Jorge reigada

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somos todos um único corpo experimentando valores e capacidades diferentes que, as vezes nos fazem esquecer da unidade.

Jorge Reigada

Deixareis a bestial responsabilidade de ser o centro do mundo e sem o peso da toga que nos agrilhoa a conceitos vencidos, estaremos libertos para levar nossa vida aproveitando a maravilha que ela nos oferece gratuitamente.

Jorge Reigada

Minha verdade é a forma de me iludir portanto, não se iludam com minhas ilusões verdadeiras, são tão fugazes como eu.

Jorge Reigada

Em nossos relacionamentos, sempre usamos tudo como moeda de troca, inclusive o amor.

Jorge Reigada

A visão de oportunidade de crescimento econômico, parece que desperta,em algumas pessoas, uma espécie de saga à ser construída

Jorge Reigada

Coincidências Coincidentes


Existem coincidências coincidentes.
Ontem estava passando para o computador de hoje uma das crônicas que fiz em 1987 na qual falava de um reencontro com um dos grandes amores da vida. Uma dessas loucuras devastadoras que nos arrastam vida adentro.
Afinal, segundo a Mitologia Grega. O Amor tem os olhos da Loucura.
Era 1968 e lá veio este Rio que passou em minha vida. Uma das grandes loucuras.
Em 1969 o ciúme transformou um rio de águas claras no qual nos banhávamos num mar turvo e bravio que sentíamos medo em entrar, e o frágil elo foi rompido.
Em 1987 voltei a encontrá-la fazendo compras numas das ruas de comércio do Rio de Janeiro. Passado o primeiro impacto (Como devo agir)?
Explodimos num grande abraço as gargalhadas. Ambos mais velhos, ambos casados. Conversamos um pouco, lembramos a velha trova que escutamos em Goiás, falamos dos filhos e das felicidades da vida de cada um. Ela voltou para Brasília e a vida continuou correndo atrás do futuro.

Numa das paradas que dei ontem fui até o shopping comer uma comidinha japonesa para atender os reclamos do paladar ou da gula.
Sentado distraído olhando os "celulares balançantes" das mulheres, que com ares de moça, nos criam a vontade da comunicação às vezes só para dizer "ALO".
Quando, entregue pela mão de uma Zeladora, recebo um papel dobrado com a mesma trova que estava colocando no computador:

Sôdade é dô que dá
Mas num é dô de duê
É vuntadi di alembrá
Cum vuntadi di esquecê
É dô di denti i machuca
Mas onde doi ninguém vê
E a genti pega i cutuca
pra num dexá di duê

E lá estavam os mesmos olhos azuis, o mesmo braçinho torto pelo desastre de moto, as rugas adornaram muito bem aquele rosto pequeno sob um cabelo curto e branco. Seu sorriso ainda mostrava o cuidado com a saúde. Enquanto eu olhava, sei lá se olhava, talvez estivesse numa máquina do tempo na qual, aqueles olhos azuis fossem o botão de partida que marcava um ano 1968. Uma moça também com os olhos muito azuis bateu no meu ombro: - Jorge, hoje é aniversário de minha mãe e nós gostaríamos muito que você viesse para a nossa mesa. E sorrindo continuou: - Afinal você é tão falado que faz parte da família...
A vida é cheia de surpresa...
Parabéns pra você, nesta data querida. Muita felicidade. Muitos anos de vida.

Jorge Reigada

SER POETA



Ser escritor, contista, cronista, romancista,

Narrador. Talvez seja fácil. Quem sabe...

É só tentar ordenhar da mente os fatos

Que não seja verdade, vá lá, porém, realista.



Ser escritor é brincar com as palavras.

É andar com o personagem num andor.

Às vezes breve do contista ou lógico do cronista,

Épicos do romancista ou simples do narrador.



Ser escritor é chorar pelo não vivido.

É amar o inexistente, mas, sofrer de corpo presente

Em frases, páginas ou livros que verdadeiramente

De real, só tem palavras e um sentimento contido.



Ser escritor é criar de forma incessante

história marcante daquilo que não se passou.

Criar frases não ditas, que escritas, quantas vezes,

se tornam malditas, revelando o que tanto calou.



Ser escritor é andar por frases e letras.

É se esconder por trás de uma vírgula ou ponto.

