar de amor. Mas quando tenho que falar sobre o MEU amor, é o silêncio que toma conta de mim. Preciso desabafar. Preciso que alguém me ouça, nem que sejam essas linhas de palavras sem sentido. Sinto-me sufocada. Sinto-me presa. Perdida em um labirinto que não tem saída. Perdida num mundo que às vezes não consigo nem me encontrar.

Faço de tudo. Leio livros, faço exercícios, cozinho, saio com as amigas, fico com garotos, durmo. Mas em tudo que eu faço, eu nunca estou sozinha. Nunca. Ele sempre está ali comigo, sempre. Desde o dia em que conheci certo rosto, ele passou a viver dentro de mim, e desde então, é só nele que consigo pensar. Esse amor que me tira o sono, que me tira a atenção, que me corrompe por dentro, passou a fazer parte de mim. Faz tempo que começou, e não durou muito. Por vezes, até penso que é tudo uma grande bobagem, que é coisa da minha imaginação. Penso naqueles amores de filmes, de livros; paixões arrebatadoras, casos amorosos com muitas idas e vindas, com muito fulgor. Amores transcendentes. Tudo muito bonito. E então me lembro do meu amor. Não parece nada com isso tudo. Parece muito mais bobo, muito mais infantil. E por isso, guardo-o só pra mim, com vergonha sim desse sentimento. Mas chega um ponto, em que não consigo mais esconder. Então escrevo. Escrevo para aliviar a dor que sinto no meu peito, para esconder a tristeza que carrego em meu olhar.

Eu amo aquele homem. E isso dói mais do que tudo, ter a certeza absoluta de que o que eu sinto, é amor. Não é só atração, não é só ‘coisa de pele’. Antes fosse isso. Seria muito mais fácil de resolver. Mas não, é complicado. Sempre tive uma facilidade enorme de esquecer as coisas. Quando colocava em minha mente que devia esquecer alguém, eu esquecia e ponto final. Podia até demorar, podia doer muito, mas eu esquecia. Foi sempre assim, e sempre deu certo. Mas dessa vez, minha mente me pregou uma peça. Ela não quis esquecer. Eu não quis esquecer. E isso é o pior de tudo. Eu continuo não querendo esquecer. Por mais que eu saiba que isso tudo não tem futuro algum, que nunca vai dar certo, eu continuo com esse amor dentro de mim.

Eu sou jovem, muito jovem. Falo inglês, escuto MPB, freqüento lugares interessantes, conheço pessoas de todos os tipos. Tenho bom estudo, relaciono-me com pessoas cultas. Viajo. Não sou modelo, mas tenho boa aparência. Tenho uma fome de conhecimento, e estou sempre à procura de coisas novas. Tenho uma vida estável, moro com meus pais, e eles me dão tudo o que preciso. Então, o que eu vejo nele? Ele não é mais velho. É tão jovem quanto eu. É desbocado, fala o que vem na mente, usa um linguajar que minha mãe não me deixaria falar em hipótese alguma. Pra sair de casa, veste a primeira roupa que vê na frente, não se importa tanto com aparência. Não dá a mínima para os estudos. Desleixado. Tem sempre alguma mulher no seu pé. Sempre. É do tipo vigarista de primeira. “Um bom malandro, conquistador, naipe de artista, pique de jogador;” Então me diga, o que eu vejo nele?

Eu vejo no olhar dele um brilho que só ali encontro. Eu vejo um homem, com espírito de menino, com sonhos, com metas, objetivos. Eu vejo um jeitinho que só ele tem de dizer o quão chata e irritante eu sou. Eu sinto nele o melhor cheiro do mundo, eu sinto nos braços dele, a maior segurança que um dia já tive. Eu sinto no beijo dele um fulgor que nunca ninguém antes havia me feito sentir. Eu sinto no toque dele, a paixão mais eloqüente de todas. As palavras sussurradas em meu ouvido me paralisam, fazem com que eu esqueça do mundo lá fora. Ele já sabe como me conquistar. E ele às vezes faz isso sem perceber. Quando canta uma canção, quando me chama de anjo, quando me abraça e diz eu te amo, quando se mostra um cavalheiro. Quando beija minha testa, diz ‘Se cuida, e juízo né?’ Ele sabe ser doce. Na verdade, ele nem é tão vigarista assim. Isso é só uma desculpa que eu dou, e que eu sei que o deixa irritado.

