Jules Renard
Pierre-Jules Renard (22 de fevereiro de 1864,Châlons du Maine, in Mayenne, França - 22 de maio de 1910, em Paris, França). Escritor.
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A ironia é sobretudo uma brincadeira do espírito. O humor seria antes uma brincadeira do coração, uma brincadeira de sensibilidade.
Jules Renard
A liberdade tem limites que a justiça lhes impõe.
Jules Renard
O amor mata a inteligência. O cérebro faz de ampulheta com o coração. Um só se enche para esvaziar o outro.
Jules Renard
A prudência não passa de uma qualidade: não devemos transformá-la em virtude.
Jules Renard
O estilo é o hábito, a segunda natureza do pensamento.
Jules Renard
Não é possível chorar e pensar ao mesmo tempo, pois cada pensamento absorve uma lágrima.
Jules Renard
Acabamos sempre por desprezar os que são com demasiada facilidade da nossa opinião.
Jules Renard
Há lugar ao sol para toda a gente, sobretudo quando toda a gente quer ficar à sombra.
Jules Renard
Nunca estar satisfeito: toda a arte está nisso.
Jules Renard
As palavras são os trocos do pensamento. Há faladores que nos pagam em moedas de dez tostões. Outros, pelo contrário, dão-nos peças de ouro.
Jules Renard
É uma hipocrisia esforçarmo-nos para ser bons; temos de nascer bons ou então não vale a pena metermo-nos nisso.
Jules Renard
Descobri finalmente aquilo que distingue o homem dos outros animais: são os problemas de dinheiro.
Jules Renard
Toda a pessoa vale mais que as suas maneiras de se exprimir.
Jules Renard
Diz-se de um conceito que ele é profundo quando não tem graça nenhuma.
Jules Renard
Amigo é aquele que adivinha sempre quando precisamos dele.
Jules Renard
Dando apenas ouvidos à sua coragem que nada lhe dizia, ele absteve-se de intervir.
Jules Renard
Um amigo assemelha-se a um fato. É preciso largá-lo antes que esteja usado, senão é ele que nos larga.
Jules Renard
Amizade, casamento de dois seres que não podem dormir juntos.
Jules Renard
A literatura é uma profissão em que se torna indispensável dar provas constantes de que se tem talento para convencer pessoas que não têm nenhum.
Jules Renard
De nada serve morrer: é preciso morrer na devida altura.
Jules Renard