Na espreita do olhar do leitor. Ah! Que alegria

Quando vem o riso, um suspiro, um espanto.



Ser escritor é querer ser compreendido.

Já que perdido, só nas palavras se encontrou.

Ser escritor é ser das letras um atleta

Ser escritor até que fácil. O difícil e ser poeta.



Gostaria de ser poeta. Poeta mesmo, convicto.

Rimar alegrias, tristezas, decadências e mito.

Fazer das trovas uma paixão e do verso a emoção

Criar sonetos, quadras versos, oitavas e sextetos.



Mas como ser poeta? É tão difícil!

É preciso energia. Uma pitada de loucura, um pouco de nada...

A força da vida, a precisão de um míssil,

A leveza da alma, o peso de um sonho e a ternura da amada.





Ah! Ser Poeta.... Ser poeta é profecia, ou o oposto?

Raro em rimas de alegria. Rico em tramas de desgosto.

Simetria, postura do verbo, dimensões.

E ainda ter harmonia nas fleugmáticas explosões.



Ser poeta é ter um pouco de Dédalo.

Minotauro escrevendo em labirinto imaginário

Só que às vezes tropeça, lhe falta a rima..

Ufa, não minto. São horas de dicionário!



Talvez o poeta nunca tenha amado alguém,

A não ser sua própria criação, seu palavreado.

Seu amor, seu sonho, sua dor é real, porém,

Só nas palavras é que pode ser falado.



No fundo, ser poeta é uma doença incurável.

É um lamentar eterno em rimas contidas.

É a loucura de medir o incomensurável.

Ou viver, em um só corpo, varias vidas.



Um poeta é antes de tudo organizado.

Sua dor só é posta no quadrado.

Seu amor em trovas apresentado.

Seu coração, talvez eu oitavas seja notado.



Mas, para ser poeta, quantas rimas são precisas?

Quantos sonhos apaixonados?

Quantas noites mal dormidas?

Quantos amores pisoteados?



Mas, juro, que como da flor a mitose,

O poeta é um mutante, um viajante de partida.

Um viciado, que em overdose de neurose.

Transforma o nada na exaltação da vida.

Jorge Reigada

Dualidade

Somos quem somos?
Esta dualidade que me permeia confunde.
Difunde, margeia, semeia caos, candeia
Sem luz, não conduz, contunde, mareia.

Fomos quem somos?
Tempo, areia me enterra ou aterra,
me apoia ou me prende,
me tolhe ou distende,
me cala ou me berra.

Calor e frio, vazio, completo
carente, repleto, sonhador, concreto.
Dualidade, maldade, fiel sem balança,
andança, estaguinação, mansidão, pujança.

Metade de mim arde, a outra congela.
Metade de mim é vida, a outra mazela.
Metade de mim irrompe, a outra afunda.
Metade de mim é glória, a outra imunda.

Seremos quem fomos?
Somos quem somos?
Dualidade, perversidade ou caridade?
Torvelinho, remanso, ação ou descanso.

Não sei! Se alguém sabe me conte.
Mas conte de manso.

Jorge Reigada

Sou a pergunta
Que não tem resposta
simples,
Sou igual a todos e
diferente por
nascença..
Só não consigo
viver
no mundo como
indiferença...
Sou charco que
virou jardim,
Fui o jardineiro
que a plantou
em mim..
Jorge reigada

Jorge Reigada

LOUCO


Quero ficar só, sozinho com minhas lembranças.
Quero sentir as mil agulhadas da recordação, a suave dor da saudade.
Mas só, sozinho.
Quero que me venha a mente o passado já que no futuro não penso e o presente não vivo.
Viver para que? Para manter a recordação? E sentir a dor intensa da separação?

Não, não quero mais ter os pensamentos controlados.
Que a inexistência de idéias me permita viver absorto a tudo e a todos.

E tudo por sua causa.
Se você compreendesse meu esforço, se apercebesse que o amor por você me tolhia
nada de ruim teria acontecido.
E hoje estaríamos juntos unidos pelos laços do amor do meu amor ao menos.
Você não quis. Achou-me fraco eu sei.
Sentiu que podia me dominar.
E numa fúria indomável pôs tudo a perder.
Todo um sonho, o meu sonho. A vida, papel em que desenhei o amor perfeito.