E ele gosta de mim. Eu sinto que ele gosta. Do jeito mais torto possível, mas ele gosta. Antes até que ele não gostasse, tornaria tudo mais fácil, acabaria com essa minha esperança de um futuro que não vem. Quem olha pra mim quando falo dele, vê escrito na minha testa o que sinto. Posso falar mal, posso dizer que nem penso mais, posso mentir pros quatro cantos que ele não significa nada pra mim. Há, mas não adianta. Está estampado no meu sorriso, no brilho do meu olhar ao falar o seu nome.

Aonde isso tudo vai parar? Eu não sei. Mas guardo em mim a esperança de um dia encontrar um final feliz. Talvez não ao lado dele, talvez bem longe daqui, ou quem sabe ainda um dia nossas vidas se cruzem, talvez de um jeito melhor para nós dois. Talvez de um jeito que não machuque tanto. Mas enquanto isso, eu carrego comigo esse amor, que me mantém viva, que me mantém lúcida. Porque apesar de tudo, é bom demais amar.

Sinto-me bem mais leve. Não escrevi isso com a intenção de fazer um texto bonitinho cheio de fru-frus como eu geralmente faço. Escrevi como forma de desabafo. Ás vezes é a melhor coisa a se fazer. E se você está passando pelo mesmo, e não consegue achar uma solução, escreva. Escreva o que sente. Talvez a pessoa que você ame nunca veja isso. Mas você vai saber que ao menos tentou dizer, ou escrever, o que sentia. E alivia um pouco o peso sobre os ombros. Alguém me disse que quando a pessoa sofre, ou passa por um baque muito grande, revela na arte seus sentimentos. Escrever é arte. Nem que seja uma frase num guardanapo. Nem que seja no seu diário, ou na parede do seu quarto. Coloque para fora o que você sente. Se não consegue proferir, coloque tudo no papel. Sinta-se mais leve.

(kety 07/12/07)

Kathlen Heloise Pfiffer

Pensamento sobre Raiva!

Kathlen Heloise Pfiffer

Em cada pensamento meu, tem um espírito que vibra, um sol que aquece, um anjo azul, um filme de amor, um sorriso eterno, um desafio.

Em cada momento meu, tem um poema escrito, uma foto rasgada, uma música lenta, um bilhete de eu te amo, um carro chegando.

Em cada sentimento meu, tem o aniversario de um amigo, um colar colorido, uma gota de chuva, um número de telefone, um sussurro no ouvido.

E em cada movimento meu, existe um carnaval em setembro, um arco-íris, uma tempestade em copo d'água, um amor explosivo, uma vontade de voar, uma alegria eufórica, e uma imensa vontade de VIVER.

Kathlen Heloise Pfiffer

Eu preciso de...

Eu preciso de tudo. Preciso da inspiração do poeta, da criatividade do autor, da imaginação do desenhista e do sofrimento do desconhecido.

Preciso do cafezinho da padaria, da versatilidade do humorista e da coragem do salva-vidas. Necessito urgentemente da seriedade do jornalista e da compreensão do vovô.

Decididamente eu preciso do abraço maternal, da comidinha caseira, da brincadeira de criança. Ainda que restrita, preciso da promessa de paz, do sonho de um futuro bom, mas isso deixa pra lá...

Estou dispensando o olho gordo! Disso, pode ter certeza que eu não preciso. E que se vá também a agonia do fim, a tristeza da saudade, a cara amarrada da manhã de segunda feira; que vá para onde o vento faz a curava e que esqueça do caminho de volta.

Falando em dispensa, não dispenso o “Bom dia” ao porteiro, lembro do obrigada e do “não há de quê” até mesmo ao estranho que me deixou entrar antes no elevador. Bons modos, nossa! Como eu preciso disso!