Quando nossos olhos se espelharam a primeira vez.
Seu sorriso um amanhecer de um lindo dia me trouxe a esperança de ver meu desenho concretizado.
E na minha ingenuidade, na ânsia de realizar o meu ideal tracei as mais belas formas e em prosa cantei.

Quando vires a tarde triste
Com ar de que vai chover
Lembra-te que são meus olhos
Que choram por não te ver.

Mas, aos poucos vi desmoronar pedra por pedra aquele castelo de amor tranqüilo que tanto imaginei.
E o sonho fechou a janela pela qual olhava a vida me deixando só a realidade que vi estampada
em seus olhos ferinos.


Quis fugir, mas, não consegui.
Sentia-me preso as suas garras, aprisionado pelo seu cheiro,
hipnotizado pelo seu olhar.
E qual cão que se sujeita a vontade do dono quedei-me quieto ao seu lado aconcheguei-me aos seus pés.

Como sofri. Quanta vez tive vontade de correr, de sumir desaparecer para sempre.
Mas, quando seus olhos para mim voltava, sua voz fazia-se ouvir a meu lugar retornava
aconchegado a seus pés.

Hoje, não a vejo mais e aprisionado neste quarto sou considerado louco.
Louco porque me desprendi da coleira, da corda que me envolvia o pescoço e procurei ser livre...
Não. Louco, porque não consigo afastar de mim sua presença.
Louco por não esquecer sua vos, seu olhar.
E irado desfiro murros contra a parede e vejo as feridas abertas em minhas mãos
salpicarem o chão com gotas de sangue. E quando as gotas procuro.
Vejo o seu nome por elas escrito. então, choro...
Um louco também sabe chorar..

Jorge Reigada

Culpa

Por detrás de nossas tristezas e frustrações, detrás da nossa insatisfação na vida, de nossos tédios e angústias está um sentimento. O mais arraigado em nosso comportamento e responsável por grandes sofrimentos psicológicos. Que é o sentimento de CULPA.
O sentimento de culpa é um apego ao passado, é o arrependimento de alguém não ter sido como deveria ter sido. É uma tristeza por ter cometido algum erro que não deveria ter cometido. O núcleo do sentimento de culpa são estas palavras: “Não deveria”.

A culpa é a frustração entre a distância do que nós fomos e a imagem do que nós deveríamos ter sido. Nela consiste a base da autotortura.

É como se dentro de nós se processasse um julgamento em que o eu ideal, imaginário é o juiz, e o eu real, humano é o réu. E como nosso pensamento nos exige algo impossível, nosso eu real nunca poderá atendê-lo. Este é um ponto fundamental.

Na culpa nos dividimos em duas pessoas: Uma real, errada, má e ruim. A outra ideal, boa e certa. E que tortura a outra.

É como se dentro de nós processasse um julgamento em que o eu ideal, imaginário é o juiz, e o eu real, concreto, humano é o réu. O eu ideal sempre trás exigências impossíveis e perfeccionista. Assim, quando estamos atormentados pelo perfeccionismo, estamos absolutamente sem saída. E como nosso pensamento nos exige algo impossível. Nunca o nosso eu real poderá atende-lo. Este é um ponto fundamental.

Muitas pessoas dedicam sua vida a tentar a concepção do que elas devem ser ao invés de se realizarem por si mesmas. A diferença entre a auto-realização e a realização da imagem é muito grande. A maioria das pessoas vive apenas em função da imagem ideal e este é um instrumento fenomenal para se fazer o jogo do neurótico. A autotortura, o auto-aborrecimento, o auto-castigo a auto-punição. A culpa.

Quanto maior for a expectativa a nosso respeito, quanto maior for o modelo perfeccionista de como deve ser a nossa vida, maior será o nosso sentimento e culpa.

A culpa é também a tristeza de não sermos perfeitos. É a tristeza de não sermos Deus. Por não sermos infalíveis. É um profundo sentimento de orgulho e onipotência. É uma incapacidade de lidar com o erro, com a imperfeição. É um desejo frustrado. É o contato direto com a realidade humana em contraste com as sua imperfeições perfeccionista, com seus pensamentos megalomaníacos a respeito de si mesmo.

O mais grave é que aprendemos o sentimento de culpa como virtude.

A culpa sempre se esconde atrás da máscara do aperfeiçoamento como garantia de mudança. Mas nunca dá certo.

Os erros dos quais nos culpamos são aqueles que menos corrigimos. A lista dos nossos pecados no confessionário é sempre a mesma.

A culpa longe de nos proporcionar incentivo ao crescimento, faz-nos gastar energias numa lamentação interior por aquilo que já ocorreu, ao invés de gastarmos em novas coisas, novas ações e novos comportamentos.

Por isso mesmo, em todas as linhas terapêuticas, este é um sentimento considerado doentio. Não existe linha de tratamento psicológico que não esteja interessada em tirar dos seus pacientes o sentimento de culpa.

A culpa é a vingança de nós mesmos por não termos atendido a expectativa de alguém a nosso respeito. Seja esta expectativa clara e explícita, ou seja, uma expectativa interiorizada no decorrer de nossa existência.

Por isso é que se diz que ao nos sentirmos culpados, estamos alienados de nós mesmos e a nossa recriminação interna vem, nem mais nem menos, das vozes do passado, ainda recriminatória de nossos pais, mães, mestres ou outras pessoas que ainda cultuamos. Mas aquilo que nos leva a este sentimento de culpa, aquilo que alimenta esta nossa doença auto-destrutiva são algumas crenças falsas.

Trabalhar o sentimento de culpa é primordialmente descobrir as convicções falsas que existem em nós. Aquelas verdades que cremos, que sendo errôneas, nos levam a culpa.

A primeira delas é a crença na possibilidade da perfeição. Quem acredita que é possível ser perfeito viverá necessariamente atormentado pelo sentimento de culpa.

A expectativa de vida é um produto de nossa fantasia. Quanto maior a discrepância entre a realidade objetiva e a nossa fantasia, tanto maior será nosso esforço na vida e maior a nossa frustração.

Respondendo à esta crença opressora da perfeição, atuamos num papel que não tem fundamento real nas nossas necessidades. Nós nos tornamos falsos, evitamos encarar de frente, as nossas limitações e desempenhamos papéis sem base em nossa capacidade. Criamos um terrível inimigo dentro de nós, que é o ideal imaginário.

Respondendo ao ideal de perfeição nós desenvolvemos uma fachada falsa para manipular e impressionar os outros. É muito comum no relacionamento conjugal, marido e mulher não estarem se amando um ao outro e sim a imagem de perfeição que cada um fez do outro. É claro que nenhum dos parceiros consegue corresponder a esta expectativa irreal.

A resposta a isto é a frustração mútua de não encontrar a perfeição esperada, gerando tensões e hostilidades em um longo jogo de culpa.

Esta situação se aplica a todas as relações onde pessoas acreditam que amar o outro é ser perfeito.

Embora, as pessoas acreditem que errar é humano, elas simplesmente parecem não acreditar que são humanas.

Embora, digam que a perfeição não existe, continuam a se torturar, a se punir e punir aos outros por não corresponderem a um ideal perfeccionista do qual não querem abrir mão.

Outra crença que nos leva a culpa, esta talvez mais sutil, mais encoberta e profunda em nossa vida, é acreditarmos em que há uma relação necessária de erro e culpa. A vinculação automática entre erro e culpa.

Quase todas as pessoas a quem tenho perguntado de onde vem o sentimento de culpa me respondem taxativamente que vem dos seus erros.

Acreditamos que a culpa é uma decorrência natural do erro, que não pode de maneira alguma haver erro sem culpa. Se acreditarmos nisso estamos num problema insolúvel. Ou vamos passar a vida inteira tentando não errar para não sentirmos culpa. E isto é impossível porque sempre haverão erros em nossa vida. Ou então passaremos a vida inteira nos sentindo culpados porque sempre erramos. Esta vinculação causal entre erro e culpa é profundamente falsa.

A culpa não decorre do erro, mas da maneira como nos colocamos diante do erro. Vem do nosso conceito relativo ao erro. Vem da nossa raiva por termos errado.

Uma coisa é o erro, outra coisa é a culpa. Erros são erros e culpa é culpa. São duas coisas distintas, separadas, em que nós unimos de má fé a fim de não deixarmos saída ao nosso sentimento de culpa.

O erro é o modo diferente, fora de algum padrão. O que é chamado erro é a saída fora de um modelo determinado que pode ser errado hoje e não amanhã, pode ser errado em um país e não em outro.