Eu preciso disso e de muito mais. Busco sempre o desconhecido, entretanto, não largo mão do convencional. E nessa incessante busca, sei que preciso, todo o tempo, da alegria em que consiste a vida. Preciso do amor que preenche a alma, preciso da serenidade que acalma o coração. E por aí vai. Aliás, esse por ai vai bem longe. É, eu preciso de tudo.

Kathlen Heloise Pfiffer

Os tais homens cachorros tem certa sorte; sempre tem aquelas mulheres de coração mole que ainda os adotam. No começo sentem peninha, depois ficam apegadas, e começam a ter um certo afeto. Mas sabe, no fundo, elas sempre vão saber que é só mais um vira-lata, e que igual a ele tem mais umonte andando ai pela esquina. Mas atenção com aquelas que não tem coração mole e sequer sentem peninha. Portanto, aos cachorros de plantão, cuidado. Na minha mão o destino é certo: virar sabão.

Kathlen Heloise Pfiffer

Pior que a tristeza de um nunca, ou a incerteza de um talvez, é a agonia de um quase. Com o nunca a gente lida, fica ligado que é melhor nem pensar mais no assunto. Entende que é melhor procurar por outra coisa, outro alguém, outra cidade. Com o talvez, a gente convive. Dá-se um jeitinho sempre, afinal, por traz de um talvez sempre tem um não e um sim, ainda resta uma luz no fim do túnel, resta algo ou alguém a quem se prender. Mas o quase, apenas o quase é complicado, é doído. Com o quase, a gente vê nossos sonhos indo embora, a esperança acaba, a luz se apaga, falta energia na hora do mocinho finalmente ficar com a mocinha.
Um quase, na vida de qualquer pessoa, é de se desanimar. A gente sempre se sente incapaz, incompleto, inseguro, insatisfeito. Um quase não traz vitórias, não deixa o nome gravado na história, ou você já viu uma rua com nome do segundo colocado para presidente?É constante ouvirmos pessoas dizerem que quase chegaram lá, mas assim, foi por pouco sabe? Mas então eu pergunto: teve resultado, o seu quase fez diferença, ou alguém conseguiu fazer mais que você?
Óbvio, não conseguimos ser 100% em nossa vida o tempo todo, nós somos humanos, somos seres errantes, aprendizes, o quase faz parte sim da nossa vida. Mas não se nega que ele é doido. Quase passei no vestibular, quase ganhei na mega-sena, quase cheguei na hora certa, quase consegui aquela garota, quase que tive coragem para convidá-lo para sair... Quase, quase, quase... De quantas falsas esperanças e quase’s é feita nossa vida?
Vou dizer-lhes uma coisa. Uma vez, quase consegui ter alguém especial perto de mim. Sabe, estava tudo muito certo, muito bem, bem demais. A gente se completava, ele era o que eu queria, eu via nele alguém interessante, inteligente e bonito, carinhoso e com uma energia contagiante. O que ele via em mim? Boa pergunta, eu quase cheguei a descobrir sabe? Não deu tempo. Eu quase o tive, mas não achei coragem suficiente pra dizer que era isso que eu queria. Eu quase contei a ele sobre o medo que eu tinha de sua partida, mas não o fiz. Eu deixei que ele saísse da minha vida, o deixei sair por aquela porta sem nem ao menos tentar impedi-lo, tentar dizer como seria bom se ele ficasse. Eu quase tive amor, um companheiro, um amigo. Disse bem, quase.
É nessas horas que eu preferiria um nunca. Nunca mais vamos nos ver, nunca mais vou fazer isso, nunca mais vamos passar por uma despedida. Ou quem sabe um talvez, talvez ele volte, talvez ele ligue, mande um e-mail, talvez apareça numa terça feira pra dizer que não vai embora. Mas esse quase, esse quase é terrível. Dá uma sensação de incapacidade, de falta de coragem, de falta de competência. Um quase na vida de alguém é como uma tempestade negra que chega aos poucos, que não te deixa sair de casa por medo de pegar chuva. Um quase é o tipo de lembrança que você carrega consigo pro resto da vida, mas que não faz diferença alguma na vida da outra pessoa, afinal, foi apenas quase.

Kety (21/04/08)

Kathlen Heloise Pfiffer
Páginas:  1 2   Próxima