A culpa é um sentimento. Vem de nós, vem da crença que errar é errar, que não podemos errar, que devemos ser castigados pelas faltas cometidas.

Crença que cada erro deve corresponder necessariamente a um castigo. De que cada falta deve corresponder a uma punição. Aliás, o sentimento de culpa é o castigo que damos a nós mesmos por termos errado.


Não é possível não errar. O erro é inerente a natureza humana. Ele é necessário a nossa vida. Na perfeição humana está incluída a imperfeição. Só crescemos através do erro.

As pessoas confundem assumir o erro com sentir culpa. Assumir o erro é aceitar que erramos e nos responsabilizamos pelo que fizemos ou deixamos de fazer.

Mas, quando acreditamos que a culpa decorre do nosso erro, tentamos imputar a outros a responsabilidade dos nossos erros numa tentativa infrutífera de acabarmos com nossa culpa.


O perfeccionismo é a morte lenta;

Há um texto de Hugh Preter, que diz.

“ se tudo ocorresse perfeitamente como eu planejara, jamais experimentaria algo novo. Minha vida seria uma repetição infinda de sucessos já vividos. Quando cometo um erro, vivo algo inesperado. Algumas vezes reajo como se tivesse traído a mim mesmo. O medo de cometer erros parece fundamentar-se na recôndita presunção de que sou perfeito e que se for muito cuidadoso, não perderei o céu.
Contudo, o erro é a demonstração do que sou. É um solavanco no caminho que tracei, um lembrete de que não comando os fatos. Quando der ouvidos aos meus erros, ao invés de lamentar, terei crescido”

Este é o texto.

O perfeccionismo é uma maldição, é uma prisão. Quanto mais você treme, mais erra o alvo.
Não tenha medo de erro. Erro é um jeito de fazer algo diferente, talvez criativamente novo.

Algumas pessoas me perguntam como avançar em relação a este sentimento. Como arrancar de mim este hábito de me deprimir com os erros cometidos.

Existe uma saída para o sentimento de culpa. Façamos uma fantasia:


Imaginemos por um instante que estamos a morte. E nosso sentimento, neste momento, é de angústia, tristeza e frustração por todos os erros cometidos, por tudo que deveríamos ter feito e não fizemos. Remorsos pelos fracassos, como pai, como mãe, Omo profissional, como marido ou esposa, como religioso ou cidadão. Mas, ao mesmo tempo estamos com um profundo desejo de morrer em paz, de sair deste processo íntimo de angústia e morrer tranqüilos.

Qual a única palavra que se pronunciada neste momento e sentida com todo o coração teria o poder de transformar a nossa dor em alegria, o nosso conflito em harmonia, nossa tristeza em felicidade?

Somente uma palavra teria esta magia: PERDÃO.

O perdão é uma palavra perdida em nossa vida. O primeiro sentimento que se perde no caminho da loucura é o perdão. O sentimento de autoperdão.

Se a culpa é a vergonha da queda, o autoperdão é o elo entre a queda e o levantar. O perdão é o recomeço da brincadeira depois do tombo. O perdão é sempre a si mesmo. O perdão ao próximo é um modo de dizermos que já nos perdoamos. O autoperdão é a paciência diante da escravidão, é o vislumbre da aurora no final da noite.

O autoperdão é dizer adeus a um passado é restabelecer nossa unidade que a culpa havia dividido.

O perdão é a aceitação da vida como ela é. A criança faz isto muito bem.

Não fique aborrecido com seus erros. Alegre-se por eles.
Você teve a capacidade de dar algo de si.

Jorge Reigada

Quando começamos um relacionamento, qualquer que seja ele, sempre estaremos vendendo uma imagem, e logicamente uma imagem que mais se aproxime da perfeição da cultura local, naquele momento, tanto física, cultural ou intelectual. Nunca mostramos o lobo, mas, sempre o cordeiro.
Colocamos em nós algo que seja do interesse daquela a quem queremos conquistar.

Jorge Reigada

Eu sou só e sou tudo.

Toda dor, toda alegria, todo momento e eternidade, navegam dentro de mim, verdade...
Dentro de mim não tenho sangue, tenho gente. Meu coração não bate, sente.
Cada terra e cada ar. Todo o sentimento, tudo o que pulsar.
Cada mundo e cada sonho, é em mim que ponho.
Sou gente?!?!
Eu sou pai, sou filho, sou irmão, sou meu parente.
Quase a totalidade de mim é mar e cada gota um ser, um viver, um sonhar.
O meu corpo não é feito de carne, mas de emoções, ações, colher e plantar.
Agricultor de meu próprio campo inexistente?!?!
Sou criador e criatura. Não sou nada, ninguém, sou todos, tudo enfim.
Eu não vivo dentro do mundo, é o mundo que vive dentro de mim.

Jorge Reigada

O ser humano é complexo a tal ponto que nem ele mesmo se entende. Quando nascemos não recebemos um manual de como funcionarmos para conosco, mas recebemos milhares de regras de como devemos funcionar com os outros.

Jorge Reigada

Vigie seus pensamentos, porque eles se tornarão palavras;
Vigie suas palavras, pois elas se tornarão atos;
Vigie seus atos, pois eles se tornarão seus hábitos;
Vigie seus hábitos, pois eles se tornarão seu caráter;
Vigie seu caráter - porque ele será o seu destino.

jorge Reigada

Fique de olho em três dos seus amigos. Se eles parecerem normais, o doido é você.
Os psiquiatras dizem que uma em cada quatro pessoas têm alguma deficiência mental.

Jorge Reigada

Quando a Nasa iniciou o lançamento de astronautas,
descobriram que as canetas não funcionariam com gravidade zero.
Para resolver este enorme problema, contrataram a
Andersen Consulting, hoje Accenture.
Empregaram uma década e 12 milhões de dólares.
Conseguiram desenvolver uma caneta que escrevesse com gravidade zero, de ponta cabeça, debaixo d'água, em praticamente qualquer superfície incluindo cristal e em variações de temperatura desde abaixo de zero até mais de 300 graus Celsius.
Os russos usaram um lápis

Jorge Reigada

Ame e diga a quem você ama, que você realmente os ama, em todas as oportunidades nunca deixe de revelar seu coração.

Jorge Reigada

Muitas vezes estamos tão carentes, tão necessitados de acreditar em um sonho que, ao ver uma folha morta cair da árvore e ser levada pelo vento, vemos uma borboleta.
E quando a folha cai no chão inerte, já é tarde. Estamos tão envolvidos naquilo que queríamos enxergar que só nos resta chorar.
O mundo não é tão ruim, nós é quem somos míopes

Jorge Reigada

Aquele que conhece os outros é sábio.
Aquele que conhece a si mesmo é iluminado.
Aquele que vence os outros é forte.
Aquele que vence a si mesmo é poderoso.
Aquele que conhece a alegria é rico.
Aquele que conserva o seu caminho é dono da sua vontade.
Seja humilde, e permanecerás íntegro.
Curva-te, e permanecerás ereto.
Esvazia-te, e permanecerás repleto.
Gasta-te, e permanecerás novo."
O sábio não se exibe, e por isso brilha.
O sábio não se faz notar, e por isso é notado.
O sábio não se elogia, e por isso tem mérito.
E, porque não está competindo, ninguém no mundo pode competir com ele.

Jorge Reigada

Quando nascemos, não nos é dado um manual para que saibamos como funcionamos.
Em compensação, são nos dado milhares de ordens de como funcionar com os outros.

Jorge Reigada

A nossa grande dificuldade é que os problemas nos aparecem sempre antes das soluções.
Se não formos pessoas pro-ativas, cairemos sempre no mesmo erro, tentaremos resolver os novos problemas com as antigas soluções.
Os tempos mudam e as engrenagens dos problemas também, porem, as soluções que temos
são tão rígidas e tão poucas, que muitas vezes, não nos ajudam nem a identificar o problema.
Portanto, cresçamos.

Jorge Reigada

Uma das melhores coisas da vida ainda é acreditarmos nas pessoas.
Nos dias atuais esta ficando tão difícil...
Aprendemos que nossa individualidade é tão importante que acabamos sozinhos.
O estranho é que falamos em privacidade e vivemos mitigando carinho, amizade e amor.
Mas será que estamos dando?

Jorge Reigada

Idéia e sonho são uma carga elétrica sem peso e que não vale no julgamento quando no tribunal da realidade

Jorge Reigada

É impossível para nos, sermos tão bons quanto pensa a pessoa que nos ama.
Em compensação não conseguimos ser tão maus quanto quem nos odeia quer.

Jorge Reigada
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